Mais de 3 milhões de investidores PFs na Bolsa – para onde iremos agora ?

Em setembro, o número de investidores pessoas físicas (PFs) na Bolsa chegou a 3.065.775, ultrapassando a marca dos 3 milhões de indivíduos. Leia o relatório abaixo para saber mais.


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Em setembro, o número de investidores pessoas físicas (PFs) na Bolsa brasileira (B3) chegou a 3.065.775, ultrapassando a marca dos 3 milhões de indivíduos, com um crescimento de 3,63% vs. o mês passado. Comparado ao final de 2019, quando encerramos o ano com 1.681.033 indivíduos, já vemos uma alta expressiva de +82,37%. Considerando também o número de pessoas jurídicas na Bolsa, que em setembro chegou à 31.214, o número total de investidores atinge 3.096.989. Abrimos os principais números dos investidores brasileiros nesse relatório.

A posição total desses investidores PFs passou de R$ 344 bilhões no final de 2019 para R$ 374,16 bilhões em setembro desse ano, um aumento de 8,77%. No entanto, se analisarmos em relação à agosto (R$ 383,07 bilhões), houve uma diminuição de 2,33%, alinhado com a queda vista no índice Ibovespa em setembro (-4,8%), que historicamente tende a ser um mês mais fraco para as Bolsas.

Olhando para frente, a perspectiva de juros baixos por mais tempo (nosso time de economia reafirma a visão de que a taxa Selic permanecerá em 2,0% até o segundo semestre de 2021) deve continuar impulsionando a Bolsa brasileira adiante, dado o aumento do fluxo de investidores procurando por uma maior rentabilidade migrados da Renda Fixa (onde há aproximadamente R$ 7,0 trilhões investidos) e da Poupança (quase R$ 1,0 trilhão).

Analisando na perspectiva de saldo por pessoa, nota-se uma diminuição desde 2017, o que indica uma maior presença de pequenos investidores. Em dezembro de 2017, o saldo era de R$ 267,9 mil por indivíduo vs. R$ 122,0 mil em setembro de 2020, uma redução de 54,45%. Quando comparando com dezembro de 2019, R$ 204,6 mil, houve uma diminuição de 40,36%.

Estado de São Paulo lidera o número de investidores na Bolsa

Os estados que possuem maior número de investidores na Bolsa são: 1) São Paulo (1.183.842 contas), 2) Rio de Janeiro (328.287 contas), 3) Minas Gerais (301.222 contas), 4) Paraná (190.074 contas), 5) Rio Grande do Sul (171.500 contas) e 6) Santa Catarina (145.809 contas), o que mostra a concentração no eixo Sudeste-Sul, principalmente na primeira região, de forma que SP, RJ e MG possuem 59,15% do total de investidores, 42,6 pontos percentuais à frente de PR, RS e SC somados.

Analisando somente São Paulo, este estado representa sozinho 38,61% do total de contas, quase 20 pontos percentuais acima do segundo colocado, RJ, com 10,71% do total. Do ponto de vista do valor investido na Bolsa, o estado de São Paulo também lidera, representando 48,26% (R$ 180,5 bilhões) do valor total, 33,4 p.p. acima do RJ, com R$ 55,5 bilhões.

Número de investidoras vem crescendo apesar de ainda ser pequeno (25%)

O número de investidoras na Bolsa alcançou 779.378 em setembro, o que corresponde a apenas 25,42% do número total de investidores pessoas físicas, vs. 2.286.397 homens. No entanto, o número de mulheres vêm crescendo em ritmo acelerado, com alta de +4,94% se comparado ao mês de agosto e +100,61% vs. dezembro de 2019, percentuais esses que se comparam ao aumento de +3,19% e +76,89%, respectivamente, no número de investidores do sexo masculino.

Na quebra por estado, São Paulo detém o maior número absoluto de investidoras, 312.882 (vs. 870.960 homens), porém é o quarto estado ao analisarmos a porcentagem em relação ao número total de investidores (26,43%), atrás do Distrito Federal (27,63%), do Rio de Janeiro (26,72%) e do Amapá (26,64%).

Ao olharmos para o saldo médio por pessoa, notamos que as mulheres detém também os menores saldos. No Rio de Janeiro, este valor é de R$ 162,2 mil para as mulheres, vs. R$ 171,7 mil para os homens, ou seja, 5,5% menor. A discrepância é ainda maior quando olhamos para o estado de São Paulo: o saldo médio das mulheres é de R$ 130,1 mil, vs. R$ 160,6 mil para os homens (19,0% menor). Destaque nesse caso para o estado de Minas Gerais, cuja diferença ultrapassa os 53,1%.

Nossa visão para a Bolsa

Seguimos otimistas com o índice Ibovespa, e mantemos o target da Bolsa em 115 mil pontos dentro dos próximos 3-6 meses. Essa estimativa se baseia na projeção de lucros das empresas que compõem o índice e um múltiplo de Preço/Lucro justo de 14x. Com a queda recente da Bolsa, esse múltiplo comprimiu de 13x para 11,5x no momento. Portanto, esse é o principal risco por trás dessa estimativa – o aumento do prêmio de risco no Brasil gerado pela preocupação da trajetória fiscal pode continuar pressionado os múltiplos da Bolsa brasileira, levando mais tempo para que o índice volte a negociar em um patamar de 14x Preço/Lucro.

Clique aqui para ler o nosso relatório Panorama de Mercado XP – O que esperar da Bolsa em outubro?

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