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Insights sobre o futuro do mercado de pagamentos – Feedback do 1º CSU Digital Summit em Miami– Future Payments

Evento realizado nos últimos dias de 2022, que marcou o início da internacionalização da CSU Digital (B3: CSUD3), discutiu o futuro do mercado de pagamentos no Brasil e no mundo. As principais reflexões que trouxemos do evento realizado em Miami foram: (i) a importância da atuação dos órgãos reguladores no desenho de um ambiente imparcial […]

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Evento realizado nos últimos dias de 2022, que marcou o início da internacionalização da CSU Digital (B3: CSUD3), discutiu o futuro do mercado de pagamentos no Brasil e no mundo. As principais reflexões que trouxemos do evento realizado em Miami foram: (i) a importância da atuação dos órgãos reguladores no desenho de um ambiente imparcial onde haja um objetivo claro: beneficiar os usuários; (ii) Segurança e infraestrutura (de pagamentos e de telecom) robustas são pilares indispensáveis para a criação de um mercado sem fricção; e (iii) o mercado de pagamentos vai ser cada vez mais integrado, ou seja, os players desse mercado vão ser cada vez mais completos. Veremos incumbentes incorporando traços da estratégia dos disruptores, fintechs adicionando práticas empresariais inspiradas nas incumbentes e agentes relevantes de outros mercados (tecnologia, por exemplo) oferecendo soluções financeiras embarcadas em seus produtos e serviços. Embora os painéis do evento não tivessem a pretensão de esgotar o tema, tampouco apontar os vencedores deste mercado, enxergamos que as empresas com balanço saudável (para fazer frente aos investimentos necessários) e com cultura digital possuam vantagens para atingir ou manter posições relevantes neste mercado no futuro.

Banco Central e o ecossistema de inovações financeiras

Liderado pelo Diretor de Inovação da Fenasbac (Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central), Rodrigo Henriques, o painel trouxe insights interessantes sobre a forma de atuação do órgão regulador em parceria com entidades privadas para contribuir diretamente ao ambiente de inovação financeira do Brasil.  A instituição tem se empenhado em liderar o avanço da agenda de pagamentos instantâneos, ajudando a posicionar o Brasil como referência mundial nesse tema, à frente das grandes economias inclusive.

O “Real Digital”, a CBDC (central bank digital currency) brasileira, se torna a principal agenda a partir de agora através do fomento de inúmeras iniciativas que contribuam diretamente para os diferentes elos de atuação da indústria de pagamentos. O objetivo é levar a uma legítima transição entre os atuais Sistemas de Transferência de Reservas e de Pagamentos Instantâneos para algo que o órgão entende como Sistema de Pagamentos Inteligentes que será focado em 4 grandes pilares: integridade, flexibilidade, instantaneidade e programabilidade (novidade). Fazer transferência offline, agilizar processos de compra e venda de imóveis e facilitar pagamentos internacionais estão entre os nove projetos selecionados pelo laboratório de inovação do Banco Central (BC) que trabalha em soluções para o Real Digital, que deve ser lançado em 2024.

Espera-se, com isso, uma menor verticalidade da indústria, maior eficiência em contratos, segurança e privacidade, integração e interoperabilidade (pagamentos transfronteiriços). Combinados, esses fatores poderiam levar a criação de novos modelos de negócios.

Tendências do Mercado de Pagamentos e Interoperabilidade

O painel que teve como pano de fundo a evolução histórica dos meios de pagamentos, o crescimento das transações PIX, pagamentos por aproximação, Open Banking e o protagonismo do Brasil no cenário global de pagamentos, foi mediado por Fabrício Cirelli, Diretor de BaaS e Loyalty da CSU, e teve participação de Eduardo Pires, co-criador de duas facilitadoras internacionais de pagamentos (EBANX E DLOCAL) e special advisor de diversas Startups, além de Samy Kogan, que vive nos EUA há 11 anos tendo atuado em diversas empresas do setor, e trabalha atualmente na StoneX como VP de Produtos para a América Latina.

Um dos pontos altos do debate refere-se à complementariedade observada entre as empresas tradicionais e as novas entrantes. A crescente digitalização dos serviços financeiros, intensificada pela entrada de mais de 300 fintechs de crédito e de meios de pagamento no país, associado ao maior protagonismo das cooperativas de crédito, contribuíram para ampliar a oferta de serviços fora do circuito de bancos convencionais, promovendo sua descentralização e maior competição. O que, no final do dia, proporcionou um ambiente de mais inovação com novas soluções sendo criadas. Os executivos destacaram também o movimento mais recente de colaboração entre esses dois universos empresariais e que tem trazido mais maturidade para o setor. A troca de experiências e boas práticas se tornam cada dia mais comuns. O maior beneficiado – espera-se – será o cliente que terá acesso a uma gama de serviços em plataforma única, com soluções mais completas, inclusivas, financeiramente viáveis, convenientes e com as melhores experiências para o usuário. Nesse último tópico, itens como pagamentos invisíveis, checkout automático, novas tecnologias e serviços financeiros incorporados ao varejo foram alguns dos pontos discutidos.

A partir da experiência brasileira, é possível concluir que as infraestruturas dos bancos centrais têm o poder de favorecer a concorrência e interoperabilidade entre diferentes formas de pagamento. Além disso, também é capaz de reduzir custos para os usuários e têm potencial para atuar na promoção da inclusão financeira. Com uma estrutura digital flexível, resiliente, colaborativa e segura, combinada com boas práticas que incorporam rapidamente novas expectativas e tecnologias de pagamento, o Brasil deverá ser protagonista nesse cenário de inovação na vanguarda do futuro dos pagamentos.

Outra questão debatida foi o problema da segurança, latente no Brasil e em outros países emergentes. As ferramentas de anti-fraude nessas regiões se desenvolveram sensivelmente. Entretanto ainda há barreiras culturais que dificultam a difusão de novos meios de pagamentos já inseridos nessas economias para outros países pelo receio quanto a sua estabilidade e segurança, tornando a agenda fundamental para as empresas do setor.

O Painel concluiu que o que trouxe o Brasil até o momento atual em seu ambiente de pagamentos e crédito, é hoje bastante reconhecido localmente pela população e entidades brasileiras e pode ser de grande valia para os mercados internacionais que poderão, inclusive, contar daqui para frente com tecnologia, conhecimento e capacidade de processamento das empresas e instituições brasileiras.

Perspectivas da evolução dos meios de pagamentos digitais na ótica das bandeiras

Liderado pelo Diretor de Relações com Investidores da CSU, Pedro Alvarenga, o painel contou com a presença de Thiago Dias VP Fintech, Enablers & Crypto, para a América Latina na Mastercard e, também, Daniel d`Andrea, executivo de marketing da Elo. O painel passou por temas bastante amplos como as novas soluções de comércio eletrônico, a busca pelo aperfeiçoamento da experiência do consumidor, a revolução dos pagamentos instantâneos, as criptomoedas, concorrência, entre outros.

Na visão dos palestrantes, existe uma corrida para criar novas soluções dedicadas a aprimorar a experiência do consumidor seja no varejo físico ou eletrônico. As integrações dos múltiplos meios de pagamentos digitais e das diferentes carteiras, não param de crescer, levando todos os dias a criação de novas soluções como o Just Walk Out e Click to pay que priorizam a conclusão de transações sem atritos, sem transferências de telas e com o menor volume de cliques. Essas soluções priorizam não só a experiência do consumidor final, mas também a ampliação da segurança para os lojistas. A manutenção de uma base de dados pré-cadastrados e pré-validados, tecnologias como reconhecimento biométrico e facial e novas interfaces de check-in e check-out, ampliam materialmente a capacidade de ampliação dos mecanismos anti-fraude no comércio.

Outro tema amplamente debatido foi a relevância dos pagamentos instantâneos e dos criptoativos para alavancar o mercado de pagamentos no Brasil e no mundo. As novas soluções têm sido importantes para impulsionar a digitalização dos pagamentos em diversas camadas sociais da sociedade, permitindo uma legítima inclusão financeira em boa parte da população. Hoje, aproximadamente 80% dos pagamentos ocorrem em ambientes digitais (vs. 30% há 4 anos). Assim, todos os meios eletrônicos acabaram se favorecendo desse movimento. Porém, acredita-se que esse mercado continuará em transformação, e a coexistência desses diferentes meios será cada vez mais associada ao volume de benefícios (descontos, pontos, cashbacks, melhores taxas de crédito, entre outros) que cada veículo permitirá, trazendo novos desafios aos atuantes dessa indústria.

Para suportar cada uma dessas grandes mudanças (com uma ampla convergência entre moedas, carteiras e métodos de pagamentos e a interoperabilidade entre países), a solidez e flexibilidade da infraestrutura de pagamentos e bancária passam a ser primordiais para uma adequada prestação de serviços. Na visão dos palestrantes há uma oportunidade clara para empresas desenvolvedoras de soluções.

Acreditam, também, que há espaço para novas consolidações no mercado após um amplo ciclo de descentralização vivido nos últimos anos. Há uma tendência de aproximação das estratégias empresariais entre empresas consideradas disruptivas e as incumbentes, sendo que as últimas tentam adotar mais as soluções inovadoras criadas pelas empresas consideradas disruptivas para seu portfólio, enquanto as empresas disruptivas começam a adotar diversas práticas do dia a dia de mercado inspiradas nas incumbentes como forma de começar a monetizar seus investimentos. Em breve, imagina-se, inclusive, que o termo Fintech cairá em desuso.

Por fim, em um horizonte mais longo,  acreditam que o futuro para esse mercado dependerá de cinco elementos comuns a todos os produtos financeiros: i) personalização: cada indivíduo deseja ter experiências que atendam seus anseios individuais; ii) integração: dispositivos, meios, moedas e carteiras precisarão funcionar de forma integrada entre si; iii) autenticidade da marca: identidade entre o consumidor e o produto; (iv) instantaneidade, em uma busca cada vez maior por maior agilidade e, por último (v) transparência: disponibilidade de dados e informações devem beneficiar o consumidor ao mesmo tempo que trazem mais segurança às relações desses com as empresas. 

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