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Saída de capital estrangeiro atinge o maior nível desde março de 2020 – Fluxo em foco

...mas o fluxo virou significativamente para o positivo no início de setembro

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Em agosto, os investidores estrangeiros registraram a maior saída líquida mensal desde março de 2020, com R$ 22,2 bi de saídas líquidas totais (-R$ 18,1 bi no mercado à vista e -R$ 4,1 bi em futuros), em um mês de desempenho inferior da bolsa brasileira em meio à retomada global da tese de inteligência artificial e a uma temporada de resultados do 2T26 decepcionante no Brasil. Dito isso, o fluxo virou para o positivo em setembro até o momento: no acumulado do mês, os investidores estrangeiros registraram entradas líquidas totais de R$ 10,8 bi. Como destacamos no feedback dos nossos roadshows nos Estados Unidos e no Chile, o Brasil está voltando ao radar dos investidores estrangeiros, à medida que o trade eleitoral ganha tração, o cenário de inflação e juros melhora e os valuations e técnicos do mercado seguem atrativos. Por fim, a indústria de fundos registrou entradas líquidas de R$ 33,9 bi, puxadas principalmente pelos R$ 47,2 bi de captação dos fundos de renda fixa. Já os fundos multimercados e os fundos de ações mantiveram a tendência negativa, com resgates líquidos de R$ 8,7 bi e R$ 0,5 bi, respectivamente.

Os investidores estrangeiros registraram a maior saída mensal desde março de 2020. Agosto fechou com saídas líquidas de R$ 18,1 bi no mercado à vista e de R$ 4,1 bi em futuros, totalizando R$ 22,2 bi. Como discutimos em nosso último Raio-XP, o Brasil perdeu momentum no mês passado, à medida que a tese de inteligência artificial voltou a ganhar força globalmente, com uma temporada de resultados do 2T26 muito forte nos Estados Unidos e uma temporada fraca no Brasil.

No entanto, o fluxo estrangeiro virou fortemente positivo em setembro. No acumulado do mês, os investidores estrangeiros registraram entradas líquidas de R$ 3,9 bi no mercado à vista e de R$ 6,8 bi em futuros. Como destacamos no feedback dos nossos roadshows nos Estados Unidos e no Chile, o Brasil está voltando ao radar dos investidores estrangeiros, à medida que o trade eleitoral ganha tração, o cenário de inflação e juros melhora e os valuations e técnicos de mercado seguem atrativos. As entradas acumuladas em 2026 estão agora em R$ 26,9 bi no mercado à vista, ante o pico de R$ 69,1 bi em meados de abril. À medida que avançamos no período de trade eleitoral, seguimos esperando volatilidade acima do normal.

A nível setorial, as saídas foram disseminadas em agosto, com apenas 6 dos 17 setores registrando entradas líquidas. Os destaques positivos foram Bens de Capital, Saúde, Alimentos & Bebidas e Papel & Celulose. Em contrapartida, Saneamento, Bancos, Elétricas e Óleo, Gás e Petroquímicos concentraram as maiores saídas. Em setembro, o quadro melhorou, com 10 dos 17 setores registrando entradas líquidas.

Enquanto isso, os investidores domésticos foram fortes compradores líquidos em agosto. Os institucionais registraram entradas líquidas de R$ 11,4 bi no mercado à vista e de R$ 3,7 bi em futuros, totalizando R$ 15,0 bi. Os investidores pessoa física também foram compradores líquidos, com entradas de R$ 2,1 bi no mercado à vista e de R$ 0,8 bi em futuros. Em setembro, ambos inverteram a direção, com os institucionais registrando saídas líquidas de R$ 7,7 bi e a pessoa física, de R$ 2,8 bi.

Por fim, a indústria de fundos voltou a registrar entradas líquidas em agosto. A indústria captou R$ 33,9 bi, puxada principalmente pelos R$ 47,2 bi de entradas nos fundos de renda fixa. Os fundos multimercados tiveram saídas líquidas de R$ 8,7 bi, estendendo para sete meses consecutivos sua sequência negativa, enquanto os fundos de ações registraram resgates líquidos de R$ 0,5 bi, seu oitavo mês negativo seguido, acumulando R$ 8,2 bi de resgates no ano.

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