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Senado aprova PL dos Minerais Críticos | Café com ESG, 03/09

Minerais críticos em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quarta-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 3,05% e 2,97%, respectivamente.

• Do lado das empresas, de olho em governança corporativa, a Azzas 2154 anunciou nesta quarta-feira que seus acionistas controladores, Alexandre Birman e Roberto Jatahy, chegaram a um acordo que vai resultar na divisão da companhia em três novas empresas – a operação vai consistir em uma cisão parcial com a segregação das marcas e ativos entre Arezzo&Co e Soma, preservando a proporcionalidade das participações dos atuais acionistas no capital social de ambas.

• Na política, (i) aprovado pelo Senado, o Redata foi bem recebido pela indústria de infraestrutura digital e por diferentes segmentos do setor de energia, que enxergam na política uma oportunidade para novas demandas – como exemplo, uma das emendas ampliou as fontes permitidas para atender a demanda de energia de data de center de “limpas ou renováveis”, para “renováveis ou de baixa emissão”, abrindo caminho para o gás natural, a energia nuclear e a geração térmica com biogás; e (ii) o Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei (PL) 2.780, que regulamenta a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos do Brasil, e tem como objetivo reposicionar o país na cadeia global, de exportador de minério bruto para produtor de bens de maior valor agregado – sem mudanças relevantes no texto que veio da Câmara dos Deputados, a proposta segue agora para sanção presidencial.

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Brasil

Escassez de investimento de longo prazo atrapalha transição verde

“A crise climática demanda investimentos maciços na transição para a energia verde. O custo para o Brasil atingir a neutralidade das emissões líquidas dos gases de efeito estufa foi calculado em US$ 6 trilhões pela BloombergNEF. Durante a COP30, em 2025, a Febraban reconheceu que o setor bancário tem papel fundamental na migração para as fontes limpas e, além de contribuir para a mobilização do capital, precisa consolidar fontes permanentes de financiamento dos projetos necessários. Desafios como a escassez de capital paciente e baixa bancabilidade dos projetos, porém, estão travando os avanços. Para Priscila Specie, assessora da diretoria de infraestrutura, transição energética e mudança climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a transição irá pedir combinações dos diferentes tipos de “blended finance” (financiamento misto) existentes e engajamento efetivo dos atores na causa. Ela cita como exemplo o cofinanciamento de R$ 500 milhões do banco de fomento, no ano passado, para a instalação de uma refinaria de combustível renovável de aviação (SAF) a partir do óleo da macaúba na Bahia com recursos do Fundo Clima. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Banco Mundial voltado ao setor privado nos países emergentes, também fizeram aportes.”

Fonte: Valor Econômico; 03/09/2026

Birman e Jatahy assinam acordo para encerrar disputa societária na Azzas e dividir empresa

“A Azzas 2154 anunciou nesta quarta-feira (2) que seus acionistas controladores, Alexandre Birman e Roberto Jatahy, chegaram a um acordo que vai resultar na divisão da companhia em três novas empresas. A operação vai consistir em uma cisão parcial com a segregação das marcas e ativos entre Arezzo&Co e Soma, preservando a proporcionalidade das participações dos atuais acionistas no capital social de ambas. Ao fim do processo, o Birman deterá 32,1% da Arezzo&Co e 6,18% da Soma, enquanto Jatahy passará a deter 25,9% da Soma. Os acionistas minoritários e demais investidores deterão 67,8% do capital em cada uma das companhia, sem direito de retirada. Sob a nova configuração, a Arezzo&Co reunirá as marcas do segmento de calçados e bolsas, como Arezzo, Schutz, Anacapri, Vans, Alexandre Birman e Carol Bassi, além da Hering e suas extensões. A Soma, por sua vez, concentrará os negócios de vestuário masculino e feminino premium, englobando Animale, NV, Maria Filó, Cris Barros, Reserva, Oficina e Foxton, afirma a companhia. A reorganização prevê ainda a criação de uma sociedade específica para abrigar a marca Farm e suas ramificações, Farm Brasil, Farm Internacional e Fábula, que terá gestão independente, sendo 57,4% controlada pela Arezzo&Co e 42,6% pela Soma. A Farm terá gestão e governança específicas, preservando sua autonomia e permitindo que Arezzo&Co e Soma continuem participando de seu desenvolvimento e do processo de avaliação de alternativas estratégicas já anunciada anteriormente.”

Fonte: Valor Econômico; 02/09/2026

Energisa compra usinas de GD solar da Matrix

“A Energisa chegou a um acordo para a aquisição de cinco usinas de geração solar distribuída da Matrix Energia, aproveitando-se da crise financeira da companhia controlada pela Prisma Capital e pela franco-suíça Duferco para expandir sua atuação no chamado setor de GD. Controlada pela família Botelho, a Energisa opera 126 usinas solares de GD por meio da subsidiária (re)energisa, num total de 473 megawatts-pico em potência, e o pacote em negociação com a Matrix vai agregar mais 26 MWp. Do lado da Matrix, a transação faz parte de uma reestruturação do grupo, que colocou à venda todo seu portfólio de 29 usinas solares com 120 MWp em meio às turbulências recentes enfrentadas em seus setores de atuação, a comercialização de energia e a GD. Antes, esses ativos de GD da Matrix chegaram a ser alvo de uma transação com a Thopen, mas 21 delas foram devolvidas após a empresa, que recentemente pediu recuperação judicial, não ter conseguido apresentar garantias. As cinco usinas que estão sendo vendidas à Energisa ficam no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde a companhia dos Botelho tem concessionárias de distribuição, o que gera sinergias para a operação. A Matrix ainda mantém negociações para vender o restante de sua carteira de GD e deve em breve anunciar mais transações, Wilson Ferreira Jr, o CEO da companhia, disse ao Brazil Journal.”

Fonte: Brazil Journal; 02/09/2026

A Auditoria de Imagem ESG entra na pauta de risco reputacional das empresas brasileiras

“A consulta pública sobre o cronograma de monitoramento, relato e verificação (MRV) de emissões do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) se encerrou em 28 de agosto de 2026 e fechou o primeiro ciclo de regulamentação do mercado de carbono brasileiro. Aberta em 28 de julho pela Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério da Fazenda, a minuta propõe a entrada gradual de 17 setores nas obrigações de relato em três etapas: 2027, 2029 e 2031. A primeira fase reúne atividades intensivas em emissões: cimento, alumínio primário, siderurgia integrada, refino, petróleo e gás, celulose e transporte aéreo. A segunda inclui mineração, setor elétrico, química, alimentos e bebidas, vidro, cerâmica, resíduos e esgoto, e a terceira, os transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário. A pasta esclarece que a inclusão de um setor no MRV não implica submissão imediata a limites de emissão nem à conciliação de obrigações, parâmetros que dependerão do Plano Nacional de Alocação. O calendário fecha um semestre de estruturação do sistema criado pela Lei nº 15.042/2024. Em janeiro, o Serpro e o Ministério da Fazenda iniciaram o desenvolvimento do Registro Central do SBCE, plataforma que reunirá relatos de emissões e o registro dos ativos, prevista para o fim do ano. Em março, a SEMC realizou a primeira reunião do Comitê Técnico Consultivo Permanente (CTCP), que em maio aprovou seu regimento interno e criou grupos de trabalho sobre aspectos financeiros, MRV e metodologias.”

Fonte: Valor Econômico; 02/09/2026

Cade nega pedido da Keeta para barrar cláusulas de exclusividade da 99Food

“O tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) negou um pedido da Keeta para proibir a 99Food de firmar contratos que impeçam restaurantes parceiros de entrar em plataformas concorrentes específicas, como a própria rival chinesa e a Rappi. Em julgamento nesta quarta-feira (2), os conselheiros entenderam que não há elementos, no momento, que justifiquem uma atuação cautelar do Cade. Ainda assim, determinaram que a Superintendência-Geral do órgão dê andamento às investigações. O presidente do tribunal do Cade, Diogo Thomson de Andrade, argumentou que uma intervenção prematura, ainda sem dados precisos sobre a participação de mercado de cada uma das empresas, por exemplo, poderia criar efeitos indesejados no segmento de delivery. No centro do debate estão as cláusulas da 99Food que oferecem um investimento inicial a restaurantes parceiros em troca da garantia de que não firmarão contratos com plataformas concorrentes, como Keeta e Rappi. A Keeta chama essas cláusulas, que preservam a empresa dominante do mercado, o iFood, mas miram aplicativos menores, de “cláusulas de banimento”, ao passo que a 99 fala em “semiexclusividade”.”

Fonte: Folha de São Paulo; 02/09/2026

Nuclear e biogás enxergam oportunidade de novas demandas em política para data centers

“Aprovado pelo Senado na noite de terça (1/9), o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) foi recebido com euforia pela indústria de infraestrutura digital, mas também por diferentes segmentos do setor de energia, que enxergam na política uma oportunidade para novas demandas. Relatado por Cid Gomes (PSB/CE), o projeto de lei 278/2026 foi aprovado pelos senadores com quatro emendas de redação. Uma delas alterou o texto da Câmara onde se exigia que o data center atendesse toda a sua demanda de energia com fontes “limpas ou renováveis”, para passar a valer “renováveis ou de baixa emissão”. A mudança abre caminho para o gás natural, mas também para a energia nuclear e a geração térmica com biogás. Para a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan), o Redata abre uma oportunidade estratégica para a energia nuclear no país em um momento em que a expansão da inteligência artificial e do processamento de dados exige grandes volumes de energia firme, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Os grandes data centers que sustentam a revolução da inteligência artificial precisam de energia confiável, contínua e de baixa emissão de carbono. É exatamente nesse ponto que a energia nuclear se destaca”, comenta o presidente da Abdan, Celso Cunha.”

Fonte: Capital Reset; 02/09/2026

Política de minerais críticos ameaça contratos que financiam minas

“O Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto de lei (PL) 2.780, que regulamenta a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos do Brasil. Sem mudanças relevantes no texto que veio da Câmara dos Deputados, a proposta segue direto para sanção presidencial. A aprovação ocorre em meio a uma corrida global por minerais como terras raras, lítio e níquel, que são essenciais para transição energética, desenvolvimento da inteligência artificial e sistemas de defesa. O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo e se tornou alvo de países que tentam reduzir sua dependência da China, que hoje domina essa cadeia. Com a soberania nacional em jogo, os políticos brasileiros tiveram que correr. A única mina brasileira em operação, a Serra Verde, foi vendida para uma empresa americana. Empresas europeias e asiáticas estão fechando acordos de compra antecipada com mineradoras que ainda estão pré-operacionais. Os contratos de offtake, que garantem a venda futura dos minerais, são considerados essenciais para o financiamento da produção. A política nacional era amplamente aguardada justamente pela regulação sobre controle acionário e contratos de fornecimento. Da forma que foi aprovada, a avaliação é que a política cria imprevisibilidade e pode afugentar o capital necessário para desenvolver o setor.”

Fonte: Capital Reset; 02/09/2026

Entidades pedirão à Justiça que CVM retome exigência de dados de sustentabilidade às empresas

“O IDC (Instituto de Direito Coletivo) e a associação SIS (Soluções Inclusivas Sustentáveis) planejam pedir neste mês que a Justiça do Rio de Janeiro analise um pedido de liminar para que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) volte a exigir a divulgação de dados financeiros sobre sustentabilidade. Conforme a resolução 193/2023, empresas de capital aberto no Brasil seriam obrigadas a publicar relatórios de clima e sustentabilidade a partir de 2027, com base em informações de 2026. Em maio, porém, o órgão publicou a resolução 244/2026 e tornou opcional a publicação dos reportes. As duas entidades são autoras de uma ação civil pública que questiona a derrubada da norma. Luciane Moessa, diretora executiva e técnica da SIS, diz à Folha que, caso a Justiça decida invalidar a resolução mais recente, há chance de as companhias serem obrigadas a divulgar dados sobre 2026. “Considerando que as empresas já estavam se preparando nos primeiros cinco meses do ano, elas já deviam ter levantado várias informações. Eu avalio que, a essa altura, o dano ainda é reversível”, acrescenta. A ação das organizações menciona a falta de consulta pública e de justificativa para a retirada da obrigatoriedade, além de argumentar que se trata de retrocesso ambiental e regulatório. O caso tramita na 30ª Vara Federal do Rio de Janeiro. O juiz Marcelo da Fonseca Guerreiro havia negado um primeiro pedido de liminar e exigido a manifestação da CVM. Em contestação, o órgão afirmou que a ação civil pública não seria o espaço adequado para tratar do assunto.”

Fonte: Folha de São Paulo; 02/09/2026

Consulta pública fecha primeiro ciclo do SBCE

“A consulta pública sobre o cronograma de monitoramento, relato e verificação (MRV) de emissões do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) se encerrou em 28 de agosto de 2026 e fechou o primeiro ciclo de regulamentação do mercado de carbono brasileiro. Aberta em 28 de julho pela Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério da Fazenda, a minuta propõe a entrada gradual de 17 setores nas obrigações de relato em três etapas: 2027, 2029 e 2031. A primeira fase reúne atividades intensivas em emissões: cimento, alumínio primário, siderurgia integrada, refino, petróleo e gás, celulose e transporte aéreo. A segunda inclui mineração, setor elétrico, química, alimentos e bebidas, vidro, cerâmica, resíduos e esgoto, e a terceira, os transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário. A pasta esclarece que a inclusão de um setor no MRV não implica submissão imediata a limites de emissão nem à conciliação de obrigações, parâmetros que dependerão do Plano Nacional de Alocação. O calendário fecha um semestre de estruturação do sistema criado pela Lei nº 15.042/2024. Em janeiro, o Serpro e o Ministério da Fazenda iniciaram o desenvolvimento do Registro Central do SBCE, plataforma que reunirá relatos de emissões e o registro dos ativos, prevista para o fim do ano. Em março, a SEMC realizou a primeira reunião do Comitê Técnico Consultivo Permanente (CTCP), que em maio aprovou seu regimento interno e criou grupos de trabalho sobre aspectos financeiros, MRV e metodologias.”

Fonte: Valor Econômico; 02/09/2026

Redata é aprovado e abre espaço para gás natural em data centers

“O Senado aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto de lei que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center no Brasil, o Redata. O texto passou sem mudanças de mérito e agora segue para sanção presidencial. O projeto foi um dos temas anunciados, na semana passada, como prioridades pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Os data centers usados para treinar e rodar sistemas de inteligência artificial (IA) precisam de espaço, muita eletricidade e servidores para rodar. Estes últimos são baseados nos chips gráficos da americana Nvidia e custam caro em dólar. O Redata foi criado para diminuir esse custo de entrada. Ele reduz custos tributários sobre o faturamento e a importação de equipamentos de TI, que pode chegar a cerca de 30% do valor total de um data center. Na prática, ele antecipa os efeitos da reforma tributária, que começam de forma gradual no ano que vem. O programa foi apresentado por meio de medida provisória (MP) em setembro do ano passado, mas a proposta avançou lentamente no Congresso. Em fevereiro, o governo mudou a estratégia e passou a defender a aprovação por meio de projeto de lei com o mesmo conteúdo. No mesmo mês, o PL foi aprovado na Câmara dos Deputados em regime de urgência, sem passar pelas comissões.”

Fonte: Capital Reset; 02/09/2026

Internacional

Data centers de IA exigirão US$ 32 tri até 2050, diz PwC

“Os gastos globais com data centers devem chegar a US$ 31,6 trilhões (R$ 162,98 trilhões) até 2050 para atender à crescente demanda mundial por inteligência artificial, em um boom de investimentos sem precedentes na história, segundo a PricewaterhouseCoopers. Superando em muitos projetos como ferrovias, internet e eletrificação, os gastos com data centers podem chegar a US$ 50 trilhões nas próximas duas décadas e meia se a adoção da IA aumentar além da previsão do “cenário central” da PwC, afirmou a empresa em relatório divulgado nesta quarta-feira. Para efeito de comparação, o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA é de aproximadamente US$ 30 trilhões. Com consumidores, empresas e governos recorrendo cada vez mais à IA, gigantes de tecnologia como Microsoft e Amazon, além de provedores fornecedores de data centers, constroem rapidamente instalações de computação em todo o planeta. A maior parte dos gastos será destinada aos equipamentos desses data centers —hardware de empresas como a Nvidia, líder mundial em chips para IA.”

Fonte: Folha de São Paulo; 02/09/2026

Alta dos preços de energia pressiona mercados de títulos, com gás europeu no maior nível em três anos

“Os preços do gás natural na Europa atingiram nesta quarta-feira (2) o maior nível desde 2023, enquanto o petróleo chegou à máxima em cinco semanas, mantendo os mercados de títulos sob pressão. A retomada das hostilidades entre os EUA e o Irã aumentou os temores de um período prolongado de inflação global. O preço do gás natural negociado no hub europeu TTF, (Instalação de Transferência de Título) na Holanda, superou 75 euros (R$ 444,31) por MWh (Megawatt-hora) pela primeira vez desde o início da guerra, em fevereiro, alcançando o maior nível desde o começo de 2023. As empresas de energia estão cada vez mais preocupadas com a chegada do inverno, diante dos baixos níveis de armazenamento para enfrentar períodos de temperaturas mais baixas. O preço recuou posteriormente para cerca de 73,30 euros (R$ 434) por MWh, ainda em alta de 1,5% no dia. O Brent, referência internacional do petróleo, chegou a subir 2,5%, para pouco mais de US$ 97 (R$ 497,82) por barril, antes de reduzir os ganhos e passar a ser negociado em queda de 0,4%, a US$ 94,30 (R$ 486), em Londres. A alta dos preços continuou a abalar os mercados globais de títulos, levando o custo de financiamento dos EUA em dez anos ao maior nível em três anos, diante da preocupação de que os bancos centrais precisem elevar as taxas de juros para responder à inflação decorrente da alta da energia.”

Fonte: Folha de São Paulo; 02/09/2026

China levou décadas para ter domínio em energia

“Quem visita as vastas áreas verdes de Ordos, na região autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, não imagina que o parque ecológico criado pela CHN Energy foi erguido no deserto, em uma antiga mina de carvão. Espécies que há muito tempo não eram vistas voltaram a aparecer por lá. A empresa ajuda a explicar a liderança chinesa tanto na geração de renováveis quanto na produção de equipamentos para essa indústria com preços altamente competitivos no mercado internacional. O grupo, que cresceu e se consolidou na cadeia do carvão, é um dos que mais investem em grandes projetos integrados de energia limpa. Em junho, sua capacidade total instalada atingiu 400 GW, com a participação de energias renováveis superando 41%. De acordo com Xin Renye, gerente da divisão de assuntos gerais do departamento de gestão da indústria de energia elétrica da CHN Energy, o grupo tem parques eólicos e solares nas regiões norte, nordeste e noroeste da China, complexos integrados de hidrelétrica, solar e eólica no sudoeste, e energia eólica offshore. Os projetos visam alinhar oferta e demanda com consumo próximo aos centros geradores. “A CHN Energy atua de acordo com as características regionais de recursos”, diz Xin.”

Fonte: Valor Econômico; 03/09/2026

Tribunal da UE rejeita contestação de ONG às alocações de emissões do bloco para o período de 2023 a 2030

“O Tribunal Geral da União Europeia rejeitou, na quarta-feira, uma contestação apresentada pelas ONGs Global Legal Action Network e CAN Europe contra uma decisão da Comissão Europeia que estabeleceu as cotas anuais de emissão de gases de efeito estufa para os Estados-Membros da UE no período de 2023 a 2030. As ONGs haviam solicitado uma revisão interna, argumentando que as cotas baseavam-se em metas de redução de emissões insuficientes à luz do direito da UE e do direito internacional — incluindo o Acordo de Paris — e em uma avaliação de impacto falha.”

Fonte: Reuters; 02/09/2026

Nove mitos sobre dívida sustentável – e uma pergunta de 1 trilhão de dólares

“Durante muito tempo, finanças sustentáveis foram apresentadas às empresas de uma maneira que ajudou pouco os Conselhos e os times executivos. Muito verde, muitas siglas, taxonomias, compromissos climáticos e uma quantidade crescente de novos nomes para instrumentos financeiros. O resultado é curioso. Enquanto o mercado global de dívida sustentável já ultrapassou US$ 7 trilhões em emissões acumuladas e parece ter se estabilizado em cerca de US$ 1 trilhão de novas emissões por ano, e ainda recentemente vem batendo recordes, muitos Conselhos ainda tratam o assunto como uma especialidade ESG. Não é. Dívida sustentável é, antes de tudo, dívida. Envolve custo de capital, prazo, acesso a investidores, covenants, riscos, métricas, credibilidade e capacidade futura de financiamento. A sustentabilidade entra porque pode alterar algumas dessas variáveis e, principalmente, porque pode ampliar as alternativas disponíveis para financiar a estratégia da empresa. Esses equívocos raramente aparecem sozinhos. Eles costumam se reforçar uns aos outros. Vale desmontar cada um deles: Dívida sustentável é dinheiro apenas para empresas “verdes”. Este talvez seja o primeiro equívoco. Existem basicamente duas grandes famílias de instrumentos. Nos títulos que mantêm o uso de recursos apartados, como green bonds, social bonds e sustainability bonds, o dinheiro captado precisa financiar ou refinanciar projetos elegíveis. Uma empresa pode, por exemplo, emitir dívida para financiar energia renovável, eficiência energética e economia circular.”

Fonte: Capital Reset; 02/09/2026

1,5°C ficou para trás, corrida agora é para reverter aumento, diz Pnuma

“Não há mais avaliações científicas que considerem plausível que o aquecimento global se mantenha abaixo de 1,5°C. Esse é o diagnóstico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em relatório divulgado nesta quarta-feira (2). É a primeira vez que uma agência da ONU admite que vamos ultrapassar o limite estabelecido pelo Acordo de Paris. O documento parte do diagnóstico de que o mundo já entrou em território novo e traz caminhos de como atravessá-lo causando o menor dano possível e, principalmente, de como voltar para os trilhos. “O desafio que se impõe aos formuladores de políticas não é mais apenas como evitar essa ultrapassagem, mas sim como compreender, preparar-se para e transitar por um futuro no qual as temperaturas globais ultrapassem 1,5°C”, diz o relatório. Os números explicam a urgência. Em 2025, a temperatura média global ficou cerca de 1,4°C acima dos níveis pré-industriais. As políticas climáticas em vigor apontam para cerca de 2,6°C até o fim do século, patamar “extremamente perigoso” que, na trajetória atual, provavelmente representa o piso, não o teto, do aquecimento futuro. Mesmo com cumprimento integral de todas as metas climáticas condicionais já anunciadas, a conta chega a 1,9°C em 2100. E mesmo que o mundo abandonasse combustíveis fósseis imediatamente, já estaria comprometido com um pico de ao menos 1,7°C neste século. Um ponto importante: ultrapassar 1,5°C não significa abandonar a meta do Acordo de Paris, mas buscar meios de retornar a temperatura média ao limite estipulado pelos países signatários. “O objetivo de longo prazo de limitar o aquecimento a 1,5°C permanece como a base da política climática internacional”, diz o Pnuma.”

Fonte: Capital Reset; 02/09/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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