Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de segunda-feira fechou em alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,51% e 0,33%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a empresa americana USA Rare Earth anunciou ter finalizado a capitalização para concluir a compra da mineradora de terras raras brasileira, Serra Verde – a companhia disse ter conseguido o total de US$ 1,5 bilhão para concluir o negócio que deve acontecer ainda nesta semana; e (ii) o governo federal reservou R$ 4 bilhões em financiamento para fortalecer as cadeias de fertilizantes e de minerais críticos na terceira fase do Plano Brasil Soberano – em contexto, o programa foi criado para apoiar empresas afetadas por tensões geopolíticas no Oriente Médio e o tarifaço imposto às exportações brasileiras por parte dos Estados Unidos.
• Ainda no país, a B3 informou que a Braskem será excluída dos seus índices após o fechamento do pregão de terça-feira em decorrência do acordo de pedido de recuperação extrajudicial anunciado pela companhia – do ponto de vista dos índices de sustentabilidade, as ações ordinárias (BRKM3) e preferenciais Classe A (BRKM5) saírão dos índices ICO2 e ISE.
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Brasil
Empresas
Brasil deveria acelerar conversão para energia verde e não investir em fósseis, diz Polman
“O renomado líder empresarial Paul Polman acredita que o Brasil não deveria abrir novas frentes de petróleo na Foz do Amazonas. Lembra que o país está dividido sobre a iniciativa, que se trata de um investimento significativo, é incompatível com a crise climática e corre o risco de se tornar um ativo que desvalorize rapidamente. “É algo mais movido por tensão política do que por ciência ou bom senso”, diz. “Pessoalmente, acho que o Brasil estaria melhor se pegasse esse dinheiro e acelerasse a conversão para energia verde em vez de colocá-lo em combustíveis fósseis.” O executivo, que durante 10 anos foi CEO da Unilever e hoje atua na interseção entre o mundo dos negócios, governos e a sociedade civil com o objetivo de acelerar ações para enfrentar os desafios globais comuns – como a crise climática e as desigualdades sistêmicas -, cita o filósofo italiano Antonio Gramsci para falar da crise do multilateralismo. “Gramsci diz que quando o sistema antigo está se desintegrando e o novo ainda não se formou, é a hora em que os monstros nascem”. A transição energética, reconhece, não é fácil, é grande e esbarra em interesses. “Isso nunca vai ser uma linha reta”. Polman falou a mais de 50 CEOs da indústria de mineração na Exposibram, a exposição e o congresso brasileiro do setor, aberto ontem em Belo Horizonte.”
Fonte: Valor Econômico; 25/08/2026
B3 vai excluir Braskem dos seus índices após acordo de pedido de recuperação extrajudicial
“A B3 informou que a Braskem será excluída dos seus índices a partir da quarta-feira (26) em decorrência do acordo de pedido de recuperação extrajudicial anunciado nesta segunda-feira (24). Segundo comunicado na Agência Bovespa, as ações ordinárias (BRKM3) e preferenciais Classe A (BRKM5) saírão dos índices Ibovespa, IGCX, ICO2, IMAT, IGCT, IBRA, INDX, ISEE, ITAG, IBHB, IBEP, IBEW, IBBE, IBBC, SMLL, IBBR e SCSR. A operadora da bolsa afirma que os papéis serão retirados dos índices após o fechamento do pregão de terça-feira e suas participações serão redistribuídas proporcionalmente aos demais integrantes das carteiras. A Braskem disse nesta segunda-feira que pretende entrar com um pedido de recuperação extrajudicial para equalizar US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras e assegurar melhores condições de negociação com seus credores.”
Fonte: Valor Econômico; 24/08/2026
Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial
“A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) seu pedido de recuperação extrajudicial. A petroquímica reconheceu uma dívida de US$ 10,9 bilhões (aproximadamente R$ 56,2 bilhões) e disse ter 39,6% do apoio dos credores sujeitos a receber créditos do plano. De acordo com fato relevante, o objetivo do pedido é assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das suas obrigações financeiras. Nos últimos dias, a companhia fechou com seus credores as linhas gerais de um acordo para renegociar os débitos, abrindo caminho para o pedido formal de recuperação extrajudicial na Justiça. A empresa disse que a reestruturação envolverá apenas dívidas financeiras, sem afetar o fluxo de pagamentos a fornecedores e funcionários, por exemplo. Assinam o pedido a Braskem S.A. e cinco companhias do grupo constituídas na Holanda: Braskem Netherlands B.V., Braskem Netherlands Inc. B.V., Braskem Trading & Shipping B.V. (BT&S), Braskem Netherlands Finance B.V. e Braskem America Finance Company. O plano cobre o passivo financeiro quirografária (sem garantia real) da companhia, basicamente composto por créditos intercompany (empréstimos feitos por empresas do mesmo grupo) e títulos de renda fixa ou cartas de crédito. A Braskem se comprometeu a atingir, em 90 dias, o quórum estabelecido por lei para homologar o plano na Justiça, que exige mais de 60% dos credores referenciando os termos propostos pela companhia. A petroquímica é controlada pela gestora de private equity IG4 (50,1% das ações com direito a voto) e pela Petrobras (47%). Magda Chambriard, CEO da estatal, é presidente do conselho da Braskem. O plano protocolado nesta segunda ainda não é o definitivo. Durante os próximos 3 meses, a Braskem vai negociar um plano atualizado que será submetido à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. “
Fonte: Folha de São Paulo; 24/08/2026
Ternium pretende fechar capital da Usiminas, diz jornal
“A Ternium pretende fechar o capital da siderúrgica brasileira Usiminas, diz o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Mas para isso, a companhia ítalo-argentina ainda precisa da aprovação dos acionistas minoritários da Usiminas. Os papéis da Usiminas, por volta das 10h57 desta segunda-feira (24), subiam mais que 7%, entrando em leilão por oscilação máxima permitida, reagindo à notícia. Em 2023, a Ternium assinou um acordo para comprar o controle da Usiminas e no ano passado adquriu as participações restantes da Nippon Steel e Mitsubishi na empresa.”
Fonte: Valor Econômico; 24/08/2026
EUA acrescentam R$ 1,2 bi, e compra de mineradora brasileira de terras raras deve sair nesta semana
“A empresa americana USA Rare Earth anunciou nesta segunda-feira (24) ter finalizado o arranjo de capitalização para concluir a compra da Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil. A companhia disse ter conseguido o total de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões) para concluir o negócio, o que deve acontecer ainda nesta semana. Desse total arrecadado, US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) vieram no Departamento de Guerra do governo americano. O valor é US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhão) superior ao que havia sido planejado anteriormente. “Agradecemos o apoio estratégico e o compromisso ampliado de financiamento do governo dos Estados Unidos e temos orgulho de dar continuidade à nossa sólida parceria para construir uma cadeia de suprimento de terras raras segura e resiliente”, disse em comunicado Michael Blitzer, presidente executivo da USA Rare Earth. Segundo o executivo, a Serra Verde já investiu mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,16 bilhões). Ele lembrou que a companhia possui um dos projetos de terras raras mais avançados do mundo e é a única produtora comercial fora da Ásia. “A Serra Verde agora pode começar a fornecer esses materiais críticos ao mercado americano”, afirmou. O governo americano também firmou um contrato de compra futura para adquirir pelo menos US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) em produtos de terras raras da Serra Verde ao longo de cinco anos. A conclusão do negócio deve acontecer nos próximos dias. Uma assembleia especial de acionistas sobre o negócio está marcada para esta sexta-feira (28). Após o fechamento da transação, a USA Rare Earth passará a controlar a mina de Pela Ema, em Goiás. O empreendimento produz todos os quatro elementos de terras raras magnéticas, que são cruciais para a fabricação de ímãs permanentes.”
Fonte: Valor Econômico; 24/08/2026
Margem Equatorial pode garantir mais 40 anos de petróleo para Petrobras
“A produção de petróleo na Margem Equatorial pode demorar entre seis e sete anos, mas a descoberta de indícios de óleo no primeiro poço perfurado pela Petrobras nas águas ultraprofundas do Amapá trouxe otimismo para o mercado e para a companhia, que chega ao resultado dez meses depois de iniciada a campanha no poço pioneiro de Morpho. Se comprovado o potencial da bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco bacias da Margem Equatorial, a expectativa é de que os reservatórios na região garantam pelo menor mais 40 anos de produção, segundo o gerente executivo de projetos estruturantes da Petrobras, Wagner Victer. “Eu vi o início da bacia de Campos e é emocionante ver que a gente está participando de um momento histórico, abrindo uma nova fronteira exploratória para uma nova geração, um sinal de longevidade para a Petrobras e que vai trazer novos profissionais, novos engenheiros para o setor”, avaliou Victer. Segundo a diretora de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos, o óleo encontrado agora será analisado pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), para avaliar a qualidade e o potencial do poço. “Vamos aguardar as análises que serão feitas no Cenpes sobre o óleo”, disse Anjos à Broadcast. A Margem Equatorial é estratégica para a Petrobras porque pode ajudar a repor reservas de petróleo a partir da próxima década, quando a produção do pré-sal tende a atingir o pico e começar a declinar. O plano de negócios 2026-2030 prevê US$ 2,5 bilhões em investimentos na Margem Equatorial e 15 novos poços. Os próximos passo dependem do Ibama. O órgão ambiental analisa o pedido da estatal para perfurar mais três poços. No caso de Morpho, foram mais de 12 anos de espera, sendo os últimos três anos de muita pressão da atual gestão da empresa, que obteve a liberação em outubro de 2025. A inglesa BP, dona de 70% do ativo até 2021, desistiu de esperar e vendeu sua participação para a Petrobras.”
Fonte: NovaCana; 24/08/2026
“Precisamos usar energia limpa como base para uma nova indústria”, diz Marina Grossi
“Um dos caminhos que o Brasil pode seguir para conciliar desenvolvimento e preservação ambiental é, na visão da presidente do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi, conseguir valorizar a matriz energética limpa que o País tem e embuti-la no preço final de suas produções. Segundo ela, no Brasil se usa energia de fontes renováveis, com pouca emissão de carbono, para produzir aço, cimento, produtos agrícolas, mas isso ainda não aparece no preço final. Além da energia renovável, ela acredita que outros elementos, como bioeconomia, biodiversidade e inclusão social também podem ser incluídos nessa conta para que os créditos de carbono exportados pelo País possam ter ainda mais valor. Marina Grossi foi uma das convidadas do quarto encontro do Brasil Adiante, na última quarta-feira, 20. Realizado pelo Estadão, o evento reúne especialistas com o objetivo de propor ações práticas que o próximo governo pode adotar nos dois primeiros anos de mandato. O tema central do último encontro foi produtividade, infraestrutura e sustentabilidade.”
Fonte: NovaCana; 24/08/2026
Regenera Rio, da Aegea, troca diesel por biometano feito a partir de resíduos
“Os resíduos que saem das casas dos moradores do Rio de Janeiro passarão a ter um novo papel antes mesmo de completar seu ciclo no aterro sanitário: o gás produzido por sua decomposição será usado para abastecer os caminhões que transportam mais lixo até Seropédica, na Região Metropolitana. A Regenera Rio — unidade de gestão e tratamento de resíduos sólidos do Grupo Aegea, companhia de saneamento — começa a colocar nas ruas neste mês uma frota de 60 veículos pesados movidos 100% a biometano, combustível renovável obtido após a purificação do biogás gerado pela decomposição dos resíduos. O investimento anual informado pela companhia é de R$ 28 milhões. A Aegea entrou nessa operação após concluir a aquisição de uma concessão preexistente. A Regenera Rio assumiu integralmente o contrato em 8 de dezembro de 2025 e ficará responsável pela operação até 2036, em contrato com a Comlurb. A operação começa em cinco Estações de Transferência de Resíduos (ETRs), instalações que recebem o material coletado na cidade antes de seu transporte até o destino final. São cerca de 9 mil toneladas por dia. A partir das estações, os resíduos seguem em carretas até Seropédica. “Hoje, nós temos quase 120 carretas rodando diariamente na cidade do Rio de Janeiro. Com esse movimento que estamos fazendo e uma gestão mais eficiente da frota, vamos conseguir reduzir essa quantidade para, em média, pouco mais de 60 carretas”, diz Maurício Batista, diretor-presidente da Regenera Rio, em conversa com a EXAME. A redução será possível porque a empresa não está mudando apenas o combustível. As atuais carretas de 65 metros cúbicos, que transportam em média entre 28 e 30 toneladas por viagem, serão substituídas por equipamentos de 87 metros cúbicos, capazes de levar aproximadamente 38 toneladas.”
Fonte: Exame; 24/08/2026
Política
Governo reserva R$ 4 bilhões para fertilizantes e minerais críticos no Plano Brasil Soberano
“O governo federal reservou R$ 4 bilhões em linhas de financiamento para fortalecer as cadeias de fertilizantes e de minerais críticos e estratégicos. Os recursos integram a terceira fase do Plano Brasil Soberano, programa criado para apoiar empresas afetadas por tensões geopolíticas no Oriente Médio e o tarifaço imposto às exportações brasileiras por parte dos Estados Unidos. A distribuição dos recursos está prevista na Resolução nº 1 do Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, publicada nesta segunda (24/8) no Diário Oficial da União. Ao todo, o plano autoriza a aplicação de R$ 13,5 bilhões em financiamentos. Dos recursos destinados às cadeias consideradas estratégicas, R$ 2 bilhões serão direcionados a empresas envolvidas na fabricação de adubos e fertilizantes ou de produtos intermediários usados na produção desses insumos. Outros R$ 2 bilhões atenderão empresas com atividades industriais e tecnológicas na cadeia de minerais críticos e estratégicos. A resolução permite o financiamento da lavra — etapa de extração do minério — desde que ela esteja associada a processos de beneficiamento, refino ou transformação mineral. O recorte indica que o governo pretende estimular não apenas a extração, mas também o processamento dos minerais no país, com a intenção de agregar valor à produção mineral brasileira. No caso dos fertilizantes, a linha de crédito abrange um segmento particularmente exposto às oscilações do comércio internacional, uma vez que a agricultura brasileira depende de mais de 80% de fertilizantes importados para sua produção.”
Fonte: Eixos; 24/08/2026
BNDES e Finep aprovaram R$ 21 bilhões para produção de biocombustíveis desde 2023
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram R$ 21 bilhões para a produção de biocombustíveis entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Em nota, o BNDES diz que o montante é 360% superior ao valor aprovado entre 2019 e 2022, de R$ 4,6 bilhões. Do total, R$ 17,15 bilhões são do BNDES e R$ 3,88 bilhões da Finep. “Financiar a produção de biocombustíveis é investir simultaneamente em descarbonização, segurança energética e desenvolvimento econômico, além de agregar valor ao agronegócio brasileiro, que é fundamental para a geração de emprego e renda no país”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Conforme o BNDES, os recursos contribuíram para impulsionar a produção de biocombustíveis, incluindo etanol de milho e trigo, biodiesel e biometano.”
Fonte: NovaCana; 24/08/2026
Internacional
Empresas
Apagão põe à prova aposta da Ásia Central em rede elétrica integrada e com data centers
“Os planos da Ásia Central de ampliar a conectividade energética, ao mesmo tempo em que constrói data centers de alto consumo de energia, estão sob monitoramento após um apagão atingir quatro países recentemente. Uma interrupção na geração de cerca de 600 megawatts no Quirguistão, em 14 de agosto, foi seguida em questão de minutos por cortes de energia em todo o sistema interligado, deixando vastas áreas do Cazaquistão, Uzbequistão e Tajiquistão sem eletricidade por até algumas horas. O apagão levanta dúvidas sobre a capacidade da região de conter perturbações em um momento em que triplica sua capacidade de transmissão transfronteiriça e a demanda por refrigeração dispara. “Esses incidentes costumavam ocorrer no inverno, mas esta é a primeira vez que acontecem no verão”, disse Olzhas Baidildinov, ex-assessor do ministro de Energia do Cazaquistão, que atribui a falha ao lado cazaque. “Caso ocorra uma perda de grande capacidade, o sistema elétrico deve mudar para um circuito fechado, e a eletricidade deve permanecer no país. Isso não aconteceu.” Projetos de computação que devem consumir, futuramente, 1,5 gigawatt de energia já estão em andamento. O Banco Mundial está financiando a implementação de um mercado regional de energia com duração de 10 anos. A saudita DataVolt está construindo seu primeiro data center em Tashkent, com previsão de entrada em operação até o fim do ano; e a primeira fase do “Data Center Valley” do Cazaquistão — apoiado pela Nvidia e pela Firebird — poderá estar pronta até junho do próximo ano.”
Fonte: Valor Econômico; 25/08/2026
Unilever adota biometano para zerar emissões da maior fábrica de desodorantes da América Latina
“Dona de marcas como Dove, Rexona, Axe, Omo, Hellmann’s e Knorr, a Unilever acaba de trocar a fonte de energia da maior fábrica de desodorantes da América Latina para zerar suas emissões de gases-estufa. Em parceria com a Edge, empresa pioneira na abertura do mercado livre de gás natural no Brasil, a multinacional passará a abastecer integralmente com biometano sua unidade de Aguaí, no interior de São Paulo. A mudança é mais um passo rumo à descabonização da operação e evita o lançamento de mais de 700 toneladas do poluente na atmosfera por ano. Até 2030, a meta é chegar à neutralidade em carbono nos escopos 1 e 2. O contrato prevê o fornecimento de 1.125 metros cúbicos de biometano por dia. Com a aquisição, a fábrica é a quinta da Unilever no Brasil a funcionar totalmente com a fonte renovável e a sexta a eliminar por completo as emissões de sua produção. Hoje, mais de 85% de todo o volume fabricado pela Unilever no país usa energia limpa e renovável. Ao todo, são evitadas cerca de emissão de cerca de 40 mil toneladas de CO2 por ano.”
Fonte: Exame; 24/08/2026
Política
Trump tentou frear a energia limpa. Ela está em plena expansão, mesmo assim
“Donald Trump preside sobre um boom inesperado de energia limpa, à medida que a crescente demanda por eletricidade impulsiona investimentos em nova capacidade, apesar dos esforços da administração dos EUA para barrar a expansão da energia solar e eólica. A capacidade de energia limpa adicionada crescerá um recorde de 45 gigawatts este ano, segundo a S&P Global Energy — volume equivalente à demanda média de eletricidade da Turquia. Esse aumento é cerca de 25% superior ao recorde estabelecido em 2024. Segundo analistas, o boom das tecnologias limpas é impulsionado pela guerra do presidente dos EUA no Irã — que elevou os preços globais de energia —, pela crescente demanda de eletricidade de data centers de IA e pela corrida dos desenvolvedores para aproveitar créditos fiscais prestes a expirar. A administração Trump também tem adotado uma postura pragmática diante das necessidades energéticas do país. “Houve uma promessa de campanha de se opor às energias renováveis, mas, ao mesmo tempo, eles estão percebendo que não é possível prescindir delas”, afirmou Izzet Bensusan, CEO da Captona, um grupo de investimento em infraestrutura energética. “Não vejo um cenário em que a demanda por energia se estabilize.””
Fonte: Financial Times; 24/08/2026
“O governo de Donald Trump está se unindo a uma empresa britânica para ajudar a construir uma frota de navios mercantes movidos a energia nuclear, visando desafiar o domínio crescente da China na construção naval comercial, afirmou uma autoridade de alto escalão dos EUA. Stephen Carmel, administrador da Administração Marítima dos EUA (vinculada ao Departamento de Transportes), disse ao Financial Times que Washington assinaria, na segunda-feira, um acordo de parceria público-privada com a Core Power, o que ajudaria a acelerar o desenvolvimento da propulsão nuclear para o setor de transporte marítimo. “Não vamos vencer a China sendo uma versão mais barata da China. Eles dominaram a arte de oferecer preços baixos”, disse Carmel em entrevista. “A maneira de vencermos nessa disputa é mudar os termos da competição para algo mais favorável a nós. Portanto, não competimos tentando ser baratos. Competimos com base em tecnologia… e a tecnologia nuclear é algo em que somos realmente bons.” O acordo, inédito em seu gênero, visa acelerar a construção de uma frota de navios movidos a energia nuclear com bandeira dos EUA, por meio da criação de uma estrutura regulatória que permita um licenciamento rápido, a disponibilidade de seguros, o acesso a portos e elevados padrões de segurança. A Core Power, sediada em Londres e com vínculos com o Porto de Corpus Christi, no Texas, planeja iniciar a construção de sua primeira embarcação movida a energia nuclear em 2028. A empresa afirma ter captado cerca de US$ 200 milhões em recursos junto a investidores que incluem os conglomerados japoneses Mitsui, Mitsubishi e Sumitomo. O acordo não prevê qualquer garantia de financiamento federal. A propulsão nuclear é uma tecnologia utilizada há décadas em submarinos militares, pois proporciona autonomia ilimitada de submersão, elimina a necessidade de oxigênio e permite manter altas velocidades de forma constante. No entanto, até pouco tempo atrás, a tecnologia enfrentava dificuldades para atrair o interesse do setor comercial devido aos elevados custos de construção, restrições portuárias e leis internacionais complexas sobre responsabilidade civil.”
Fonte: Financial Times; 24/08/2026
Noruega fará perfurações no Ártico independentemente da posição da UE, diz ministro de Energia
“A Noruega continuará desenvolvendo seus recursos de petróleo e gás no Mar de Barents, independentemente do apoio da União Europeia a uma moratória sobre o fornecimento de hidrocarbonetos do Ártico, e não se vê mais como a “bateria verde” da Europa, disse o ministro de Energia, Terje Aasland, à Reuters. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, a Noruega tornou-se a maior fornecedora de gás natural da Europa, atendendo a cerca de 30% da demanda de gás tanto da União Europeia quanto do Reino Unido. No ano passado, a produção de gás do país ficou próxima de níveis recordes, enquanto a produção de petróleo atingiu seu patamar mais alto desde 2009. Previsões oficiais, no entanto, indicam uma queda acentuada na produção após 2030, a menos que novos recursos sejam descobertos e desenvolvidos. “No atual cenário geopolítico e de segurança, e dada a situação dos recursos, acredito que a continuidade das atividades no Mar de Barents atende tanto aos interesses noruegueses quanto aos europeus”, afirmou Aasland em entrevista à Reuters antes da ONS, a conferência bienal de energia da Noruega, que começa em Stavanger na segunda-feira. A União Europeia apoia atualmente a proibição de novas perfurações no Ártico por razões ambientais, mas estuda revisar sua política em resposta a preocupações com a segurança energética.”
Fonte: Reuters; 24/08/2026
ONS 2026: Confiança ganha peso na construção do novo mapa da energia, indicam executivos
“A criação de laços de confiança entre países, fornecedores e produtores será um dos principais desafios para enfrentar as crises geopolíticas e atender ao aumento da demanda global por energia nos próximos anos, indicaram executivos durante a Offshore Northern Seas (ONS) 2026 na segunda-feira (24/8) em Stavanger, na Noruega. “Confiança é a commodity mais importante do mercado de energia hoje”, disse o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), Fatih Birol. A cerimônia de abertura do evento foi marcada por menções às crises geradas pelas guerras na Ucrânia e no Irã. Birol lembrou que esses movimentos geopolíticos ocorrem em meio a um intenso aumento na demanda por energia elétrica, que está sendo puxada principalmente pela maior busca por conforto climático, com a ampliação do acesso a ar-condicionado; pela construção de data centers e pelo uso de carros elétricos. “Acredito que o atual cenário geopolítico vai acelerar ainda mais a eletrificação do mundo da energia”, afirmou. Segundo ele, conforme os países buscam ampliar a geração doméstica, “os grandes vencedores” deste cenário serão as fontes renováveis, mas também há espaço para um fortalecimento da geração nuclear. Na visão de Birol, há um “novo mapa da energia sendo escrito em tempo real”. Nesse novo cenário, a escolha nem sempre é pelo preço mais barato, mas também há uma busca por segurança e diversificação. “Os governos estão avaliando as estratégias energéticas sob ângulos diferentes, com novos dados e revisando as escolhas, parceiros, parcerias, e algumas colaborações em energia estão terminando, e isso está se tornando um grande problema”, disse.”
Fonte: Eixos; 24/08/2026
Com El Niño, dia mais quente da história em oceanos é registrado pelo Copernicus
“O dia mais quente da história nos oceanos foi registrado no sábado (22), superando o recorde anterior, estabelecido em março de 2024. Segundo o serviço Copernicus, da União Europeia, que monitora a mudança climática no planeta, a temperatura da superfície dos oceanos (SST, na sigla em inglês), alcançou 21,1°C, acima dos 21,09°C de há dois anos. É o maior registro desde 1979, quando o conjunto de dados do Copernicus, o ERA5, que existe desde 1940, se tornou mais confiável no âmbito da SST devido ao advento dos satélites. Segundo os técnicos da instituição, a marca ocorre em linha com o aquecimento de longo prazo dos oceanos e a emergência do El Niño, fenômeno natural cíclico que promete intensificar as anomalias climáticas neste segundo semestre e em 2027. “Os oceanos estão sob um estresse cada vez maior. O El Niño está adicionando calor ao sistema, e isso ocorre em um contexto de décadas de aquecimento causado pelo homem”, afirma Samantha Burgess, coordenadora do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês). “As consequências já são visíveis: o número de dias de ondas de calor marítimo em todo o mundo mais do que triplicou desde o início da década de 1990, exercendo pressão cada vez maior sobre os ecossistemas marinhos e as comunidades que dependem deles.” O aquecimento dos oceanos é também um importante vetor na ocorrência de eventos climáticos extremos. Águas mais quentes transferem calor e umidade para a atmosfera, fatores que elevam a chance, assim como a potência, de temporais.”
Fonte: Folha de São Paulo; 24/08/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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