Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa subindo 2,44% e o ISE 2,69%. O pregão de sexta-feira também fechou em alta, com o IBOV e o ISE avançando 1,84% e 2,66%, respectivamente.
• No Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou uma carta ao presidente Lula cobrando a publicação do decreto que regulamenta o Marco Legal dos Bioinsumos, lei que estabelece regras específicas para produção, comercialização e o uso de bioinsumos – os bioinsumos são produtos naturais (como microrganismos e extratos vegetais) utilizados em substituição a agrotóxicos e outros químicos, usados na agricultura e pecuária.
• No internacional, (i) a Tesla e outras oito montadoras anunciaram que farão o recall de um total de cerca de 4,3 milhões de veículos na China, o maior recall automotivo já realizado no país – este ano, Pequim intensificou a fiscalização do setor de veículos elétricos e estabeleceu requisitos de segurança mais rigorosos à medida que as montadoras lançam novas tecnologias no maior mercado automotivo do mundo; e (ii) o governo chinês está discutindo internamente a possibilidade de se candidatar para sediar a COP33, em 2028 – a estratégia chinesa está em linha com o movimento que vem sinalizando de aumentar a sua influência na governança global da transição climática.
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Brasil
Empresas
CCS Brasil contesta proposta de limitar acesso da captura de carbono ao Fundo Clima
“A CCS Brasil contestou as recomendações de integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, para restringir o financiamento de projetos de captura e armazenamento de carbono com recursos do Fundo Clima. Em carta aberta divulgada na quinta à noite (20/8), a associação afirma que a política climática brasileira deve avaliar a redução efetiva de emissões proporcionada por cada empreendimento, em vez de excluir previamente tecnologias ou aplicações inteiras. O posicionamento responde ao documento enviado por membros do Conselhão ao presidente Lula (PT) e a integrantes do primeiro escalão do governo. Nele, 39 conselheiros pediram que o Fundo Clima não financie projetos de captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS) associados à recuperação avançada de petróleo, conhecida pela sigla EOR, nem aplicações que prolonguem a vida útil de ativos fósseis. O Conselhão conta hoje com mais de 280 participantes. Os signatários também defenderam que o eventual apoio público à tecnologia seja restrito a setores de difícil descarbonização, como cimento e siderurgia, e condicionado à comprovação da redução de emissões. A advoagada e fundadora da CCS Brasil, Isabela Morbach, concorda que os recursos públicos devem seguir critérios objetivos de integridade ambiental e efetividade climática, mas avalia que os argumentos apresentados pelos conselheiros se baseia em generalizações e parece pretender beneficiar tecnologias de descarbonização em detrimento de outras.”
Fonte: Eixos; 21/08/2026
Indústria cobra publicação do decreto para bioinsumos
“A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou, na quinta (20/8) uma carta para o presidente Lula (PT) cobrando celeridade na publicação do decreto que regulamenta o Marco Legal dos Bioinsumos. A Lei nº 15.070/2024 estabeleceu regras específicas para produção, a comercialização e o uso de bioinsumos. O setor aguarda o decreto desde dezembro de 2024. Os bioinsumos são produtos naturais (como microrganismos e extratos vegetais) utilizados em substituição a agrotóxicos e outros químicos, usados na agricultura e pecuária. Segundo a CNI, a regulamentação trará segurança jurídica para a indústria, além de assegurar condições adequadas à coexistência entre a produção industrial e a produção para uso próprio, bem como para promover a escalabilidade de negócios. “A maior previsibilidade regulatória poderá favorecer novos investimentos, o desenvolvimento de tecnologias e o registro de produtos inovadores, contribuindo para o fortalecimento da indústria brasileira, para a competitividade do setor agropecuário e para uma produção mais eficiente e sustentável”, afirma o texto assinado pelo presidente da confederação, Ricardo Alban. De acordo com a CropLife Brasil, os insumos biológicos movimentaram R$ 1,3 bilhão em valor de mercado no 1º quadrimestre de 2026.”
Fonte: Eixos; 21/08/2026
Indústria de pagamentos pode aumentar eficiência energética em 15%, diz paytech
“A indústria de pagamentos digitais pode aumentar sua relevância na eficiência energética. Essa otimização pode gerar economia de até 15%, a depender do cenário, estima a Akua, empresa de infraestrutura de tecnologia baseada em inteligência artificial e que atua no setor. Na prática, isso significaria processar cerca de 1,18 milhão de transações com a mesma quantidade de energia hoje usada para realizar um milhão. O crescimento do mercado de pagamentos digitais, a IA e a computação em nuvem têm feito crescer o consumo de energia. A IEA (Agência Internacional de Energia) estima que a demanda global de eletricidade necessária aos data centers deve dobrar até 2030. A estimativa de redução de consumo de energia e otimização de processos em 15% toma como referência estudos da AWS, empresa da Amazon. Esses mostram que a infraestrutura em nuvem da empresa pode ser até 4,1 vezes mais eficiente em termos energéticos do que ambientes tradicionais. A paytech lançou iniciativa batizada de Green Akua. Ela se propõe a medir, atribuir e buscar reduzir a pegada ambiental gerada pela infraestrutura que sustenta os pagamentos digitais. A Green Akua se baseia em padrões internacionais como o GHG Protocol, em dados da AWS e em modelos desenvolvidos pela própria empresa. A plataforma se propõe a identificar qual cliente, serviço ou componente da infraestrutura gera maior impacto ambiental. A ferramenta incorpora indicadores como emissões de CO₂ equivalente, consumo de energia, pegada hídrica e energia destinada à refrigeração de data centers.”
Fonte: Folha de São Paulo; 21/08/2026
Política
A regulamentação que pode destravar o mercado brasileiro de gás natural
“A abertura da Consulta Pública nº 13/2026 pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) representa um dos movimentos regulatórios mais relevantes para o mercado de gás natural nos últimos anos. Ao colocar em discussão a regulamentação do acesso não discriminatório e negociado de terceiros aos gasodutos de escoamento da produção e às instalações de tratamento e processamento de gás natural, a ANP enfrenta um dos principais gargalos estruturais que ainda limitam a abertura efetiva do mercado brasileiro. Embora a Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021) tenha estabelecido as bases para um ambiente mais competitivo, os seus diversos dispositivos dependiam de regulamentações específicas para produzir efeitos práticos. Entre eles, destaca-se o acesso não discriminatório às infraestruturas essenciais (essential facilities), condição indispensável para ampliar a concorrência, estimulando a entrada de novos agentes no mercado de gás natural em igualdade de condições. Nos últimos anos, a agenda de abertura do mercado de gás natural avançou em diversas frentes. A aprovação da Nova Lei do Gás, seguida de sua regulamentação pelo Decreto nº 10.712/2021, impulsionou uma série de iniciativas incorporadas à Agenda Regulatória da ANP. Nesse contexto, a Agência vem promovendo um processo contínuo de revisão de seus atos normativos, com o objetivo de reduzir barreiras à entrada, ampliar a concorrência e estimular o desenvolvimento de um mercado de gás natural mais competitivo e eficiente.”
Fonte: Eixos; 24/08/2026
TSE prepara-se para enfrentar efeitos do El Niño
“Os efeitos do El Niño nos dias de votação das eleições de 2026 entraram no radar do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. A principal preocupação é que a seca na região Norte e as fortes chuvas previstas para o Sul dificultem a logística eleitoral e o transporte de eleitores. Para se antecipar aos riscos, a corte criou uma sala de situação climática e tem articulado medidas com os tribunais regionais eleitorais (TREs). “Agora, com o El Niño, nós temos uma preocupação muito especial com o Norte do Brasil. Os efeitos do fenômeno podem provocar uma estiagem extrema na região e secar os rios, que são as principais vias de acesso a muitas comunidades. Isso não quer dizer que não tenhamos surpresas, como as recentes fortes rajadas de vento no Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, que podem afetar as linhas de transmissão, por exemplo”, disse Nunes Marques ao Valor. Na quinta-feira (20), o TSE publicou a portaria que cria a Sala Nacional de Situação Climática para as eleições de 2026, que já atua preventivamente. A estrutura vai monitorar previsões meteorológicas, alertas hidrológicos e de desastres naturais, mapear zonas críticas e identificar seções eleitorais em cidades vulneráveis. Na véspera e nos dias de votação, funcionará de forma ininterrupta até o fim dos trabalhos eleitorais. A sala é coordenada pela Diretoria de Assuntos Estratégicos do TSE e reúne representantes do tribunal e de órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Defesa Civil Nacional.”
Fonte: Valor Econômico; 24/08/2026
Decreto garante isenção fiscal a projetos de hidrogênio verde só até o fim do ano
“O governo federal publicou no último dia 12 o decreto que regulamenta leis de incentivo à produção nacional de hidrogênio verde. O texto, porém, gerou críticas do setor ao garantir a isenção da cobrança de impostos federais apenas até o fim deste ano. A indústria aguardava o decreto desde o segundo semestre de 2024, quando o presidente Lula (PT) sancionou as leis que criaram o Rehidro, regime especial de suspensão tributária para a atividade, e o PHBC (Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono), que deve destinar R$ 18,3 bilhões em créditos fiscais de 2030 a 2034 por meio de leilões. O hidrogênio verde é fabricado pela separação da molécula da água em um processo abastecido com energia renovável. A indústria vê a tecnologia como uma aposta para reduzir as emissões de carbono de setores poluentes, em uma alternativa ao hidrogênio cinza, fabricado a partir de combustível fóssil. O decreto estabelece que projetos cadastrados no Rehidro estarão isentos da cobrança de PIS/Pasep e Cofins na prestação de serviços e na compra ou locação de equipamentos até 31 de dezembro. “A janela de suspensão até 31 de dezembro contraria o que está na lei. A lei protege até 2034, e o que veio no decreto é uma norma de transição. Não ficou clara essa janela de suspensão, é um ponto de atenção que a gente precisa ter”, diz Fernanda Delgado, diretora da ABIHV (Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde).”
Fonte: Folha de São Paulo; 22/08/2026
Fertilizantes e terras raras: desafios opostos, mesma fórmula
“A aprovação do PL dos Combustíveis distribuiu benefícios tributários e flexibilizou regras de responsabilidade fiscal. Matéria desta Folha e editoriais de O Estado de S. Paulo e O Globo expuseram com clareza como o PL agrava o problema fiscal. Ressalto aqui outro aspecto: o projeto viabiliza financeiramente políticas que prejudicam a produtividade e ajudam a nos manter na sina do baixo crescimento, o “Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes” e a “Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos”. Eles têm objetivos similares: fortalecer a indústria nacional nos dois segmentos, sem avaliação prévia de viabilidade. Recorrem aos malsucedidos instrumentos de sempre: compras obrigatórias de produção nacional, exigências de conteúdo local, financiamentos subsidiados e comitês governamentais para escolher vencedores. A mesma fórmula é usada para lidar com desafios distintos. No caso dos fertilizantes, estamos na ponta frágil, pois somos grandes consumidores dependentes de importações, e corremos risco de desabastecimento quando há interrupção da cadeia de suprimentos. Já no caso dos minerais, em especial as terras raras, estamos em posição de força, pois os temos abundância: uma oportunidade de obter ganhos econômicos com a alta demanda internacional e a incerteza geopolítica gerada pela concentração da oferta na China.”
Fonte: Folha de São Paulo; 21/08/2026
Aneel antecipa verba para garantir combustível para térmicas na Amazônia durante a seca
“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai antecipar recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para que geradores que atendem os sistemas isolados da Amazônia Legal formem estoques de combustíveis antes do período mais crítico da seca. A medida mira produtores independentes de energia da região Norte e vale até o fim do ano, na janela que coincide com o pico previsto do El Niño, entre outubro e dezembro – e com as eleições. A iniciativa foi detalhada pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, nesta quinta-feira (20/8). “Nós vamos antecipar recursos para que essas empresas comprem os combustíveis, deixem estocados para eventualmente, havendo algum problema no trânsito, no tráfego nos rios, haja combustível suficiente para atender as comunidades, e principalmente durante as eleições”, disse. Sandoval também destacou que a área de fiscalização da Aneel se antecipou ao risco de perda de navegabilidade dos rios pela baixa pluviosidade. Hoje, não há problema de abastecimento e a decisão partiu de um diagnóstico conjunto discutido no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Sandoval afirmou não ter o valor total da antecipação, mas descartou custo extraordinário ou impacto tarifário adicional: os recursos já estão previstos no orçamento da CCC, dentro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).”
Fonte: Eixos; 21/08/2026
O CGOB e o desafio da previsibilidade: por que o biometano precisa de um mandato estável
“A Lei do Combustível do Futuro criou um dos principais instrumentos de fomento à expansão do biometano no Brasil. Ao instituir o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, a Lei nº 14.993/2024 combina dois instrumentos capazes de acelerar a indústria e atrair capital: metas obrigatórias de redução de emissões no mercado de gás natural e o Certificado de Garantia de Origem de Biometano, o CGOB. O desenho é promissor porque reconhece que o valor do biometano está tanto na molécula energética quanto no atributo ambiental associado à sua produção. O CGOB é um certificado de rastreabilidade emitido por agente credenciado pela Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que permite ao produtor capturar valor em até 3 frentes, a depender do arranjo definido para comercialização do produto: vender a molécula, comercializar o CGOB para agentes obrigados a cumprir metas de descarbonização, e, ainda, comercializar separadamente o atributo ambiental no mercado voluntário. Plantas de biometano exigem investimento intensivo em purificação, compressão, conexão e logística. São projetos integrados que podem levar anos entre a decisão de investimento até a produção da primeira molécula. Apesar da franca expansão dos projetos, é indiscutível que a receita do CGOB pode melhorar as bases comerciais da venda do biometano, tornando-o ainda mais competitivo sem sacrificar a remuneração do atributo ambiental. Para tanto, clareza e previsibilidade nas metas regulatórias é um ponto chave da política. A Lei nº 14.993/2024 previu que a obrigação entraria em vigor em 2026, com valor inicial de 1% e limite de 10%. O Decreto nº 12.614/2025 determinou que o cumprimento da meta se dará pela baixa do registro do CGOB, associado ou não à molécula física, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), e criou regime de transição para 2026, com apuração pro rata e exigência conjunta com a meta de 2027.”
Fonte: Eixos; 21/08/2026
Por que o Brasil deve olhar para as hidrelétricas reversíveis da China?
“Você sabe qual país concentra a maior capacidade instalada de geração de energia elétrica a combustíveis fósseis do mundo? A resposta é a China. O carvão responde por quase 60% do total da capacidade instalada do sistema elétrico do gigante asiático. Como consequência, o país é responsável por cerca de um terço das emissões globais provenientes da geração de eletricidade, superando 12 Gt de CO2 por ano. Curiosamente, a China também é líder mundial em geração de energia renovável. Somente em 2024, o país adicionou mais de 400 GW de capacidade eólica e solar, alcançando a meta de 1.200 GW de capacidade instalada prevista para 2030 com seis anos de antecedência. Esse aparente paradoxo reflete uma estratégia energética bem definida. O avanço da geração limpa na China está baseado em um tripé formado por segurança energética, competitividade industrial e liderança tecnológica global. A mesma estratégia vem sendo replicada no armazenamento de energia. Nesse contexto, chama a atenção o desempenho chinês do desenvolvimento de usinas hidrelétricas reversíveis. O país concentra cerca de um terço da capacidade instalada mundial dessa tecnologia. Somente no ano passado, a China incorporou aproximadamente 7,75 GW de usinas reversíveis ao seu sistema elétrico e mantém mais de 91 GW em construção. Projeções indicam que a capacidade instalada de usinas hidrelétricas reversíveis no país deverá superar a meta de 120 GW até 2030, consolidando o país também como líder nesse segmento. Para o Brasil, evidentemente não se trata de reproduzir o mesmo modelo, especialmente em tecnologias e cadeias produtivas já consolidadas naquele país. No caso das usinas hidrelétricas reversíveis, porém, seria desejável que o Brasil estruturasse uma política consistente para fomentar o desenvolvimento e a expansão dessa tecnologia, aproveitando sua reconhecida competência técnica e seu expressivo potencial hidrelétrico.”
Fonte: Exame; 21/08/2026
Internacional
Empresas
SEC acusa ex-executivo sênior do BofA de uso de informações privilegiadas
“Jason Satsky, ex-banqueiro sênior de investimentos do Bank of America Corp. (BofA), foi acusado pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) de repassar uma dica baseada em informações privilegiadas a um amigo que, supostamente, obteve US$ 18,5 milhões em lucros ilegais. Satsky, que anteriormente chefiava a área de banco de investimento para os setores de energia e infraestrutura elétrica do Bank of America, foi processado nesta sexta-feira (21) pela SEC, juntamente com o amigo, Gavin Wolfe. Segundo a SEC, Satsky informou Wolfe sobre uma oferta de aquisição da South Jersey Industries Inc. durante uma partida de basquete em novembro de 2021. Entre novembro e dezembro de 2021, Wolfe comprou pelo menos US$ 53 milhões em ações, e a dupla continuou a manter contato, informou a SEC. O processo da SEC não cita o Bank of America como o empregador de Satsky na época, mas a Bloomberg já havia noticiado anteriormente que promotores federais estavam investigando as negociações relacionadas ao negócio. Os advogados de Satsky e Wolfe não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.”
Fonte: Valor Econômico; 21/08/2026
Nvidia investe na Cloverleaf para acelerar desenvolvimento de data centers de IA nos EUA
“A Nvidia realizou um investimento minoritário na empresa de capital fechado Cloverleaf Infrastructure para desenvolver a infraestrutura necessária para alimentar projetos de data centers de inteligência artificial em todos os Estados Unidos. O investimento anunciado nesta sexta-feira (21) ajudará a Cloverleaf a desenvolver locais para os data centers, enquanto a Nvidia apoiará a construção da infraestrutura para computação de IA. Os termos financeiros do investimento não foram divulgados. O The Wall Street Journal noticiou mais cedo que a Nvidia deve investir várias centenas de milhões de dólares na Cloverleaf, citando pessoas familiarizadas com o negócio. A Cloverleaf trabalha com empresas de serviços públicos, provedores de energia e investidores para garantir eletricidade e outros recursos de infraestrutura para os locais dos data centers. A companhia afirma ter entregue diversos projetos em escala de gigawatts em toda a América do Norte desde a sua fundação há dois anos. A Cloverleaf utilizará a plataforma DSX da Nvidia para otimizar decisões relacionadas à seleção de locais, energia, refrigeração e infraestrutura de computação. O acordo ocorre dias após a Nvidia anunciar que investirá US$ 1,5 bilhão na desenvolvedora de data centers SB Energy, controlada pelo SoftBank.”
Fonte: Valor Econômico; 21/08/2026
Tesla e outras empresas iniciam recall recorde de veículos na China
“A Tesla e outras oito montadoras anunciaram na sexta-feira que farão o recall de um total de cerca de 4,3 milhões de veículos na China, devido a preocupações de que as portas possam ser difíceis de abrir em uma emergência — o maior recall automotivo já realizado no país. As medidas corretivas variam desde atualizações de software até a aplicação de etiquetas de advertência e melhorias na sinalização ao redor das maçanetas. Este ano, Pequim intensificou a fiscalização do setor de veículos elétricos e estabeleceu requisitos de segurança mais rigorosos, à medida que as montadoras — travando uma guerra de preços acirrada — lançam novas tecnologias no maior mercado automotivo do mundo. A China também anunciou que proibirá maçanetas embutidas a partir de 2027, tornando-se o primeiro país a eliminar gradualmente um design popularizado pela Tesla e amplamente adotado por fabricantes chinesas de veículos elétricos. A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto a Geely e a Xpeng optaram por não se manifestar. A Xiaomi informou que não possui informações adicionais além do comunicado regulatório. A Leapmotor afirmou estar comprometida com a segurança. A empresa explicou que a atualização envolvia apenas uma etiqueta de advertência e a atualização do software de controle dos vidros elétricos, mas que estava “gerenciando e registrando o procedimento como um recall por senso de responsabilidade para com nossos usuários”. A maioria das ações, classificadas como recalls de produtos segundo as normas chinesas, concentra-se nos mecanismos de abertura manual de emergência das portas. Segundo os órgãos reguladores, esses dispositivos podem ser difíceis de localizar ou acionar em caso de acidente — um defeito que passou a ser alvo de maior escrutínio após vários casos de passageiros presos dentro de veículos em chamas. Em outubro, a mídia estatal chinesa noticiou que o motorista de um sedã Xiaomi SU7 morreu após uma colisão seguida de incêndio, pois pessoas que passavam pelo local não conseguiram abrir as portas para retirá-lo do veículo.”
Fonte: Reuters; 21/08/2026
Política
Crise climática é uma certeza econômica, diz ex-ministro do Reino Unido
“A transição climática, conceito que envolve uma mudança global rumo a uma economia de baixo carbono, já começou, e as tecnologias necessárias para avançar nessa transformação existem. O desafio, agora, é acelerar a sua adoção, diz John Gummer, mais conhecido como Lord Deben, ex-ministro britânico e uma das vozes pioneiras da agenda climática no Reino Unido. Aos 86 anos, ele vê essa transformação como algo que faz parte da vida cotidiana. Há cinco anos, dirige um carro elétrico. “É maravilhoso. Não consigo imaginar voltar a dirigir outro tipo de veículo”, diz. Ao Valor Lord Deben afirma que empresas e governos precisam tratar a crise climática como uma “certeza” que está redesenhando a economia global. Às vésperas de participar no Congresso Sustentável 2026, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), na quarta-feira (26), no Rio, em que fará o discurso principal do evento, ele defende que a transição para uma economia de baixo carbono deixou de ser uma escolha política e passou a ser uma necessidade prática para reduzir riscos e manter competitividade. Ex-secretário de Estado do Meio Ambiente do Reino Unido, Lord Deben presidiu por mais de uma década o Climate Change Committee (CCC), órgão independente criado em 2008 para orientar o governo britânico sobre metas de redução de emissões e estratégias climáticas. O Reino Unido foi pioneiro ao aprovar naquele ano o Climate Change Act e, em 2019, tornou-se a primeira grande economia a estabelecer por lei a meta de neutralidade climática (net zero) até 2050. “Net zero não é política, é física”, diz Lord Deben. Conservador histórico, defende que a agenda climática precisa superar a polarização e ser tratada como uma responsabilidade entre gerações.”
Fonte: Valor Econômico; 24/08/2026
China avalia sediar a COP em 2028
“O governo da China está discutindo internamente a possibilidade de se candidatar para sediar a COP33, em 2028. As conversas estão em estágio inicial e envolvem o Ministério das Relações Exteriores e autoridades ambientais, segundo a Bloomberg. A possibilidade ganhou força depois que a Índia retirou, em abril, sua oferta para sediar a conferência, que reuniu mais de 40 mil pessoas na última edição, realizada em Belém, no Brasil. A eventual candidatura precisa do aval dos níveis mais altos do governo chinês. A China vem sinalizando que quer aumentar a sua influência na governança global da transição climática. Em um documento publicado recentemente pelo governo chinês, o país mudou sua retórica e afirmou que busca nos próximos anos “liderar de forma construtiva o processo de governança multilateral em resposta à mudança climática”. Ao mesmo tempo, sediar a conferência do clima colocaria mais holofotes e escrutínio sobre as políticas climáticas chinesas. A China é atualmente o país que mais emite gases de efeito estufa, responsável por cerca de 30% do total de emissões globais. O país é alvo de críticas por não promover a redução mais acelerada de emissões e pela falta de transparência em algumas medições. Além disso, também tem um histórico de ser resistente a algumas iniciativas nas negociações da ONU, como metas mais rígidas para a transição para longe dos combustíveis fósseis e a ampliação do grupo de países obrigados a contribuir para o financiamento climático de nações mais pobres. “Embora a transição energética doméstica da China e a força industrial em tecnologias limpas tenham progredido a um ritmo impressionante, sua postura política permanece cautelosa e conservadora”, disse Yao Zhe, consultor de políticas globais do Greenpeace Leste Asiático, à Bloomberg.”
Fonte: Capital Reset; 21/08/2026
Expansão da energia solar na China reduz diversidade de aves, diz estudo
“O impulso global para a expansão da energia solar pode ter custos ocultos para a biodiversidade, segundo um estudo realizado na China e publicado na revista Journal na quinta-feira (20). De acordo com a pesquisa, políticas de incentivo à energia solar provocaram uma redução na diversidade de aves. Os autores classificaram o fenômeno como um exemplo de um “dilema verde” entre a redução das emissões de carbono e a conservação da biodiversidade. “A principal mensagem não é frear a transição para as energias renováveis, mas fazer com que o desenvolvimento da energia solar seja mais bem orientado por informações ecológicas”, disse à AFP o principal autor do estudo, Huiming Zhang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da Informação de Nanquim. A meta da China de alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060 levou o país a uma revolução no setor de energias renováveis. A previsão é que a energia solar represente 45% da matriz energética chinesa até 2060. A escolha dos locais para a instalação de parques solares na China é baseada nos planos quinquenais do governo para promover o desenvolvimento econômico de determinadas regiões. Zhang e seus colegas analisaram as variações nas políticas de expansão da energia solar em 2.344 condados chineses entre 2014 e 2023, além de outras variáveis, como clima, condições socioeconômicas, cobertura do solo e registros de observação de aves.”
Fonte: Folha de São Paulo; 21/08/2026
“A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) planeja prorrogar o prazo de 1º de setembro que exige que as refinarias de petróleo demonstrem conformidade com as leis do país sobre a mistura de biocombustíveis. A informação consta em um comunicado visto pela Reuters na sexta-feira; a medida pode ajudar o setor a reduzir os custos de conformidade. A agência não forneceu detalhes adicionais sobre o novo prazo, mas informou que ele será incluído em uma ação formal a ser anunciada em breve. A EPA confirmou o comunicado e declarou, por e-mail, que “reconhece a importância do programa RFS e está comprometida em manter a segurança e a estabilidade”. Sob o Padrão de Combustível Renovável (RFS) — um programa federal destinado a aumentar o uso de combustíveis renováveis —, as refinarias eram obrigadas a comprovar, até 1º de setembro, o cumprimento de suas metas de mistura de biocombustíveis para 2025, seja gerando Números de Identificação de Renováveis (RINs) ao misturar biocombustíveis ao suprimento nacional, ou comprando esses créditos de outros participantes do mercado. Uma prorrogação daria às refinarias mais tempo para cumprir suas obrigações e poderia ajudá-las a lidar com os preços elevados dos RINs, que elevaram os custos de conformidade para algumas empresas. Duas fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que a agência estava considerando uma prorrogação de 30 a 90 dias. O mercado de RINs, que movimenta bilhões de dólares, é um componente fundamental do programa de biocombustíveis e uma grande fonte de incerteza para as refinarias. Há anos, agricultores, produtores de etanol e defensores de combustíveis verdes pressionam por cotas de mistura mais altas, enquanto refinarias de menor porte resistem a essa pressão. A Reuters noticiou, no final de julho, que a EPA estava avaliando tal prorrogação. Na sexta-feira, a agência também informou que pretende emitir decisões sobre todas as solicitações pendentes de refinarias menores que buscam isenções de suas obrigações até o final de agosto — uma questão que colocou a Casa Branca no meio de um embate entre refinarias e produtores de biocombustíveis.”
Fonte: Reuters; 21/08/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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