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No Brasil, decreto sobre o combustível sustentável de aviação (SAF) preocupa aéreas | Café com ESG, 17/08 

Disputa por terras raras em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa caindo 3,23% e o ISE 4,9%. O pregão de sexta-feira também fechou em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,10% e 1,71%, respectivamente.

• No Brasil, o decreto que regulamentou o combustível sustentável de aviação (SAF) frustrou as companhias aéreas ao não conceder desoneração fiscal para o consumo, oferecendo apenas estímulos já existentes para a produção – as aéreas alegam que a conta não fecha, dado que o querosene convencional representa cerca de 40% das despesas das aéreas no Brasil, enquanto o SAF custa de duas a cinco vezes mais. 

• No internacional, (i) as exportações globais de caminhões elétricos chineses dispararam à medida que a alta dos custos dos combustíveis provocada pela guerra com o Irã acelerou a eletrificação em algumas regiões – segundo a companhia Sany, maior fabricante mundial de caminhões elétricos pesados, o conflito abriu as portas para novos mercados; e (ii) a Coreia do Sul está desenvolvendo um data center submarino para expandir sua infraestrutura de IA, com um projeto-piloto com construção prevista para começar ainda em 2026 – a iniciativa busca contornar a escassez de terrenos no país e aproveitar a água do mar para resfriar os equipamentos.

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Brasil

Australiana Karoon avalia novas aquisições no Brasil

“A australiana Karoon está entre as dez principais petroleiras com atuação no Brasil e tem buscado consolidar as operações no país, estudando possíveis novas aquisições em leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A petroleira, que tem sede em Houston, nos Estados Unidos, se habilitou para participar do próximo ciclo de leilões da ANP, em outubro. “A ideia da Karoon no Brasil é crescer, aprimorando as bases que já temos”, disse Carri Lockhart, presidente global da petroleira desde novembro de 2025 “Estamos sempre olhando para o que pode complementar o nosso portfólio. Vamos tomar a decisão conforme a data do leilão se aproxima, com mais informações sobre as áreas. Seja pré-sal ou pós-sal, olhamos para tudo, como qualquer operador.” De acordo com a divulgação de resultados do segundo trimestre, o plano de investimentos da Karoon para 2026 prevê cerca de 60% dos investimentos no Brasil, incluindo o campo de Baúna, na bacia de Santos, e atividades de exploração e avaliação. Os restantes 40% serão aplicados no campo Who Dat, nos Estados Unidos. Baúna é a principal operação da empresa no país. O campo foi comprado da Petrobras em 2020 por US$ 380 milhões, com pagamento adicional de até US$ 285 milhões atrelado à evolução do preço do petróleo entre 2022 e 2026. Este ano, o ativo deve responder por 83% da produção total da companhia, enquanto Who Dat pelos restantes 17%. A previsão da Karoon é investir entre US$ 89 milhões a US$ 97 milhões em Baúna neste ano e US$ 72 milhões a US$ 85 milhões em Who Dat. A Karoon também adquiriu o bloco de Esmeralda, no pré-sal da Bacia de Santos, no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, em outubro de 2025. O contrato com a ANP foi assinado em 5 de agosto. No país, a empresa tem produção média de 20 mil barris por dia, segundo dados de julho. Os poços do campo da Baúna são interligados pela plataforma flutuante que produz, armazena e escoa petróleo (FPSO, na sigla em inglês) Cidade de Itajaí, comprada pela empresa por US$ 115 milhões. A plataforma tem capacidade de processar 80 mil barris por dia e capacidade de armazenar 631 mil barris de óleo. A compra da unidade, concluída em maio de 2026, busca aumentar a confiabilidade e autonomia operacional do ativo, segundo a Karoon. “A aquisição da plataforma foi estratégica. Como um operador, queremos controlar nosso destino. Tendo a plataforma, podemos ter esse controle melhor”, disse a presidente da Karoon. A petroleira tem ainda os campos de Neon e Goiá, na Bacia de Santos, em fase de desenvolvimento. Na fase de exploração, a Karoon tem três blocos também em Santos, sendo o S-M-1537, em águas rasas, e S-M-1536 e S-M-1482, em águas profundas. Nos Estados Unidos, a Karoon tem participações em ativos offshore no lado americano do Golfo do México. As unidades em produção estão, além de Who Dat, nos campos de Dome Patrol e Abilene. As descobertas ocorreram entre 2007 e 2008 e a produção começou em 2011. Lockhart vê semelhanças nas operações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente por serem blocos em alto-mar, mas destaca também as características próprias de cada ambiente de negócio: “Vejo diferenças sobre como o negócio é executado, sob o ponto de vista de regulação. A velocidade para conseguirmos licenças, por exemplo.””

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Solví inaugura usina de biometano em São Leopoldo (RS)

“A Biometano São Leopoldo S.A., do Grupo Solví, inaugurou na quinta (13/8) uma usina de biometano com capacidade de produção diária de 36.744 metros cúbicos em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). O biometano será obtido a partir da purificação do biogás do aterro sanitário da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), controlada pelo Grupo Solví. O local recebe resíduos de 50 municípios da região, entre eles São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, Portão, Estância Velha, Dois Irmãos, Ivoti, Nova Petrópolis, Gramado e Canela. O sistema de purificação será fornecido pela Gruen, fabricante nacional de soluções baseadas em tecnologia PSA, com assistência técnica local, segundo o banco. O empreendimento contou com R$ 76,4 milhões em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sendo R$ 61,1 milhões do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e R$ 15,3 milhões da linha BNDES Finem. Rafael Salamoni, diretor responsável pela usina, conta que esta é a segunda planta de biometano inaugurada em menos de um ano pelo Grupo Solví. “A escolha por São Leopoldo considerou a vocação industrial da região. Com fornecimento contínuo e previsível, o biometano produzido a partir dos resíduos urbanos contribui para a segurança energética, além de gerar benefícios para a economia local”, comenta.”

Fonte: Eixos; 14/08/2026

Aéreas reclamam de bancar custo do SAF sem incentivo tributário

“Custo. Esse é o nó do combustível sustentável de aviação (SAF) que o decreto de regulamentação não conseguiu desfazer. O clima entre as companhias aéreas é de frustração, pois havia a expectativa de que o governo sinalizasse dividir parte da conta com desoneração fiscal – o que não aconteceu. O querosene convencional representa cerca de 40% das despesas das aéreas no Brasil, enquanto o SAF custa de duas a cinco vezes mais. Executivos e representantes das companhias aéreas estão preocupados em cumprir a meta do primeiro ano do mandato de redução de emissões em um cenário de “tempestade perfeita”, que inclui reforma tributária, mercado regulado de carbono e novos custos operacionais. As três principais empresas que operam no país, Latam, Gol e Azul superaram processos de recuperação judicial recentemente. As empresas alegam que a conta não fecha. Elas não falam pública nem individualmente sobre o decreto e direcionam os pedidos de entrevista para a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Em nota, ela diz que o uso de SAF em larga escala depende da “neutralidade de custos”, o que ainda não é realidade. Por isso defende incentivos fiscais e econômicos não apenas para a produção, mas também para o consumo. Os pedidos foram frustrados. O decreto traz estímulos apenas para a produção do biocombustível, mas nenhum deles é novidade: todos já foram regulados por outras leis, como debêntures incentivadas, financiamento do BNDES e fomento aduaneiro em Zonas de Processamento de Exportação (ZPE). Mas não institui alívios tributários para as companhias aéreas na ponta do consumo. A discussão sobre incentivos via imposto segue no âmbito do governo, segundo uma pessoa a par das negociações em Brasília, que pediu para não ser identificada. “Isso provavelmente vai ser objeto de outros decretos”, diz. O que já existe é uma uma linha de financiamento específica para compra de SAF dentro do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC). As aéreas brasileiras podem tomar esses recursos emprestados a um custo de 6,5% ao ano para aquisição de SAF produzido no Brasil. Para acessar os recursos, as companhias precisam assumir compromissos de aumento do uso de SAF além das metas obrigatórias. As companhias vinham trabalhando com o governo para encontrar modelos que evitem o repasse do custo do SAF para os clientes, sejam passageiros ou empresas que transportam produtos por via aérea. Uma alternativa para que as companhias aliviassem os altos custos do SAF seria dividi-los com clientes corporativos, assim como os benefícios. As emissões do transporte de cargas entram no escopo 3 (emissões indiretas da cadeia de valor) das empresas e, ao topar pagar pelo custo mais alto do SAF, a ideia é de que elas poderiam registrar essa redução em seus inventários de carbono. Mas o modelo do programa brasileiro definido pelo decreto, de book and claim, não funciona dessa forma. Ele permite que o cliente corporativo apenas reporte que o transporte de sua carga teve suas emissões compensadas, mas proíbe que a empresa contabilize isso em seus inventários. Essa limitação dificulta que as aéreas repassem os custos extras do SAF para os embarcadores de carga. O modelo de book and claim é materializado na criação do Certificado de Sustentabilidade de Combustível Sustentável de Aviação (CS-SAF), que permite comercializar o atributo ambiental separadamente do combustível físico. Em exemplo prático: uma aérea em Manaus pode comprar a redução associada ao SAF produzido no Rio, queimar querosene comum no avião e contabilizar a redução de emissões – quem efetivamente usar o SAF no Rio não poderá registrar o mesmo.”

Fonte: Capital Reset; 14/08/2026

Everest aposta em eficiência energética e menos plástico para crescer 32% com purificadores

“A montanha mais alta do mundo dá o nome a uma marca brasileira de purificadores e máquinas de gelo. E é dessa altitude que a Everest projeta seu próximo passo: um crescimento de 32% na receita da linha de purificadores em 2026, puxado não por um único lançamento, mas pela demanda do próprio consumidor. Para Alexandre Guimarães, diretor executivo da empresa, a projeção reflete uma mudança de comportamento: eficiência energética, redução do uso de plástico, durabilidade e consumo consciente deixaram de ser diferencial de nicho e passaram a pesar na hora da compra. No mesmo ano em que completa seis décadas de história, a Everest decidiu apostar as fichas em produtos mais sustentáveis e com menor impacto ambiental. “Sempre tivemos uma relação muito próxima com eficiência, durabilidade e evolução tecnológica. Nos últimos anos, a sustentabilidade passou a ocupar um espaço ainda mais central nas nossas decisões de inovação”, afirma Guimarães, em entrevista à EXAME. Antes de estruturar o plano, a empresa ouviu consumidores, colaboradores, parceiros e especialistas. “Fomos atrás de entender quais temas realmente importavam para o nosso negócio e para a sociedade”, conta Guimarães. O resultado foi uma estratégia dividida em três pilares, cada um com plano de ação, responsável e indicador de acompanhamento: produção mais sustentável, produto mais sustentável e cuidado com colaboradores, gestão e sociedade. Dois lançamentos recentes refletem a expansão de olho na demanda de um consumidor mais consciente. O purificador Foz tem classificação energética Classe A, certificada pelo INMETRO, e reduziu em 71% o uso de peças pintadas. “Não é uma decisão de acabamento. Plástico pintado é contaminado, e reduzir tinta devolve ao material a chance de voltar ao ciclo”, explica o diretor. O refil da linha também usa 24% menos plástico que a geração anterior, e se conecta à logística reversa via ABREE, associação da qual a Everest é membro desde 2021 e onde tem assento no conselho de administração. Já o Inverter+, primeiro purificador com tecnologia inverter do Brasil, reduz em até 70% o consumo de energia em relação à geração anterior e usa um fluido refrigerante natural que não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio. A lógica de reduzir etapas de embalagem, transporte e descarte também orienta a estratégia da companhia. Um único refil da linha de purificadores filtra até 4.000 litros de água, o equivalente a cerca de 2.500 garrafas PET. Nas máquinas de gelo, permitir que restaurantes, bares e hotéis produzam o próprio gelo no local reduz a dependência da compra recorrente do produto ensacado, e com ela, o descarte de embalagens plásticas e a logística de transporte. “Quando conseguimos combinar eficiência, conveniência, redução de custos operacionais e menor impacto, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma agenda institucional e passa a integrar a própria proposta de valor dos nossos produtos”, afirma Guimarães. Para o diretor, o próximo ciclo da Everest deve seguir aprofundando as soluções adotadas no Foz e no Inverter+, com foco em eficiência energética, redução de materiais e evolução de componentes. “Muitas vezes existe um impacto relevante na evolução contínua do portfólio: tornar uma nova geração mais eficiente, utilizar menos matéria-prima, reduzir plástico em componentes como os refis”, diz, ao frisar que a inovação sustentável está menos na criação de produtos totalmente novos e mais no refinamento contínuo do que já existe. O maior desafio da agenda ESG, segundo ele, não é assumir compromissos, mas transformá-los em indicadores mensuráveis ao longo de toda a cadeia, da matéria-prima ao descarte.”

Fonte: Exame; 14/08/2026

Ana Buchaim deixará vice-presidência de pessoas, comunicação e marketing da B3

“A B3 informou nesta quinta-feira (13) que Ana Buchaim, vice-presidente de pessoas, comunicação, marketing e investimento social privado, deixará suas funções na companhia a partir de 17 de agosto. Segundo a B3, a decisão foi alinhada com o conselho de administração. As responsabilidades das áreas que estavam sob a gestão da executiva serão assumidas pela administração da B3 até a conclusão do processo de sucessão.”

Fonte: Valor Econômico; 14/08/2026

Verbas para a prevenção climática fluem lentamente

“Os últimos dados não deixam margem a dúvidas: o El Niño que se aproxima tem 95% de chances de ser muito forte entre outubro e dezembro e 90% entre novembro e janeiro, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Nooa, na sigla em inglês). A Nooa estimou, com observações feitas em 10 de agosto, que o El Niño em formação tem 70% de probabilidade de ser um dos maiores já registrados desde 1950. O fenômeno ocorre periodicamente com o aquecimento acima de 0,5o C das águas do Pacífico Equatorial. Com oceanos e atmosfera mais quentes, devido ao aquecimento global, o El Niño deste ano parte de uma base de temperatura mais elevada, adicionando uma “enorme” quantidade de energia ao sistema climático, afirmou o físico Paulo Artaxo ao Valor (4/8). Isso altera a circulação atmosférica, modifica fluxos de umidade e favorece secas, chuvas intensas e outros eventos extremos. No Brasil, impactos mais conhecidos incluem secas na Amazônia e no Brasil Central, chuvas intensas no Sul e ondas de calor no Sudeste. A maioria dos municípios brasileiros (65%) não está preparada para lidar com a emergência climática que já chegou, segundo dados da plataforma AdaptaBrasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Isso reflete a histórica falta de prioridade para prevenção na distribuição dos recursos públicos. Dados do Tribunal de Contas da União mostram que, desde 2012, o Brasil gastou quase três vezes mais com reconstrução do que com prevenção. A tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul em abril e maio de 2024, com mais de 180 pessoas mortas e 2 milhões de pessoas deslocadas por inundações, foi um marco que tornou inadiável aos governos aumentar os esforços para prevenção e adaptação aos extremos climáticos, que estão se tornando frequentes com o aquecimento global. Os efeitos do El Niño de 2023-24 foram impactantes: a maior bacia fluvial do mundo, na Amazônia, viu rios desaparecerem diante de uma seca atroz, enquanto queimadas favorecidas pela falta de umidade propagavam incêndios de grande proporção. O Pantanal teve em 2024 uma repetição ampliada da devastação pelo fogo de 2020, que destruiu mais de 4,5 milhões de hectares de vegetação nativa, ou mais de um quarto dos 16 milhões de hectares do bioma. A ameaça do El Niño e as enchentes no Rio Grande do Sul fizeram com que pela primeira vez o governo federal e alguns estaduais montassem gabinetes de crise para monitorar o clima, preparar ações contra queimadas na Amazônia e Pantanal e mobilizar recursos para contenção de encostas, dragagem de rios e córregos e outras obras urbanas importantes para prevenção de tragédias. No fim de julho, o governo federal anunciou a dotação de R$ 1,37 bilhão para ações que também incluem segurança alimentar, abastecimento de alimentos e saúde. A mobilização de recursos, porém, esbarra em outras carências crônicas do país e na falta de tradição de planejamento de longo prazo para eventos que causam danos à vida humana e à infraestrutura, mesmo que sejam recorrentes. Estudo recente da Confederação Nacional dos Municípios mostra algumas das razões por que os desastres naturais não encontram obstáculos. Ao menos 70% dos 5.570 municípios não têm recursos próprios para realizar fiscalização e licenciamento ambiental. Quase dois terços deles (64%) se declaram incapazes de enfrentar mudanças climáticas e não realizam qualquer ação em relação a elas. E 55% das gestões municipais sequer têm sistemas de alerta à população.”

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Mercado vê riscos em “responsabilidade permanente” e acesso de terceiros no decreto do CCS

“A decisão do governo federal de manter com as empresas, por tempo indefinido, a responsabilidade por riscos e danos associados aos reservatórios de CO2 vai na contramão dos modelos adotados internacionalmente e pode elevar o risco econômico dos projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS) no Brasil, avalia a cofundadora da CCS Brasil, Isabela Morbach. “Isso vai na contramão do mundo”, disse à agência eixos. O decreto nº 13.095/2026, publicado nesta quinta-feira (13/8), regulamenta as atividades de captura, transporte por dutos e estocagem geológica de dióxido de carbono no país, dois anos depois da aprovação do marco legal do Combustível do Futuro (lei nº 14.993/2024). A preocupação está no parágrafo 4º do artigo 11. O dispositivo determina que, mesmo após o encerramento da autorização e das obrigações de monitoramento, o operador — ou seus sucessores — continuará responsável por fatos, riscos ou danos relacionados ao armazenamento, incluindo reparação ambiental e indenização de terceiros. Segundo Morbach, a legislação brasileira já prevê a responsabilização por danos ambientais, mas o decreto deixou de criar um mecanismo específico para transferir a responsabilidade pelo reservatório depois de comprovada sua estabilidade. “A tendência internacional é prever, legal ou regulatoriamente, a transferência dessa responsabilidade de longo prazo. Tínhamos expectativa de que o decreto seguisse esse modelo, o que não ocorreu”, conta. Ela cita Canadá e Noruega como exemplos. Em Alberta, província canadense que lidera o desenvolvimento de CCS no país, a responsabilidade de longo prazo pode passar do operador privado para o governo provincial depois do encerramento da operação e do cumprimento das exigências previstas no regime local. Na Noruega, também há previsão de transferência após o cumprimento das condições regulatórias. Antes disso, o operador precisa fornecer garantias e uma contribuição financeira para cobrir os custos futuros de monitoramento assumidos pelo poder público. Pelo decreto, a autorização para armazenamento só poderá ser encerrada depois de comprovadas a estabilidade do volume de CO2 estocado e da frente de pressão do reservatório. O monitoramento inicial será de 20 anos após o fim da injeção e poderá ser prorrogado pela ANP caso esses requisitos não sejam atendidos. Outras fontes do mercado consultadas pela eixos afirmaram surpresa com a ênfase de forma tão explícita no texto sobre essa responsabilidade do operador. Há também quem avalie que o dispositivo teria efeito prático limitado, uma vez que a legislação ambiental brasileira já estabelece responsabilidade por danos ambientais. Seria, nas palavras de uma fonte que não quis se identificar, “chover no molhado”. Um ponto de atenção levantado por parte dos agentes do setor é a previsão de livre acesso às infraestruturas de captura, transporte e armazenamento. O decreto determina que a ANP estabeleça condições para modelos de negócios baseados em infraestrutura compartilhada de captura, transporte e armazenamento, “observando livre acesso, transparência e não discriminação para favorecer arranjos multiusuários, eficiência econômica e concorrência”. A avaliação de espcialistas é de que o dispositivo parece ter sido influenciado pela política de abertura do mercado de gás natural, pensada para aumentar a concorrência em um setor historicamente concentrado. Mas deixou de observar as particularidades da injeção de CO2. A atividade é considerada mais complexa, envolvendo riscos capazes de alterar o modelo de negócios dos projetos.Nesse caso, a obrigação de receber volumes de terceiros poderia modificar as premissas técnicas e econômicas usadas pelo investidor para desenvolver o projeto.”

Fonte: Eixos; 14/08/2026

Autorizado empréstimo de US$ 100 milhões para projetos ‘verdes’ em Minas Gerais

“O Senado aprovou nesta quinta (13/8) autorização para que o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) tome emprestado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) US$ 100 milhões — cerca de R$ 518,5 milhões na cotação de hoje — com a garantia da União. Os recursos devem financiar o “Programa Minas Para Resultados: Descarbonização e Resiliência Climática”, que prevê ações contra os efeitos das mudanças climáticas. A proposta de autorização foi enviada pela Presidência da República sob a forma de uma mensagem (MSF 50/2026). No Senado, essa mensagem foi analisada sob a forma de um projeto de resolução. A matéria recebeu parecer favorável da senadora Dra. Eudócia (PSDB/AL) e foi aprovada em regime de urgência. Agora o texto segue para promulgação. O Programa Minas Para Resultados: Descarbonização e Resiliência Climática, que será financiado pelo BDMG, deve viabilizar em Minas Gerais projetos “verdes” de redução das emissões de gases de efeito estufa e de resistência a eventos climáticos, especialmente em locais com maior vulnerabilidade. “O projeto é dividido em dois componentes: um voltado para mitigação e resiliência, e outro para desenvolvimento de capacidades. Entre os resultados esperados no estado, estima-se a indução de mais de R$ 1,5 bilhão em produção e a geração de mais de 14 mil empregos”, afirmou Dra. Eudócia ao recomendar a aprovação da matéria. Os valores devem ser liberados em cinco parcelas, entre 2026 e 2030, sem contrapartida do BDMG. A atualização deve ser feita pela taxa SOFR (taxa de juros de referência global), mais taxa de captação e spread (que, basicamente, é a margem de lucro do banco sobre o dinheiro emprestado). O prazo de carência, em que o BDMG pagará somente os juros, será de até 72 meses (seis anos). O prazo de amortização, em que as parcelas pagas começam a ser abatidas e reduzir o saldo devedor do empréstimo, será de 222 meses (18 anos e meio). O pagamento das parcelas pelo BDMG será semestral.”

Fonte: Eixos; 14/08/2026

Lula assina decretos sobre energia, incluindo abertura de mercado e hidrogênio verde

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, 12, quatro decretos no setor de energia, incluindo o texto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia elétrica para os consumidores de baixa tensão – residenciais e pequenas indústrias. Os outros três são: regulamentação do marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono; decreto para as atividades de captura e armazenamento geológico de carbono (CCS/CCUS); e Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV). Sobre a abertura do mercado de energia, o ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, fez uma comparação com as operadoras de telefonia celular, quando o cliente decide trocar de empresa em busca de serviços mais adequados às suas necessidades. “Esta medida representa o acesso de milhões de pessoas e empresas a uma energia a preços mais competitivos e adequados às necessidades individuais. A pequena mercearia e a pequena serralheria, por exemplo, poderão ter redução de até 20% na conta de luz”, disse. Esse porcentual de redução estimada não considera parcelas fixas, como tributos. De acordo com o cronograma, até novembro de 2027 haverá a abertura para os consumidores das classes industrial e comercial na baixa tensão. Para os consumidores da classe residencial, o prazo é até novembro de 2028. O decreto define as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL), incluindo requisitos para formalizar a opção e a representação por agentes varejistas. No mercado livre, os consumidores não ficam limitados à distribuidora local. Na prática, essa modalidade permite a negociação de preços e condições diretamente com geradores e comercializadores de energia, com potencial redução de custos – na medida em que há concorrência entre diferentes ofertantes, similar ao servidor de telefonia. O decreto que regulamenta a implementação da Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono operacionaliza a governança, certificação, incentivos fiscais e estímulo a investimentos. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil tem potencial técnico para produzir até 1,8 gigatonelada de hidrogênio de baixa emissão de carbono por ano. Também segundo estimativas da pasta foram apresentados, neste setor, mais de US$ 290 bilhões de investimentos privados em projetos anunciados em 18 estados brasileiros até o momento. São projetos em diferentes etapas de desenvolvimento, seja em fase de pesquisas ou iniciativas industriais em fase de análise de viabilidade técnica e econômica. Além da estruturação do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2), o decreto fixa as atribuições institucionais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) neste mercado. A certificação, que comprova o desempenho ambiental do hidrogênio, será baseada na análise do ciclo de vida. Haverá rastreabilidade dos certificados e medidas para evitar dupla contagem das reduções de emissão. O governo federal também alega “compatibilidade” com padrões internacionais de certificação. Outro decreto assinado trata das condições para as atividades de captura, transporte por dutos e estocagem geológica de dióxido de carbono (CCS/CCUS). Essas atividades dependerão de autorização da ANP em duas etapas – pesquisa e avaliação da área de armazenamento e operação. Há regras para monitoramento e encerramento das atividades. O MME, com apoio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vai elaborar um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos. Esse será um dos mecanismos centrais para a descarbonização da indústria, por exemplo. “

Fonte: NovaCana; 14/08/2026

STF dá 2 anos para Congresso regulamentar mineração em terra indígena

“O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (13/8) confirmar prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei e regulamentar a participação de indígenas na exploração mineral legal de seu território. A Corte referendou uma decisão individual do ministro Flávio Dino, que, em fevereiro deste ano, reconheceu a omissão constitucional do Legislativo para tratar da matéria. A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (PATJAMAAJ) para que o Supremo reconheça a falta de aprovação de uma lei para que os indígenas tenham participação nos resultados do aproveitamento dos recursos hídricos e minerais presentes no território indígena, que está localizado em Rondônia. A entidade alegou que os cinta larga sofrem constantes ameaças de invasão por garimpeiros e com conflitos violentos relacionados à exploração ilegal de minerais, fatores que provocam a falta de renda e a exclusão econômica dos indígenas. Ao referendar a decisão de Dino, o plenário também definiu balizas para a exploração mineral, que deverão ser seguidas enquanto o Congresso não editar a lei. A exploração deverá contar com a autorização dos indígenas. A autorização para mineração não poderá ultrapassar o uso de 1% da Terra Indígena Cinta Larga. Estudos de impacto e planos de manejo sustentável também serão obrigatórios. A fiscalização deverá ser feita pelo Ministério Público Federal (MPF). No ano passado, Dino determinou que comunidades indígenas afetadas pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, localizada no Pará, tenham participação nos lucros da usina. Conforme a liminar, as comunidades deverão receber 100% do valor que é repassado pela concessionária para a União. O ministro também deu prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei específica para tratar do assunto.”

Fonte: Eixos; 14/08/2026

Internacional

Coreia do Sul planeja data center submarino para atender demanda por inteligência artificial

“A Coreia do Sul está desenvolvendo planos para um data center submarino, em busca de espaço para acomodar a crescente infraestrutura de inteligência artificial (IA) em um país com território limitado. Em abril, o Ministério dos Oceanos e Pescas escolheu Ulsan, no sudeste do país e importante polo das indústrias automobilística e naval, para um projeto de demonstração que poderá abrir caminho para um complexo de infraestrutura de IA no fundo do mar. Servidores e outros equipamentos serão instalados em grandes unidades semelhantes a contêineres de transporte, que ficarão submersas a 20 metros de profundidade. As unidades poderão ser adicionadas de forma modular, permitindo ampliar a instalação para até 100 mil servidores. O projeto-piloto terá custo estimado de 51,1 bilhões de won (US$ 35,4 milhões). Os testes devem começar ainda neste ano, enquanto a construção da instalação comercial está prevista para 2031. As unidades terão de suportar uma pressão três vezes maior que a atmosférica. Também serão necessárias medidas para evitar corrosão causada pela água salgada e problemas de condensação. Com esses recursos e sistemas de controle de temperatura, o objetivo é manter os componentes eletrônicos em funcionamento debaixo d’água por cinco a sete anos. O projeto é liderado pelo Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia Oceânica, vinculado ao Ministério dos Oceanos e Pescas. Para desenvolver formas eficientes de construir e operar a instalação no fundo do mar, o governo firmou em janeiro uma parceria técnica com a SK Telecom, aproveitando a experiência da empresa na operação de data centers. A Lotte Engineering & Construction e a siderúrgica Posco também participam do projeto. Robôs serão desenvolvidos para permitir o monitoramento remoto. Em 2020, a Microsoft anunciou os resultados de um projeto-piloto de data center submarino. Na China, um data center comercial desse tipo foi construído na costa da província de Hainan. Data centers em terra exigem grandes áreas para abrigar servidores e equipamentos de geração e transmissão de energia. A Coreia do Sul tem apenas um quarto da área territorial do Japão, e grande parte de seu território é montanhosa. Nos últimos anos, a disponibilidade de terrenos adequados diminuiu e os custos de construção dispararam, levando desenvolvedores a olhar para o fundo do mar, apesar dos desafios técnicos. As centenas ou milhares de unidades de processamento gráfico necessárias para treinar e executar modelos de IA generativa também geram muito calor. Em instalações submarinas, a água do mar pode ser usada para resfriar os equipamentos. A Coreia do Sul também desenvolve tecnologia para data centers flutuantes. Em julho, a HD Korea Shipbuilding & Offshore Engineering firmou parceria com a francesa Schneider Electric para desenvolver infraestrutura de energia e sistemas de flutuação.”

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Guerra com Irã impulsiona exportações de caminhões elétricos da China

“As exportações chinesas de caminhões elétricos para outros países asiáticos dispararam, somando-se ao forte crescimento das vendas no mercado interno, à medida que a alta dos custos dos combustíveis provocada pela guerra com o Irã acelera a eletrificação na região. A rápida adoção de caminhões elétricos pela China, de veículos mais leves a carretas, protegeu parcialmente o maior mercado automotivo do mundo dos impactos do conflito. Agora, outros países correm para seguir o mesmo caminho. Nos quatro meses seguintes ao início da guerra pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, as exportações chinesas de caminhões elétricos pesados mais que dobraram em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 16.823 veículos. Metade teve como destino o Sul e o Sudeste Asiático, com os embarques para o Sul da Ásia crescendo mais de cinco vezes e os destinados ao Sudeste Asiático quase triplicando. O Sul e o Sudeste Asiático são particularmente dependentes do Oriente Médio para o abastecimento de petróleo, e o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã provocou algumas das maiores altas nos preços do diesel, segundo o GlobalPetrolPrices.com. A situação está abrindo espaço para a China, maior fabricante mundial de caminhões elétricos. Os preços do diesel subiram 48% no Sri Lanka desde o início da guerra e 57% nas Filipinas, segundo o GlobalPetrolPrices.com. Na China, o combustível ficou 15% mais caro, de acordo com dados do governo. “O conflito abriu as portas para esses novos mercados”, disse Zhaoting Yue, vice-presidente de marketing internacional da Sany, maior fabricante mundial de caminhões elétricos pesados. As exportações ainda são relativamente pequenas, muito inferiores aos embarques chineses de carros e bicicletas, enquanto as frotas de caminhões da região somam milhões de veículos. Mas, se o crescimento for mantido e seguir uma trajetória semelhante à da adoção de caminhões elétricos na China, poderá reduzir de maneira significativa o consumo de diesel e as emissões de carbono. Na China, os caminhões elétricos passaram de uma participação praticamente nula em 2021 para 30% das vendas de caminhões no ano passado. No primeiro semestre deste ano, foram vendidos 140 mil caminhões elétricos. O consumo de diesel na China começou a cair no ano passado. A Sany anteriormente concentrava seus esforços na Europa, mas está redirecionando sua estratégia para o Sudeste Asiático e desenvolvendo modelos mais baratos, disse Yue à Reuters. Em junho, a empresa enviou seu maior pedido individual até hoje — 880 caminhões pesados —, afirmou o executivo, sem revelar o destino por se tratar de um contrato privado. “Antes da alta dos preços do petróleo, os compradores nesses países talvez precisassem de 28 meses para recuperar o investimento em um caminhão elétrico pesado”, disse Yue. “Agora, são necessários apenas 18 meses.” A Sany espera que a guerra sustente o rápido crescimento por pelo menos mais um ano, especialmente na Ásia, na África e na América Latina, acrescentou.”

Fonte: Valor Econômico; 14/08/2026

Seca dos rios e calor extremo desafiam a produção de energia nuclear na Europa

“A onda de calor persistente que atinge a Europa, com temperaturas que chegam a 40°C em alguns países, dificulta a produção de energia nuclear no continente. A França, por exemplo, teve que suspender 20% de sua capacidade produtiva devido, principalmente, às temperaturas elevadas. Em uma das usinas, excepcionalmente, o motivo para a interrupção foi a proliferação de águas-vivas, efeito colateral do aquecimento excessivo da água do mar. A França possui 19 parques nucleares que, juntos, reúnem 57 reatores, segundo a EDF, gigante do setor. Pelo menos 13 deles foram afetados pelas consequências da onda de calor, que gerou seca e aquecimento dos rios. Na quarta-feira, 12, oito chegaram a ser completamente paralisados, e cinco precisaram operar abaixo da capacidade nominal, segundo levantamento do portal de notícias France Info. Na maioria dos casos, os reatores foram desligados para preservar a fauna e a flora dos rios. Isso acontece porque as usinas nucleares precisam de grandes volumes de água para funcionar, utilizados principalmente no resfriamento dos reatores durante o processo de geração de energia. Após esse processo, a água é devolvida aos cursos d’água em temperatura mais elevada do que a registrada na captação. As normas ambientais, no entanto, proíbem que as usinas despejem água aquecida em rios cuja temperatura ultrapasse 28°C, a fim de evitar a morte em massa de peixes. Na usina de Gravelines, no norte da França e a maior da Europa Ocidental, o motivo da suspensão foi diferente. Três reatores foram paralisados devido à presença de águas-vivas, cuja proliferação é favorecida pelo aumento da temperatura do mar. Todos esses incidentes reduziram a produção nuclear da EDF em cerca de 3% em junho e 6% em julho, mas sem afetar o abastecimento no país, que continua sendo um importante exportador de eletricidade, assegurou a empresa. Na França, a energia nuclear representa mais de 65% da matriz elétrica do país. Com o aquecimento global de origem humana, os climatologistas preveem um aumento na frequência e na intensidade dessas ondas de calor. Para tentar superar essas consequências, a EDF, por exemplo, destinou € 9 bilhões para adaptar sua infraestrutura às mudanças climáticas. A seca excepcional que assola a Europa, em decorrência das temperaturas extremas, tem prejudicado o funcionamento de usinas nucleares em outros países do continente. Na Hungria e na Romênia, os níveis muito baixos do rio Danúbio levaram à paralisação de vários reatores Nesta quinta-feira, 13, a Romênia interrompeu a operação de sua única central nuclear pela primeira vez desde a seca de 2003. O motivo é a baixa vazão do Danúbio, que caiu para um nível sem precedentes, anunciou o governo. O sistema de resfriamento da instalação depende diretamente do rio. “Uma usina nuclear gera uma quantidade de energia da qual apenas um terço é aproveitado. Os outros dois terços precisam ser dissipados por meio de sistemas de resfriamento, que normalmente utilizam um grande volume de água de rios ou do mar. Se o fluxo não for suficiente para eliminar esse calor residual, a instalação não tem outra escolha a não ser parar”, explica Francisco Castejón, membro do Conselho de Segurança Nuclear espanhol, onde o cenário é semelhante. A Espanha, que vem enfrentando ondas de calor com frequência, busca soluções há anos para preservar sua geração nuclear, inclusive em períodos de temperaturas extremas. “A central de Almaraz, no centro do país, tem autorização do Conselho de Segurança Nuclear para elevar a temperatura da água acima do limite permitido e manter uma pequena quantidade nesse nível. Além disso, foram instaladas torres de resfriamento e sistemas de pulverização de água para reduzir a temperatura”, relata o especialista. O mesmo ocorre na usina de Zorita, onde “foi instalada uma série de torres de resfriamento”. Com essas medidas, ele afirma que “é muito raro que uma unidade espanhola precise interromper suas atividades”.”

Fonte: NovaCana; 14/08/2026

México aposta em ônibus elétrico nacional para reduzir dependência da China

“O México está apoiando o desenvolvimento de um ônibus elétrico fabricado no país como parte de um esforço mais amplo para reduzir a dependência de fabricantes chineses, fortalecer sua indústria e capturar uma parcela maior do valor gerado pela transição global para o transporte de baixa emissão. O projeto surge em um momento em que marcas chinesas dominam o mercado mexicano de ônibus elétricos e as preocupações com a segurança das cadeias de suprimentos e a dependência industrial ganham força em todo o mundo. Os desenvolvedores do veículo pretendem elevar gradualmente a participação de componentes produzidos no México para 80% e criar uma base para futuras exportações. O ônibus, batizado de Taruk — palavra que significa “corredor de estrada” em uma língua indígena —, é fabricado pela Dina, empresa familiar do estado de Hidalgo que recentemente completou 75 anos. “Os mexicanos também estão fartos do grande número de ônibus fabricados na China”, disse o presidente da Dina, Alargo Gomez Sierra, destacando a ambição da empresa de ampliar sua participação no mercado. Fabricantes chineses, incluindo Yutong e BYD, são responsáveis por mais de 80% do mercado de ônibus elétricos do México, segundo estimativas. O governo mexicano, que tem priorizado a redução da dependência da China, apoia o desenvolvimento do Taruk. Embora o México seja um dos principais produtores de veículos comerciais, o país tem relativamente poucos fabricantes nacionais de destaque. Há quatro anos, quando a atual presidente, Claudia Sheinbaum, era prefeita da Cidade do México, a Dina foi procurada para avaliar a possibilidade de converter ônibus a diesel em veículos elétricos. A iniciativa levou a empresa a desenvolver o projeto do zero. “Não é um foguete nem um navio. Podemos construir um ônibus”, disse Gomez. O Taruk já entrou em operação em Chetumal, capital do estado de Quintana Roo, e passa por testes-piloto em outras cidades. A previsão é que comece a circular na Cidade do México em 2027. O veículo tem autonomia de cerca de 350 quilômetros com uma única carga, suficiente, segundo os desenvolvedores, para operações de transporte urbano. Se o projeto for bem-sucedido, a Dina pretende produzir de 5 mil a 6 mil unidades por ano. O principal desafio continua sendo reduzir a dependência de peças e materiais chineses. Atualmente, cerca de 65% dos componentes são produzidos no México, e a Dina pretende elevar esse índice para 75% a 80% nos próximos anos. “Nosso índice de conteúdo nacional ainda é de 65%, mas queremos aumentá-lo para 75% a 80% dentro de alguns anos”, disse Gomez. Na fábrica da Dina em Hidalgo, perto da Cidade do México, veículos recém-montados aguardavam para ser enviados aos clientes. A empresa também desenvolve um modelo com mais de 12 metros de comprimento, quase 30% maior que a versão atual. O sistema de propulsão elétrica, incluindo o motor, é fornecido pela Megaflux, outra empresa mexicana tradicional, com sede na Cidade do México. A companhia surgiu de uma fabricante com quase 120 anos de história, originalmente dedicada à produção de itens como geradores de energia eólica. Embora o sistema de propulsão do Taruk seja projetado e montado inteiramente no México, o projeto ainda depende de células de bateria fabricadas na China, evidenciando um dos principais obstáculos à nacionalização da produção. “A China responde por 80% do fornecimento de baterias”, disse Roberto Gottfried, CEO da Megaflux. “Dos 30% que ainda não conseguimos localizar, as baterias representam 25%. Queremos reduzir a participação de produtos chineses em dois anos.” Gottfried argumentou que o México tem escala suficiente para sustentar uma indústria nacional de baterias. “Há mais de 1 milhão de ônibus em operação no México. Certamente, existe uma base para que empresas capazes de fabricar células de bateria surjam no país”, afirmou.”

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Evento climático afeta safras pelo mundo; EUA são beneficiados

“O aquecimento das águas do Pacífico equatorial, conhecido como El Niño – que deve ter intensidade muito forte no último trimestre do ano, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) -, terá impactos diferentes ao redor do mundo. Entre os principais países produtores de commodities, o Brasil é uma das regiões de maior risco, uma vez que o período do ano em que há potencial para seca no Centro-Oeste coincide com o plantio e desenvolvimento da safra de grãos. Por outro lado, a produção nos Estados Unidos deverá ser favorecida pelas chuvas provocadas pelo fenômeno climático. “Tende a trazer condições muito mais úmidas em toda a faixa sul dos EUA”, diz Eric Snodgrass, pesquisador científico da Nutrien Ag Solutions.”

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Espanha prorroga a operação da usina nuclear de Almaraz até 2030

“Na sexta-feira, o governo espanhol prorrogou as operações da usina nuclear de Almaraz até junho de 2030, conforme uma ordem publicada no diário oficial. Segundo o plano da Espanha de desativar gradualmente suas cinco usinas nucleares até 2035, os dois reatores de Almaraz seriam os primeiros a iniciar o descomissionamento, em 2027 e 2028. A prorrogação não afeta o restante do cronograma de desativação, segundo o documento, embora alguns analistas prevejam que as operações de outras usinas também serão prolongadas. Um apagão generalizado na Espanha e em Portugal, em abril de 2025, reacendeu o debate sobre o futuro da energia nuclear no país — que responde por cerca de um quinto da geração total de eletricidade espanhola —, com empresas de energia e grupos de pressão do setor empresarial defendendo uma revisão do plano de desativação gradual. Várias investigações atribuíram o apagão a um pico de tensão. A ordem do governo, no entanto, não mencionou a interrupção no fornecimento, citando, em vez disso, o impacto mais recente da guerra envolvendo o Irã no abastecimento e nos preços de combustíveis fósseis. Uma fonte do Ministério de Energia descartou qualquer ligação entre a prorrogação e o apagão. A decisão do governo segue um pedido de prorrogação apresentado no ano passado pelas proprietárias da usina — Iberdrola, Endesa e Naturgy — e um parecer favorável, condicionado ao cumprimento de certas exigências, emitido no mês passado pelo conselho de segurança nuclear do país. O governo espanhol, liderado pelos socialistas, estabeleceu metas ambientais ambiciosas, defendendo uma transição rápida para uma economia de carbono zero e baseando suas políticas energéticas na ampla implementação de fontes renováveis, como a solar e a eólica. As usinas nucleares geram energia livre de carbono e fornecem uma carga de base estável para complementar a energia renovável intermitente. O documento de sexta-feira indicou que a prorrogação de Almaraz limitaria a implementação de fontes de energia renovável em apenas 1,4% em relação aos planos climáticos atuais. A geração de energia a partir de gás natural deve cair 7%. O setor defende há muito tempo a redução de impostos para a energia nuclear, alegando que os tributos prejudicam a competitividade das usinas. A prorrogação não vem acompanhada de redução de impostos e não acarretará custos adicionais para os contribuintes, afirmou o Ministério de Energia. Analistas do RBC afirmaram em uma nota que a decisão, amplamente esperada, “deve implicar a prorrogação automática das usinas nucleares espanholas restantes”, devido à dificuldade logística de desativar várias usinas simultaneamente. A fonte do ministério reconheceu que a sobreposição dos cronogramas de desativação representava um desafio, mas descartou prorrogações para outras usinas por enquanto.”

Fonte: Reuters; 14/08/2026

El Niño tem 93% de chance de ficar “muito forte” nos próximos meses, diz NOAA

“A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aumentou a probabilidade de o El Niño atingir a categoria “muito forte”, quando as águas na região equatorial do Oceano Pacífico ficam 2°C acima da média, nos próximos meses. Segundo a agência, há 93% de chances de o fenômeno ficar muito forte entre setembro e novembro. Para o trimestre entre outubro e dezembro as possibilidades são ainda maiores, de 95%. Nesse período, o órgão americano aponta que há 69% de chances de o evento climático ser o mais forte desde 1950, quando começou a acompanhar as temperaturas no Oceano Pacífico. A NOAA ainda ressalta que, com um El Niño dessa magnitude, as chances de impactos comuns para o evento são maiores, mas não são necessariamente garantidas. Tipicamente, o El Niño traz consequências variadas para o Brasil. No Sul, o evento aumenta a incidência de chuvas na região, enquanto o Norte e o Nordeste tendem a ter períodos de seca. Já o Sudeste e o Centro-Oeste costumam ter mais calor e instabilidade na ocorrência de chuvas e chegada de frentes frias. O El Niño, segundo a agência americana, deve continuar muito forte no início de 2027, com 90% de chances de manter a intensidade entre novembro e janeiro do próximo ano. O fenômeno deve começar a perder intensidade apenas entre janeiro e março do próximo ano, quando as probabilidades de ser muito intenso caem para 35%. “

Fonte: NovaCana; 14/08/2026

COP17 coloca secas e terras degradadas na agenda ambiental do Brasil

“A partir de segunda-feira, 17, quase 200 países se reúnem em Ulaanbaatar, na Mongólia, para tentar dar mais peso político a uma agenda que historicamente ficou atrás das discussões internacionais sobre clima e biodiversidade: o combate à desertificação, à degradação da terra e aos efeitos das secas. A 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) ocorre em meio à intensificação de secas, ondas de calor, incêndios e chuvas extremas em diferentes partes do planeta. Além dos danos imediatos, esses eventos pressionam os solos e a disponibilidade de água, afetam a produtividade agrícola e ampliam os riscos para a segurança alimentar. A discussão é especialmente relevante para o Brasil. O Semiárido brasileiro abriga cerca de 28 milhões de pessoas e concentra a maior parte das áreas do país suscetíveis à desertificação. Ao mesmo tempo, secas mais frequentes e intensas passaram a afetar também outras regiões, com impactos sobre agricultura, geração de energia e abastecimento de água. Depois de anos de baixa participação na convenção, o governo brasileiro desembarca na Mongólia com uma delegação de mais de 100 representantes de ministérios, governos estaduais, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil. A presença do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Consórcio Nordeste é um indicativo da mudança de enquadramento: degradação da terra começa a ser tratada também como questão de produção de alimentos, desenvolvimento regional e adaptação climática. A COP17 será ainda o palco para o Brasil apresentar seu primeiro conjunto de metas de Land Degradation Neutrality (LDN), neutralidade da degradação da terra. A entrega chega anos depois de o tema ter sido incorporado à agenda internacional e se soma à reconstrução, desde 2023, da estrutura federal dedicada ao combate à desertificação. No centro das negociações, porém, está uma questão mais ampla: se a Convenção da Desertificação conseguirá criar um mecanismo internacional para as secas com capacidade de mobilizar governos, compromissos e recursos de maneira mais consistente. Criada ao lado das convenções do Clima e da Biodiversidade entre as chamadas Convenções do Rio, a UNCCD nunca alcançou a mesma influência política das outras duas. No clima, o Acordo de Paris estabeleceu uma referência para compromissos nacionais. Na biodiversidade, o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal passou a organizar objetivos internacionais para a área. Na desertificação, apesar da criação de programas e metas voluntárias, não surgiu até agora um instrumento com alcance semelhante. Essa lacuna está no centro da COP17. A discussão ganhou força em 2024, quando países africanos defenderam a criação de um protocolo internacional juridicamente vinculante sobre secas. A proposta encontrou resistência entre alguns países desenvolvidos e não avançou. Como alternativa, foi criado um grupo de negociação encarregado de buscar outros formatos. Ainda não está definido qual será o resultado desse processo. A ambição é reforçar a governança internacional das secas e ampliar a capacidade de planejamento, cooperação e financiamento para os países mais expostos. Para Yasmine Fouad, secretária-executiva da UNCCD, a degradação da terra não pode ser isolada de questões econômicas e sociais. “A terra é a nossa infraestrutura mais vital — ela sustenta a segurança alimentar, a disponibilidade de água, os meios de subsistência e a estabilidade. Quando a terra falha, a insegurança aumenta, por meio da perda de meios de vida, do deslocamento forçado de pessoas e da intensificação da competição por recursos escassos”, afirma. A negociação interessa diretamente ao Brasil por causa do Semiárido, mas não apenas por ele. O aumento da frequência e da intensidade das secas em outras partes do território aproxima a pauta de setores como agricultura, energia e gestão de recursos hídricos. Segundo João Paulo Capobianco, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o país pretende levar à conferência experiências de políticas públicas, restauração de áreas degradadas e adaptação desenvolvidas especialmente no Semiárido. “Queremos compartilhar esse conhecimento, fortalecer a cooperação internacional e contribuir para avançar nas respostas globais à desertificação, com capacidade de adaptação e resultados concretos”, diz.”

Fonte: Exame; 14/08/2026

Incêndios avançam pela Europa e forçam retirada de centenas na Croácia e na Grécia

“Um incêndio florestal atingiu casas durante a madrugada em uma pitoresca cidade turística da Croácia, deixando uma pessoa morta e 40 feridas e forçando a retirada de 1.200 pessoas, disseram autoridades locais. Ao mesmo tempo, a União Europeia alertava que áreas com condições “extremamente severas” para incêndios florestais se espalhavam pelo continente. Centenas de outras pessoas foram retiradas de uma área turística litorânea no norte da Grécia e de uma vila no sudoeste da França, enquanto um grande incêndio em vegetação atingiu casas na Inglaterra, segundo autoridades. O calor recorde e a seca, que cientistas associam às mudanças climáticas, criaram condições ideais para incêndios florestais em toda a Europa neste verão, especialmente na França, na Espanha e na Grécia. A região dos Bálcãs também enfrentou várias ondas de calor. Moradores e turistas descreveram cenas de caos no momento em que fugiam de carro de um incêndio nos arredores de Omis, cidade turística na valorizada costa da Dalmácia, na Croácia, cercada por árvores e colinas rochosas. “As chamas lambiam os dois lados da estrada. Quando avancei um pouco mais, fiz a curva e olhei, vi chamas saindo debaixo do capô. O carro estava pegando fogo!”, disse a moradora Ljubica Uglesic. O incêndio, que deixou o céu noturno vermelho, parecia ter perdido força na manhã desta sexta-feira, segundo o comandante-chefe dos bombeiros, Slavko Tucakovic. As autoridades encontraram um corpo carbonizado. Das 40 pessoas atendidas em um hospital próximo, em Split, sete estavam em estado grave, informou a unidade de saúde. No norte da Grécia, pessoas usando máscaras de proteção, algumas carregando crianças ou animais de estimação, embarcaram em botes e outras embarcações na cidade litorânea de Siviri, em meio ao avanço das chamas que consumiam uma floresta e colunas de fumaça que transformavam o céu sem nuvens em um tom cinza-escuro. A Guarda Costeira informou que mais de 300 pessoas foram retiradas de barco da cidade, localizada em uma península de florestas, olivais e praias ao sul de Tessalônica, a segunda maior cidade da Grécia. Mais de 140 bombeiros, nove aviões e sete helicópteros foram mobilizados para combater as chamas, enquanto barcos de pesca participaram da retirada das pessoas. No Reino Unido, Simon Markey jogava golfe em Stourbridge, no centro da Inglaterra, quando viu um incêndio começar em um campo próximo e se espalhar rapidamente pelo campo de golfe, apesar dos esforços dos bombeiros para contê-lo. As chamas chegaram a uma área residencial, segundo o morador Paul Nash, cuja casa de um vizinho foi destruída pelo fogo. “Ouvi um grito, e todas as árvores ao longo da ferrovia estavam explodindo. Elas não estavam simplesmente pegando fogo, estavam explodindo. Então pegamos tudo o que conseguimos e fomos embora”, disse Nash. Na França, autoridades retiraram 525 pessoas da vila de Luglon depois que um incêndio florestal começou na região de Landes, no sudoeste do país, não muito longe de uma área já devastada por grandes incêndios neste verão.”

Fonte: Valor Econômico; 14/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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