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Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastra mais de 6 mil projetos no leilão de baterias | Café com ESG, 04/08

Leilão de baterias em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira fechou em território misto, com o IBOV andando de lado (0,0%), enquanto o ISE avançou 0,45%.

• No Brasil, (i) um levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia de Resíduos (Abren) mostrou que a substituição de ônibus movidos a óleo diesel por veículos a biometano pode demandar ~R$ 69 bilhões em investimentos na mobilidade urbana – além disso, as estimativas mostram que a troca de 30 mil ônibus exigeriam cerca de 1.800 usinas de biogás e biometano e um investimento entre R$ 10 e R$ 15 bilhões para atender à expansão da demanda; e (ii) a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 6.091 projetos para os leilões de bateria no final do ano, totalizando 296,8 GW de potência – segundo a EPE, o expressivo volume de projetos cadastrados evidencia o elevado interesse dos agentes na implantação dos sistemas de armazenamento no setor elétrico brasileiro e reforça o papel estratégico dessa tecnologia para ampliar a flexibilidade operativa do sistema e apoiar a integração de fontes renováveis. 

• Ainda no país, segundo um levantamento da Bright Consulting, os preços dos carros começaram a cair em junho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado após anos de altas acima da inflação – o principal fator é a aceitação das novas marcas chinesas no mercado brasileiro, impulsionada por valores mais baixos que os da concorrência.

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Brasil

Preços de carros novos caem no Brasil pressionados por estratégia chinesa

“Os preços dos carros no Brasil começam a cair após anos de altas acima da inflação. Há vários fatores combinados que explicam o raro fenômeno, entre eles a amortização dos custos de novas tecnologias. Contudo, o principal fator é a aceitação das novas marcas chinesas no mercado brasileiro, impulsionada por valores mais baixos que os da concorrência. “A estratégia é reduzir preço, aumentar volume, fortalecer a marca e se estabelecer antes da alta dos impostos de importação. A China consegue sustentar isso por escala e verticalização, mas não significa necessariamente lucro alto no Brasil, é uma fase de captura de mercado”, diz Theo Paul Santana, especialista em comércio Brasil-China e fundador da empresa de consultoria Destino China. Esses valores mais baixos vêm associados à percepção de qualidade dos carros e aos sistemas híbridos e elétricos que agradam ao consumidor. Modelos como o GWM Haval H6 (a partir de R$ 199,9 mil) conquistaram segmentos antes dominados pelas marcas tradicionais. Sem ter o que entregar de imediato com a mesma tecnologia, restou mexer na tabela. De acordo com levantamento feito pela Bright Consulting, a média dos valores públicos dos veículos leves era de R$ 172,5 mil em junho de 2025. Um ano depois, o valor caiu para R$ 170 mil, uma redução de 1,5%. Já o preço efetivamente pago pelos compradores passou de R$ 157,7 mil para R$ 152,1 mil, um recuo de 3,5%. A Mitsubishi reposicionou toda a linha, enquanto a Volkswagen abateu em até R$ 10 mil o valor pedido pelo T-Cross, o SUV mais vendido do país, e também passou a oferecer o hatch Polo com valores promocionais. Na Renault, há descontos para os modelos Boreal e Koleos, que estrearam em meio à onda chinesa. Não é difícil encontrar promoções em todas as principais marcas, que destacam tais reduções em seus sites. Um levantamento considerando apenas as ofertas oficiais feitas na última semana de julho revelou abatimentos superiores a R$ 20 mil – nesse caso, em um carro de origem chinesa. O sedã BYD King GL é oferecido por R$ 147.990, um desconto de R$ 25 mil sobre o preço sugerido na tabela. É um exemplo da estratégia que está mudando o mercado nacional, e há semelhanças com o que vem sendo feito pelos portais asiáticos de vendas, como Shopee, Shein e AliExpress. “Não é coincidência, é o mesmo manual aplicado a um produto mais caro”, diz Santana. “Quem olha só o preço acha que a semelhança é vender barato, mas não é. A semelhança está no que permite vender barato: encurtar a cadeia até o fim, tratar o produto como software e usar o mercado externo como válvula de escape para uma capacidade doméstica que não cabe mais na China.””

Fonte: Valor Econômico; 04/08/2026

Leilões de baterias têm mais de 6 mil projetos cadastrados

“A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 6.091 projetos para os leilões de bateria, divulgou a entidade nesta segunda-feira (3/8). Os projetos totalizam 296,8 GW de potência. O primeiro certame ocorre no dia 2 de dezembro e será destinado a sistemas de armazenamento em bateria (BESS) que tenham o mínimo de conteúdo local estabelecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para ele, foram cadastrados 5.296 projetos, somando 261,408 GW de potência. O segundo certame, no dia 4 de dezembro, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento e teve 5.734 projetos cadastrados, totalizando 281 GW de potência. Parte dos projetos participa de ambos os leilões. “O expressivo volume de projetos cadastrados evidencia o elevado interesse dos agentes na implantação dos sistemas de armazenamento no setor elétrico brasileiro e reforça o papel estratégico dessa tecnologia para ampliar a flexibilidade operativa do sistema, apoiar a integração de fontes renováveis e atender às necessidades futuras de potência do Sistema Interligado Nacional (SIN)”, disse a EPE, em nota. De acordo com a EPE, o númeo de projetos representa um recorde de participação para certames do setor elétrico brasileiro. Para participar dos leilões, os projetos precisam, ainda, ser aprovados nas etapas de análise e habilitação técnica da empresa de pesquisa. A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) considera que o número de projetos cadastrados demonstra confiança de investidores no mercado nacional e que há capacidade técnica, industrial e financeira para viabilizar investimentos em larga escala. “O recorde de projetos cadastrados demonstra, de forma inequívoca, a maturidade alcançada pelo mercado brasileiro de armazenamento de energia e o forte apetite dos investidores por esse segmento”, afirmou o diretor-executivo da Absae, Fabio Monteiro Lima, em nota. Ao mesmo tempo, a associação reforçou a crítica ao rateio de custos do armazenamento somente pelas geradoras, e classificou a regra como “excepcional” e “anti-isonômica”. “

Fonte: Eixos; 03/08/2026

Troca de ônibus a diesel por movidos a biometano pode atrair R$ 69 bi em investimentos, estima Abren

“A substituição de ônibus movidos a óleo diesel por veículos a biometano pode demandar cerca de R$ 69 bilhões em investimentos na mobilidade urbana, estima a Associação Brasileira de Energia de Resíduos (Abren). O montante corresponde à compra de novos ônibus abastecidos com o biocombustível e à implantação de usinas para atender à demanda. Porém, avaliam especialistas, os desafios estão centrados na implantação de uma infraestrutura de distribuição e abastecimento. O cálculo da Abren surge no momento que a volatilidade nos preços do petróleo e dos combustíveis no mercado externo leva o segmento de mobilidade pesada a buscar alternativas para descarbonização das operações. O biometano é o biogás com alto grau de pureza. Quimicamente, é o mesmo metano existente no gás natural fóssil, mas obtido por processamento de resíduos, como o gás de aterros sanitários, lodo de esgoto e rejeitos agropecuários, como sebo animal, vinhaça da cana de açúcar e cascas resultantes da produção de suco de laranja. As estimativas da Abren consideram o fato de que o Brasil possui cerca de 50 cidades com mais de 500 mil habitantes, entre as quais as maiores capitais, que concentram grande parte da frota de transporte coletivo e da geração de resíduos sólidos urbanos. Os investimentos são calculados com base em dois cenários, explicou o presidente da Abren, Yuri Schmitke. Partindo do princípio de que um ônibus urbano a diesel custe entre R$ 900 mil e R$ 1,2 milhão, modelos a biometano ficariam entre R$ 1,35 milhão e R$ 1,8 milhão por unidade, disse Schmitke. Em um cenário conservador de substituição de 20 mil ônibus nas maiores cidades do país, os investimentos seriam entre R$ 27 bilhões e R$ 36 bilhões. No mais otimista, de troca de 30 mil ônibus, os aportes subiriam para uma faixa entre R$ 40,5 bilhões e R$ 54 bilhões. Para isso, além das cerca de 1.800 usinas existentes de biogás e biometano, estima-se um investimento adicional entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões em novas plantas para atender à expansão da demanda. Com isso, segundo Schmitke, os investimentos para substituir 20 mil ônibus a diesel ficaria entre R$ 37 bilhões e R$ 51 bilhões. Para trocar 30 mil unidades a diesel, o desembolso seria entre R$ 50,5 bilhões e R$ 69 bilhões. Viabilizar o aumento da oferta de biometano, afirmou o presidente da Abren, demandaria um amplo programa de financiamento das novas usinas, afirmou Schmitke. “Esse crédito poderia ser lastreado em contratos de compra de biometano de longo prazo, de 30 anos, com baixo custo.” Um caminho seria a criação de um programa nacional de troca de ônibus e integração de políticas públicas, promovida pelos ministérios das Cidades, de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), junto com as prefeituras das maiores cidades do país. A aquisição dos novos ônibus e a construção das novas usinas, avalia, poderia contar com recursos em linha com a taxonomia sustentável brasileira. Isso inclui linhas de crédito verde, juros subsidiados, recursos do Fundo Clima e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outras fontes. Para a Associação Brasileira dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a indústria brasileira possui capacidade produtiva e tecnológica para atender a demanda de veículos a biometano. Contudo, a substituição de uma frota entre 20 mil e 30 mil ônibus não acontecerá de forma imediata, demandando vários anos, em função de fatores como ciclos de renovação de frotas, processos de licitação, disponibilidade de financiamento e implantação gradual da infraestrutura de abastecimento.”

Fonte: Valor Econômico; 03/08/2026

Petrobras descobre gás em poço na Margem Equatorial da Colômbia

“A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (3/8), a descoberta de gás em um poço na Margem Equatorial da Colômbia. A descoberta foi realizada no poço exploratório Sandia-1, no Bloco GUA-OFF-0, localizado em águas profundas. A estatal opera o consórcio, no qual tem participação de 44,44% por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro. Os outros 55,56% são da Ecopetrol. Em nota, a companhia disse que a descoberta reforça o potencial de gás no offshore colombiano e agrega volumes que vão contribuir para a segurança energética da região. A perfuração do poço começou em 12 de junho e a profundidade final foi alcançada na última quarta-feira (29/7). Os intervalos onde foi comprovada a presença de gás serão ainda caracterizados por análises laboratoriais. De acordo com a Petrobras, a atuação no bloco “está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria com outras empresas”.”

Fonte: Eixos; 03/08/2026

Guerra e tecnologia mais barata aceleram uso de combustível verde no transporte

“Os conflitos geopolíticos, a pressão do mercado por descarbonização e o barateamento de novas tecnologias têm impulsionado o uso de combustíveis verdes no transporte terrestre, marítimo e aéreo. No transporte rodoviário, alternativas como gás, biodiesel e eletrificação se tornam cada vez mais atraentes economicamente. Na aviação, o SAF (sigla em inglês para Combustível Sustentável de Aviação) é a aposta para o futuro do setor e, no ano que vem, seu uso já passa a ser obrigatório no Brasil. Enquanto isso, na navegação, regras globais ainda mais duras para reduzir a emissão de poluentes estão em discussão;. Em cada um dos três modais, o Valor ouviu empresas e analistas sobre o potencial e os desafios na substituição de combustíveis fósseis, que serão discutidos ao longo de uma série de reportagens. Seja no transporte por terra, ar ou mar, especialistas apontam que, cada vez mais, o tema não se restringe à equipe de sustentabilidade, mas passa a fazer parte de uma estratégia de negócios para revisar custos, mitigar riscos e atender a exigências regulatórias e de clientes No caso do transporte terrestre, que abre a série de reportagens, as transportadoras logísticas estão longe de conseguir substituir o diesel como o principal combustível, mas alternativas como veículos elétricos e corredores de caminhões a gás têm sido adotadas como forma de reduzir gastos. Já nas transportadoras de passageiros, o uso do biocombustível é uma realidade desde meados de 2005 e, com a reforma tributária, que premiará iniciativas de redução de emissão com créditos, o modelo deverá ganhar mais força A JSL, maior transportadora do país, tem utilizado a eletrificação em grandes centros urbanos e testado caminhões a GNV (Gás Natural Veicular) e biometano em rotas mais longas específicas, principalmente no corredor do interior de São Paulo para a Baixada Santista, segundo o presidente da empresa de logística, Guilherme Sampaio. O combustível já é utilizado em projetos da indústria automotiva e há alguns testes para o transporte de celulose, disse ele. “São vários fatores que levam a essas iniciativas. O primeiro é a flutuação do diesel. Estamos em um semestre em que isso ficou muito óbvio. O segundo é a capacidade de produção de biometano, que não existia no Brasil antes. A indústria de cana está investindo pesado. Além disso, há a construção da infraestrutura, com incentivos do governo de São Paulo e investimentos privados de abastecimento”, afirmou o executivo.”

Fonte: Valor Econômico; 04/08/2026

Estratégia para minerais críticos pode somar até R$ 192 bi ao PIB

“A expansão de investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras poderá somar entre R$ 128 bilhões e R$ 192 bilhões ao PIB brasileiro e criar de 304 mil a 750 mil novos empregos. O alcance desses resultados vai depender da estratégia adotada, segundo indica um estudo elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), que será lançada nesta terça-feira em um evento em Belo Horizonte. Conforme explica o diretor de políticas públicas e relações governamentais da Amcham Brasil, Fabrizio Panzini, o estudo compara dois caminhos para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e terras raras no país. No primeiro, os investimentos são financiados majoritariamente por capital doméstico e a produção permanece voltada predominantemente à exportação, com baixa agregação de valor no país. Nesse cenário, o impacto acumulado sobre o PIB alcança R$ 128,7 bilhões, com geração estimada de 304 mil empregos. Já o segundo cenário considera maior participação do investimento estrangeiro, expansão do processamento dos minerais no Brasil e utilização crescente desses insumos pela indústria nacional. Nessa hipótese, os investimentos crescem R$ 120,9 bilhões, com impacto acumulado sobre o PIB de R$ 192,1 bilhões e geração estimada de 750 mil empregos. O estudo aponta que os maiores impactos sobre o PIB podem ocorrer nos Estados mineradores, com destaque para Pará (16,0%), Bahia (10,3%), Goiás (10,0%), Piauí (4,0%) e Minas Gerais (3,8%). Porém, se houver o fortalecimento do processamento doméstico, ganhos adicionais serão observados em Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Na análise setorial, a indústria de transformação apresenta crescimento acumulado de 1,8% no segundo cenário, quase três vezes superior ao observado no primeiro. Também se destacam a construção civil (4,5%) e a indústria extrativa (4,2%). Entre os segmentos industriais, os maiores impactos são registrados em máquinas e equipamentos elétricos (16,7%), máquinas para extração mineral (9,8%), automóveis (5,5%) e máquinas e equipamentos mecânicos (2,9%). “A indústria de transformação sairia como a grande vencedora nesse segundo cenário em que a maior parte do processamento desses minerais seria feita dentro do Brasil. Mais Estados, além daqueles onde os minerais críticos estão localizados, poderiam se beneficiar”, comenta Panzini. “Os impactos se tornarão mais expressivos a medida que ampliarmos o processamento doméstico, desenvolvermos cadeias industriais e também quanto mais atrairmos capital estrangeiro para essa agenda.” Na visão da Amcham, o Brasil precisa estar aberto para receber investimentos vindos de todos os países para desenvolver essa cadeia em torno dos minerais críticos. Contudo, ao analisar as grandes potências globais, a China tende a ter menos interesse e fazer investimentos para industrializar esse processamento dentro do Brasil porque ela própria faz isso em grande escala dentro do seu território. Isso faz com que uma parceria estratégica com os EUA possa ser estabelecida mais naturalmente.”

Fonte: Valor Econômico; 04/08/2026

Preço do etanol sobe em cinco estados e é mais competitivo em dez estados e DF

“Os preços médios do etanol hidratado caíram em 18 estados, subiram em cinco estados e no Distrito Federal (DF) e ficaram estáveis em outros três na semana passada. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,50% na semana, de R$ 4,02 para R$ 4,00 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço recuou 0,80%, de R$ 3,73 para R$ 3,70 o litro. A maior alta porcentual foi registrada no Distrito Federal, onde o litro do etanol avançou 8,88%, para R$ 4,17. A maior queda ocorreu no Rio Grande do Norte, onde o preço médio do biocombustível recuou 2,78%, para R$ 5,24 o litro. Os preços permaneceram estáveis na Paraíba, Roraima e Rondônia. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 2,80 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,59 o litro, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,70 o litro, foi registrado em São Paulo, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,81 o litro. O etanol era mais competitivo em relação à gasolina em dez estados e no Distrito Federal na semana passada. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol apresentou paridade de 60,98% em relação à gasolina, porcentual favorável ao biocombustível, conforme levantamento da ANP. Os dados se referem ao período de 26 de julho a 1º de agosto. A paridade foi de 69,82% no Acre; 68,67% no Amazonas; 67,53% na Bahia; 63,66% no Distrito Federal; 63,17% em Goiás; 55% em Mato Grosso; 60,50% em Mato Grosso do Sul; 64,53% em Minas Gerais; 62,87% no Paraná; 68,87% em Santa Catarina; e 57,90% em São Paulo. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade superior a 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. Entretanto, pela metodologia adotada, o etanol é considerado economicamente mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina.”

Fonte: Valor Econômico; 03/08/2026

Disputa sobre biomassa ameaça ‘credencial verde’ do etanol de milho

“A expansão acelerada do etanol de milho no Brasil enfrenta um gargalo: o uso de madeira nativa como biomassa para produzir energia para suas caldeiras. A prática se tornou disputa legal no Mato Grosso, estado com a maior parte das usinas do biocombustível, e entra em choque com as credenciais de sustentabilidade do setor, que se apresenta com uma pegada de carbono menor que concorrentes internacionais. Hoje, cerca de 80% da biomassa usada por usinas no Mato Grosso vem do desmatamento de floresta nativa promovido por produtores rurais, segundo o Ministério Público do estado. A prática tem respaldo de uma norma estadual de 2022 que permite o uso desse material por indústrias quando obtido por meio da supressão de vegetação legalizada. A instrução local, porém, está em conflito com o Código Florestal, de 2012, que proíbe o uso de madeira de floresta nativa por grandes indústrias e permite o uso apenas de árvores plantadas ou manejo florestal. Provocado pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), o Ministério Público do estado abriu um inquérito no fim de 2025, o que resultou na assinatura de um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) entre o governo e os promotores em junho de 2026. O termo determina que, até 2035, toda a biomassa usada pelas indústrias do estado venha de florestas plantadas ou manejo florestal. Também exige que novos projetos industriais com alto consumo da matéria-prima só sejam aprovados se apresentarem um plano de uso de biomassa dessas fontes. “O uso de biomassa nativa tem hora para acabar. O etanol de milho atrai o mundo porque é sustentável. Na hora de negociar com empresas no exterior, se falar que há desmatamento da Amazônia, ele perde esse valor”, diz Marcelo Schmid, sócio-diretor do Grupo Index, consultoria do setor florestal. O governo estadual tinha até meados de julho para publicar um decreto regulamentando a transição e formular um plano com metas de expansão para as áreas de floresta plantada. Em 15 de julho, a Procuradoria-Geral do estado suspendeu o prazo indefinidamente, atendendo a um pedido do governador Otaviano Pivetta para realizar mudanças no acordo. Procurado, o governo do MT não respondeu ao pedido de entrevista. A suspensão do prazo para o decreto gerou desconforto no Ministério Público por não seguir os ritos tradicionais de um procedimento do tipo. O mais comum é que decisões sobre o TCA sejam tomadas pelos promotores responsáveis por conduzir o caso, e não pela Procuradoria-Geral, segundo fontes ouvidas pelo Reset. No pedido, o governo diz que a redação atual do termo pode gerar insegurança jurídica e restringir a expansão do setor, e pede novas reuniões com o Ministério Público para debater o tema. O governo não deu uma nova previsão para a publicação do decreto. Um trecho destacado no pedido é o artigo que determina que apenas empresas já instaladas no estado ou “em processo de licenciamento ambiental a partir da edição do decreto” possam entrar no plano de transição gradual, que permite o uso de biomassa nativa para até 40% da demanda da usina até 2034. Quatro pessoas envolvidas no debate ouvidas pelo Reset avaliam que a postergação pode abrir espaço para que projetos obtenham licenciamento a tempo de entrar na regra de transição. O tema é visto como delicado para ser tratado no período eleitoral. A Arefloresta diz que “acompanha com atenção os desdobramentos” da suspensão do prazo e defende que ajustes ao termo “sejam feitos dentro dos ritos formais e com a participação de todos os atores envolvidos, sem açodamento e sem decisões unilaterais que possam comprometer a segurança jurídica conquistada”.”

Fonte: Capital Reset; 03/08/2026

Governo abre debate sobre produtos sustentáveis no acordo Mercosul-UE

“O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) abriu nesta segunda-feira (3/8) consulta pública para subsidiar a elaboração de uma lista de produtos sustentáveis do Mercosul. As contribuições podem ser enviadas até 2 de setembro. O objetivo é indicar produtos que ajudam a conservar e recuperar florestas e outros ecossistemas vulneráveis. As manifestações devem ser encaminhadas por meio da plataforma Brasil Participativo. De acordo com o MDIC, a criação da lista está prevista no parágrafo 39 do Anexo 18-A do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor em 1º de maio de 2026, e deve ser implementada até um ano após o início da sua vigência. Nos termos do Anexo 18-A, os produtos incluídos nessa lista poderão ter acesso preferencial ou adicional ao mercado da União Europeia, além de outros incentivos destinados à promoção de seu comércio. “As contribuições auxiliarão na identificação de produtos da sociobiodiversidade e de cadeias produtivas que possam contribuir para os objetivos estabelecidos no acordo”, disse a pasta em nota.”

Fonte: Capital Reset; 03/08/2026

Internacional

Shell vende todo portfólio de renováveis onshore na Europa para a TotalEnergies

“A Shell anunciou nesta segunda (3/8) a venda de todo o seu negócio de energias renováveis onshore na Europa para a TotalEnergies. O movimento reforça a estratégia da petroleira britânica de reorientar seus negócios para gás e GNL integrados e reduzir a exposição direta à geração renovável. “Estamos reinvestindo capital e priorizando áreas onde temos capacidades diferenciadas e podemos gerar o maior valor ao longo do tempo, inclusive por meio da comercialização de energia lastreada em ativos e soluções energéticas focadas no cliente”, disse Machteld de Haan, presidente de Downstream, Energias Renováveis ​​e Soluções Energéticas da Shell. Já o objetivo da companhia francesa é ampliar sua presença no mercado europeu de eletricidade, complementando a capacidade de geração flexível das térmicas a gás controladas pela empresa. A operação, cujo valor não foi divulgado, inclui cerca de 4 GW em ativos e projetos de energia renovável distribuídos por quatro países europeus. O pacote reúne 500 MW de ativos solares e eólicos em operação ou em construção, localizados principalmente na Itália e nos Países Baixos, além de um pipeline de 3,5 GW em projetos de energia solar, eólica e armazenamento em baterias na Itália, Reino Unido e Espanha. Após a conclusão da operação, prevista para o fim de 2026 e ainda sujeita à aprovação das autoridades regulatórias, todo o portfólio passará a ser controlado pela empresa francesa.”

Fonte: Eixos; 03/08/2026

TotalEnergies vende fatia em ativos de energia renovável na Europa para a KKR

“A TotalEnergies vendeu uma participação de 50% em ativos europeus de energia solar e eólica terrestre para a gestora KKR, em um negócio que avalia o portfólio em 1,8 bilhão de euros, incluindo a dívida. A TotalEnergies afirmou que a participação refere-se a um portfólio de 1,2 gigawatts (GW), majoritariamente desenvolvido e em operação na Alemanha, Espanha, França e Polônia. Separadamente, a petrolífera francesa também disse hoje que comprou um portfólio de energias renováveis de 4 GW da rival britânica Shell. A maior parte dos ativos consiste em projetos de energia solar, eólica e armazenamento em baterias em desenvolvimento na Itália, no Reino Unido e na Espanha.”

Fonte: Valor Econômico; 03/08/2026

BYD tem forte alta nas vendas com impulso das exportações, enquanto rivais enfrentam desafios

“A BYD registrou vendas robustas em julho, com os mercados de exportação prestando suporte à concorrente da Tesla. Em julho, a líder chinesa em veículos elétricos vendeu 411.072 veículos, alta de 21% em relação ao ano anterior, incluindo 233.015 carros totalmente elétricos, um aumento de 31% na base anual. A empresa exportou um recorde de 180.538 veículos no mês, alta de cerca de 125% na comparação anual. Na China, a BYD vendeu cerca de 239.000 veículos, incluindo comerciais, queda de 22% ano a ano. O mercado automotivo chinês tem enfrentado dificuldades recentes, marcado por desaceleração no crescimento e acirramento da concorrência. Os mercados externos têm funcionado como uma válvula de escape para a BYD, embora isso ocorra às custas dos lucros das montadoras europeias. Outra fabricante chinesa de veículos elétricos, a XPeng, entregou 38.027 veículos em julho, alta de 4% no ano. Até julho, a XPeng comercializou cerca de 204.000 carros, recuo de 13% ano a ano. A Li Auto entregou 30.468 veículos no mês passado, volume estável em relação ao ano anterior. No acumulado até julho, a Li entregou cerca de 224.000 carros, queda de 5% na base anual. Por sua vez, a Nio entregou 35.934 veículos em julho, alta expressiva de 71% ano a ano. Até julho, a Nio entregou 227.000 carros, avanço de 68% em relação ao ano anterior. A Nio tem gerido seu crescimento em parte graças a novos modelos, mas o enfraquecimento do mercado automotivo chinês tem representado pressões para as ações do setor, incluindo a Tesla, cujas montadoras americanas geram cerca de 20% das vendas na China. Até junho, a Tesla vendeu cerca de 239 mil carros no país asiático, queda de 9% ano a ano, segundo a Associação de Carros de Passageiros da China, visto que a montadora não divulga vendas regionais ou mensais.”

Fonte: Valor Econômico; 03/08/2026

Combate a incêndio florestal no noroeste de Atenas entra no quarto dia

“Centenas de bombeiros gregos continuavam a combater, nesta segunda-feira, pelo quarto dia consecutivo, um incêndio florestal a noroeste de Atenas, depois que ventos fortes e instáveis contribuíram para que as chamas devastassem casas, florestas de pinheiros e milhares de hectares de terras agrícolas, forçando retiradas por terra e por mar. Dois tripulantes de um helicóptero de combate a incêndios morreram no domingo após a aeronave cair perto da comunidade litorânea de Psatha, a cerca de 40 km de Atenas, depois de um contato em pleno ar com um segundo helicóptero, cujos dois tripulantes sobreviveram. Mais de 400 bombeiros e 21 aeronaves foram mobilizados nesta segunda-feira perto das comunidades de Kandili e Agia Skepi, enquanto colunas de espessa fumaça negra e chamas vermelhas tomavam densas florestas de pinheiros. Máquinas pesadas estavam sendo usadas para abrir aceiros a fim de impedir que o incêndio florestal atingisse residências, disse uma autoridade do Corpo de Bombeiros. A Europa tem sido devastada por incêndios florestais neste verão após um período de ondas de calor recordes e pouca chuva — condições que, segundo cientistas, foram agravadas pelas rápidas mudanças climáticas. França e Espanha foram particularmente afetadas, embora os grandes incêndios nesses países tenham perdido força durante o fim de semana, proporcionando algum alívio. A temporada de incêndios na Grécia vinha sendo relativamente branda para os padrões locais. Na semana passada, porém, três bombeiros morreram em dois incidentes distintos em Creta e no Peloponeso, em 29 de julho. As autoridades tentam determinar a causa do acidente entre os helicópteros, ocorrido em baixa altitude. A região próxima a Psatha já enfrentou incêndios florestais anteriormente. Moradores reclamam que, embora a vegetação tenha sido retirada ao redor das casas, é preciso fazer mais para construir e manter aceiros nas florestas. Uma investigação preliminar indica que um incêndio que começou na semana passada na região vizinha da Beócia e avançou por 25 km foi provocado por faíscas geradas pela vibração de condutores de uma linha elétrica privada que transmitia energia produzida por turbinas eólicas, informou o Corpo de Bombeiros. Um engenheiro eletricista e um empreiteiro foram presos e estão sendo investigados por incêndio criminoso. Linhas de energia defeituosas têm sido a principal causa dos grandes incêndios florestais na Grécia nos últimos anos, à frente de incêndios criminosos e casos de negligência.”

Fonte: Valor Econômico; 03/08/2026

Os custos dos incêndios florestais na Europa este ano já ultrapassaram 3 bilhões de euros

“Incêndios florestais e ondas de calor que assolam a França, a Espanha e outras partes da Europa já custaram mais de € 3 bilhões este ano, segundo uma análise do Financial Times (FT), evidenciando o custo crescente de incêndios impulsionados pelas mudanças climáticas. Quase meio milhão de hectares foram consumidos pelo fogo nos dois primeiros meses da temporada de incêndios, gerando um custo econômico de € 3,1 bilhões apenas para os cinco países da Zona do Euro mais afetados, incluindo Portugal, Grécia e Romênia. Esse valor supera em muito as estimativas da Comissão Europeia, que previam um impacto anual médio de € 2,5 bilhões para toda a UE. As estimativas do FT baseiam-se na metodologia utilizada pela Comissão e em cálculos correspondentes do governo francês, representando o chamado custo de “restauração” — ou seja, o valor necessário para devolver às áreas queimadas seu estado anterior, uma forma de mensurar seu valor econômico. O custo médio por hectare para replantio e manutenção varia conforme o país, refletindo os tipos de cobertura do solo e a idade da floresta. O impacto total acabará sendo muito maior. Seguradoras, famílias e empresas ainda estão contabilizando os prejuízos em propriedades e culturas agrícolas, bem como as interrupções no turismo no auge do verão. Outros custos — como o aumento dos prêmios de seguro ou a impossibilidade de segurar certas propriedades, a redução no número de visitantes e a necessidade de grandes investimentos em equipamentos de combate a incêndios — surgirão ao longo do tempo. Os cálculos também não refletem plenamente os incêndios mais recentes na Grécia, onde o primeiro-ministro afirmou que equipes atuariam rapidamente para registrar os danos e viabilizar o apoio estatal àqueles que perderam propriedades. Paralelamente, ainda não foram contabilizados os custos da seca, uma vez que a queda nos níveis dos rios Reno e Danúbio tem causado interrupções no fluxo de mercadorias e cortes na produção. Empresas químicas alemãs, como BASF, Covestro e Evonik, possuem fábricas concentradas ao longo do Reno. Níveis historicamente baixos no Danúbio devem levar à paralisação da usina nuclear da Hungria, responsável pelo fornecimento de quase metade da eletricidade do país. A Romênia também foi forçada a desligar um dos dois reatores da usina nuclear de Cernavodă. Ambas as usinas captam água do rio para resfriamento.”

Fonte: Financial Times; 03/08/2026

BP venderá negócio de biogás nos EUA por US$ 4 bilhões com mais do que duplicação dos lucros

“A BP colocou à venda seu negócio de biogás nos EUA, avaliado em US$ 4 bilhões, enquanto a nova CEO, Meg O’Neill, reestrutura a gigante do petróleo — que, na terça-feira, registrou seu maior lucro trimestral desde 2022. A Archaea, empresa que captura metano de aterros sanitários, é a maior produtora de gás renovável dos EUA. Ela representou um dos maiores investimentos da BP na época em que a companhia tentava fazer a transição para se tornar uma gigante de energia verde. No entanto, o negócio enfrentou dificuldades, e a BP reduziu significativamente seu valor contábil no final do ano passado, como parte de uma baixa contábil (impairment) de US$ 4,2 bilhões em suas divisões de biogás e energia solar. A gigante do petróleo registrou uma nova baixa de US$ 1,1 bilhão em seus ativos de energia verde no trimestre mais recente. “Quando analisamos alguns dos investimentos que fizemos, eles não entregaram os retornos que esperávamos”, disse O’Neill à CNBC ao ser questionada sobre as ambições da empresa em energia verde. Ela fez o anúncio no momento em que a BP relatava um aumento de 144% nos lucros ajustados do segundo trimestre, atingindo US$ 5,7 bilhões — superando a previsão de US$ 5,1 bilhões dos analistas —, impulsionada pelos preços mais altos de petróleo, gás e combustíveis refinados durante o conflito envolvendo o Irã. Foi o maior lucro trimestral desde 2022, quando a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia provocou uma crise energética na Europa, com a quadruplicação dos preços do gás. O’Neill iniciou rapidamente a reestruturação dos negócios da BP desde que assumiu o comando, vinda da empresa australiana Woodside, em abril. “Precisamos fazer uma análise franca de nós mesmos: avaliar o que precisa mudar, interromper o que nos retém e fortalecer as áreas que realmente importam”, afirmou ela no comunicado de resultados. Biraj Borkhataria, analista do RBC, disse que a empresa está em melhor situação, mas que a gestão agora precisa provar aos investidores que consegue “transformar palavras em ações”. “Assumir a responsabilidade pelas falhas históricas da BP é um passo importante para a tese de investimento; aguardamos a teleconferência para obter mais clareza sobre a estrutura financeira e os planos concretos para o futuro”, acrescentou. Na semana passada, a gigante britânica do petróleo anunciou a venda de suas operações no Mar do Norte (Reino Unido). A BP também encerrou sua divisão de capital de risco e vendeu seu negócio de postos de combustível na Áustria, bem como sua participação no projeto de águas profundas Bay du Nord, no Canadá. O’Neill afirmou que “muitos outros participantes do setor nos procuraram espontaneamente” para manifestar interesse nos ativos do Mar do Norte e que ela havia expressado seu apoio ao desenvolvimento de petróleo e gás no Reino Unido em uma conversa com Andy Burnham, o novo primeiro-ministro britânico. “A mensagem que deixei para ele é que, como o Reino Unido obtém 75% de sua energia de combustíveis fósseis, o primeiro barril que consumimos deveria vir do Mar do Norte”, disse ela. O’Neill elegeu como prioridade a redução do enorme endividamento da BP e o fortalecimento do balanço patrimonial da empresa; ela informou que as diversas obrigações financeiras do grupo — que incluem dívidas, títulos híbridos e pagamentos de indenizações pelo desastre da Deepwater Horizon — caíram significativamente. “Houve uma redução de US$ 7 bilhões em relação ao trimestre anterior”, afirmou. A BP anunciou que reduziria sua dívida líquida para menos de US$ 18 bilhões até o final de dezembro, atingindo a meta um ano antes do previsto. Anteriormente, a Saudi Aramco, maior empresa de petróleo do mundo em volume de produção, divulgou um lucro ajustado de US$ 33,4 bilhões no segundo trimestre — um aumento de 33% em relação ao ano anterior —, impulsionado pela alta nos preços do petróleo bruto e dos combustíveis refinados. Em uma teleconferência com analistas, o CEO da Aramco, Amin Nasser, afirmou que o mercado de petróleo continuava extremamente vulnerável a choques de oferta. “[No entanto], os estoques liberados já foram amplamente utilizados; além de ser mais difícil mantê-los nesse estado, é preciso recompô-los, visto que se encontram em níveis criticamente baixos.”

Fonte: Financial Times; 04/08/2026

Onda de calor extremo castiga Europa com seca e incêndios

“Militares da Romênia recorreram ontem a uma medida inédita para aumentar o fluxo de água em direção à única usina nuclear do país, detonando uma formação rochosa no Rio Danúbio, em meio à onda de calor e à seca histórica que atingem a Europa. O país banhado pelo Mar Negro já desativou um dos dois reatores na usina de Cernavoda, pois o nível de água no Danúbio tem sido insuficiente para o resfriamento adequado dos equipamentos. Agora, as autoridades tentam preservar o funcionamento da segunda unidade. O exército utilizou 180 quilos de explosivos em uma detonação controlada para remover uma rocha que obstruía um braço do rio, informou o ministro interino da Defesa, Radu Miruta, ontem. Segundo ele, a operação busca aumentar o fluxo das águas e evitar o desligamento do reator remanescente.”

Fonte: Valor Econômico; 04/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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