XP Expert

Coreia do Sul mira oferta de terras raras no Brasil; Mercado regulado de carbono avança | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
MY Banner Intratexto2semestreMid Year 2026 Hellobar mobile

Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. POSCO, empresa sul-coreana, assina acordo de compra de até 30% da produção do projeto Caldeira de terras raras no Brasil

Na mídia. Empresa sul-coreana fecha acordo para comprar até 30% da produção de terras raras do Projeto Caldeira, em MG – Globo, 29 de julho (link)

Nossa visão. Nesta semana, a australiana Meteoric Resources anunciou uma parceria estratégica de offtake com a POSCO International, a maior trading da Coreia do Sul. Pelo acordo, a POSCO terá a opção de comprar até 30% da produção de terras raras do Projeto Caldeira por um período de até sete anos. Para contextualizar, o Projeto Caldeira é um dos maiores depósitos de terras raras em argila iônica fora da China, focado nos quatro elementos de terras raras para ímãs (NdPr, Dy e Tb), essenciais para veículos elétricos, turbinas eólicas e aplicações de defesa. O projeto ainda está em desenvolvimento, com a primeira produção comercial prevista para 2028. Em nossa visão, o acordo reforça o movimento global de diversificação das cadeias de suprimento de terras raras e destaca o papel estratégico crescente do Brasil nesse setor. À medida que tensões geopolíticas e preocupações com a segurança de suprimentos remodelam os mercados de minerais críticos, os consumidores vêm cada vez mais buscando acordos de fornecimento de longo prazo com projetos fora da China – país que ainda domina a mineração, o processamento e o refino de terras raras. Como destacou Ricardo Grossi, Presidente & COO da Serra Verde, durante o Expert XP 2026 (link), o Brasil emergiu como uma região alternativa relevante, dado suas reservas geológicas, depósitos de argila iônica de alta qualidade e economia favorável dos projetos. Ainda assim, transformar essa vantagem em uma indústria de terras raras globalmente competitiva exigirá investimento contínuo, expansão da capacidade de processamento e separação, transferência de tecnologia e infraestrutura de suporte.

#2. Brasil inicia a implementação de seu mercado regulado de carbono

Na mídia. Mercado regulado de carbono vai alcançar 2,2 mil empresas na largada – Capital Reset, 28 de julho (link)

Nossa visão. Em 28 de julho, o Ministério da Fazenda do Brasil lançou a primeira consulta pública para a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), detalhando o cronograma de implementação e os setores inicialmente sujeitos aos requisitos de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV). Nos termos da legislação do SBCE, empresas que emitam mais de 10.000 tCO₂e por ano deverão monitorar e reportar suas emissões a partir de 2027. Segundo a Análise de Impacto Regulatório, esse limite abrange inicialmente cerca de 2.188 operadores dos setores de celulose e papel, siderurgia, cimento, alumínio primário, exploração e produção de petróleo e gás, refino de petróleo e aviação. Em nossa visão, embora seja pouco provável que um mercado de conformidade esteja plenamente operacional antes de 2030, a introdução de requisitos de MRV marca um passo fundamental na transição da legislação para a implementação, trazendo maior clareza sobre quais setores e empresas serão afetados primeiro. No entanto, persistem riscos de execução, concentrados em duas frentes: (i) continuidade política: com o Brasil entrando em um ciclo eleitoral, o cronograma de implementação pode sofrer atrasar; e (ii) disparidades no reporte de emissões: muitas empresas ainda precisam fortalecer seus sistemas internos de contabilização de gases de efeito estufa e contratar verificadores independentes para atender aos requisitos de MRV, um ecossistema que ainda é fragmentado e desigual entre setores.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.