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Navegando o El Niño

Quais são as potenciais consequências para o Brasil?

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Neste relatório temático, combinamos nossas visões dos times de Estratégia, Macro, ESG e setoriais para avaliar os impactos do próximo El Niño, que provavelmente será um dos mais fortes já registrados. Principais conclusões: (i) Macro: a inflação de alimentos deve acelerar a partir do 4T26, à medida que as disrupções climáticas atingem a produção agrícola, atrasando a desinflação e potencialmente contribuindo para manter os juros mais altos por mais tempo; (ii) ESG: o El Niño atua como um multiplicador de risco climático, reforçando os riscos climáticos físicos e o valor da adaptação e da resiliência corporativa; (iii) Setores: os impactos variam amplamente: Agro, Alimentos & Bebidas, Utilidade Publica e Varejo estão entre os mais expostos, criando tanto riscos quanto oportunidades de investimento, dependendo da exposição geográfica e do modelo de negócios. Discutimos as visões específicas por ação em mais detalhe ao longo do relatório.

Entrando em um dos El Niño mais fortes registrados. As projeções atuais da NOAA indicam alta probabilidade de que o evento de 2026-27 atinja intensidade muito forte. Além de seus efeitos de primeira ordem sobre temperatura, precipitação e outras variáveis climáticas, o El Niño também traz implicações econômicas importantes, afetando setores e empresas por múltiplos canais de transmissão. Destacamos os potenciais impactos:

Macro: A inflação de alimentos deve acelerar a partir do 4T26, à medida que as disrupções climáticas afetam a produção agrícola. Do lado da atividade econômica, o impacto sobre o crescimento deve ser mais limitado. Preços mais altos de alimentos podem atrasar o processo de desinflação e manter as condições monetárias apertadas por mais tempo.

ESG: O El Niño atua como um multiplicador de risco climático. Há um consenso crescente de que eventos de El Niño que ocorrem sob um clima mais quente tendem a produzir impactos mais severos do que os eventos históricos. Isso reforça a relevância dos riscos climáticos físicos e torna a preparação corporativa, as estratégias de adaptação e a resiliência operacional cada vez mais importantes.

Setores: Os impactos devem variar significativamente entre setores e empresas. Agro, Alimentos & Bebidas, Utilidade Pública e Varejo estão entre os segmentos mais expostos, criando tanto riscos quanto oportunidades de investimento, dependendo da exposição geográfica e do modelo de negócios.

Empresas: No nível das companhias, vemos nomes como TTEN, ASAI e AURE como relativamente melhor posicionados, enquanto SLCE, AGRO, BBAS, AXIA e outros carregam maior exposição. Uma análise detalhada é apresentada nas páginas seguintes.

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