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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa acompanha os mercados globais e fecha a semana em queda

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em queda de 2,3% em reais e de 2,5% em dólares, por conta da leve apreciação de 0,1% do real, aos 173.714 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana em queda (S&P 500: -1,1; Nasdaq: -3,8%; Dow Jones: -0,6%). No micro, o setor de semicondutores concentrou boa parte da aversão a risco ao longo da semana, com fortes quedas nas ações de chips, ilustrada pela queda de 8,9% no SMH, pressionadas pela realização de lucros e preocupações com os elevados investimentos em infraestrutura de IA. Enquanto isso, na temporada de resultados, os bancos americanos apresentaram números fortes no 2T26, beneficiados pela atividade aquecida em mercado de capitais e trading. Na frente geopolítica, a escalada das tensões entre EUA e Irã voltou a pressionar os ativos de risco e impulsionou os preços do petróleo para US$ 88,03/barril, elevando as preocupações com inflação e com eventuais impactos sobre o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz. No macro, a divulgação do CPI de junho abaixo da esperado trouxe alívio ao mercado, reduzindo apostas de aperto adicional no curto prazo. Assim, as Treasuries fecharam levemente durante a semana (2 anos: -2,5 bps; 10 anos: -1,8 bps)
  • Enquanto isso, as ações brasileiras terminaram a semana na mesma direção dos mercados globais. A bolsa foi pressionada principalmente pelo aumento da aversão a risco no exterior, pelas incertezas no cenário doméstico e pelo anúncio de tarifas de 25% dos EUA sobre parte das importações brasileiras. O movimento começou com a escala das tensões entre EUA e Irã impulsionando os preços do petróleo e sustentando as ações ligadas à commodity, mas pesando sobre o restando do mercado. Na sequência, o índice buscou certa recuperação com a melhora do apetite global por risco após o CPI de junho nos EUA vir abaixo do esperado, favorecendo sobretudo os papéis domésticos mais sensíveis a juros. No entanto, novas pesquisas eleitorais e a expectativa em tornos das tarifas americanas voltaram a pesar sobre os ativos locais, ganhando ainda mais tração após a confirmação, apesar de ainda vermos um impacto direto limitado sobre a bolsa brasileira devido a isenção de produtos relevantes. Apesar das movimentações, continuamos vendo entrada líquida de R$ 985 milhões dos investidores estrangeiros ao longo da semana (dados até quarta-feira), acumulando agora retirada líquida de capital estrangeiro de R$ 32,9 bilhões desde 15 de abril, quando o mercado iniciou sua correção.
  • Vibra foi o destaque positivo da semana (VBBR3, +6,3%), impulsionada pela alta nos preços do petróleo e revisão positiva no preço alvo da companhia por banco de investimentos. Por outro lado, Auren (AURE3, -11,3%) foi o destaque negativo, após a companhia sofrer revisão negativa pela Fitch Ratings.

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