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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa recua devido a queda nos preços do petróleo

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,4% em reais e de 2,0% em dólares, por conta da leve apreciação do real, aos 173.787 pontos.
  • Os mercados globais encerraram a semana em alta (S&P 500: +1,4%; Nasdaq: +2,9%; Dow Jones: +0,9%; ACWI: +1,6%), com o S&P 500 registrando sua nona semana consecutiva de ganhos, impulsionado pela forte temporada de resultados do 1T26 e pelo aumento do otimismo em torno do trade de IA. No micro, o principal destaque foi o resultado da Dell (+42,6%), que superou as expectativas de lucro do mercado e apresentou forte performance positiva no mês e na semana (veja aqui o comentário completo). Com isso, a temporada de resultados americana praticamente se encerrou: 484 empresas do S&P 500 já divulgaram seus balanços, com 82% superando as estimativas de lucro com uma média de 16,4%. No macro, as preocupações com inflação reduziram marginalmente. Os dados do PCE nos EUA se mostraram mais fracos que o esperado e as leituras de preço foram mais benignas na Europa e no Japão, ao mesmo tempo que a percepção de que um desfecho diplomático para o conflito entre EUA e Irã segue mais provável do que uma escalada militar. Nesse contexto, a taxa das Treasuries recuaram, e o mercado passou a precificar menos chance de alta de juros pelo Fed em 2026. Os preços do petróleo continuaram recuando (Brent: -11,1%), para cerca de US$ 92,70/bbl, diante dos avanços nas negociações de paz para o fim do conflito.
  • Enquanto isso, a bolsa brasileira encerrou a semana na contramão dos mercados globais. Os juros futuros permaneceram praticamente estáveis ao longo da semana: o DI Jan/36 fechou apenas 2 bps e o real permaneceu em R$ 5,04. Assim, desde o último pico, em 14 de abril, o Ibovespa acumula queda de 12,4% em reais e 13,5% em dólares. O principal fator por trás do desempenho mais fraco da bolsa na semana foi o peso de Petrobras (PETR4, -5,6%; PETR3, -6,8%), pressionada pela queda de 11,1% do Brent na semana, além da continuidade das saídas de fluxos estrangeiros, que somaram  R$ 1,0 bi na semana (dados até quarta-feira). Em maio, as saídas acumulam R$ 14,1 bi e totalizam R$ 25,2 bi desde 15 de abril, quando o mercado iniciou seu movimento de correção.
  • Mais uma vez, o destaque positivo da semana foi Usiminas (USIM5, +7,1%) após a companhia sinalizar que pretende retomar o pagamento de dividendos ainda este ano. Por outro lado, Braskem (BRKM5, -12,6%), assim como outras companhias ligadas ao setor de Óleo e Gás, foi o destaque negativo da semana após continuidade da queda no preço do petróleo.

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