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Governo coloca em consulta pública Plano Nacional de Transição Energética | Café com ESG, 30/04

Plano Nacional de Transição Energética aberto para consulta pública; Demanda global por painéis solares deve recuar em 2026

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em queda, com o IBOV e o ISE caindo 2,05% e 2,27%, respectivamente.

• No Brasil, o governo brasileiro colocou em consulta pública nesta quarta o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), um mapa com quase duzentas iniciativas para o país cumprir os objetivos de sua política de descarbonização setorial – o documento, que receberá contribuições pelo prazo de 45 dias, indica prioridade em temas como segurança e eficiência energética, mobilidade de baixo carbono e novos combustíveis e tecnologias, como hidrogênio e captura de carbono (CCUS).

• No internacional, (i) enquanto o conflito entre EUA e Irã tem impulsionado o interesse global por energia renovável, a demanda mais fraca na China pesa sobre as perspectivas do setor de solar – segundo a produtora chinesa de painéis solares JinkoSolar, a demanda global por painéis solares deve recuar entre 5% e 10% A/A em 2026; e (ii) o governo da Bélgica planeja comprar os ativos de geração nuclear da francesa Engie no país, em um movimento que, segundo Bruxelas, deve ajudar a garantir o abastecimento de energia – o acordo proposto abrangeria todas as atividades nucleares atualmente pertencentes e operadas pela Engie e por sua subsidiária Electrabel, incluindo os sete reatores nucleares belgas.

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Brasil

A australiana na corrida das terras raras no Brasil (com US$ 30 mi do BNDES)

“A Viridis Mining and Minerals, mineradora australiana listada na bolsa de seu país, quer ser a próxima a extrair terras raras no Brasil, em meio à corrida de Estados Unidos e Europa por esses minerais. A empresa obteve financiamento de US$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para avançar o seu projeto em Poços de Caldas (MG). O investimento foi feito por um fundo administrado por Ore Investments e Régia Capital cujo objetivo é apoiar projetos de minerais críticos em operação ou em desenvolvimento. Uma parte do recurso será usado para a construção de uma planta-piloto em Poços de Caldas, Minas Gerais, a outra para os trâmites da licença ambiental de instalação, que exige dados detalhados de engenharia do que será a planta industrial. A Viridis também tem uma carta de intenções firmada por uma agência de fomento da Austrália para receber outros US$ 50 milhões na forma de crédito. Terras raras são elementos que, junto com lítio, nióbio e cobalto, compõem a categoria dos chamados minerais estratégicos: são essenciais para a expansão da inteligência artificial (IA), transição energética e sistemas de defesa.”

Fonte: Capital Reset; 30/04/2026

Depois da transmissão e geração hidrelétrica de energia, chegou a vez das baterias de grande escala

“O primeiro trimestre de 2026 marca a consolidação do setor elétrico como eixo central dos aportes chineses no Brasil. O fluxo de capital, que historicamente se concentrou na aquisição de ativos de transmissão e geração hidrelétrica, agora se estende para a base industrial e para novas tecnologias de armazenamento. Segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o segmento de energia foi responsável por 34% dos investimentos chineses no país em 2024, totalizando US$ 1,43 bilhão, e mantém a trajetória de expansão com a entrada de fabricantes de componentes e sistemas de baterias. “O Brasil reúne uma combinação muito rara de fatores: estabilidade institucional, segurança jurídica, demanda crescente por energia e um dos maiores potenciais renováveis do mundo”, diz Evandro Vasconcelos, vice-presidente de comercialização e regulatório da CTG Brasil. A State Grid, maior utility do planeta, iniciou 2026 reafirmando sua dominância absoluta. No fim do ano passado, a gigante fechou a aquisição da transmissora Mantiqueira, que pertencia à Brookfield (via Quantum Participações). A transação foi avaliada em um enterprise value de R$ 7 bilhões. O ativo opera 1.204 quilômetros de linhas em Minas Gerais, com uma Receita Anual Permitida (RAP) superior a R$ 545,5 milhões. Dentro dessa lógica de expansão, a SPIC Brasil sagrou-se uma das vencedoras do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026.”

Fonte: Valor Econômico; 30/04/2026

Com mapa do caminho no limbo, governo abre consulta sobre plano de transição

“O governo brasileiro colocou em consulta pública nesta quarta (29/4) o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), um mapa com quase duzentas iniciativas para o país cumprir os objetivos de sua política de descarbonização setorial, a PNTE. O documento receberá contribuições pelo prazo de 45 dias. O ponto de partida é o Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055), cujo cenário de emissões líquidas zero indica que o país pode chegar 81% de renováveis na matriz energética, com protagonismo da biomassa, que responderia por 42% da oferta total. O Plante tem um horizonte mais curto: de quatro anos, porque o objetivo é que a estratégia passe por revisões e seja atualizada para adequar à conjuntura interna, desenvolvimentos tecnológicos e geopolítica. No documento divulgado hoje, o governo indica prioridade em temas como segurança e eficiência energética, mobilidade de baixo carbono, redução da pobreza energética e novos combustíveis e tecnologias, como hidrogênio e captura de carbono (CCUS). A mobilidade, aliás, é chave para colocar a matriz em uma trajetória mais renovável, já que o sistema elétrico, com cerca de 90% de participação de fontes limpas, já demonstra seus limites. E é justamente nos transportes que a biomassa tende a ganhar espaço. Dentre as ações listadas no documento está “fortalecer a produção e o uso sustentável de biocombustíveis e combustíveis avançados e sintéticos a partir de fontes com baixa emissão de carbono”.”

Fonte: Eixos; 29/04/2026

Internacional

Fabricantes solares chineses registram novas perdas apesar do otimismo com aumento da demanda externa impulsionada pela guerra no Irã

“A guerra entre EUA e Israel em território iraniano está aumentando o interesse externo por energia renovável, afirmou nesta semana um grande fabricante solar chinês, à medida que produtores divulgaram resultados mistos no primeiro trimestre. No entanto, a demanda mais fraca no mercado doméstico pesa sobre as perspectivas do setor. A guerra de dois meses no Oriente Médio bloqueou o estratégico Estreito de Hormuz, fazendo disparar os preços de petróleo e gás. Isso levou vários países a correrem atrás de fontes alternativas de energia e a reforçarem suas economias contra choques futuros. Ainda assim, a demanda global por painéis solares deve cair cerca de 5% a 10% em 2026, na comparação anual, já que uma queda de 20% na China — o maior mercado solar do mundo — mais do que compensa um aumento de 10% na demanda fora da China, disse o diretor de marketing da JinkoSolar, Gener Miao, em teleconferência de resultados na noite de quarta-feira. Segundo a empresa, a guerra no Irã e a consequente crise de energia estão levando a um renovado interesse em fontes renováveis. “Os recentes distúrbios geopolíticos afetaram algumas rotas de navegação e impactaram temporariamente nossos custos de transporte e cronogramas de entrega, mas, ao mesmo tempo, os conflitos geopolíticos aumentaram o foco global em segurança energética”, afirmou Li Xiande, presidente do conselho e CEO da JinkoSolar, na mesma teleconferência.”

Fonte: Reuters; 30/04/2026

Volkswagen registra impacto de €500 milhões ao suspender produção de veículos elétricos em fábrica nos EUA

“A Volkswagen sofreu um impacto de €500 milhões no primeiro trimestre ao suspender a produção de veículos elétricos em sua fábrica no Tennessee, no mais recente desdobramento da reversão da política climática nos EUA, que tem levado a indústria a reduzir suas ambições em eletrificação. A montadora alemã interrompeu neste mês a fabricação do ID.4, seu modelo elétrico, na planta de Chattanooga, redirecionando a produção para um utilitário esportivo a gasolina. O lucro operacional da Volkswagen no primeiro trimestre caiu para €2,5 bilhões, ante €2,9 bilhões no mesmo período do ano passado, refletindo o impacto desse efeito não recorrente e o aumento do peso das tarifas dos EUA. Os lucros vieram abaixo das projeções dos analistas, que esperavam manutenção do lucro operacional em linha com o registrado um ano antes. As ações da VW recuaram 2,4% nas negociações da manhã em Frankfurt, acumulando queda de mais de 20% no ano. Enquanto isso, sua concorrente Stellantis — que recentemente registrou um encargo de €22 bilhões para desfazer parte de sua estratégia de veículos elétricos — voltou ao lucro no primeiro trimestre ao reforçar a aposta em modelos a gasolina das marcas Ram e Jeep nos EUA.”

Fonte: Financial Times; 30/04/2026

TotalEnergies e Nextnorth iniciam construção de usina solar de US$ 300 milhões nas Filipinas

“A petroleira francesa TotalEnergies (TTEF.PA) e a desenvolvedora filipina de renováveis Nextnorth obtiveram financiamento para um parque solar de 440 megawatts-pico no país asiático e iniciaram sua construção, informaram as empresas nesta quinta-feira. O projeto, de US$ 300 milhões, deve entrar em operação até o fim de 2027 e produzir 1,2 terawatt-hora de eletricidade ao longo de 20 anos. Metade dessa energia será vendida a clientes industriais, enquanto o restante será destinado à rede elétrica nacional, como parte da quarta rodada de leilões de renováveis do país. Diferentemente de outras petroleiras que recuaram em seus compromissos com renováveis, a Total vem ampliando seu portfólio verde, mais recentemente por meio de uma joint venture com a empresa emiradense Masdar para desenvolver projetos de eólica, solar e baterias em países asiáticos fortemente dependentes de gás natural importado. “A segurança energética nunca foi tão crucial para as Filipinas quanto é hoje. Diante do aumento da demanda e da forte dependência de combustíveis importados, o país precisa de capacidade doméstica de energia renovável em larga escala e a preços acessíveis”, afirmou Miguel Mapa, CEO da Nextnorth, em comunicado.”

Fonte: Reuters; 30/04/2026

Índia propõe regras para permitir combustíveis com maior teor de etanol em veículos

“A Índia emitiu uma notificação na noite de terça-feira, 28, propondo emendas ‌às regras centrais de veículos motorizados para incorporar formalmente combustíveis com maior teor de etanol. O Ministério de Transporte Rodoviário ⁠e Rodovias informou que a minuta inclui disposições para o combustível E85, uma mistura de 85% de etanol com gasolina, e o E100, que permitiria que os veículos funcionassem com ‌etanol ⁠quase puro. A minuta das regras foi aberta para comentários do público. Depois, o governo tomará uma ⁠decisão final. A Índia alcançou sua meta de mistura de 20% de etanol (E20) ⁠na gasolina em 2025 e agora está procurando aumentar ⁠ainda mais a mistura para reduzir as dispendiosas importações de produtos petrolíferos.”

Fonte: NovaCana; 29/04/2026

Bélgica comprará ativos nucleares da Engie no país para garantir segurança do abastecimento de energia

“O governo belga planeja comprar os ativos de geração nuclear da francesa Engie (ENGIE.PA) na Bélgica, informaram as partes nesta quinta-feira, em um movimento que, segundo Bruxelas, ajudará a garantir o abastecimento de energia do país. O acordo proposto abrangeria todas as atividades nucleares atualmente pertencentes e operadas pela Engie e por sua subsidiária Electrabel, incluindo os sete reatores nucleares do país. O primeiro-ministro Bart De Wever afirmou que a transação também envolveria a suspensão dos planos de descomissionamento das operações nucleares na Bélgica. “O governo está fazendo a escolha de ter uma fonte de energia segura, acessível e duradoura, com menor dependência de combustíveis fósseis, o que nos dará mais controle sobre nosso abastecimento”, escreveu De Wever no X.”

Fonte: Reuters; 30/04/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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