Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em queda, com o IBOV e o ISE caindo 2,05% e 2,27%, respectivamente.
• No Brasil, o governo brasileiro colocou em consulta pública nesta quarta o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), um mapa com quase duzentas iniciativas para o país cumprir os objetivos de sua política de descarbonização setorial – o documento, que receberá contribuições pelo prazo de 45 dias, indica prioridade em temas como segurança e eficiência energética, mobilidade de baixo carbono e novos combustíveis e tecnologias, como hidrogênio e captura de carbono (CCUS).
• No internacional, (i) enquanto o conflito entre EUA e Irã tem impulsionado o interesse global por energia renovável, a demanda mais fraca na China pesa sobre as perspectivas do setor de solar – segundo a produtora chinesa de painéis solares JinkoSolar, a demanda global por painéis solares deve recuar entre 5% e 10% A/A em 2026; e (ii) o governo da Bélgica planeja comprar os ativos de geração nuclear da francesa Engie no país, em um movimento que, segundo Bruxelas, deve ajudar a garantir o abastecimento de energia – o acordo proposto abrangeria todas as atividades nucleares atualmente pertencentes e operadas pela Engie e por sua subsidiária Electrabel, incluindo os sete reatores nucleares belgas.
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Brasil
Empresas
A australiana na corrida das terras raras no Brasil (com US$ 30 mi do BNDES)
“A Viridis Mining and Minerals, mineradora australiana listada na bolsa de seu país, quer ser a próxima a extrair terras raras no Brasil, em meio à corrida de Estados Unidos e Europa por esses minerais. A empresa obteve financiamento de US$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para avançar o seu projeto em Poços de Caldas (MG). O investimento foi feito por um fundo administrado por Ore Investments e Régia Capital cujo objetivo é apoiar projetos de minerais críticos em operação ou em desenvolvimento. Uma parte do recurso será usado para a construção de uma planta-piloto em Poços de Caldas, Minas Gerais, a outra para os trâmites da licença ambiental de instalação, que exige dados detalhados de engenharia do que será a planta industrial. A Viridis também tem uma carta de intenções firmada por uma agência de fomento da Austrália para receber outros US$ 50 milhões na forma de crédito. Terras raras são elementos que, junto com lítio, nióbio e cobalto, compõem a categoria dos chamados minerais estratégicos: são essenciais para a expansão da inteligência artificial (IA), transição energética e sistemas de defesa.”
Fonte: Capital Reset; 30/04/2026
Depois da transmissão e geração hidrelétrica de energia, chegou a vez das baterias de grande escala
“O primeiro trimestre de 2026 marca a consolidação do setor elétrico como eixo central dos aportes chineses no Brasil. O fluxo de capital, que historicamente se concentrou na aquisição de ativos de transmissão e geração hidrelétrica, agora se estende para a base industrial e para novas tecnologias de armazenamento. Segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o segmento de energia foi responsável por 34% dos investimentos chineses no país em 2024, totalizando US$ 1,43 bilhão, e mantém a trajetória de expansão com a entrada de fabricantes de componentes e sistemas de baterias. “O Brasil reúne uma combinação muito rara de fatores: estabilidade institucional, segurança jurídica, demanda crescente por energia e um dos maiores potenciais renováveis do mundo”, diz Evandro Vasconcelos, vice-presidente de comercialização e regulatório da CTG Brasil. A State Grid, maior utility do planeta, iniciou 2026 reafirmando sua dominância absoluta. No fim do ano passado, a gigante fechou a aquisição da transmissora Mantiqueira, que pertencia à Brookfield (via Quantum Participações). A transação foi avaliada em um enterprise value de R$ 7 bilhões. O ativo opera 1.204 quilômetros de linhas em Minas Gerais, com uma Receita Anual Permitida (RAP) superior a R$ 545,5 milhões. Dentro dessa lógica de expansão, a SPIC Brasil sagrou-se uma das vencedoras do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026.”
Fonte: Valor Econômico; 30/04/2026
Política
Com mapa do caminho no limbo, governo abre consulta sobre plano de transição
“O governo brasileiro colocou em consulta pública nesta quarta (29/4) o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), um mapa com quase duzentas iniciativas para o país cumprir os objetivos de sua política de descarbonização setorial, a PNTE. O documento receberá contribuições pelo prazo de 45 dias. O ponto de partida é o Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055), cujo cenário de emissões líquidas zero indica que o país pode chegar 81% de renováveis na matriz energética, com protagonismo da biomassa, que responderia por 42% da oferta total. O Plante tem um horizonte mais curto: de quatro anos, porque o objetivo é que a estratégia passe por revisões e seja atualizada para adequar à conjuntura interna, desenvolvimentos tecnológicos e geopolítica. No documento divulgado hoje, o governo indica prioridade em temas como segurança e eficiência energética, mobilidade de baixo carbono, redução da pobreza energética e novos combustíveis e tecnologias, como hidrogênio e captura de carbono (CCUS). A mobilidade, aliás, é chave para colocar a matriz em uma trajetória mais renovável, já que o sistema elétrico, com cerca de 90% de participação de fontes limpas, já demonstra seus limites. E é justamente nos transportes que a biomassa tende a ganhar espaço. Dentre as ações listadas no documento está “fortalecer a produção e o uso sustentável de biocombustíveis e combustíveis avançados e sintéticos a partir de fontes com baixa emissão de carbono”.”
Fonte: Eixos; 29/04/2026
Internacional
Empresas
“A guerra entre EUA e Israel em território iraniano está aumentando o interesse externo por energia renovável, afirmou nesta semana um grande fabricante solar chinês, à medida que produtores divulgaram resultados mistos no primeiro trimestre. No entanto, a demanda mais fraca no mercado doméstico pesa sobre as perspectivas do setor. A guerra de dois meses no Oriente Médio bloqueou o estratégico Estreito de Hormuz, fazendo disparar os preços de petróleo e gás. Isso levou vários países a correrem atrás de fontes alternativas de energia e a reforçarem suas economias contra choques futuros. Ainda assim, a demanda global por painéis solares deve cair cerca de 5% a 10% em 2026, na comparação anual, já que uma queda de 20% na China — o maior mercado solar do mundo — mais do que compensa um aumento de 10% na demanda fora da China, disse o diretor de marketing da JinkoSolar, Gener Miao, em teleconferência de resultados na noite de quarta-feira. Segundo a empresa, a guerra no Irã e a consequente crise de energia estão levando a um renovado interesse em fontes renováveis. “Os recentes distúrbios geopolíticos afetaram algumas rotas de navegação e impactaram temporariamente nossos custos de transporte e cronogramas de entrega, mas, ao mesmo tempo, os conflitos geopolíticos aumentaram o foco global em segurança energética”, afirmou Li Xiande, presidente do conselho e CEO da JinkoSolar, na mesma teleconferência.”
Fonte: Reuters; 30/04/2026
“A Volkswagen sofreu um impacto de €500 milhões no primeiro trimestre ao suspender a produção de veículos elétricos em sua fábrica no Tennessee, no mais recente desdobramento da reversão da política climática nos EUA, que tem levado a indústria a reduzir suas ambições em eletrificação. A montadora alemã interrompeu neste mês a fabricação do ID.4, seu modelo elétrico, na planta de Chattanooga, redirecionando a produção para um utilitário esportivo a gasolina. O lucro operacional da Volkswagen no primeiro trimestre caiu para €2,5 bilhões, ante €2,9 bilhões no mesmo período do ano passado, refletindo o impacto desse efeito não recorrente e o aumento do peso das tarifas dos EUA. Os lucros vieram abaixo das projeções dos analistas, que esperavam manutenção do lucro operacional em linha com o registrado um ano antes. As ações da VW recuaram 2,4% nas negociações da manhã em Frankfurt, acumulando queda de mais de 20% no ano. Enquanto isso, sua concorrente Stellantis — que recentemente registrou um encargo de €22 bilhões para desfazer parte de sua estratégia de veículos elétricos — voltou ao lucro no primeiro trimestre ao reforçar a aposta em modelos a gasolina das marcas Ram e Jeep nos EUA.”
Fonte: Financial Times; 30/04/2026
TotalEnergies e Nextnorth iniciam construção de usina solar de US$ 300 milhões nas Filipinas
“A petroleira francesa TotalEnergies (TTEF.PA) e a desenvolvedora filipina de renováveis Nextnorth obtiveram financiamento para um parque solar de 440 megawatts-pico no país asiático e iniciaram sua construção, informaram as empresas nesta quinta-feira. O projeto, de US$ 300 milhões, deve entrar em operação até o fim de 2027 e produzir 1,2 terawatt-hora de eletricidade ao longo de 20 anos. Metade dessa energia será vendida a clientes industriais, enquanto o restante será destinado à rede elétrica nacional, como parte da quarta rodada de leilões de renováveis do país. Diferentemente de outras petroleiras que recuaram em seus compromissos com renováveis, a Total vem ampliando seu portfólio verde, mais recentemente por meio de uma joint venture com a empresa emiradense Masdar para desenvolver projetos de eólica, solar e baterias em países asiáticos fortemente dependentes de gás natural importado. “A segurança energética nunca foi tão crucial para as Filipinas quanto é hoje. Diante do aumento da demanda e da forte dependência de combustíveis importados, o país precisa de capacidade doméstica de energia renovável em larga escala e a preços acessíveis”, afirmou Miguel Mapa, CEO da Nextnorth, em comunicado.”
Fonte: Reuters; 30/04/2026
Política
Índia propõe regras para permitir combustíveis com maior teor de etanol em veículos
“A Índia emitiu uma notificação na noite de terça-feira, 28, propondo emendas às regras centrais de veículos motorizados para incorporar formalmente combustíveis com maior teor de etanol. O Ministério de Transporte Rodoviário e Rodovias informou que a minuta inclui disposições para o combustível E85, uma mistura de 85% de etanol com gasolina, e o E100, que permitiria que os veículos funcionassem com etanol quase puro. A minuta das regras foi aberta para comentários do público. Depois, o governo tomará uma decisão final. A Índia alcançou sua meta de mistura de 20% de etanol (E20) na gasolina em 2025 e agora está procurando aumentar ainda mais a mistura para reduzir as dispendiosas importações de produtos petrolíferos.”
Fonte: NovaCana; 29/04/2026
“O governo belga planeja comprar os ativos de geração nuclear da francesa Engie (ENGIE.PA) na Bélgica, informaram as partes nesta quinta-feira, em um movimento que, segundo Bruxelas, ajudará a garantir o abastecimento de energia do país. O acordo proposto abrangeria todas as atividades nucleares atualmente pertencentes e operadas pela Engie e por sua subsidiária Electrabel, incluindo os sete reatores nucleares do país. O primeiro-ministro Bart De Wever afirmou que a transação também envolveria a suspensão dos planos de descomissionamento das operações nucleares na Bélgica. “O governo está fazendo a escolha de ter uma fonte de energia segura, acessível e duradoura, com menor dependência de combustíveis fósseis, o que nos dará mais controle sobre nosso abastecimento”, escreveu De Wever no X.”
Fonte: Reuters; 30/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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