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Indústria pressiona por regras no leilão de baterias do Brasil; USA Rare Earth compra Serra Verde | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Indústria busca clareza nas regras no primeiro leilão de baterias do Brasil

Na mídia.Indústria pressiona por regras para primeiro leilão de baterias – Eixos, 23 de abril (link)

Nossa visão. Durante um evento com o mercado em Brasília nesta semana, potenciais participantes do primeiro leilão de armazenamento em baterias do Brasil, incluindo Huawei e Axia Energy, pressionaram o governo pela publicação do regulamento do certame, há muito tempo aguardado e originalmente previsto para o 2º semestre de 2025. Em resposta, autoridades sinalizaram que as regras devem ser divulgadas “nas próximas semanas”. O principal ponto em aberto é a possível introdução de requisitos de conteúdo local, defendidos por players domésticos como a WEG. As propostas em discussão incluem: (i) reservar um lote específico para sistemas de armazenamento (BESS) fabricados no país; (ii) adotar mecanismos de pontuação preferencial para projetos com maior conteúdo nacional; e (iii) vincular o acesso a financiamento subsidiado do BNDES a compromissos de produção local. O objetivo é fomentar o desenvolvimento de uma cadeia doméstica de baterias e reduzir o risco de que o leilão seja dominado por importações, em especial de fornecedores chineses. Na nossa avaliação, o adiamento recorrente do leilão ocorre em um momento crítico, em que riscos de curtailment permanecem elevados, reforçando a importância estratégica do armazenamento como fonte de flexibilidade e confiabilidade para o sistema elétrico (link). Embora o engajamento contínuo da indústria indique forte demanda subjacente e interesse comercial pelo segmento de armazenamento no Brasil, sucessivos atrasos e a baixa visibilidade regulatória tendem a: (i) minar a confiança de investidores; e (ii) redirecionar capital estrangeiro para outros mercados latino-americanos com arcabouços regulatórios mais maduros e previsíveis, como Chile e Argentina. Em última instância, na ausência de maior clareza no curto prazo, a incerteza regulatória permanece como o principal entrave à expansão de projetos de BESS no Brasil.

#2. USA Rare Earth adquire mineradora de terras raras Serra Verde por US$2,8 bi

Na mídia.UE lança operações da plataforma de aquisição de minerais críticos – InfoMoney, 20 de abril (link)

Nossa visão. Em 20 de abril, a USA Rare Earth anunciou a aquisição da Serra Verde, atualmente a única mina em operação de elementos de terras raras (REE) no Brasil, em uma transação de US$ 2,8 bilhões. O acordo inclui um contrato de offtake de 15 anos cobrindo 100% da produção, com volumes comprometidos com uma contraparte vinculada ao governo dos EUA. No nível do ativo, a Serra Verde se destaca não apenas por ser um dos poucos projetos produtores de REE fora da China, mas também por sua exposição a elementos de terras raras pesados, que são tipicamente mais escassos e possuem maior valor estratégico. A reação de mercado foi positiva, com as ações da USA Rare Earth subindo 27,4% na Nasdaq após o anúncio. Na nossa visão, a transação ressalta a crescente urgência dos EUA em assegurar cadeias alternativas de suprimento de REE, dados seu papel crítico em sistemas de defesa, eletrônicos avançados e tecnologias de energia limpa (link). Ela também reforça a posição do Brasil como um fornecedor alternativo dentro desse movimento de diversificação, dado sua base de recursos e por uma capacidade produtiva ainda relativamente incipiente. No entanto, enquanto o capital internacional se move para assegurar ativos estratégicos, o arcabouço regulatório brasileiro para minerais críticos – incluindo terras raras – segue pendente no Congresso, limitando a visibilidade sobre licenciamento, incentivos e o desenvolvimento de longo prazo do setor.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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