Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa e o ISE caindo 2,8% e 3,5%, respectivamente. O pregão de sexta-feira também fechou em queda, com o IBOV recuando 0,33% e o ISE 0,23%.
• No Brasil, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, o E32, será avaliado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para o início de maio – se aprovada, a medida será “temporária” e em “caráter emergencial”, mas com prazo de até um ano.
• No internacional, (i) a X-Energy, desenvolvedora de reatores nucleares, estreou na Nasdaq com alta de 30,9%, atingindo avaliação de US$11,9 bilhões – o forte desempenho do IPO reflete a crescente demanda por soluções energéticas capazes de sustentar o boom de IA, em um contexto em que big techs e operadores de data centers migram para a energia nuclear para garantir fornecimento 24/7 de eletricidade de baixo carbono; e (ii) a Meta, dona do Facebook, firmou um acordo com a startup Overview Energy para garantir fornecimento de energia a partir da infraestrutura de energia solar espacial para abastecer seus data centers – em contexto, a Overview Energy está desenvolvendo um sistema capaz de captar energia solar no espaço e transmiti-la para instalações em solo, permitindo geração de energia 24 horas por dia.
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Brasil
Empresas
Bosch investe R$ 1 bi no Brasil para atender híbridos e elétricos
“Em um ano que combina conflitos que ameaçam cadeias de suprimento a eleições presidenciais e taxa de juros ainda elevada, a Bosch, uma das maiores fornecedoras de autopeças do mundo, mantém o otimismo na América Latina. No Brasil, seu principal mercado na região, investirá R$ 1 bilhão com foco em ampliar a produção para atender a demanda de componentes para veículos elétricos e híbridos, além de avançar na nacionalização da produção de baterias para ferramentas. O movimento acontece no momento em que o mercado de carros elétricos cresce em ritmo acelerado no país. “Já está tendo no Brasil e vai ter nos próximos meses muitos lançamentos de híbridos flex”, disse Gastón Diaz Perez, presidente da multinacional alemã para a América Latina, em entrevista ao Valor. “A evolução natural de carros flex [com um motor a combustão] para híbridos [com um motor a combustão e outro elétrico] é o que estamos vendo no mercado e por isso estamos investindo no desenvolvimento de mais componentes para esses carros. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o país emplacou 100 mil veículos eletrificados no primeiro trimestre deste ano, praticamente o dobro das 54 mil unidades do mesmo período de 2025. A categoria engloba elétricos e diferentes tipos de tecnologias híbridas.”
Fonte: Valor Econômico; 27/04/2026
Política
Ministro propõe aumento ‘temporário’ de etanol na gasolina por até 360 dias
“O aumento da mistura obrigatória deetanol anidro nagasolina para 32%, o E32, será avaliado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), disse o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD). Segundo a pasta, a medida será “temporária” e em “caráter emergencial”, mas com prazo de até um ano. “Com caráter excepcional e temporário, a iniciativa deverá ter vigência inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, conforme deliberação do CNPE”, disse a pasta, em nota. Esse prazo poderá ser prorrogado por igual período. A reunião do CNPE está prevista para o início de maio. O anúncio foi feito na 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, em Uberaba (MG), nesta sexta-feira (24/4). O evento virou uma tradição: Silveira, que é de Minas Gerais, participa do evento todos os anos, desde de sua posse no cargo em 2023. A Usina Vale do Tijuco, sede da abertura, é da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA). A mistura do etanol está em 30% (E30), o que foi possível com a sanção da Lei do Combustível Futuro, em 2024, e que passou a prever o percentual de 35% como novo teto da mistura obrigatória de etanol e de 25% para o biodiesel. Para chegar aos 30%, contudo, o governo federal organizou uma bateria de testes realizados ao longo de 2025 para demonstrar a viabilidade do aumento, o que não será feito desta vez. A mistura atual entrou em vigor em agosto de 2025. Segundo a pasta, o aumento está baseado nos testes do E30. “A proposta se apoia em testes já realizados no país, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para o E30 em 2025, garantindo segurança para sua implementação”.”
Fonte: Eixos; 24/04/2026
Ministro diz que país não quer apenas exportar minerais críticos
“O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, defendeu nesta sexta-feira (24/4) a urgência da aprovação de regras claras para a exploração de minerais críticos em território brasileiro. Para o ministro, a criação de uma legislação específica é fundamental para minimizar dúvidas quanto ao destino dos ativos, considerados estratégicos, e garantir o desenvolvimento da indústria nacional. “Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que minerais críticos ou terras raras sejam objeto de exportação. Têm que ser de industrialização”, disse nesta sexta-feira (24), no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A declaração foi feita no contexto da compra da mineradora Serra Verde pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde opera a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, Pela Ema, em Minaçu, em Goiás. A mineradora também é a única produtora, fora da Ásia, de quatro elementos críticos e valiosos, o disprósio (Dy), o térbio (Tb), o neodímio (Nd) e o itrío (y), fundamentais para a fabricação de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial. A negociação foi festejada pelo governo de Goiás, cujo ex-governador Ronaldo Caiado assinou com o governo dos Estados Unidos, em março deste ano, um memorando de entendimento para “fortalecer a cooperação bilateral” entre o estado e os EUA, autorizando a realização de pesquisa e desenvolvimento tecnológico conjuntos e a facilitação de investimentos para a exploração de minerais críticos.”
Fonte: Eixos; 24/04/2026
Internacional
Empresas
“Ações da X-Energy (XE.O) dispararam 30,9% em sua estreia na Nasdaq, dando à empresa uma avaliação de US$ 11,9 bilhões e sinalizando forte interesse nos desenvolvedores de energia livre de carbono, com potencial para alimentar o boom sem precedentes em inteligência artificial. A desenvolvedora de reatores nucleares apoiada pela Amazon levantou US$ 1,02 bilhão em sua oferta pública inicial na quinta-feira, ao vender 44,3 milhões de ações em uma oferta ampliada a US$ 23 cada. O papel abriu a US$ 30,11. A listagem marca um marco crítico de capital para a X-Energy, que corre para implantar seus reatores modulares pequenos (SMRs) “Xe-100”, vistos por analistas do setor como uma solução vital para que os primeiros elétrons comerciais de SMRs cheguem à rede dos EUA até o fim da década. A estreia da X-Energy é impulsionada por ventos favoráveis significativos no setor elétrico, à medida que gigantes de tecnologia e desenvolvedores de data centers migram para a energia nuclear avançada para alimentar a infraestrutura de inteligência artificial, altamente intensiva em energia, e ao mesmo tempo cumprir metas de fornecimento de energia livre de carbono 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os desenvolvedores de reatores nucleares podem oferecer uma confiabilidade que a energia solar e eólica — prejudicadas pela intermitência — ainda não conseguem igualar. O presidente-executivo da X-Energy, Clay Sell, disse que ser uma empresa de capital aberto trouxe uma série de benefícios, incluindo transparência com seus clientes e investidores, ações para recompensar os funcionários e a capacidade de investir e apoiar sua cadeia de suprimentos à medida que a companhia expande seus negócios nos próximos anos.”
Fonte: Reuters; 24/04/2026
Projeto de fertilizante verde desafia dependência da indústria em gás natural
“Um grupo de fertilizantes verdes listado no Reino Unido desenvolverá um projeto inédito no Paraguai, em um teste para verificar se energia renovável de baixo custo pode sustentar a produção de amônia sem gás natural, em um momento em que a crise no Oriente Médio vem afetando o mercado de fertilizantes. A Atome informou que tomou a decisão final de investimento em sua planta de Villeta, de US$ 665 milhões, que usará energia hidrelétrica para produzir cerca de 260 mil toneladas de fertilizante por ano para mercados regionais. “Comprovamos que é possível, de fato, viabilizar e financiar uma planta de fertilizantes verdes em escala industrial”, disse o presidente-executivo, Olivier Mussat. “Nunca havia sido feito antes.” A decisão ocorre em meio à guerra no Irã, que vem interrompendo o fornecimento de gás e fertilizantes, expondo a forte dependência da produção de fertilizantes em relação ao gás natural e a um número limitado de regiões exportadoras. A maior parte dos fertilizantes nitrogenados é produzida combinando hidrogênio derivado do gás natural com nitrogênio do ar para produzir amônia. Já o fertilizante verde utiliza hidrogênio obtido da água por meio de eletricidade renovável.”
Fonte: Financial Times; 24/04/2026
Meta faz parceria com startup espacial Overview Energy para garantir energia solar para data centers
“A Meta Platforms (META.O) firmou um acordo com a Overview Energy para garantir fornecimento de energia, até o fim da década, a partir da infraestrutura de energia solar espacial da startup para os data centers da controladora do Facebook. A Overview Energy está desenvolvendo um sistema capaz de captar energia solar no espaço e transmiti-la para instalações em solo, permitindo geração de energia 24 horas por dia. A primeira demonstração em órbita do sistema é esperada para 2028, com início do fornecimento comercial de energia em 2030, segundo as empresas. O acordo concede à Meta acesso antecipado a até 1 gigawatt de capacidade do sistema da Overview, acrescentaram as empresas. Os termos financeiros do negócio não foram divulgados. “A tecnologia de energia solar espacial representa um passo transformador ao aproveitar a infraestrutura terrestre existente para fornecer, a partir da órbita, uma nova fonte de energia ininterrupta”, disse Nat Sahlstrom, vice-presidente de energia e sustentabilidade da Meta. Assim como outras big techs, a Meta vem firmando acordos de fornecimento de energia de longo prazo, à medida que o uso crescente de inteligência artificial e o boom de data centers pressionam a já sobrecarregada rede elétrica dos EUA. As empresas de tecnologia também estão recorrendo a novas fontes de energia diante da resistência de grupos ambientais e de defesa do consumidor.”
Fonte: Reuters; 27/04/2026
Política
“Mais de 50 países, incluindo Alemanha, Reino Unido, Brasil, Nigéria e Austrália, devem se reunir na Colômbia nesta semana para o primeiro encontro internacional dedicado à eliminação gradual dos combustíveis fósseis, apesar da ausência das três maiores nações emissoras de carbono do mundo. Alguns representantes que participam das conversas, realizadas em meio à crise de energia desencadeada pela guerra no Oriente Médio, dizem querer discutir acordos comerciais que concedam tratamento preferencial aos países que estejam tomando medidas para encerrar o uso de combustíveis fósseis, além de elaborar roteiros nacionais para orientar a transição do uso de petróleo, gás e carvão. Irene Veléz Torres, ministra do Meio Ambiente da Colômbia, que coorganiza o evento com os Países Baixos, disse que as discussões serão “difíceis”, mas que a crise energética as tornou ainda mais relevantes. A crise levou países como China, Estados Unidos e Índia — os três maiores emissores, responsáveis por cerca de 40% das emissões globais — a ampliar a geração a carvão, enquanto outros passaram a defender novas fontes de energia renovável. “Embora [os países] precisem resolver o problema da segurança energética no curto prazo com as fontes que estiverem disponíveis, [as nações que participam da cúpula] também têm plena consciência de que precisam fazer a transição e de que isso deve acontecer o mais rápido possível”, afirmou a ministra. A ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson, integrante do grupo The Elders, formado por líderes que atuam em prol dos direitos humanos, disse que o segundo choque energético global em quatro anos é um claro sinal da necessidade de “um comitê de realizadores” — pessoas dispostas a acelerar a saída dos combustíveis fósseis.”
Fonte: Financial Times; 26/04/2026
UE se prepara para novo confronto com os EUA sobre taxa de carbono no transporte marítimo
“Os países da União Europeia concordaram nesta sexta-feira em continuar pressionando por um preço global sobre as emissões de CO₂ do transporte marítimo nas negociações da ONU na próxima semana, abrindo espaço para um novo potencial confronto com os Estados Unidos em torno da proposta. Governos na Organização Marítima Internacional (IMO) decidiram no ano passado adiar o plano climático por um ano, depois que o governo Trump se opôs fortemente à medida e ameaçou impor sanções e restrições de visto aos delegados que a apoiassem. Isso não impediu os países europeus de tentar retomar o plano, de acordo com a posição de negociação da UE para as conversas da IMO da próxima semana, vista pela Reuters. Os países da UE “devem se opor a quaisquer tentativas” de retirar as medidas climáticas da pauta de negociações na reunião, diz o documento. Os países do bloco considerarão mudanças no plano original de precificação de carbono se isso ajudar a angariar apoio, acrescenta o texto. No entanto, alguns funcionários da UE disseram ser pessimistas quanto à possibilidade de qualquer acordo de compromisso sobre medidas climáticas ser aprovado, dada a forte oposição dos EUA. O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, afirmou que a IMO ainda tem a chance de fechar um acordo histórico, mas precisa considerar “diferentes abordagens” para evitar a repetição do fracasso do ano passado. “Também… avaliar se podemos fazer algumas coisas já agora e, potencialmente, adiar outras partes da regulação para um estágio posterior, por exemplo”, acrescentou ele ao falar com jornalistas.”
Fonte: Reuters; 24/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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