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Petrobras mira em combustível de aviação sustentável (SAF) em 1ª planta de larga escala na América Latina | Café com ESG, 15/04

Petrobras escolhe tecnologia ATJ para produção de SAF; Contratos de energia renovável nos EUA ficam mais caros

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,33% e 0,93%, respectivamente.

• No Brasil, a Petrobras escolheu a tecnologia ATJ (alcohol-to-jet) da Honeywell para desenvolver um projeto de produção de combustível sustentável de aviação (SAF) em sua refinaria Replan, localizada em Paulínia (SP) – a iniciativa prevê a produção de até 10 mil barris diários de SAF, representando o primeiro projeto em larga escala dessa tecnologia na América Latina.

• No internacional, (i) os preços dos contratos de compra de energia renovável nos EUA subiram de forma expressiva no 1T26, com solar ficando 13% mais caro em relação ao mesmo período de 2025, enquanto os de energia eólica aumentaram 24% – esse movimento reflete a combinação de tarifas de importação sobre equipamentos, gargalos nas cadeias de suprimento de painéis e turbinas, e aumento dos custos de financiamento de projetos de infraestrutura energética; e (ii) a União Europeia planeja reduzir impostos sobre eletricidade e acelerar a expansão de tecnologias limpas para reduzir a exposição dos consumidores à alta dos preços de petróleo e gás – segundo rascunho preliminar da Comissão Europeia, que deve ser publicada em 22 de abril, a iniciativa visa compensar o impacto da guerra no Irã sobre o setor de energia.

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Brasil

Petrobras firma parceria para avançar em projeto de produção de SAF com etanol

“A Petrobras escolheu a tecnologia ATJ (alcohol-to-jet) da Honeywell UOP para desenvolver um projeto de produção de combustível sustentável de aviação (SAF) em sua refinaria Replan, localizada em Paulínia (SP). A iniciativa prevê a produção de até 10 mil barris diários de SAF, representando o primeiro projeto em larga escala dessa tecnologia na América Latina. A tecnologia ATJ utiliza etanol como matéria-prima para a fabricação do combustível, aproveitando a disponibilidade do biocombustível no Brasil. O projeto reforça o compromisso da Petrobras com a redução das emissões de carbono no setor aéreo. Segundo representantes da Honeywell, a demanda global por SAF tem impulsionado refinarias a adotarem soluções tecnológicas que acelerem a produção de combustíveis renováveis. No caso brasileiro, a utilização do etanol, reconhecido internacionalmente por sua eficiência, pode contribuir para ampliar o acesso a combustíveis mais sustentáveis para companhias aéreas. A parceria não é recente e já envolve tecnologias de refino, processamento de gás natural e automação industrial. Em 2024, a Petrobras também licenciou a tecnologia HEFA da Honeywell UOP para produzir SAF e diesel renovável na refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, utilizando óleos vegetais e gorduras animais. O projeto na Replan está em fase de aprovação e, após sua implementação, será um marco para o avanço da produção de biocombustíveis na região.”

Fonte: NovaCana; 14/04/2026

Internacional

Preços dos contratos de energia solar e eólica nos Estados Unidos subiram acentuadamente no primeiro trimestre

“Os preços dos contratos de energia solar e eólica nos EUA aumentaram fortemente no primeiro trimestre, à medida que os desenvolvedores de projetos enfrentaram tarifas, escassez de mão de obra e desafios de licenciamento, em meio à crescente demanda por energia de data centers, de acordo com um relatório publicado na terça-feira. Os preços dos contratos de compra de energia solar, conhecidos como PPAs, subiram 13% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, e os PPAs de energia eólica ficaram quase 24% mais altos, segundo dados da LevelTen Energy, uma plataforma online que conecta vendedores de energia renovável e compradores corporativos. Os projetos de energia eólica enfrentaram uma rigorosa análise do governo Trump para obtenção de licenças federais, especialmente por parte da Administração Federal de Aviação (FAA), segundo o relatório. Os projetos solares vêm sendo impactados por custos mais elevados e restrições de licenciamento, mas estão em alta demanda entre os clientes porque podem ser colocados em operação rapidamente para atender às necessidades dos data centers. Grandes empresas consumidoras de energia respondem pela maior parte da demanda por energia renovável. Empresas corporativas menores, que firmam contratos para cumprir metas relacionadas à mudança climática, reduziram seu ritmo de contratação devido aos preços mais altos e a mudanças pendentes nas regras de reporte de emissões de gases de efeito estufa.”

Fonte: Reuters; 14/04/2026

Previsão aponta que El Niño pode ser o mais intenso em 140 anos

“Novas projeções climáticas indicam o aumento da possibilidade de formação de um super El Niño ainda este ano – um cenário que pode levar o planeta a registrar novos recordes de temperatura até 2027. Projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica (ECMWF, na sigla em inglês) apontam o fenômeno como potencialmente tão intenso que pode se tornar o mais forte em 140 anos. De acordo com o professor de ciências atmosféricas Paul Roundy, da Universidade Estadual de Nova York, em Albany, em entrevista ao jornal The Washington Post, existe um risco real para a formação do mais forte El Niño em mais de um século, por conta de um fenômeno excepcionalmente intenso entre o fim de 2026 e o início de 2027. O El Niño se caracteriza por um aumento de pelo menos 0,5°C nas águas do Oceano Pacífico. Diferentemente de um El Niño convencional, o chamado super El Niño está associado a um aquecimento superior a 2°C, o que é suficiente para alterar os padrões climáticos de todo o globo e o regime de chuvas. O novo fenômeno pode quebrar o recorde do El Niño de 2015, quando a temperatura do Pacífico alcançou 2,8°C acima da média. Se o cenário se confirmar, os efeitos poderão ser sentidos em escala global. Entre os impactos previstos estão secas severas em partes da América Central, da África Central, da Austrália, da Indonésia e das Filipinas, além de chuvas torrenciais com risco de enchentes em países como Peru e Equador e em outras áreas próximas à Linha do Equador.”

Fonte: NovaCana; 14/04/2026

A lei que aumentou o ‘disclosure’ (e o stress) das empresas estrangeiras nos EUA

“Uma mudança regulatória nos EUA passou a obrigar empresas estrangeiras — incluindo brasileiras — a abrir novas informações ao mercado. Desde 18 de março, companhias estrangeiras listadas nos EUA, ou com ações negociadas lá, precisam reportar à SEC as participações acionárias e negociações com ações de diretores e conselheiros em até dois dias úteis. Até então, as empresas brasileiras listadas no mercado americano – como Nu Holdings, a controladora do Nubank, Stone&Co e XP Inc. – não tinham que abrir esses dados. As que têm ADRs – Ambev, Bradesco, Gerdau, Itaú, Embraer e Vale, entre outras – seguiam apenas a Resolução 44 da CVM, que prevê o disclosure de acionistas com mais de 5% de participação no capital. A regra brasileira também obriga diretores e conselheiros a informar às empresas em que atuam sobre suas negociações com ações em até cinco dias. As companhias têm até dez dias a partir do mês seguinte à negociação dos papéis para enviar os dados à CVM – que depois disso abre a informação para o mercado. Mas essa divulgação pública é feita em bloco – ou seja, por grupo de diretores e conselheiros, e não individualmente. A nova lei americana está gerando um desconforto entre executivos e empresários brasileiros que, por diferentes razões, não querem dar disclosure para este tipo de informação.”

Fonte: Brazil Journal; 14/04/2026

Delta Air Lines reduz metas de combustível sustentável e de emissões líquidas zero, relata Bloomberg News

“A Delta Air Lines removeu discretamente duas metas ambientais importantes de sua página de sustentabilidade no fim da semana passada, informou a Bloomberg News nesta terça-feira. Segundo a reportagem, a companhia aérea sediada em Atlanta apagou o compromisso de usar combustível sustentável de aviação (SAF) em 10% de seu consumo de querosene até 2030, além de ter reformulado sua meta de atingir emissões líquidas zero até 2050, descrevendo-a agora como uma “aspiração”, e não mais como um “objetivo”. O SAF, produzido em grande parte a partir de resíduos ou óleo de cozinha usado, pode reduzir significativamente as emissões em comparação ao combustível de aviação tradicional. No entanto, ele continua de duas a cinco vezes mais caro do que o combustível convencional. A reportagem da Bloomberg afirmou, citando um porta-voz da Delta, que a empresa ainda vê o SAF como um dos meios mais importantes para descarbonizar a aviação, mas que o desenvolvimento lento desse combustível ameaça as ambições climáticas do setor. A Delta não respondeu de imediato a um pedido de comentário feito pela Reuters. Em fevereiro, Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), disse que a escassez de novas aeronaves eficientes e de combustíveis alternativos vem elevando os lucros dos fornecedores e colocando em risco a principal meta de emissões da indústria.”

Fonte: Reuters; 14/04/2026

Ásia puxará queda na demanda global de petróleo, diz Agência Internacional de Energia

“A demanda global de petróleo deverá cair este ano, liderada por “cortes profundos” na região da Ásia-Pacífico, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE), à medida que a interrupção no Estreito de Ormuz continua a afetar o mercado global de petróleo. A agência afirmou na terça-feira que agora espera que a demanda global de petróleo este ano seja de 104,26 milhões de barris por dia, uma redução de 84 mil b/d em comparação com o ano passado. Em março, a previsão era de um aumento de 644 mil b/d na demanda de petróleo. A revisão para baixo mais acentuada foi na região da Ásia-Pacífico. Embora a agência ainda preveja um crescimento da demanda de petróleo de 141 mil b/d este ano, isso representa uma queda acentuada em relação à previsão anterior de crescimento de 447 mil b/d. A África também deve continuar a registrar crescimento na demanda de petróleo, mas espera-se que haja queda em todas as outras regiões.”O bloqueio do Estreito de Ormuz desestabilizou as cadeias de suprimentos para a Ásia”, com os produtos petroquímicos “no centro da destruição da demanda”, afirmou a AIE em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo.”

Fonte: Valor Econômico; 15/04/2026

China avalia restringir exportações de equipamentos de manufatura solar para os EUA

“Autoridades chinesas realizaram conversas preliminares com fornecedores de equipamentos para fabricação de painéis solares, enquanto consideram limitar a exportação das tecnologias mais avançadas para os Estados Unidos, disseram cinco pessoas com conhecimento das discussões. Uma restrição desse tipo colocaria em risco investimentos de empresas norte-americanas e poderia atrasar a disputa em torno de computação baseada no espaço, já que a China, responsável por mais de 80% dos componentes de painéis solares do mundo, também abriga os 10 maiores fornecedores de equipamentos para fabricação de células solares. Nenhuma regra foi finalizada, e as conversas ainda não avançaram ao ponto de incluir uma consulta formal ao setor, que enfrenta hoje forte excesso de capacidade após anos de expansão agressiva, disseram duas das fontes. O ministério do Comércio da China e o Conselho de Estado (o gabinete do país) não responderam de imediato aos pedidos de comentário enviados por fax pela Reuters. Caso seja adotada, a medida pode ameaçar os planos de empresas norte-americanas como a Tesla (TSLA.O) de construir novas fábricas ou ampliar instalações existentes para aumentar a produção local. A medida também ampliaria os controles de exportação em mais uma área tecnológica em que a China tem liderança, somando-se à decisão de Pequim, há um ano, de restringir a exportação de terras raras em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos.”

Fonte: Reuters; 15/04/2026

Guerra impulsiona plano da UE para corte de impostos sobre eletricidade e transição mais rápida dos combustíveis fósseis

“A União Europeia planeja reduzir os impostos sobre eletricidade e acelerar a expansão de tecnologias limpas para diminuir a exposição dos consumidores à disparada dos preços de petróleo e gás, como parte de seu plano para compensar o impacto da guerra no Irã sobre o setor de energia, segundo mostrou um documento preliminar. A forte dependência da Europa de importações de petróleo e gás a deixou vulnerável à escalada de preços desde que o Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o transporte global de petróleo e gás, foi praticamente fechado e Teerã passou a atacar a infraestrutura de energia no Oriente Médio. A proposta preliminar da Comissão Europeia, que deve ser publicada em 22 de abril, apresenta medidas de curto prazo voltadas para conter as contas de energia, além de planos para fazer a Europa abandonar os combustíveis fósseis mais rapidamente, a fim de proteger o continente de futuras interrupções no suprimento de petróleo e gás. “Os benefícios dessa transição claramente superam seus custos. A Europa não pode se dar ao luxo de permanecer exposta a choques de energia cada vez mais frequentes”, diz o rascunho. “Cada investimento adiado na transição energética representa o risco de um custo maior para a sociedade em um momento posterior.” De acordo com o documento, o braço executivo da UE deverá propor, em maio, mudanças legais nas regras de tributação do bloco para garantir que a eletricidade seja taxada a uma alíquota inferior à dos combustíveis fósseis e para facilitar que os governos reduzam a zero os impostos sobre eletricidade de indústrias com alto consumo de energia.”

Fonte: Reuters; 14/04/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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