Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em alta, com o IBOV e o ISE avançando 1,52% e 1,74%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a Vale anunciou nesta quinta um acordo com a Shandong Shipping Corporation para afretamento de navios movidos a etanol a partir de 2029 – de forma geral, o acordo marca a introdução do biocombustível no frete transoceânico de minério de ferro; e (ii) o deputado Rodrigo Rollemberg apresentou ontem um projeto de lei que autoriza o governo federal a criar a Terras Raras Brasileiras S.A. (Terrabras), uma empresa pública voltada à exploração, beneficiamento, industrialização e comercialização de terras raras e outros minerais críticos – a proposta busca fortalecer a soberania sobre insumos considerados estratégicos para a transição energética e a indústria de defesa.
• No internacional, a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio e da Ásia estão redobrando os esforços para desenvolver hidrogênio verde num momento de incertezas sobre o destino do conflito no Oriente Médio – a ideia é reduzir a dependência do petróleo e do gás natural liquefeito e investir em energias renováveis, com destaque para o hidrogênio de baixo carbono.
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Brasil
Empresas
CEO do Itaú é eleito presidente do conselho da Febraban
“O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, foi eleito nesta quinta-feira (9), pela assembleia da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), novo presidente do conselho diretor da entidade, com mandato até março de 2029. O movimento já era esperado, pois há duas semanas a entidade confirmou que ele liderava uma chapa única. Maluhy substitui o presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, que, desde março de 2024, ocupava a presidência do órgão máximo de deliberação da Febraban. “Assumir a presidência do conselho diretor da Febraban é, para mim, a oportunidade de contribuir com uma agenda essencial de crescimento do País, baseada em responsabilidade, ética e na solidez do sistema financeiro”, diz Maluhy, em nota. Ele acrescenta que seu foco estará na ampliação da colaboração entre instituições, reguladores e todo o ecossistema financeiro, “fortalecendo a capacidade do setor de responder às demandas da sociedade com consistência, eficiência e visão de longo prazo”.”
Fonte: Valor Econômico; 09/04/2026
Tribunal brasileiro remove BYD da lista de empresas ligadas ao trabalho forçado
“Um tribunal brasileiro emitiu uma liminar removendo a montadora chinesa BYD (002594.SZ), de uma lista governamental de empresas acusadas de empregar trabalhadores em condições semelhantes à escravidão, segundo um documento visto pela Reuters na quinta-feira. A liminar emitida pelo juiz do tribunal trabalhista Luiz Fausto Marinho de Medeiros remove provisoriamente o nome da BYD da lista até que uma decisão final seja alcançada. A ordem, datada de quarta-feira, afirma que adicionar a empresa à chamada “lista suja” do Brasil foi possivelmente ilegal, pois a decisão se baseou na premissa de que a BYD era o verdadeiro empregador dos trabalhadores. A decisão pode ser apelada. A empresa foi adicionada em um caso de 2024 em que um contratado da BYD contratou 163 trabalhadores, alguns dos quais tinham contratos que exigiam entregar seus passaportes, permitir que a maior parte dos salários fosse enviada diretamente para a China e pagar um depósito de quase $900 que só conseguiram recuperar após seis meses de trabalho.”
Fonte: Reuters; 09/04/2026
Vale contrata navio a etanol para transporte marítimo de minério
“A Vale anunciou nesta quinta (9/4) um acordo com a Shandong Shipping Corporation para afretamento de navios movidos a etanol. As embarcações serão entregues a partir de 2029. O acordo marca a introdução do biocombustível no frete transoceânico de minério de ferro. De acodo com a mineradora, o uso do etanol como combustível principal tem potencial para reduzir as emissões de carbono em cerca de 90% em comparação com o uso de óleo combustível pesado, comumente utilizado na navegação. “A iniciativa reforça o compromisso da Vale de reduzir suas emissões de carbono na cadeia de valor e promover a descarbonização no setor marítimo, em linha com as discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês)”, disse a companhia em nota. Responsável por cerca de 80% do frete internacional e 3% das emissões de gases de efeito estufa, o transporte marítimo chegou a um acordo histórico em abril de 2025 para estabelecer padrões obrigatórios de combustível e introduzir um mecanismo de precificação de carbono.”
Fonte: Eixos; 09/04/2026
Eve avança rumo à certificação e atinge marca de 50 voos de teste do ‘carro voador’
“A Eve Air Mobility, empresa de mobilidade aérea avançada controlada pela Embraer, alcançou a marca de 50 voos de teste bem-sucedidos com o protótipo de engenharia da sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês). Desde o voo inaugural em dezembro, o equipamento já acumula mais de duas horas no ar, essenciais para o aprofundamento técnico sobre o desempenho e o comportamento dos sistemas do “carro voador” para sua certificação. Com a conclusão desta primeira bateria de avaliações, a empresa agora vai partir para um aumento gradual da velocidade e a análise detalhada de fatores como gestão de energia, estabilidade, controlabilidade, ruído e vibração. Em paralelo, os dados coletados com o modelo de engenharia embasarão a produção de seis protótipos de conformidade e a previsão é que a fabricação dessas unidades seja iniciada nos próximos meses.”
Fonte: Valor Econômico; 09/04/2026
Shell e Inpa lançam centro para soluções baseadas na natureza na Amazônia
“A Shell Brasil e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) formalizaram nesta quinta (9/4) o lançamento do Centro de Inovação Biotecnológica para Recuperação de Áreas Degradadas (Cibrad) na Amazônia. O objetivo é executar pesquisas em parceria com startups e empresas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias para soluções baseadas na natureza. Com investimento inicial de R$ 18,7 milhões da Shell Brasil, via cláusula de PD&I da ANP, o Cibrad integrará pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação no espaço sediado no Inpa, em Manaus. Fortalecer cadeias produtivas de espécies nativas, conservar recursos genéticos e estimular novos negócios ligados à restauração florestal e ao mercado de carbono estão na lista de atividades. A iniciativa também prevê a modernização da infraestrutura de pesquisa do Inpa. O Cibrad reúne um consórcio de projetos com instituições de pesquisa dos nove estados da Amazônia Legal.”
Fonte: Eixos; 09/04/2026
Falta de caminhões elétricos atrasa montadoras brasileiras na corrida contra chinesas
“Apesar de representarem apenas 3% dos veículos nas estradas, os caminhões pesados respondem por cerca de 30% das emissões de CO₂ do transporte rodoviário. É o que aponta um novo relatório da Idle Giants, iniciativa internacional para impulsionar a eletrificação desse segmento, lançado em nesta semana. Os custos associados à poluição gerada por esses veículos são expressivos: as emissões dos quatro maiores fabricantes mundiais devem gerar até US$ 1,4 trilhão em despesas relacionadas à saúde ao longo de dez anos — um passivo que a eletrificação da frota poderia reduzir diretamente, além de diminuir a exposição de populações urbanas à poluição por diesel. O mercado global já dá sinais claros de aceleração. Em 2024, as vendas mundiais de caminhões elétricos cresceram quase 80%. Só no primeiro semestre de 2025, foram vendidos cerca de 90 mil unidades no mundo. O crescimento é liderado pela China, que já opera em larga escala internamente e tem expandido sua presença em mercados emergentes com modelos mais acessíveis.”
Fonte: Exame; 09/04/2026
Política
“Terrabras”: projeto de lei cria estatal para terras raras em meio a debate sobre soberania
“O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) apresentou nesta quinta (9/4) um projeto de lei que autoriza o governo federal a criar a Terras Raras Brasileiras S.A. (Terrabras), uma empresa pública voltada à exploração, beneficiamento, industrialização e comercialização de terras raras e outros minerais críticos. A proposta busca fortalecer a soberania sobre insumos considerados estratégicos para a transição energética e a indústria de defesa, a exemplo dos elementos de terras raras. Ex-secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), na gestão do vice-presidente da República Geraldo Alckmin, também do PSB, Rollemberg esteve à frente da coordenação de políticas de industrialização verde do governo Lula. A agenda da estatal, voltada a inserir o Brasil nas cadeias globais de minerais críticos, conversa com as aspirações do governo e com seu discurso adotado na campanha para a reeleição presidencial em 2026. O presidente Lula vem defendendo a soberania do país na exploração e também na industrialização dos minerais críticos, de modo a evitar a exportação de matéria-prima bruta, a exemplo do que ocorre hoje com o minério de ferro — exportado, em sua maioria, pela Vale, ex-estatal privatizada durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso.”
Fonte: Eixos; 09/04/2026
Internacional
Empresas
Mais empresas comprometidas com metas de emissões validadas em 2025, informa a SBTi
“O número de empresas com metas validadas de clima e emissões, incluindo compromissos de neutralidade líquida, teve crescimento robusto em 2025, segundo um estudo divulgado na quinta-feira pela iniciativa do grupo corporativo de clima Science Based Targets. Metas validadas referem-se a metas de descarbonização e redução de emissões desenvolvidas pelo SBTi, que fornece uma estrutura para que as empresas estabeleçam e validem essas metas. O relatório mostrou que 9.764 empresas tinham metas validadas pelo SBTi até o final do ano passado, um aumento de 40%, enquanto empresas com metas validadas de neutralidade líquida cresceram 61% no mesmo período. A Ásia emergiu como a região de crescimento mais rápido, registrando um aumento de 53% nas empresas que estabeleceram metas, adicionando 1.216 empresas, igualando de perto o aumento europeu de 1.209.
A África cresceu 48%, enquanto a América Latina e a região do Caribe tiveram um crescimento de 42%. O Japão liderou com 2.091 empresas com metas validadas, seguido pelo Reino Unido com 1.363 empresas e pelos EUA com 943 empresas. A Europa representou 49% de todas as metas, a Ásia 36% e a América do Norte 11%. Saúde, tecnologia da informação e materiais lideraram o crescimento do setor, refletindo o impulso tanto nos segmentos de serviços quanto industriais.”
Fonte: Reuters; 09/04/2026
Política
Arábia Saudita e economias emergentes investem no hidrogênio verde como alternativa ao petróleo
“A Arábia Saudita e outros países em desenvolvimento do Oriente Médio e da Ásia estão redobrando os esforços para desenvolver hidrogênio verde num momento de incertezas sobre o destino do conflito no Oriente Médio. A ideia é reduzir a dependência do petróleo e do gás natural liquefeito e investir em energias renováveis. O hidrogênio verde é produzido utilizando eletricidade derivada de fontes renováveis. Projetos desse tipo, com um certo nível de investimento previsto na Ásia, Oriente Médio, Norte da África e outras regiões, chegaram a 316 em 2025, um aumento de 35% em relação aos 234 em 2024, segundo dados da empresa de pesquisa britânica BMI. Os projetos na América do Norte e na Europa Ocidental permaneceram estáveis, em 335. A BMI prevê que 60% da capacidade de produção global de hidrogênio, estimada em 8,9 milhões de toneladas métricas em 2034, será suprida por países fora da Europa e dos Estados Unidos. A China deverá liderar o setor com 1,06 milhão de toneladas, seguida pelo Brasil com 930 mil toneladas, Índia com 860 mil toneladas e Arábia Saudita com 440 mil toneladas.”
Fonte: Valor Econômico; 10/04/2026
A Argentina aprova reforma para facilitar a atividade de mineração em regiões glaciares
“Parlamentares na Argentina aprovaram na quinta-feira uma reforma apoiada pelo governo que visa promover o investimento em mineração em regiões glaciares, uma medida que ambientalistas e cientistas afirmaram enfraquecer as proteções e ameaçar os recursos hídricos. A Câmara dos Deputados aprovou a reforma por 137 a 111, com 3 abstenções. A lei entra em vigor assim que for publicada no diário oficial. Impulsionada pelo governo libertário do presidente Javier Milei, a reforma gerou controvérsia por permitir que as províncias estabelecessem seus próprios glaciares e padrões de proteção periglacial. Essa mudança, dizem críticos, pode minar as salvaguardas para formações de gelo em alta altitude que servem como reservas-chave de água doce. Espera-se que a medida gere US$ 165 bilhões em exportações até 2035 e crie milhares de empregos, disse o Ministro da Economia, Luis Caputo, no X. “Algumas províncias serão transformadas para sempre.” Parlamentares da oposição acusaram as autoridades de censura, dizendo que apenas 0,3% de mais de 100.000 candidatos puderam se manifestar contra as medidas em audiências públicas.”
Fonte: Reuters; 09/04/2026
UE relaxará regras sobre metano para garantir o fornecimento de energia
“A UE dará aos produtores de gás mais margem de manobra nas regras de importação de metano para evitar que o gás seja desviado do bloco, enquanto os governos correm para garantir suprimentos adicionais de energia após a guerra EUA-Irã. Ditte Juul Jørgensen, diretor-geral de energia da Comissão Europeia, disse que Bruxelas em breve recomendaria “flexibilidades” para novos rigorosos requisitos aos importadores de combustíveis fósseis para o bloco, enquanto a Europa continua enfrentando altos preços de energia. A legislação europeia já exige que os produtores da UE de petróleo e gás monitorem e relatem as emissões de metano associadas à queima e ventilação, mas seu escopo será estendido aos combustíveis fósseis importados a partir de janeiro de 2027. Sob as mudanças propostas mais recentes, entretanto, os países importadores para a UE só precisariam mostrar que uma parcela suficiente da produção nacional atende aos requisitos, em vez de ter que acompanhar “de volta ao poço” para obter dados granulares de produção de cada carga, disse Jørgensen em uma conferência do setor em Bruxelas.”
Fonte: Financial Times; 09/04/2026
Por que estados americanos podem proibir a construção de data centers
“Gigantes de tecnologia têm feito investimentos enormes em data centers à medida que precisam de muita capacidade para armazenar informações na “nuvem” e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais avançados. Os data centers costumam consumir muita energia e, por isso, estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a criação desses espaços. O caso mais avançado é o do Maine, que pode ser o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram a proposta, que, para virar lei, precisa ser sancionada pela governadora Janet Mills, do Partido Democrata. A proposta do Maine impediria, até novembro de 2027, a criação de data centers com, no mínimo, 20 megawatts de potência. Projetos dessa capacidade podem consumir energia elétrica equivalente a mais de 15 mil residências, segundo o jornal The Wall Street Journal.”
Fonte: G1; 09/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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