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Vivo (VIVT3): Principais mensagens da reunião com o CEO, CFO e RI da Vivo

O foco segue em convergência, M&A de forma disciplinada, IA e ganhos estruturais de eficiência

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Realizamos uma reunião com Christian Gebara, CEO da Vivo, Rodrigo Monari, CFO, e João Carneiro, Head de RI. Os principais temas discutidos incluíram: (i) consolidação de FTTH e critérios para M&A; (ii) dinâmica competitiva em móvel e banda larga; (iii) questões regulatórias e tributárias; (iv) adoção de IA e oportunidades de ganhos de eficiência; (v) frentes de crescimento em B2B; e (vi) alocação de capital e monetização de ativos legados. De forma geral, a reunião reforçou nossa visão de que a Vivo segue estrategicamente bem posicionada, apoiada por um core móvel robusto, uma abordagem disciplinada na consolidação de fibra e múltiplas alavancas para sustentar o crescimento no médio prazo. O tom da gestão foi particularmente construtivo em relação a IA, convergência e B2B, ao mesmo tempo em que continuou reconhecendo a pressão competitiva nos segmentos de pré-pago e fibra regional.

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Principais destaques:

Consolidação em FTTH: a racionalidade estratégica segue intacta, mas a disciplina permanece como prioridade. A gestão reiterou que a consolidação em fibra é um resultado natural de um setor altamente fragmentado, especialmente em um contexto em que diversos ISPs regionais enfrentam pressão financeira. Ainda assim, a Vivo continua aplicando um filtro rigoroso na avaliação de ativos, com foco principalmente em: (i) sobreposição de rede, (ii) qualidade técnica da infraestrutura e dos equipamentos instalados nas residências e (iii) valuation. Christian comentou que a Desktop já havia sido avaliada anteriormente, mas que a operação não fazia sentido econômico para a Vivo, sobretudo devido à sobreposição de redes e aos níveis de preço. De forma mais ampla, a gestão reforçou que a fibra não é apenas um negócio standalone, mas também uma ferramenta estratégica para proteger e ampliar a monetização do móvel por meio da convergência.

Convergência segue central na tese. Assim como em conversas anteriores, a Vivo continua enxergando o FTTH como um habilitador relevante de retenção de clientes, expansão de ARPU e redução de churn no móvel. A gestão voltou a enfatizar que o valor estratégico da fibra vai além do retorno direto, já que os pacotes fixo-móvel ajudam a proteger a base pós-paga e aprofundar o relacionamento com os clientes.

Competição em móvel parece administrável no pós-pago, mas o pré-pago segue como ponto de atenção. Christian demonstrou conforto com a posição da companhia no pós-pago, destacando a força da marca Vivo, a qualidade da rede, o baixo churn e a proposta de serviços mais ampla. O tom foi mais cauteloso em relação ao pré-pago, segmento em que ele ainda enxerga preços excessivamente baixos e um comportamento competitivo muitas vezes irracional, especialmente em dinâmicas promocionais mais agressivas.

Reforma tributária vista como neutra a levemente positiva; Fistel segue como potencial opcionalidade. A empresa não espera impactos negativos da reforma tributária, destacando possíveis benefícios operacionais decorrentes da simplificação e de uma melhor dinâmica de créditos. Sobre o Fistel, a gestão mantém uma visão construtiva, embora o timing ainda seja incerto.

Reforma tributária vista como neutra a levemente positiva; Fistel segue como opcionalidade de upside. A companhia não espera impactos negativos da reforma tributária, destacando potenciais ganhos operacionais decorrentes da simplificação e de uma melhor dinâmica de créditos. Em relação ao Fistel, a gestão mantém uma visão construtiva, ainda que sem clareza quanto ao cronograma.

IA vem se tornando uma das principais ferramentas de eficiência e habilitação de receitas da Vivo. A companhia já aplica IA em diversas frentes, incluindo atendimento ao cliente, lojas, desenvolvimento de TI, fluxos jurídicos e suporte a vendas. A gestão destacou tanto ganhos de eficiência quanto oportunidades de geração de receita por meio de maior personalização e cross‑selling.

B2B segue como uma avenida relevante de crescimento. A empresa continua enxergando oportunidades fortes em cloud, cibersegurança, IoT e serviços digitais, especialmente no segmento de PMEs. A gestão reforçou a intenção de expandir capacidades tanto de forma orgânica quanto por meio de investimentos seletivos.

Flexibilidade do balanço permanece como vantagem competitiva. A Vivo mantém uma posição de baixa alavancagem, o que assegura flexibilidade para a alocação de capital, incluindo dividendos, M&A e potenciais ajustes estruturais.

Monetização de ativos legados segue no radar. A migração do regime de concessão para autorização deve destravar valor por meio da monetização de cobre e ativos imobiliários, com expectativa de aceleração gradual da execução nos próximos anos.

Novas tecnologias e MVNOs não alteram a tese. A Starlink é vista como complementar, e não disruptiva, enquanto MVNOs como a NuCel ainda são percebidas como focadas em segmentos de menor valor e com desafios relevantes de execução à frente.

Nossa visão. A reunião reforçou nossa visão construtiva para a Vivo. A companhia segue bem posicionada, combinando um core resiliente com múltiplas alavancas de crescimento e eficiência. Entre os principais pontos positivos, destacamos a disciplina em M&A, o forte posicionamento no pós‑pago, a crescente relevância de IA e B2B e um balanço sólido. Os principais riscos permanecem relacionados à irracionalidade competitiva no pré‑pago e em mercados regionais de fibra.

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