Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 2,18% e o ISE 2,13%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram altas de 1,06% e 0,82%, respectivamente.
• No Brasil, (i) o Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a julgar, até o mês de maio, se é válida a lei que obriga as seguradoras, entidades de previdência complementar e resseguradoras a adquirirem um percentual mínimo anual de ativos ambientais, como créditos de carbono – após três votos pela inconstitucionalidade da norma, o julgamento no Plenário Virtual foi suspenso por um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin, que tem 90 dias para devolver o caso à pauta; e (ii) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira, durante sua visita de Estado à Coreia do Sul, a importância de fortalecer a parceria bilateral com Seul em áreas estratégicas como minerais críticos, semicondutores, aeroespacial, defesa, indústria verde e transição energética.
• Do lado das empresas, a Enel planeja aprofundar seus compromissos nos EUA e na Europa nos próximos três anos com uma nova onda de investimentos em projetos de energia renovável e armazenamento de baterias – a maior empresa de serviços públicos da Itália pretende fazer cerca de 53 bilhões de euros em investimentos até 2028, de acordo com o novo plano de negócios da companhia.
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Brasil
Empresas
BNDES investe em 500 empreendedores de impacto da periferia de São Paulo
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar um programa de apoio a negócios de impacto no Distrito do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo. Em parceria com a Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP) e executado pela organização A Banca, o Programa ANIP BNDES Periferias pretende selecionar 500 empreendedores locais e oferecer capital semente que varia de R$ 1 mil a R$ 10 mil por iniciativa. O lançamento oficial acontece no dia 26 de fevereiro, às 19h. O programa está dividido em dois percursos. O primeiro, chamado “Pensando Junto”, é voltado a iniciativas em fase inicial. Os selecionados recebem formação e R$ 1 mil para começar a estruturar seus negócios. O segundo, “Dando Aquela Força”, atende empreendimentos mais consolidados, com aporte de R$ 10 mil destinado a investimentos em equipamentos, infraestrutura ou fortalecimento institucional. Além do repasse financeiro, o programa inclui rodas de conversa territoriais e um fórum de participação social chamado “Nada de Nós sem Nós”, espaço voltado à formulação de propostas e discussão sobre desenvolvimento local.”
Fonte: Exame; 21/02/2026
PetroRecôncavo elimina cargo estatutário após renúncia de executivo
“A PetroRecôncavo deu mais detalhes nesta sexta-feira (20) das mudanças que estão sendo feitas em sua diretoria estatutária, anunciadas originalmente em dezembro, após receber ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A companhia afirma que com a renúncia de Felipe Wigg de Araújo ao cargo de vice-presidente de pessoas e suporte operacional, deliberou pela otimização da diretoria ao eliminar a posição estatutária. Wigg permanecerá no cargo até 28 de fevereiro, com o objetivo de assegurar uma transição gradual, coordenada e alinhada às diretrizes estratégicas e de governança da companhia. A partir do dia 1º de março, a reestruturação organizacional da diretoria passará a surtir efeitos, com Raphael Pereira Scudino Borges passando a ocupar o cargo não estatutário de vice-presidente de pessoas e suporte operacional.”
Fonte: Valor Econômico; 23/02/2026
Política
STF julga ação contra compra de créditos de carbono
“O Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a julgar, até o mês de maio, se é válida a lei que obriga as seguradoras, entidades de previdência complementar e resseguradoras a adquirirem um percentual mínimo anual de ativos ambientais, como créditos de carbono. Após três votos pela inconstitucionalidade da norma, o julgamento no Plenário Virtual foi suspenso por um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin, que tem 90 dias para devolver o caso à pauta. A ação foi proposta pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Para a entidade, a obrigação fomentará a especulação no mercado de créditos de carbono em geral, prejudicando tanto aqueles que têm obrigação de adquirir créditos de carbono quanto aqueles que desejam fazê-lo voluntariamente, “dado que os preços serão inflados artificialmente diante da demanda criada”. O objetivo da ADI 7795 é a declaração de inconstitucionalidade do artigo 56 e parágrafo único da Lei nº 15.042, de 2024. Essa legislação instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e regulou o mercado de créditos de carbono.”
Fonte: Valor Econômico; 23/02/2026
Lula negocia com Coreia do Sul cooperação em áreas que vão de minerais a transição energética
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira (23), durante sua visita de Estado à Coreia do Sul, a importância de fortalecer a parceria bilateral com Seul em áreas estratégicas como minerais críticos, semicondutores, aeroespacial, defesa, indústria verde e transição energética. A informação foi divulgada pela agência de notícias Yonhap. Lula ressaltou os abundantes recursos naturais do Brasil e expressou a expectativa de atrair investimentos coreanos, além de propor a participação da Coreia do Sul em um fundo global criado pelo Brasil para a preservação das florestas tropicais. Segundo o presidente, a cooperação entre os dois países pode gerar benefícios concretos para ambos e ampliar a presença brasileira em setores tecnológicos e estratégicos. A cúpula também serviu para consolidar a relação pessoal de Lula com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, construída em encontros anteriores à margem das cúpulas do G7 no Canadá e do G20 na África do Sul. Na chegada a Cheong Wa Dae, Lula foi recebido com um caloroso abraço de Lee e uma cerimônia tradicional, marcando a primeira visita de Estado do presidente brasileiro à Coreia do Sul em 21 anos.”
Fonte: Valor Econômico; 23/02/2026
Reunião entre Lula e Trump incluirá discussão sobre data centers, afirma Alckmin
“O presidente em exercício e ministro, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta sexta-feira (20/2) que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) será um dos temas tratados por Lula na reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para ocorrer em março. Antes do Carnaval, a Câmara dos Deputados aprovou o pedido de urgência para a votação do PL do Redata (PL 278/2026). A proposta foi apresentada pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT/CE), no início do mês. O texto é idêntico ao da Medida Provisória 1318/2025, que sequer teve a comissão mista formada e deve perder a validade na próxima semana, no dia 25 de fevereiro. “Um tema que está agora na pauta da próxima semana, o Redata. Tem inúmeras empresas americanas interessadas em investir em data center no Brasil”, disse Alckmin. Outro assunto citado pelo presidente em exercício que deve integrar a pauta da reunião entre Lula e Trump são minerais estratégicos e etanol.”
Fonte: Eixos; 20/02/2026
Internacional
Empresas
Enel redireciona investimentos com € 53 bi para energias renováveis nos EUA e na UE
“A Enel planeja aprofundar seus compromissos nos EUA e na Europa nos próximos três anos com uma nova onda de investimentos em projetos de energia renovável e armazenamento de baterias. A maior empresa de serviços públicos da Itália fará cerca de 53 bilhões de euros em investimentos até 2028, de acordo com o novo plano de negócios divulgado na segunda-feira (23). Isso representa cerca de 10 bilhões de euros a mais do que o plano anterior, informou a empresa. O plano confirma um direcionamento para mercados maduros, relatado pela Bloomberg News na semana passada, já que a Enel procura tirar proveito de um ambiente regulatório e de políticas mais estável. A empresa sediada em Roma fez grandes investimentos na América Latina nas últimas décadas. Cerca de metade dos investimentos planejados será no Negócio Integrado da Enel, ou seja, geração, vendas e distribuição de energia. Essa parcela está concentrada principalmente na Europa e na América do Norte e inclui 20 bilhões de euros em energias renováveis. A empresa investirá mais de 26 bilhões de euros em redes, visando principalmente a Europa.”
Fonte: Bloomberg Línea; 23/02/2026
A Repsol, da Espanha, corta metas de energia renovável
“O grupo espanhol de energia Repsol (REP. MC) reduziu suas metas para 2030 de capacidade renovável e produtos de baixo carbono à medida que se adapta às condições de mercado em evolução, mostra um relatório divulgado como parte dos resultados de 2025. Desde 2018, a empresa construiu um portfólio de projetos eólicos, solares e hidrelétricos na Espanha e no exterior, dentro de sua estratégia mais ampla de transição de uma empresa tradicional de petróleo e gás para um player multienergético. Também tem investido na produção de hidrogênio verde e combustíveis de baixo carbono. Atualmente, o relatório tem como meta mais de 10 gigawatts (GW) de capacidade renovável instalada até 2030, principalmente na Espanha e nos Estados Unidos. Em comparação, em 2021 planejava atingir o dobro dessa capacidade até 2030, ou 20 GW. “O crescimento nos próximos anos foi ajustado à evolução do meio ambiente, marcado por custos mais altos de desenvolvimento e financiamento, bem como incentivos fiscais nos Estados Unidos, priorizando investimentos com base nos limites de lucratividade estabelecidos pela Repsol”, acrescenta o relatório.”
Fonte: Reuters; 20/02/2026
Política
EUA emite ultimato à IEA sobre metas de neutralidade líquida
“O boletim informativo de hoje foca no ultimato dado pelo Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, à Agência Internacional de Energia – parar as metas de emissões líquidas zero ou perder os Estados Unidos como membros. Os países europeus minimizaram a ameaça na reunião bienal da agência em Paris e reafirmaram seu compromisso em buscar combustíveis mais limpos. A AIE, sediada em Paris, foi formada após a crise do fornecimento de petróleo dos anos 1970 e fornece pesquisas e dados para os EUA e outros países industrializados para orientar a política energética. Os EUA pagaram cerca de 6 milhões de dólares (5,10 milhões de euros) por ano em contribuições do IEA, de um orçamento total de 22 milhões de dólares da agência.O diretor do IEA, Fatih Birol, recusou-se a comentar sobre a obrigação dos EUA de remover o cenário de zero carbono da previsão anual do World Energy Outlook da agência, mas afirmou que seus dados são respeitados globalmente como confiáveis. Para contextualizar, em 2015 os EUA e quase 200 outros países assinaram os Acordos de Paris, um compromisso internacional de limitar o aquecimento global queimando menos petróleo, gás e carvão, com o objetivo de atingir emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050.”
Fonte: Reuters; 21/02/2026
Os EUA permitem que usinas de carvão emitam mais mercúrio tóxico na atmosfera
“O governo de Donald Trump flexibilizou os limites da poluição por mercúrio proveniente de usinas a carvão em sua mais recente tentativa de desmantelar as regulamentações climáticas dos EUA e promover os combustíveis fósseis. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) revogou na sexta-feira os rígidos controles impostos pelo governo do ex-presidente Joe Biden sobre o volume de toxinas que usinas termelétricas a carvão e petróleo podem liberar na atmosfera. O governo Trump argumentou que as regras impunham um ônus desnecessário às geradoras de energia a combustíveis fósseis e alegou que a revogação reduziria os custos em centenas de milhões de dólares. “As regulamentações anti-carvão da administração Biden-Harris buscavam eliminar por meio de regulamentação esse setor vital da nossa economia energética”, disse o administrador da EPA, Lee Zeldin. “Se implementadas, essas medidas teriam destruído a energia confiável dos Estados Unidos.” Desde que retornou ao cargo, Trump tem criticado a regulamentação climática como “a nova farsa verde” e buscado revogar uma série de normas ambientais que, segundo ele, aumentaram os custos para a indústria e os consumidores.”
Fonte: Financial Times; 20/02/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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