Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território misto, com IBOV recuando 0,24% e o ISE andando de lado (+0,06%).
• No Brasil, (i) sete projetos de mineração de terras raras em fase pré-operacional somam até R$ 13,2 bilhões previstos em investimentos no Brasil – o país entrou no radar de outras nações e investidores locais e estrangeiros em meio à corrida global pelo grupo de materiais estratégicos para áreas como transição energética, tecnologia e defesa; e (ii) o sistema elétrico brasileiro deve demandar mais de 6 GW de baterias até 2035, estimam o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – a projeção da demanda por baterias é mais que o dobro do projetado no PDE anterior, quando a EPE estimou 2,8 GW.
• No internacional, a Microsoft se comprometeu a seguir comprando energia renovável suficiente para atender todas as suas necessidades elétricas, após atingir essa meta pela primeira vez no ano passado, ao contratar 40 gigawatts de novo fornecimento de energia renovável, principalmente por meio de contratos de compra de energia.
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Brasil
Empresas
CPFL Energia otimiza estrutura de suas metas ambientais para 2030
“A CPFL Energia disse nesta quarta-feira (18) que otimizou a estrutura de suas metas ambientais para 2030, que agora conta com três pilares estratégicos e governança corporativa como base transversal, desdobrados em 18 compromissos. Segundo a companhia, essas mudanças refletem avanços como a implementação de processos e programas estruturados, além do foco na execução com metas para toda liderança da CPFL Energia. “O objetivo geral mantém-se: Impulsionar a transição para uma forma mais sustentável, segura e inteligente de produzir e consumir energia, maximizando nossos impactos positivos na sociedade”, afirma, em comunicado.”
Fonte: Valor Econômico; 18/02/2026
Unipar amplia autoprodução de energia com acordo com Casa dos Ventos
“A Unipar e a Casa dos Ventos anunciaram nesta quarta-feira (18) a constituição de uma joint venture e assinatura de um contrato de longo prazo de compra de energia relativos a um projeto solar que será instalado em Mato Grosso do Sul. Essa é a quarta parceria da petroquímica em autoprodução de energia e atende à expectativa de crescimento de suas operações nos próximos anos, sobretudo em clorados. Desde o ano passado, 80% da energia consumida pela Unipar no Brasil já é proveniente de autogeração, em linha com a meta estabelecida pela companhia quando iniciou os investimentos em projetos de energia renovável, dentro da estratégia de diversificação de sua matriz energética, em 2019. “Olhando para nosso plano de expansão de médio e longo prazo e para a meta de ter 80% de energia autoproduzida no Brasil, foi preciso ampliar o investimento [para manter essa participação]”, disse o presidente da petroquímica, Rodrigo Cannaval.”
Fonte: Valor Econômico; 18/02/2026
Como a Motiva antecipou em oito anos sua meta climática e redesenha plano para crescer sem poluir
“Cada novo ativo precisa nascer sustentável, eletrificado e abastecido por energia renovável. Esse princípio passou a orientar todas as decisões estratégicas da Motiva, maior empresa brasileira de mobilidade e infraestrutura que acaba de antecipar em oito anos sua meta climática. O grupo reduziu em 61% suas emissões de gases de efeito estufa, superando com folga o compromisso originalmente estabelecido para 2033, que previa um corte de 59% nos escopos 1 e 2. A conquista não é simples em um setor intensivo em carbono, com grandes obras e operações complexas. Para chegar lá, a companhia promoveu uma profunda revisão de processos, redesenhou sua matriz energética, acelerou a eletrificação e colocou a agenda climática no centro da estratégia de negócios. Em entrevista exclusiva à EXAME, a VP de sustentabilidade da Motiva, Raquel Cardoso, contou que a antecipação e superação da meta reflete uma mudança estrutural. Nos últimos anos, o investimento pesado foi na migração para fontes renováveis, na modernização de sistemas, na eficiência energética e na descarbonização de suas operações. Hoje, praticamente toda a energia consumida vem de fontes limpas, e os novos empreendimentos já nascem obrigatoriamente dentro deste padrão.”
Fonte: Exame; 18/02/2026
Rio Open incorpora ESG à gestão e amplia meta de carbono neutro
“Grandes eventos esportivos sempre movimentaram turismo, patrocínio e exposição de marca, mas, em um cenário de maior escrutínio climático, passaram a ter sua pegada ambiental analisada com mais rigor. A conta vai além da energia consumida nas arenas e inclui viagens aéreas, transporte urbano, montagem de estruturas temporárias, cadeia de fornecedores e o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas em poucos dias. Esse impacto passou a ser medido com mais precisão à medida que patrocinadores e parceiros exigem estratégias e indicadores claros de desempenho ESG. No circuito de tênis, o Rio Open vem estruturando ações para consolidar a sustentabilidade como parte central da gestão do torneio, e não mais como discurso paralelo. De 14 a 22 de fevereiro, o Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, é palco do maior torneio de tênis da América do Sul. Em meio à pressão para que grandes eventos reduzam seus impactos ambientais e sociais, o torneio tenta se consolidar como referência na agenda ESG dentro do circuito mundial. Na edição de 2025, o evento reuniu 69 mil pessoas, que assistiram a 61 partidas disputadas por 73 atletas de 19 países — dimensão que ajuda a explicar o desafio logístico, energético e ambiental envolvido.”
Fonte: Valor Econômico; 14/02/2026
Política
Brasil dobra projeção de demanda por baterias até 2035
“O sistema elétrico brasileiro deve demandar mais de 6 gigawatts (GW) de baterias até 2035, estimam o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035). Junto ao Plano Nacional de Energia (PNE 2055), o documento orienta tecnicamente decisões de planejamento estratégico. Os dois planos tiveram as consultas públicas abertas na quinta-feira (12/2). A projeção da demanda por baterias é mais que o dobro do projetado no PDE 2034, quando a EPE estimou 2,8 GW. Na época, o documento avaliava que as baterias ainda estavam longe de serem economicamente atrativas e que a entrada no mercado seria marginal. Mas a perspectiva do primeiro leilão de baterias do país, previsto para abril de 2026, mudou o cenário e agora a expectativa de uma demanda mais acelerada. As regras propostas para a contratação seguem o modelo do leilão de reserva de capacidade, com entrega dos empreendimentos em agosto de 2028, sob contratos de dez anos de duração.”
Fonte: Eixos; 13/02/2026
Investimentos em terras raras somam R$ 13,2 bilhões no Brasil
“Sete projetos de mineração de terras raras em fase pré-operacional somam até R$ 13,2 bilhões previstos em investimentos no Brasil. O país entrou no radar de outras nações e investidores locais e estrangeiros em meio à corrida global pelo grupo de materiais, estratégicos para áreas como transição energética, tecnologia e Defesa. O interesse nas reservas brasileiras de terras raras, localizadas principalmente em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe, surge porque são as maiores depois das chinesas. Elas poderiam ajudar a reduzir a dependência de países do Ocidente de terras raras da China, que responde por 69% da produção global e por 91% do refino. Esse grupo é formado por 17 metais, como lantânio, samário, térbio e lutécio, encontrados em abundância no mundo, porém com processos de extração e refino caros e complexos. Entre as iniciativas em fase pré-operacional no país estão as de mineradoras listadas em bolsas estrangeiras e as de empresas brasileiras de capital fechado e aberto, que se concentram, sobretudo, em Minas Gerais. Para especialistas consultados pelo Valor, contudo, concretizar o fluxo de recursos ainda depende de avanços regulatórios e financeiros.”
Fonte: Valor Econômico; 18/02/2026
Internacional
Empresas
Indústria japonesa começa a adotar padrão Tesla de carregamento de veículos elétricos
“O padrão de carregamento da Tesla para veículos elétricos está ganhando força no Japão, com outras montadoras e desenvolvedores de carregadores concordando em adotar a tecnologia, apesar do padrão japonês ainda ser muito mais difundido em todo o país, na esperança de aumentar a conveniência e reduzir os custos de desenvolvimento. A Mazda causou um grande impacto na indústria em maio de 2025 ao anunciar que adotaria o padrão de carregamento norte-americano (NACS) da Tesla para seus modelos no Japão a partir de 2027. Embora a aliança Sony Honda Mobility já tivesse decidido adotar o padrão da Tesla naquela época, o anúncio da Mazda marcou a primeira vez que uma das oito montadoras japonesas fez tal declaração. Quando a Mazda lançou uma versão elétrica do seu modelo MX-30 em 2021, utilizou o padrão de carregamento japonês CHAdeMO. Mas a produção desse modelo foi encerrada em março de 2025, deixando a montadora livre para decidir qual padrão adotar para seus principais veículos elétricos previstos para 2027 e anos seguintes. “Até o lançamento, o NACS estará mais consolidado”, afirmou a empresa, sem dar detalhes sobre o motivo da mudança.”
Fonte: Valor Econômico; 19/02/2026
“Microsoft (MSFT. O) prometeu continuar comprando energia renovável suficiente para atender a todas as suas necessidades elétricas após atingir essa meta pela primeira vez no ano passado, enquanto gigantes da tecnologia aumentam os gastos de capital em uma expansão de data centers que consomem energia por IA. A empresa disse na quarta-feira que atingiu sua meta para 2025 ao contratar 40 gigawatts de novo fornecimento de energia renovável, principalmente por meio de contratos de compra de energia – contratos de longo prazo que ajudam as concessionárias a avançar com novos projetos. Dezenove gigawatts dessa energia renovável já foram fornecidos à rede elétrica, disse a Microsoft, com o restante a seguir nos próximos cinco anos, cobrindo um total de 26 países.
“À medida que continuamos crescendo, queremos manter esse 100%”, disse Noelle Walsh, chefe de operações de nuvem da Microsoft, no extenso campus de West Dublin, onde a empresa construiu seu primeiro data center fora dos Estados Unidos em 2009.”
Fonte: Reuters; 18/02/2026
Política
“Uma coalizão de grupos de saúde e meio ambiente processou na quarta-feira a administração do presidente Donald Trump por sua decisão de revogar a descoberta científica que forma a base das regulamentações climáticas dos EUA. O desafio legal apresentado no Tribunal de Apelações dos EUA para o Distrito de Columbia também contesta a decisão da Agência de Proteção Ambiental anunciada na semana passada de revogar as regras de escape que limitam as emissões de gases de efeito estufa de carros e caminhões. Os grupos que processam incluem o Center for Biological Diversity, American Lung Association, American Public Health Association, Union of Concerned Scientists, Natural Resources Defense Council, Public Citizen e Sierra Club. Na quinta-feira, a EPA anunciou que revogaria a constatação de risco de perigo de 17 anos e também encerraria os padrões federais de emissão de gases de efeito estufa para todos os veículos e motores dos anos-modelo de 2012 a 2027. A EPA defendeu sua ação na quarta-feira.”
Fonte: Reuters; 18/02/2026
Carro a hidrogênio vira problema no Japão com escassez de postos de abastecimento
“A infraestrutura de suporte a veículos a hidrogênio está diminuindo, criando um enorme obstáculo para a expansão dos carros a célula de combustível. As vendas anuais desses veículos caíram mais de 80% desde 2021. A falta de postos de abastecimento representa um desafio para quem já dirige carros a célula de combustível. “Eu achava que a infraestrutura de hidrogênio continuaria se expandindo”, disse um homem de 70 anos da província de Shizuoka, proprietário de um Mirai, o carro a célula de combustível da Toyota. “Agora estou com receio de dirigir por longas distâncias.” Ele comprou o Mirai em 2021, acreditando que a autonomia de mais de 800 quilômetros com o tanque cheio seria mais do que suficiente. O veículo emite apenas água durante o funcionamento, o que o torna ecologicamente correto. Mas, embora esteja satisfeito com o desempenho do Mirai e sua tecnologia ambiental, ele afirma que a falta de postos de abastecimento de hidrogênio é um problema. Existem apenas sete postos desse tipo em Shizuoka, o que dificulta viagens longas.”
Fonte: Valor Econômico; 18/02/2026
“O governo Trump anunciou na quarta-feira que está revogando uma regra que incentivava as montadoras a produzir veículos elétricos para atender aos requisitos de economia de combustível, superestimando a economia de energia. Ambientalistas há muito criticam as regras do Departamento de Energia por atribuirem valores de economia de combustível irrealisticamente altos a veículos elétricos, que são usados para calcular médias de frota sob as regras federais de economia média corporativa. O Departamento de Energia afirmou após uma decisão do tribunal de apelações em setembro, que removerá a disposição conhecida como fator de conteúdo de combustível de seus cálculos, e planeja propor revisões adicionais. O DOE afirmou que concluiu que o fator de conteúdo de combustível era “ilegal” e estava emitindo uma regra para removê-lo imediatamente dos cálculos de economia de combustível. A administração Biden inicialmente propôs eliminar o fator de conteúdo de combustível dos cálculos, com efeito em 2027, o que teria reduzido o valor de conformidade dos veículos elétricos em cerca de 70%.”
Fonte: Reuters; 18/02/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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