IBOVESPA +0,45% | 182.949 Pontos
CÂMBIO -0,45% | 5,23/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 0,8% em reais e 1,8% em dólares, aos 182.950 pontos.
C&A (CEAB3, +9,3%) foi um dos destaques positivos da semana, em meio à melhora das expectativas do mercado para o desempenho operacional da companhia no início de 2026.
Na ponta negativa, Totvs (TOTS3, -15,0%) recuou, acompanhando o forte movimento de venda observado no setor de software nos mercados globais. Veja o resumo da Bolsa aqui.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros dos EUA tiveram comportamento misto, com fechamento nos vértices curtos e médios após a aprovação do pacote de financiamento e dados de emprego mais fracos, enquanto os longos seguiram pressionados por incertezas. As Treasuries fecharam com a T Note de 2 anos em 3,50% ( 3 bps), a de 10 anos em 4,20% ( 5 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,85% (+2 bps). No Brasil, a ata do Copom favoreceu o fechamento dos juros curtos, diante da expectativa de cortes, enquanto os longos permaneceram pressionados pela possível indicação de Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central. A curva nominal mostrou o DI jan/27 em 13,36% ( 13 bps), jan/29 em 12,76% (+3 bps) e jan/31 em 13,21% (+11 bps).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,3%), enquanto investidores aguardam a divulgação de dados importantes de emprego e inflação ao longo da semana. O movimento vem após um forte pregão na sexta-feira, com recuperação das ações de tecnologia após uma semana marcada por forte volatilidade. O rali foi puxado principalmente por software, após uma sequência de oito pregões negativos no setor. Nesta semana, o foco do mercado estará no relatório de emprego de janeiro, previsto para quarta-feira, e no CPI de janeiro, que será divulgado na sexta-feira, ambos atrasados pela paralisação parcial do governo.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,2%). O desempenho é impulsionado por operações de M&A e resultados corporativos. As ações da InPost sobem cerca de 13,5% após anúncio de aquisição por um consórcio liderado pela Advent e pela FedEx, enquanto a Novo Nordisk avança mais de 8% após notícias envolvendo a retirada de um concorrente do mercado de GLP-1.
Na China, os mercados fecharam em forte alta (CSI 300: +1,6%; HSI: +1,8%). Porém, o grande destaque na região foi o Japão, após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi. O Nikkei 225 superou os 57.000 pontos pela primeira vez e encerrou o dia com alta de 3,9%, enquanto o Topix também renovou máximas, subindo 2,3%. O movimento reflete a expectativa de continuidade de políticas econômicas expansionistas, associadas ao chamado “Takaichi trade”. O movimento também impulsionou os demais mercados da região. Confira o relatório semanal.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) recuou 0,36% na semana, devolvendo parte dos ganhos recentes após o forte movimento de valorização registrado nos últimos meses. Entre os destaques negativos estiveram os FOFs e os Fundos de Papel, com quedas de 0,79% e 0,57%, respectivamente, com o segundo sendo puxado pelos fundos mais High Yield, seguidos pelos Fundos de Multiestratégia (-0,39%). Os Fundos Híbridos registraram retração mais moderada (-0,22%). Já os Fundos de Tijolo apresentaram o melhor desempenho relativo, com queda de 0,20%, sustentados pelo segmento de Shoppings e de Ativos Logísticos, que avançaram 0,14% e 0,08%, respectivamente. Saiba mais sobre os movimentos da semana passada.
Economia
No Japão, a primeira ministra venceu com ampla margem as eleições antecipadas, garantindo uma supermaioria ao Partido Liberal Democrata na Câmara dos Representantes. O episódio reforça sua força política e aumenta a probabilidade de avanço de sua agenda econômica baseada em mais gastos públicos e cortes de impostos.
Na agenda internacional desta semana, destaque para a divulgação do relatório de emprego (Payroll) e da inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos – ambos relativos a janeiro. Na China, os índices de preços ao produtor e ao consumidor, também de janeiro, serão divulgados. No Brasil, o IPCA de janeiro concentrará as atenções do mercado. Do lado da atividade econômica, o IBGE divulgará dados sobre vendas no varejo (PMC) e receita do setor de serviços (PMS), ambos referentes a dezembro.
Veja todos os detalhes
Economia
Primeira-ministra do Japão conquista ampla maioria no Parlamento
- No Japão, a primeira‑ministra Sanae Takaichi conquistou uma vitória expressiva nas eleições antecipadas realizadas no fim de semana, o que garantiu ao Partido Liberal Democrata uma rara supermaioria na câmara baixa (a Câmara dos Representantes, responsável por aprovar o orçamento e escolher o primeiro‑ministro). O resultado reforça sua posição política e amplia a probabilidade de avanço da agenda econômica baseada em aumento de gastos públicos e reduções de impostos.
- Na agenda internacional desta semana, destaque para a divulgação do relatório de emprego (Payroll, na 4ª-feira) e da inflação ao consumidor (CPI, na 6ª-feira) nos Estados Unidos – ambos relativos a janeiro. Na China, os índices de preços ao produtor e ao consumidor, também de janeiro, serão divulgados (3ª-feira).
- No Brasil, o IPCA de janeiro concentrará as atenções do mercado (3ª-feira). Esperamos contribuição baixista nas tarifas de energia, mais do que compensadas pela alta do ICMS sobre combustíveis e reajustes em transportes públicos. Além disso, os preços de alimentos devem avançar abaixo da média histórica, ao passo que a inflação de bens industrializados indica desaceleração ante a prévia (IPCA-15). Do lado da atividade econômica, o IBGE divulgará dados sobre vendas no varejo (PMC, na 3ª-feira) e receita do setor de serviços (PMS, na 5ª-feira), ambos referentes a dezembro.
Empresas
3Tentos (TTEN3) | Prévia do 4T25: Um trimestre de desaceleração não afeta o case estruturalmente
- Estamos divulgando nossa prévia de resultados do 4T25. Projetamos uma desaceleração do crescimento no trimestre, principalmente devido a fatores conjunturais, que não devem afetar as estimativas de 26E nem nossa visão estruturalmente otimista para o case de investimento.
- No geral, estimamos que todas as unidades de negócio apresentem crescimento de receita, levando a receita líquida a aumentar 10% A/A, para BRL 4,2 Bi. Projetamos que as margens bruta e EBITDA ajustado diminuam A/A, refletindo bases de comparação desafiadoras no segmento de Indústria, apesar de uma provável recuperação das margens em Ag-inputs.
- Ainda assim, projetamos EBITDA ajustado¹ (incluindo resultados de hedge) de BRL 264 Mn (-28% A/A). Como resultado das margens menores, estimamos lucro líquido ajustado reportado¹² (incluindo hedge e juros capitalizados do projeto de etanol de milho) de BRL 170 Mn (-43% A/A), ou BRL 104 Mn (ex-juros capitalizados).
- Veja o relatório aqui.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Papel e Celulose: Espera-se que o momentum do preço da celulose diminua nos próximos meses
- Os preços da celulose de papel ampliaram seus ganhos em Jan’26, apoiados pela força do início do mês na China e por um novo aumento de preços anunciado para Fev’26.
- O momentum de curto prazo continua sustentado por restrições relacionadas à oferta (ou seja, revogações de permissões na Indonésia, perturbações climáticas na Europa/América do Sul e aumento dos custos importados de chips), embora compras mais brandas antes do CNY e futuros mais fracos sinalizem resistência emergente.
- Esperamos que a celulose de eucalipto se mantenha próxima a ~US$590-600/t, mas a resistência dos compradores pode se intensificar.
- Estruturalmente, os produtores integrados chineses de baixo custo continuam a limitar o potencial de alta, sugerindo espaço limitado para aumentos sustentados de preço, a menos que a disponibilidade de madeira se reduza e/ou ocorra uma racionalização global adicional da capacidade (ou seja, preços estruturais < ~US$600/t).
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- Transportes: Prévia de Resultados do 4T25; HBSA, MOVI, Rodovias como positivos; PRNR, VAMO, e RAIL como negativos
- No campo positivo, destacamos:
- HBSA, beneficiada pela normalização da dinâmica de navegação e por um ambiente de preços favorável nos principais corredores, impulsionando forte recuperação de EBITDA e continuidade do processo de desalavancagem;
- MOVI, com EBITDA robusto (+20% A/A, já reportado), provavelmente sustentado por forte pricing e expansão de margens em RaC;
- Rodovias, com (a) MOTV apoiada por eficiência de custos via otimização de portfólio (EBITDA +21% A/A) e (b) ECOR beneficiada por crescimento robusto de tráfego (EBITDA +16% A/A);
- Por outro lado, observamos:
- PRNR, enfrentando dinâmica mais fraca em Montagem Industrial, parcialmente compensando o crescimento potencial de outros segmentos;
- VAMO, com condições operacionais ainda suaves, apesar de vetores não estruturais ajudarem o EBITDA;
- RAIL, em que tarifas mais baixas (-13% A/A) devem limitar a captura de volumes maiores e custos continuamente eficientes, potencialmente levando o EBITDA de FY’25 abaixo do intervalo de guidance.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- No campo positivo, destacamos:
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Economists reject Kevin Warsh’s claim that AI boom will enable rate cuts (Financial Times),
- JBS investe US$ 150 milhões na aquisição de duas indústrias em Omã e vai produzir no Oriente Médio (Globo Rural),
- Copasa, BRK e Aegea: saneamento disputa investidores ‘órfãos’ de elétricas em oferta de ações (Invest News),
- MP e governo de MG propõem ação contra Vale por rompimento de estruturas (Valor Econômico).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Praticamente estável na sexta, IFIX tem primeira semana de queda em 2026 (FIIs);
- FII HGLG11 aprova 11ª emissão de cotas e mira captação de até R$ 700 milhões (InfoMoney);
- Crédito do agronegócio entra em nova fase em 2026 (CNN Money);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Governo brasileiro negocia acordo sobre minerais críticos com a Índia | Café com ESG, 09/02
- O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 0,87% e o ISE 1,19%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram leve alta de 0,45% e 0,62%, respectivamente;
- Na política, (i) o Brasil negocia um acordo sobre minerais críticos com a Índia, em um esforço para ampliar as possibilidades de cooperação na área – o governo brasileiro afasta a possibilidade de assinar um acordo com os Estados Unidos, reforçando o interesse do país em universalidade, pretendendo negociar com todos os países, e não querendo assinar pactos multilaterais, mas sim bilaterais; e (ii) a presidência brasileira da COP30 está trabalhando simultaneamente em três mapas do caminho – do afastamento dos combustíveis fósseis, do fim do desmatamento global até 2030 e no aprimoramento do roteiro para que o mundo chegue a US$ 1,3 trilhão em financiamento climático, por ano, em 2035;
- Do lado das empresas, a Terra Brasil Minerals quer concluir até abril o processo de atração de investidores que prevê aportes de US$ 1 bilhão nos projetos de exploração de terras raras e de minerais para fertilizantes da companhia, em Minas Gerais – a empresa diz que já foi procurada por companhias de diferentes países no processo de venda de participação na mineradora, conduzido pela Genial Investimentos;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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