IBOVESPA +0,87% | 166.276 Pontos
CÂMBIO +0,26% | 5,37/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,9%, aos 166.277 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, -2,1%; Nasdaq, -2,1%), que foram pressionados pelo aumento das tensões geopolíticas e tarifárias entre os Estados Unidos e a Zona do Euro, em meio às discussões envolvendo a questão da Groenlândia. Com esse desempenho, as ações brasileiras renovaram máximas históricas.
Entre os destaques positivos do dia, C&A (CEAB3, +4,3%) avançou em um movimento de recuperação parcial, após uma sequência recente de quedas motivadas pelo aumento das preocupações do mercado com os resultados do 4T25 da companhia. Na ponta negativa, B3 (B3SA3, -2,9%) recuou após uma sequência de pregões positivos, período no qual o papel acumulava alta de 8,7% em 2026.
Nesta quarta-feira, pela temporada internacional de resultados do 4T25, divulgação dos balanços de Charles Schwab e Johnson & Johnson em foco.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a terça-feira em alta, seguindo a maior aversão a risco nos mercados globais devido ao aumento das tensões geopolíticas e comerciais entre EUA e Europa. O presidente norte-americano Donald Trump reforçou ameaças tarifárias contra a União Europeia caso o bloco resista à sua tentativa de anexar a Groenlândia (hoje pertencente à Dinamarca). Com isso, as Treasuries de 2 anos fecharam em 3,60%; as de 10 anos em 4,29% e as de 30 anos em 4,92%. No Brasil, houve ainda leilão reduzido de NTN-Bs (450 mil títulos vs. 1,15 milhão na semana passada), colocado integralmente. DI jan/27 fechou em 13,81% (+5bps); DI jan/29 em 13,28% (+9bps); DI jan/31 em 13,61% (+13bps).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,1%), ensaiando uma recuperação após o pior dia de negociações desde outubro. O movimento ocorre após uma forte liquidação na sessão de terça-feira, quando o S&P 500 recuou 2,1% e o Nasdaq perdeu 2,4%, levando os principais índices ao pior desempenho diário desde 10 de outubro e colocando S&P 500 e Nasdaq em território negativo em 2026. As perdas vieram após o presidente Donald Trump intensificar ameaças tarifárias ligadas à Groenlândia, o que desencadeou um “sell America trade”, com alta das taxas das Treasuries e queda do dólar.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,4%). O movimento reflete a retórica mais agressiva de Trump sobre a Groenlândia e a possibilidade de novas tarifas contra países europeus que bloqueiem a iniciativa, reacendendo temores de uma guerra comercial transatlântica. Autoridades europeias reagiram duramente: a presidente da Comissão Europeia classificou as propostas como um erro que pode levar a uma “espiral descendente perigosa”, enquanto líderes discutem possíveis retaliações, incluindo o uso do Instrumento Anti-Coerção da UE.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,1%; HSI: +0,4%), à medida que investidores buscavam proteção diante das incertezas geopolíticas e comerciais. O ouro subiu mais de 1% e renovou máxima histórica, refletindo a demanda por ativos defensivos. No Japão, o Nikkei caiu 0,4% e o Topix recuou 1,0%. O desempenho mais cauteloso acompanha a repercussão global das ameaças tarifárias dos EUA, enquanto investidores avaliam o risco de retaliações da Europa e o impacto potencial sobre comércio, fluxos financeiros e crescimento global.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça‑feira em leve queda de 0,07%, aos 3.810,80 pontos, influenciado pela abertura da curva de juros. O movimento foi pressionado principalmente pelos fundos de papel (-0,18%) e pelos fundos de fundos (-0,21%), segmento que tende a ser mais sensível às oscilações da curva de juros, enquanto os fundos de tijolo permaneceram praticamente estáveis. Com esse desempenho, o IFIX acumula alta de 0,94% no ano. Entre os destaques positivos da sessão, figuraram VINO11 (+3,0%), RBFF11 (+1,9%) e TGAR11 (+1,5%). Já entre as principais quedas, destacaram‑se URPR11 (-1,9%), XPSF11 (-1,6%) e BTAL11 (-1,6%).
Economia
O cenário internacional segue dominando o noticiário econômico. Na China, Xi Jinping reforçou a estratégia de manter a manufatura relevante e reequilibrar a economia entre consumo, investimento, oferta e demanda, após crescimento de 5,0% em 2025 e com novas políticas previstas para 2026–2030, com foco em consumo interno e serviços; no Reino Unido, a inflação acima do esperado em dezembro (CPI em 3,4%) pode atrasar novos cortes de juros pelo Banco da Inglaterra; na Europa, o acordo de livre comércio UE–Mercosul, que pode criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, aguarda decisão do Parlamento sobre envio ao Tribunal de Justiça da UE, o que pode redefinir seu cronograma de implementação.
Na agenda do dia, o destaque é o discurso de Donald Trump em Davos, em meio a tensões recentes com a Europa, que já vêm afetando os mercados financeiros.
Veja todos os detalhes
Economia
O discurso de Trump em Davos é o evento mais esperado do dia
- A China deve manter a manufatura como uma parcela razoável de sua economia e encontrar o equilíbrio certo entre consumo e investimento, bem como entre demanda e oferta, disse o presidente Xi Jinping na terça-feira. Seus comentários foram feitos um dia depois de a China anunciar que alcançou um crescimento econômico de 5,0% em 2025, com os esforços de diversificação dos exportadores ajudando a compensar a fraca demanda interna e a pressão tarifária dos EUA. Um funcionário do planejamento estatal disse na terça-feira que o país planeja lançar novas políticas de 2026 a 2030 para estimular o consumo interno e lidar com os desequilíbrios “proeminentes” na oferta e na demanda, com o setor de serviços se tornando um foco importante;
- A taxa de inflação anual do Reino Unido subiu mais do que o previsto em dezembro, o que poderá adiar a próxima redução das taxas de juro pelo Banco da Inglaterra. A inflação dos preços ao consumidor (CPI) subiu para 3,4% em dezembro, excedendo os 3,3% esperados e aumentando em relação aos 3,2% registrados em novembro. O núcleo do CPI permaneceu em 3,2%, enquanto a inflação dos serviços subiu de 4,4% em novembro para 4,5% em dezembro. Esse aumento sugere que o Banco da Inglaterra pode manter as taxas de juros estáveis em sua reunião de fevereiro, em vez de continuar seu ciclo de flexibilização;
- Os membros do Parlamento devem votar na quarta-feira (21) se o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul deve ser encaminhado ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). Se votarem a favor, o TJUE examinará a compatibilidade do acordo com os tratados. Se o parecer do tribunal for negativo, ele só poderá entrar em vigor se for alterado. Negociado desde 1999, o acordo com o Mercosul foi apoiado pela maioria dos Estados-membros. Esse tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores e cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Veja o relatório especial avaliando os efeitos para o Brasil no curto e no longo prazo do acordo UE-Mercosul;
- Em mais um dia sem a divulgação de dados relevantes no Brasil e sem eventos envolvendo autoridades programados, o destaque da agenda desta quarta-feira é o discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, especialmente depois das recentes contendas envolvendo a Groenlândia, que colocou Estados Unidos e Europa em lados opostos e levou a quedas nos mercados nos últimos dias.
Commodities
Mineração e Siderurgia: A atividade econômica chinesa perdeu ainda mais força no 4T25
- A atividade econômica chinesa perdeu ainda mais força no 4T25, embora exportações robustas e demanda doméstica mais estável tenham ajudado a evitar uma desaceleração mais profunda. No Brasil, a demanda por aço permaneceu relativamente resiliente em relação ao ano em Dez’25, apesar do típico enfraquecimento da atividade no final do ano;
- Sobre dados setoriais recentes, observamos que (i) os preços do minério de ferro caíram -4% S/S, com estoques de minério de ferro em portos chineses de +1% S/S;
- (ii) os preços de bobina quente caíram -3% S/S e os preços dos vergalhadas permaneceram estáveis S/S no Brasil, com paridade de aço estável em +15% e paridade de aço longo em -10% para vergalhões da Turquia, com importações de aço do Egito (isentas de tarifas de importação) sugerindo paridade em -1%; e
- (iii) os preços do ouro subiram +2% S/S, com entradas de ETFs em +36 toneladas na semana de 16 de janeiro, sustentado por entradas na América do Norte e Europa;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Empresas
JSL (JSLG3): Prévia Operacional do 4T25; Neutro
- A JSL divulgou resultados operacionais neutros no 4T25, com receita líquida de R$2,9bn (-1% T/T e -9% vs. XPe);
- De maneira geral, destacamos: (i) na receita, vimos números mais fracos em JSL Dedicated (-1% T/T), provavelmente ligados à estratégia da companhia de reduzir exposição a contratos relacionados ao agronegócio, apesar do ambiente ainda positivo em Intralog (+1% T/T) e JSL Digital (+4% T/T);
- Melhora da margem EBITDA em relação ao ano anterior, potencialmente refletindo o foco maior da companhia em iniciativas de redução de custos caixa;
- Continuidade do processo de desalavancagem (dívida líquida/EBITDA em 2,9x vs. 3,0x no 3T25), também apoiado por níveis mais baixos de capex líquido (-69% T/T), refletindo a estratégia da JSL de alugar, em vez de adquirir, novos ativos;
- Mantemos nossa recomendação de Compra para o nome;
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Natura (NATU3): Começando o ano com uma atualização estratégica
- Um curto prazo desafiador, mas um novo ciclo (há muito esperado) se formando em 2026
- Realizamos uma reunião com a alta gestão da Natura, bem como um NDR com a equipe de RI para obter atualizações sobre as iniciativas estratégicas da companhia e as tendências mais recentes;
- As principais mensagens foram: i) Entrada em um capítulo mais simples, há muito aguardado;
- ii) Novo modelo operacional devendo gerar benefícios em 2026;
- iii) Onda 2 finalmente concluída, mas com a Argentina ainda em processo de estabilização;
- iv) O relançamento da Avon se aproximando;
- v) Tendências de curto prazo ainda pressionadas por uma demanda fraca, mas com entrega de rentabilidade e geração de caixa;
- Em suma, as reuniões reforçam nossa visão positiva para NATU, com 2026 abrindo espaço para um novo ciclo de uma empresa mais enxuta, focada em crescimento orgânico e devolução de capital aos acionistas;
- Assim, mantemos nossa recomendação de compra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Toffoli marca datas para depoimentos no caso do Banco Master (Valor Econômico)
- Banco Central decreta liquidação da Will Financeira, de Vorcaro (CNN)
- Simpar encerra 2025 com receita líquida de R$ 43,8 bi, alta de 6,6% frente a 2024 (Valor Econômico)
- Azul anuncia que aporte adicional de credores pode antecipar saída da recuperação judicial (Valor Econômico)
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Estratégia
Prévia do Rebalanceamento MSCI Brazil
- No dia 10 de fevereiro, a MSCI anunciará as mudanças em seus índices globais que entrarão em vigor em 2 de março. Esperamos a inclusão de Aura Minerals (AURA33) no MSCI Brazil, e não esperamos exclusões.
- A capitalização de mercado da Aura Minerals encontra-se acima do limite estimado para inclusão no índice, e a companhia também atende aos demais critérios de liquidez e free float mínimo.
- Os atuais componentes do índice continuam atendendo aos critérios de permanência, de acordo com as regras de continuidade. Ainda assim, Copel (CPLE3) é atualmente a empresa com menor capitalização no índice, enquanto o free float de Engie (EGIE3) está ligeiramente acima do limite mínimo. Os nomes devem ser acompanhados com atenção até a próxima reconstituição.
- Clique aqui para acessar o relatório.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- VINO11 e RBFF11 sobem, mas IFIX fecha em leve queda, interrompendo série de recordes (FIIs);
- Aluguéis comerciais crescem 20% em dois anos em São Paulo, com Nova Faria Lima liderando (Buildings);
- Tecnologia redefine escritórios e muda a lógica do real estate corporativo (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Maior fundo soberano do mundo pede flexibilização do principal padrão net zero | Café com ESG, 21/01
- O mercado fechou o pregão de terça-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,87% e 0,88%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Eve anunciou ontem a captação de um financiamento de US$ 150 milhões junto a um consórcio de bancos para acelerar o desenvolvimento do seu “carro voador” – o empréstimo reforça o objetivo da Eve de atender à crescente demanda global por soluções de transporte sustentáveis e de baixa emissão; e (ii) a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) reagiu à pressão que o mercado de combustíveis vem exercendo pela abertura do mercado de biodiesel com o fim da proibição de importações – em nota assinada pelo presidente, a frente argumenta que a concorrência com o biodiesel importado pode desregular o mercado, desestimular investimentos, comprometer a previsibilidade do setor, criando condições desiguais de competitividade para a indústria nacional;
- No internacional, o fundo soberano da Noruega, que administra mais de US$ 2 trilhões em recursos, quer que o principal padrão de net zero corporativo flexibilize os estritos requerimentos de descarbonização que exige para conceder seu prestigioso selo de aprovação – se não houver flexibilização nas exigências, as companhias podem deixar de traçar estratégias baseadas na ciência, o que significaria o enfraquecimento da iniciativa Science Based Targets (SBTi);
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