Banco Fibra

Veja tudo o que precisa saber para investir (ou não) no banco.


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Este é um relatório informativo sobre o emissor. Para informações sobre taxas de ativos (CDB, LCI, LCA, LC), acesse a Plataforma da XP.

Caso não tenha familiaridade com o setor bancário, sugerimos leitura do Glossário ao final da página e acesso ao nosso conteúdo Saiba tudo sobre o FGC.

Ao investir em um dos ativos do Fibra elegíveis à garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como CDB, LC, LCI e LCA, o investidor está coberto até o limite de R$250 mil*.

Letras Financeiras (LFs) não são elegíveis à garantia do FGC.

Quem é o Banco Fibra?

História

O Banco Fibra foi fundado em 1988 para administrar as finanças do Grupo Vicunha, seu controlador. Até então, as famílias Steinbruch e Rabinovich dividiam o controle do conglomerado.

No início dos anos 1990, o Fibra expandiu-se, ofertando crédito e serviços financeiros para empresas de médio porte, com faturamento a partir de R$ 30 milhões. No final da década, a ressaca do Plano Real levou a um aumento expressivo na inadimplência do banco, que passou por um processo de diminuição de tamanho e corte de custos para manter a solvência.

Em 2003, a instituição iniciou as atividades no segmento de varejo, a partir das operações de crédito consignado e financiamento de veículos usados. No ano de 2005, a família Rabinovich vendeu sua participação para os Steinbruch. Posteriormente, o International Finance Corporation (IFC), braço de investimentos do Banco Mundial no setor privado, se tornou acionista.

A partir de 2010, o crescimento do varejo por meio da compra de carteiras de outros bancos e a aquisição de outras financeiras menores começou a pressionar a receita do Banco Fibra. Como consequência, o banco demandou cerca de R$ 600 milhões em aportes de capital entre 2010 e 2012.

Esse contexto fez com que o banco saísse das atividades de crédito consignado e de financiamento de carros em 2012. À medida em que os empréstimos iam vencendo, a instituição foi ficando concentrada no segmento Corporate, que composto por empresas com faturamento a partir de R$ 300 milhões, e no Agronegócio.

Ao reconquistar o equilíbrio financeiro, o Fibra retornou às médias e grandes empresas e às cadeias de produtores rurais.

Em 2018, se tornou o primeiro banco brasileiro a migrar 100% de sua plataforma tecnológica para a nuvem e, em 2020, sua nova identidade visual foi lançada.

Atuação

Hoje o foco de atuação são os segmentos:

Corporate: faturamento acima de R$ 300 milhões.

Empresas: operações lastreadas em recebíveis e desconto de duplicatas; empresas com faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 300 milhões.

Agronegócios: toda a cadeia produtiva; empresas com faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 300 milhões.

Presença

O Banco conta com presença nos estados de SP (sede), RJ, MG, MT e RS.

Para melhor entendimento, esclarecemos que a nomenclatura “1S20” significa “primeiro semestre de 2020”. Suas variações também se aplicam (ex: 2S19 seria o segundo semestre de 2019). 

Principais fatores do crédito

Destaques operacionais

A carteira de crédito expandida do Banco Fibra encerrou o primeiro semestre de 2020 com um total de R$ 4,3 bilhões – expansão de 23% em relação ao mesmo período de 2019 e em linha com o registrado ao final de 2019. Enquanto isso, a posição da carteira de crédito classificada segundo a Resolução 2.682/99 do Banco Central, a qual não considera garantias financeiras prestadas, foi de R$ 3,5 bilhões, praticamente estável em relação ao encerramento de 2019.

Nota-se que a principal linha de negócios é referente às “Indústrias”, cujos cerca de R$ 2 bilhões de reais representam 45% da composição da carteira. O maior foco em indústria e agronegócio, permitiu que a empresa sofresse menos os impactos derivados da pandemia do covid-19.

Nesse sentido, o Banco Fibra relatou em seu relatório de administração que, devido à pandemia, manteve uma postura conservadora no primeiro momento, intensificando o trabalho de acompanhamento da carteira dos clientes nos meses de março e abril. A partir de maio, já com uma maior visibilidade das dimensões da crise, o banco voltou a operar em ritmo normal e retomou as iniciativas de expansão da carteira. Houve poucas renegociações no período.

Para saber nossa visão para os bancos médios na crise do coronavírus, acesse aqui.

Destaques financeiros

Rentabilidade

O lucro líquido reportado pela instituição no primeiro semestre de 2020 foi de R$ 52 milhões, valor 4 vezes superior aos R$ 11,9 milhões registrados no 1S19. Como consequência, a instituição atingiu um ROAE (retorno sobre patrimônio líquido médio) de 16,2% no 1S10, ante 4% no 1S19.

A melhora na rentabilidade foi impulsionada, em parte, pelo bom desempenho da carteira de crédito relacionada ao agronegócio e PDD controlada. A receita de serviços estável em relação aos trimestres anteriores mesmo em um período mais turbulento demonstra a trajetória de recuperação do banco.

Além disso, houve ganho de cerca de R$ 30 milhões de efeitos não recorrentes.

Inadimplência

Em linha com as iniciativas de aumentar o critério para a concessão de crédito, a carteira E-H do banco apresentou redução durante o 1S20, atingindo 2,1% (E-H em relação à carteira total), ante os 6,3% registrados ao fim de 2019, o que demonstra controle dos riscos.

Como consequência, a provisão para devedores duvidosos (PDD) encontra-se em níveis historicamente baixos (2% da carteira).

Liquidez e solvência

O índice Basileia (indicativo de solvência) do Fibra foi de 13,5% em jun/20, enquadrado nos padrões exigidos pelo Banco Central (acima de 10,5%).

Quem são seus acionistas?

Grupo Vicunha

O Grupo Vicunha, além de controlar o Banco Fibra, controla a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Vicunha Têxtil, líderes em seus setores de atuação.

O grupo administra também 100% das ações da Fibra Experts, que opera no mercado imobiliário desde 2004.

*Ao investir em um de seus ativos, o investidor está coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos – FGC – para aplicações até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitado ao teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

Glossário

Run-off: quando o banco muda sua estratégia para focar em um segmento em detrimento de outro, a carteira antiga do segmento a ser descontinuado (ou reduzido) permanece em balanço em processo de extinção. Esse processo é chamado de run-off.

Liquidez: A relação entre os ativos mais líquidos de curto prazo e os passivos exigíveis no curto prazo. Esta é uma medida de cobertura de seu saldo devedor mais curto. Quanto maior o índice, melhor a situação da instituição financeira.

Basileia: parte de acordos bancários firmados entre diversos bancos centrais do mundo para prevenção de risco de crédito. Mede a relação entre capital próprio e o capital de terceiros que será exposto a risco por meio da carteira de crédito do banco. As instituições financeiras são obrigadas a manter um índice mínimo de 8% mais um adicional de conservação de capital principal de 2,5%. Esse índice mínimo visa proteger os clientes das instituições financeiras.

ROE: é o quociente entre lucro líquido e patrimônio líquido da instituição. É uma medida de rentabilidade.

Carteira E-H: Classificação determinada pelo Banco Central na resolução nº 2.682. Os créditos bancários são classificados em nove níveis, sendo eles: AA (menor risco), A, B, C, D, E, F, G e H (maior risco). Sendo assim, a carteira E-H inclui os créditos mais arriscados e aqueles com atraso de pagamento acima de 91 dias. Esses créditos exigem provisão entre 30% e 100% sobre o valor das operações.

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