IBOVESPA -0,13% | 191.005 Pontos
CÂMBIO -0,11% | 5,13/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em leve queda de 0,1%, aos 191.005 pontos. A agenda doméstica permaneceu mais esvaziada, com o desempenho das ações brasileiras sendo predominantemente ditado pelo noticiário micro, em meio à temporada de resultados. Além disso, o principal papel que pressionou o desempenho do índice foi Vale (VALE3, -0,8%).
Entre os destaques positivos do dia esteve Marcopolo (POMO4, +5,6%), impulsionada pela divulgação dos resultados do 4T25. Na ponta negativa, Rede D’Or (RDOR3, -4,5%) recuou, também repercutindo a publicação de seu balanço.
Para o pregão de sexta-feira, o foco da agenda doméstica é a divulgação do IPCA-15 referente a fevereiro.
Renda Fixa
Os juros dos EUA recuaram nesta quinta‑feira, em sessão influenciada por dados de emprego em linha com o esperado e por declarações de dirigentes do Fed sobre inflação e efeitos da inteligência artificial. A T‑note de 2 anos fechou em 3,44% (‑3 bps), a de 10 anos em 4,01% (‑4 bps) e o T‑bond de 30 anos em 4,66% (‑4 bps). O Tesouro leiloou US$ 44 bilhões em T‑notes de 7 anos, com rendimento máximo de 3,790%.
No Brasil, os juros futuros caíram após melhora na reta final do pregão, apoiada por leve alívio externo; mais cedo, o leilão robusto de prefixados havia pressionado as taxas. O DI jan/27 fechou em 13,18% (‑5 bps), o DI jan/29 em 12,54% (‑4 bps) e o DI jan/31 em 12,95% (‑4 bps).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,2%), após o S&P 500 fechar no campo negativo na véspera, pressionado por perdas em Nvidia e no setor de software. Na sessão regular, o S&P 500 caiu 0,5% e o Nasdaq perdeu 1,2%. As ações da Nvidia recuaram 5,5%, apesar de resultados fortes, refletindo dúvidas sobre o acordo com a OpenAI, sentimento mais fraco em IA e preocupações com capex elevado das hyperscalers. Hoje, investidores aguardam o PPI de janeiro.
Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: +0,3%), com investidores repercutindo resultados e dados macro. Entre as empresas que reportam hoje estão BASF, Swiss Re, Holcim, IAG e Amadeus. No campo macro, saem dados de inflação na Alemanha, França e Espanha, além de desemprego na Alemanha e França e preços de imóveis no Reino Unido. As bolsas europeias haviam fechado mistas na quinta-feira, após balanços de Puma, Rolls-Royce, Engie e LSEG.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,3%; HSI: +1,0%), assim como no restante da Ásia, acompanhando a correção em tecnologia nos EUA após a queda de Nvidia. O Nikkei avançou 0,2%, enquanto o Topix subiu 1,5%. Já o Kospi recuou, enquanto o Kosdaq avançou 0,4%. Entre as ações ligadas a IA, SK Hynix caiu 3,5%, Samsung recuou 0,7% e SoftBank perdeu mais de 2,6%, refletindo ajuste após o movimento recente no setor de semicondutores.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta‑feira em alta de 0,21%, com destaque inicial para os Fundos de Tijolo, que avançaram 0,22% no dia. Dentro desse segmento, os Fundos de Ativos Logísticos tiveram a melhor performance, subindo 0,27%, seguidos pelos Fundos de Lajes Corporativas, com alta de 0,17%. Já os Fundos de Shoppings registraram leve valorização de 0,02%.
Entre os outros segmentos, os Fundos de Papel também contribuíram para o desempenho do índice, com avanço de 0,18%. Os Fundos de Fundos tiveram alta mais expressiva, de 0,47%, enquanto os Fundos Híbridos registraram ganho de 0,24%.
Entre as maiores altas do pregão estiveram HSAFE11 (+2,8%), SPXS11 (+2,2%) e KORE11 (+1,7%). No campo negativo, os principais destaques foram BTAL11 (-1,0%), CCME11 (-0,8%) e VILG11 (-0,6%).
Economia
Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 4 mil na semana passada, de 208 mil para 212 mil. Ainda assim, as solicitações continuam abaixo dos níveis observados no mesmo período do ano passado. Dados recentes sugerem desaceleração gradual do mercado de trabalho americano, sustentando o cenário de que o banco central não cortará a taxa de juros nas próximas reuniões de política monetária. Hoje, atenções voltadas para a publicação da inflação ao produtor em janeiro (expectativa de mercado: 0,3% m/m; 2,6% em 12 meses).
As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram de forma “significativa” em Genebra, segundo o chanceler de Omã, que atuou como mediador. O presidente dos EUA, Donald Trump, busca fechar um acordo que restrinja o programa nuclear iraniano em meio à turbulência interna no país. Os preços de referência do petróleo recuaram moderadamente ontem (tipo Brent em torno de US$ 70 por barril), após terem atingido os maiores níveis em sete meses.
No Brasil, destaque para a divulgação do IPCA-15 de fevereiro (prévia da inflação mensal). Estimamos que o índice cheio tenha avançado 0,60% em relação a janeiro, um pouco acima do consenso de mercado (0,56%). Projetamos inflação de 3,8% em 2026, abaixo dos 4,3% observados em 2025. Ainda na agenda doméstica, o Banco Central divulgará as estatísticas do setor público consolidado de janeiro
Veja todos os detalhes
Economia
IPCA-15 de fevereiro deve reforçar cenário de alívio na inflação de curto prazo
- Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 4 mil na semana passada, de 208 mil para 212 mil (série com ajuste sazonal). A expectativa de mercado indicava 215 mil. Ainda assim, as solicitações continuam abaixo dos níveis observados no mesmo período do ano passado. Nesse contexto, o Federal Reserve de Chicago projeta que a taxa de desemprego americana permaneceu em 4,3% entre janeiro e fevereiro. Dados recentes sugerem desaceleração gradual do mercado de trabalho, sustentando o cenário de que o banco central não cortará a taxa de juros nas próximas reuniões de política monetária;
- As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram de forma “significativa” em Genebra, segundo o chanceler de Omã, que atuou como mediador. O Presidente dos EUA, Donald Trump, busca fechar um acordo que restrinja o programa nuclear iraniano em meio à turbulência interna no país. O mediador afirmou que as conversas “serão retomadas em breve”, com reuniões em nível técnico previstas para ocorrer em Viena na próxima semana. Os preços de referência do petróleo recuaram moderadamente ontem (tipo Brent em torno de US$ 70 por barril), após terem atingido os maiores patamares em sete meses;
- No Brasil, destaque para a divulgação do IPCA-15 de fevereiro (prévia da inflação mensal). Estimamos que o índice cheio tenha avançado 0,60% em relação a janeiro, um pouco acima do consenso de mercado (0,56%). A medida de núcleo da inflação deve registrar aumento de 0,49%, mantendo a média móvel de três meses dessazonalizada e anualizada (tendência de curto prazo) em 3,6%. Projetamos inflação de 3,8% em 2026, abaixo dos 4,3% observados em 2025. Ainda na agenda doméstica, o Banco Central divulgará as estatísticas do setor público consolidado de janeiro;
- Na agenda internacional, atenções voltadas para a publicação do índice de preços ao produtor dos Estados Unidos (PPI, na sigla em inglês) referente a janeiro. Esperamos que o índice geral apresente elevação de 0,3% comparado com janeiro e de 2,6% no acumulado em 12 meses. A medida de núcleo da inflação ao produtor – exclui itens de alimentos e energia – deve mostrar altas de 0,3% e 3,0%.
Empresas
M. Dias Branco (MDIA3) | Negativo, mas com pontos positivos
- Os resultados da MDIA mostraram alguns pontos positivos, especialmente na dinâmica de receita. No entanto, acreditamos que a queda sequencial da margem bruta — impulsionada por uma redução menor do que a esperada nos custos de matérias-primas/kg (pelo segundo trimestre consecutivo) e por menores subvenções — combinada com o EBITDA e o lucro final abaixo das expectativas, deve ditar o desempenho das ações, que esperamos ser fraco no pregão de amanhã;
- Acesse o relatório neste link.
WEG (WEGE3): Encontro com a ABB reforça a força das tendências de eletrificação
- Nesta semana, realizamos um webinar com o time de RI da ABB (não coberta), representado pelo Sr. Lukas Rieker, que apresentou uma visão clara do posicionamento estratégico da companhia.
- O guidance da ABB aponta para um crescimento orgânico consistente de longo prazo (meta média de 5–7%), sustentado por fortes capacidades tecnológicas e expertise setorial.
- Do ponto de vista setorial, destacam-se: (i) Motion apresentando demanda estável e guiada por eficiência, com força relativa em Óleo e Gás e Mineração; e
- (ii) Electrification beneficiada por demanda robusta em múltiplas indústrias, com clientes garantindo janelas de produção com cada vez mais antecedência (especialmente em Data Centers), reforçando a confiança na durabilidade desse ciclo de investimentos.
- Sobre tarifas, a visibilidade permanece limitada após os desenvolvimentos recentes, mas a ABB descreveu os impactos como administráveis graças ao seu modelo local para local, além de ações de rentabilidade e preços.
- Por fim, em estratégia de portfólio, a abordagem da ABB de “incorporar software em produtos de hardware” (em vez de buscar plataformas de software independentes) está alinhada com o posicionamento da WEG, em nossa visão, e se diferencia de outros pares, conforme discutido em nosso Competition Handbook.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Marcopolo (POMO4): Rentabilidade sólida, com indicações positivas para 2026E
- A Marcopolo apresentou resultados do 4T25 levemente acima do esperado, com EBITDA ajustado de R$488 milhões (+3% A/A e +1% T/T).
- As receitas totalizaram R$2,6 bilhões (em linha com XPe), com um mix favorável compensando níveis menores de câmbio e condições de financiamento ainda desafiadoras no Brasil.
- A margem EBITDA ajustada (ex‑resultado de equivalência patrimonial) permaneceu sólida em 19,0%, apoiada por uma sazonalidade mais forte e por um mix mais orientado a produtos de maior valor agregado.
- Ainda assim, alguns itens obscurecem a tendência subjacente, incluindo R$39 milhões em créditos tributários relacionados ao Mover (que vemos como parcialmente recorrentes) e impactos negativos de provisões.
- Efeitos de câmbio também impulsionaram o resultado financeiro, levando o lucro final a ficar +11% acima do consenso.
- Olhando adiante, esperamos que a sazonalidade pese sobre volumes e mix de produtos no início do ano.
- Mesmo assim, recebemos positivamente as indicações do management de melhoria a partir do 2T26E, liderada pelo segmento urbano, com expectativa de aceleração da produção no 2S26 — potencialmente mais ou menos pronunciada dependendo do ritmo de cortes de juros domésticos.
- Reiteramos nossa recomendação de Compra.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Braskem (BRKM5) | Um alívio bem-vindo – Expansão do REIQ para 2026 aprovada no Congresso
• Na noite passada (25), o Senado brasileiro aprovou o Projeto de Lei Complementar 14/2026, que estende os benefícios do REIQ (Regime Especial da Indústria Química) de março a dezembro de 2026. Entre as ações sob nossa cobertura, a Braskem seria uma clara beneficiária;
• Se tudo permanecer inalterado, estimamos um aumento no EBITDA de cerca de US$ 230 milhões em 2026 (cerca de +40% em relação ao EBITDA da Braskem nos últimos 12 meses);
• Vale ressaltar que um texto semelhante havia sido aprovado em novembro de 2025 como parte do Projeto de Lei do PRESIQ, mas acabou sendo vetado pelo presidente. Desta vez, porém, acreditamos que o resultado será diferente e esperamos uma aprovação em breve;
• Clique aqui para acessar o relatório completo.
Panvel (PNVL3): Feedback do Investor Day 2026; A receita certa para um novo ciclo
- Hoje, participamos do 2º Investor Day da Panvel, conduzido pelos principais executivos da companhia;
- Os principais destaques foram:
- (i) a Panvel entra em um novo ciclo com um plano sólido para 2026–30, mirando forte crescimento de receita, ganho de margem EBITDA e aceleração no ritmo de aberturas;
- (ii) a marca própria permanece como um importante impulsionador de crescimento e rentabilidade, com futuros lançamentos de OTC como potencial upside;
- (iii) a PNVL espera reacelerar a expansão, com aberturas concentradas nos estados do PR e SC;
- (iv) 2026 deve seguir resiliente, impulsionado por GLP‑1, genéricos, PL e alavancagem operacional;
- (v) a companhia mira um ROIC de 16–17% no longo prazo, com necessidades de capital de giro mais estáveis e Capex em torno de ~50% do EBITDA; e
- (vi) as vendas de Q4 reforçam o momento positivo entre categorias, com GLP‑1 em destaque.
- Mantemos nossa recomendação de COMPRA;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Intelbras (INTB3): Margens em expansão, com lucro pressionado por efeitos tributários
- Intelbras entregou um 4T25 com receita em linha e melhora sequencial de margem.
- A receita líquida foi de R$ 1,17 bi (-9% a/a, +4% t/t), levemente acima da XPe, ainda refletindo fraqueza em TIC e Energia, parcialmente compensada por crescimento em Segurança. O EBITDA foi de R$ 162 mi, com margem de 13,9% (+1,1 p.p. t/t), 35 bps acima do que esperávamos, sustentado por melhor mix e disciplina de despesas.
- Já o lucro líquido ficou em R$ 138 mi, abaixo de XPe, impactado principalmente por efeitos tributários no trimestre, e não por deterioração operacional.
- A companhia encerrou o ano com R$ 1,07 bi em caixa líquido, forte geração operacional e ROIC antes de impostos de 15,1%, reforçando a tese de foco em rentabilidade e da disciplina em capital.
- Em termos de perspectivas, o management ainda sinaliza um 2026 desafiador do ponto de vista de receita, com 1S26 mais pressionado, mas espera capturar ganhos de eficiência à medida que os ajustes implementados em 2025 se consolidem, sustentando geração de caixa e melhora gradual de retorno.
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Nubank (NU): Tendências sólidas, resultados moderados
- NU apresentou um 4T misto, combinando fortes tendências operacionais com pressões de custo de risco e despesas.
- A base de clientes atingiu 131 milhões, com o ARPAC alcançando um recorde de US$15 e o CTS caindo para US$0,8, reforçando a robustez do unit economics.
- Os volumes de crédito aceleraram para US$32,7 bilhões (+11% T/T FXN), com níveis saudáveis de inadimplência curta, enquanto a NIM se expandiu ~90 bps T/T, impulsionada por menores custos de funding e pelo mix, parcialmente compensada pelo efeito não recorrente da contribuição do Prosofipo (~20 bps de impacto negativo).
- Apesar da melhora nos indicadores de inadimplência, as provisões aumentaram 26% T/T FXN, principalmente devido à estratégia de expansão de limites de crédito, pressionando a Risk Adj. NIM, que teria permanecido praticamente estável sem esse mesmo impacto não recorrente.
- No lado das despesas, o OpEx sofreu pressão adicional devido aos custos pontuais de transição relacionados ao retorno ao trabalho presencial (~US$22 milhões).
- No lucro, houve suporte de uma remensuração positiva de impostos diferidos (~US$58 milhões) e outros efeitos que levaram a taxa efetiva de imposto a ~17% (vs. ~29% nos últimos trimestres), ajudando o lucro líquido a alcançar US$895 milhões (+13% T/T FXN, -1% vs. XPe) e um ROE de 33%.
- Em resumo, embora o crescimento core tenha permanecido sólido, o trimestre refletiu maior custo de risco, aumento de despesas e dependência de benefícios fiscais para sustentar a rentabilidade.
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B3 (B3SA3): Ventos favoráveis, execução sólida
- A B3 reportou um forte 4T25 no front operacional, com crescimento de receita disseminado entre os segmentos e sólida disciplina de custos.
- A receita líquida atingiu R$2,65 bilhões (+10,5% A/A; +6,7% T/T; +3,5% vs. XPe), impulsionada pela recuperação dos volumes em Ações, melhora sequencial em Derivativos e continuidade da força em Renda Fixa, Dados e Tecnologia.
- As despesas também apresentaram evolução controlada (+1,5% A/A; -3,0% vs. XPe), levando o EBITDA a R$1,83 bilhão (+5,0% T/T; +14,6% A/A; +7,0% vs. XPe) e implicando margem EBITDA de 69,0% (+240 bps A/A).
- Por outro lado, o 4T foi negativamente impactado por um efeito contábil não caixa de ~-R$1,0 bilhão, relacionado à remensuração de impostos diferidos após o aumento da CSLL, que mais do que compensou o impacto positivo da distribuição de Juros sobre Capital Próprio (~R$510 milhões).
- Como resultado, o lucro líquido contábil fechou em R$908 milhões (-23,0% A/A; -27,2% T/T).
- Excluindo os efeitos não recorrentes, o lucro líquido recorrente atingiu R$1,46 bilhão (+21,9% A/A; +16,4% T/T; +10,7% vs. XPe).
- Apesar do desempenho sólido no trimestre e do momentum positivo nos primeiros dias de 2026, mantemos nossa recomendação Neutra e preço‑alvo de R$16,00, uma vez que entendemos que essa performance positiva já está, em grande medida, refletida no preço.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Caixa Seguridade (CXSE3): Solidez nas principais linhas
- A Caixa Seguridade entregou mais um trimestre sólido e encerrou 2025 com resultados recordes, apesar da contínua pressão em crédito prestamista.
- O lucro líquido gerencial atingiu R$1.125 milhões no 4T25 (+6% A/A; -1% T/T; -1,3% vs. XPe), com ROE de 70,4% no trimestre.
- Os resultados foram sustentados pelo forte momentum em Habitação e Residencial, desempenho resiliente em Vida e sólido crescimento nos negócios de Acumulação (Previdência, Letras de Crédito e Títulos de Capitalização).
- O índice de sinistralidade de seguros alcançou 22,0% (+380 bps A/A) no trimestre, ainda pressionada pelo crédito prestamista.
- O resultado financeiro cresceu 62% A/A, apoiado por maiores saldos médios e pela alta da Selic, enquanto o índice de combinado anual melhorou 0,9 p.p. A/A e o índice de despesas administrativas (IDA) permaneceu praticamente estável A/A (ex-Rouanet).
- Destacamos que a companhia aprovou R$990 milhões em dividendos em 30 de janeiro de 2026, levando a distribuição total de 2025 a R$3,93 bilhões (payout de 91%), reforçando seu forte perfil de retorno ao acionista.
- Em linhas gerais, o desempenho trimestral e do ano cheio sustenta nossa visão construtiva. Reiteramos a recomendação de Compra e o preço‑alvo de R$20,0/ação.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Localiza (RENT3): Resultados 4T25 | Dinâmica operacional sólida em todas as frentes; Positivo
- A Localiza reportou resultados positivos, com lucro líquido ajustado de R$906 milhões (+10% A/A; +2%/-3% vs. XPe/consenso);
- Destacamos:
- Forte EBITDA no RaC (+12% A/A), devido a (a) aceleração do crescimento da receita (+9% A/A vs. uma tendência recente de desaceleração: 10%/9%/6% A/A no 1T/2T/3T25), majoritariamente por preços firmes (+7% A/A), e (b) ganhos de eficiência;
- A margem de EBITDA ajustado de Gestão de Frotas cresceu significativamente (+3,0 p.p. T/T), impulsionada pelo reconhecimento de novos créditos de PIS/COFINS e menores provisões de PDD;
- Forte receita em Seminovos (+16% A/A), impulsionado por (a) volumes recordes (+8% A/A) e (b) preços mais altos (+7% A/A), embora a margem tenha caído (-0,9 p.p. A/A) devido à menor margem bruta e maior razão de SG&A.
- Reiteramos nossa visão positiva;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Pacote de Resultados do 4T25 – AXIA, CPLE e SAPR
Um “miss” pouco preocupante para Axia e resultados em linha para Copel e Sanepar
- Três empresas sob nossa cobertura reportaram resultados nesta noite: AXIA, CPLE e SAPR;
- A AXIA apresentou um “miss” nos resultados, mas não vemos esse desvio como algo muito preocupante (não deveria levar a revisões de estimativas daqui para frente);
- Ainda assim, esperamos uma reação levemente negativa do mercado. A CPLE divulgou resultados em linha, com EBITDA ajustado 1% abaixo do XPe;
- Os resultados da distribuidora ficaram em linha com nossas estimativas, enquanto no segmento de Geração & Transmissão (G&T) os resultados também ficaram em linha, com uma combinação de EGP/MWh ligeiramente mais alto compensado por custos maiores;
- No geral, a Copel entregou mais um conjunto de resultados tranquilizadores;
- Por fim, a SAPR reportou EBITDA ajustado 1% acima do XPe, com mais receita e mais custos;
- Em linhas gerais, esperamos reação neutra do mercado para SAPR e CPLE, já que os resultados não devem ser um gatilho relevante para revisões de estimativas;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Miran, do Fed, julga que quatro cortes nos juros são apropriados neste ano (Valor Econômico);
- Cosan afirma que não há decisões sobre capitalização da Raízen (Valor Econômico);
- UE já pode decidir pôr em vigor o acordo com o Mercosul (Valor Econômico);
- Fitch remove observação negativa e rebaixa rating da Oncoclínicas para ‘CCC-(bra)’ (Fitch Ratings).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em alta, encosta na máxima de 52 semanas e iguala recorde (FIIs);
- O que está por trás da estratégia do FII MXRF11 para proteger dividendos (InfoMoney);
- XPCI11 fatura R$ 8,137 milhões e dividendos rendem 12,97% ao ano; veja valor (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- XP Asset estreia ETFs indexados à inflação com prazos até 2060: A XP Asset lançou três novos ETFs — XB3011, XB4511 e XB6011 — que replicam NTN‑Bs com vencimentos em 2030, 2045 e 2060, ampliando o acesso a estratégias de proteção contra a inflação via bolsa; segundo Danilo Gabriel e Leonardo Vasques, os produtos democratizam os vértices longos de IPCA e permitem operações mais sofisticadas, como aluguel, posições vendidas e uso de derivativos. (Estadão);
- Investir em terras raras já rendeu 30% em 2026 e XP aponta oportunidades e cita VALE3: Investimentos em terras raras já acumulam quase +30% em 2026 via o ETF REMX, e embora a XP enxergue oportunidades no tema, a corretora destaca que mineradoras brasileiras como VALE3 e CBAV3 ainda não investem de forma relevante no segmento — por isso, a recomendação dominante é priorizar ETFs temáticos em vez de ações individuais. (Investidor10);
- Rush to Buy Korean Chip Stocks Sparks Wild Global ETF Moves: A global buying frenzy for South Korean semiconductor giants — fueled by surging demand for memory chips and a record‑setting rally in the Kospi — triggered sharp, volatile moves across tech‑heavy ETFs worldwide, with funds like BlackRock’s EWY pulling in record inflows as Samsung and SK Hynix drove Korea to the top of global equity markets. (Bloomberg);
- UBS downgrades weighting of U.S. equities to neutral: UBS cut its recommended allocation to U.S. equities to neutral, arguing that high valuations, weak U.S. earnings sensitivity to accelerating global growth, and a shift in global investor positioning make it harder for American stocks to outperform — a trend it says is already visible in ETF flow data, which shows funds increasingly diversifying away from the U.S. into other regions. (Reuters).
ESG
WEG (WEGE3) aponta potencial em mobilidade elétrica e data centers | Café com ESG, 27/02
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território misto, com IBOV recuando 0,13% e o ISE avançando 0,16%;
- No Brasil, (i) a WEG vê boas oportunidades de negócios no campo de mobilidade elétrica, além da demanda crescente por data centers também ser positiva para a companhia, segundo André Luís Rodrigues, diretor financeiro – se a demanda se provar mais aquecida, eventualmente a empresa pode entrar em novo ciclo de preço, contudo, esse não é o cenário base da WEG no momento, e sim o de estabilidade em patamar rentável; e (ii) um artigo incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano pode impedir a reedição do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), programa do governo federal que cria incentivos fiscais para atrair data centers para o Brasil – esse programa foi criado por medida provisória, que caducou na quarta-feira, após não ser votada pelo Congresso Nacional;
- No internacional, a Stellantis, grupo dono de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram, Chrysler e Leapmotor, informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 – o resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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