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Decisões de política monetária em destaque; Copom mantém Selic em 2,0% a.a.

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA -0,60% | 99.676 Pontos

CÂMBIO -0,74% | 5,24/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 0,62%, fechando em 99.675,7 pontos. As taxas futuras de juros fecharam o dia em alta ao longo de toda a curva, apesar da decisão do Copom de manutenção da Selic, com o mercado à espera do leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional que ocorrerá hoje. DI jan/21 fechou em 1,97%; DI jan/23 encerrou em 4,23%; DI jan/25 foi para 6,11%; e DI jan/27 encerrou em 7,09%.

As bolsas Europeias e os futuros dos EUA operam em baixa nesta manhã, repercutindo sobretudo a falta de sinalização de que o Fed (Banco Central Americano) possa prover estímulos adicionais aos atuais. Os integrantes do Fed decidiram manter a taxa dos Fed funds inalterada na faixa entre 0% e 0,25% ao ano, conforme previam as expectativas. No comunicado em que anuncia decisão de política monetária, a instituição informou que pretende deixar a taxa básica de juros inalterada até que sejam alcançados os objetivos de máximo emprego e inflação a 2% no longo prazo. Além disso, no Japão, o BC também manteve sua política monetária inalterada, mas afirmou que não hesitará em tomar medidas adicionais de relaxamento se necessário.

No Brasil, o destaque é também a decisão de política monetária. O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) decidiu ontem, por unanimidade, manter a taxa básica SELIC em 2,00% ao ano. A decisão veio em linha com o esperado pela XP Investimentos e pelo mercado, como apontava nossa pesquisa Pré-Copom.  Entendemos que a decisão reforça nosso cenário de que a taxa SELIC permanecerá em 2,00% até o segundo semestre de 2021, e subirá gradualmente até 3,00% no final do ano. Caso a perspectiva de sustentabilidade das contas públicas se deteriore significativamente, o Copom pode optar por elevar a SELIC mais cedo do que o contemplado em nosso cenário.

Em relação ao noticiário político, depois do anúncio de Jair Bolsonaro de que tinha desistido de levar adiante o Renda Brasil, o senador Márcio Bittar, relator do Pacto Federativo e do Orçamento, encontrou-se com o presidente e disse ter recebido aval para prever um programa de transferência de renda no ano que vem. Para evitar indisposições, a discussão sobre a fonte de financiamento deve ser feita de maneira reservada.

Por fim, na agenda econômica do dia, os destaques serão a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento online da Confederação Nacional da Indústria. No exterior, o Banco Central da Inglaterra anunciará sua decisão de política monetária, enquanto os Estados Unidos publicam ainda os dados semanais de auxílio-desemprego.

Tópicos do dia

Coronavírus

Revisamos em agosto o target do Ibovespa para 115.000 pontos
Medidas econômicas para combater o coronavirus no Brasil

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Brasil

  1. SELIC deve permanecer em 2,00% por longo tempo, se o fiscal permitir
  2. Em carta a Mourão, oito governos europeus expressam preocupação com o desmatamento e cobram “ações reais imediatas” do Brasil

Internacional

  1. Política internacional: Trump sinaliza apoio a pacote de estímulo com “números maiores”
  2. Petróleo: Redução no estoque dos EUA acima do esperado pelo mercado
    Acesse aqui o relatório internacional

Empresas

  1. Seguros: prêmios crescem e retomam desempenho anterior à pandemia


Veja todos os detalhes

Brasil

SELIC deve permanecer em 2,00% por longo tempo, se o fiscal permitir

  • O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica SELIC em 2,00% ao ano. A decisão veio em linha com o esperado pela XP Investimentos e pelo mercado, como apontava nossa pesquisa Pré-Copom;
  • O comunicado que acompanhou a decisão manteve as mensagens da reunião anterior: i) “a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado”, mas com pouco espaço para cortes adicionais da SELIC por questões prudenciais; ii) sinalizou que a SELIC deve permanecer no patamar atual enquanto as expectativas de inflação não se aproximarem das metas, a menos que o cenário fiscal se deteriore (forward guidance);
  • Entendemos que a decisão reforça nosso cenário de que a taxa SELIC permanecerá em 2,00% até o segundo semestre de 2021, e subirá gradualmente até 3,00% no final do ano. Caso a perspectiva de sustentabilidade das contas públicas se deteriore significativamente, o Copom pode optar por elevar a SELIC mais cedo do que o contemplado em nosso cenário. Clique aqui para conferir a análise completa.

Em carta a Mourão, oito governos europeus expressam preocupação com o desmatamento e cobram “ações reais imediatas” do Brasil

  • De acordo com o Valor Econômico, os governos de oito países europeus (Dinamarca, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Itália, Noruega e Bélgica) enviaram ontem uma carta ao vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, expressando “extrema” preocupação com a alta do desmatamento e afirmam aguardar “ações reais imediatas”, além de reforçarem a abertura ao diálogo para cooperar com iniciativas bilaterais e multilaterais;
  • Afirmando que durante muito tempo o Brasil foi pioneiro na redução do desflorestamento na Amazônia, na carta menciona-se que enquanto os esforços europeus buscam cadeias de suprimento não vinculadas ao desmatamento, a atual tendência crescente de desmatamento no Brasil, que atinge taxas alarmantes, está tornando cada vez mais difícil para empresas e investidores atender a seus critérios ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês);
  • A carta aponta para a tensão nas relações entre os governos europeus e o Brasil provocada pelo desmatamento da Amazônia. Na nossa opinião, trata-se de um eloquente recado do mercado quanto à relevância dos fatores ESG e da potencial saída de capital estrangeiro que um país pode enfrentar diante do não cumprimento dos mesmos.Clique aqui para ler o relatório completo que fizemos sobre o tema.

Internacional

Política internacional: Trump sinaliza apoio a pacote de estímulo com “números maiores”

  • A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, rejeitou pedido de moderados democratas de votar um pacote de estímulo à economia melhor, insistindo que a Casa Branca considere um pacote de USD 2.2 trilhões, o que já considera ser um meio-termo. O presidente Donald Trump concordou que Pelosi já cedeu bastante e gostava da ideia de “números maiores”;
  • No lado das tensões entre os EUA e a China, promotores federais americanos anunciaram que devem processar hackers chineses por ataques a mais de cem empresas. Ainda, segundo a Bloomberg, o acordo entre Oracle e a chinesa ByteDance pelo aplicativo TikTok não resolve as preocupações de segurança nacional do governo Trump, que pede que investidores americanos tenham participação majoritária;
  • Por fim, o governo Trump detalhou um plano de distribuição de vacinas contra o Covid-19 gratuitas para cidadãos americanos.  O relatório define que o processo seria feito em três etapas e demoraria meses para ser concluído. O presidente chegou a afirmar que uma vacina pode estar disponível para o público geral já em outubro, porém autoridades do Centro de Controle e Prevenção de Doenças apontam a 2021.

Petróleo: Redução no estoque dos EUA acima do esperado pelo mercado

  • Ontem a Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA) divulgou, em seu relatório oficial de fornecimento, uma redução no estoque de -4,389 milhões de barris contra expectativa de +1,271 milhões de barris;
  • A queda dos estoques somada ao furacão Sally, que atingiu uma faixa de produção offshore dos EUA, corroboraram com a alta da commodity no pregão de ontem de +4,17% fechando em US$42,31/barril (Brent);
  • Adicionalmente, destacamos que nesta quinta feita membros da  OPEP+ se reúnem para rever o pacto de fornecimento. Por fim, nessa manhã de quinta-feira, o petróleo tipo Brent opera em território ligeiramente positivo, em alta de -0,21% em US$42,31/barril.

Empresas

Seguros: prêmios crescem e retomam desempenho anterior à pandemia

  • A Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg) divulgou ontem os dados relativos a prêmios de seguros de julho;
  • Os prêmios (receitas) cresceram 14% em relação a junho e 52% em relação a maio para R$ 27 bilhões, retomando o nível de receitas pré-pandemia;
  • Sinistralidade também baixou de 55,1% para 48,7%, impulsionado pela menor utilização de segmentos como: i) auto, onde pessoas estão utilizando menos carros para se locomover; e ii) saúde, que tem se beneficiado da menor utilização por parte dos beneficiários para procedimentos seletivos principalmente;
  • Nossa visão é positiva, pois os dados servem para amenizar a maior preocupação de curto prazo no setor, que era o crescimento das receitas. Receitas do segmento de seguros tem correlação forte com o crescimento econômico e, por consequência, sofreu na pandemia. Outro ponto é que os dados podem ainda sugerir um bom desempenho do segmento no terceiro trimestre de 2020 (3T20), com melhora nas receitas e uma sinistralidade ainda abaixo do normal. Destacamos que, dentro da nossa cobertura, os principais beneficiados devem ser SulAmerica (SULA11) e Porto Seguro (PSSA3).
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