IBOVESPA -0,17% | 205.079 Pontos
CÂMBIO -0,49% | 5,04/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (19) em queda de 0,2%, aos 205.079 pontos, pressionado principalmente por Petrobras (PETR4, -2,8%; PETR3, -2,9%), em meio a realização de lucros e recuo do petróleo.
Na ponta positiva, Azzas 2154 (AZZA3, +13,3%) e Magazine Luiza (MGLU3, +6,5%) subiram após um banco de investimentos elevar suas recomendações para compra.
Na ponta negativa, MBRF (MBRF3, -4,1%) recuou após um foco de Newcastle em Santa Catarina elevar o risco de restrições às exportações de aves.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a segunda-feira com direções mistas. Nos Estados Unidos (EUA), os Treasuries voltaram a operar em alta, refletindo a expectativa pela próxima decisão do Federal Reserve (banco central americano), a persistência das tensões geopolíticas e a manutenção das apostas de novas elevações de juros. A T-note de dois anos encerrou a 4,77% (+6 bps), a T-note de 10 anos a 5,14% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,48% (+5 bps). No Brasil, a curva de juros chegou a abrir ao longo do pregão acompanhando a alta das taxas globais e a volatilidade do petróleo, mas perdeu força na reta final da sessão. O DI jan/29 encerrou a 12,66% (-3 bps) e o DI jan/31 a 12,73% (+1 bp). Já o DI jan/28 fechou a 12,85%. A NTN-B encerrou com a B29 a 6,88% (vs. 6,86%), a B35 a 6,94% (vs. 6,93%) e a B50 a 6,85% (vs. 6,85%).
Mercados globais
Nesta terça-feira (20), os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,4%), com a recuperação das ações de tecnologia da véspera perdendo fôlego diante de renovadas dúvidas sobre o financiamento da inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,7%, pressionado principalmente pelos setores de tecnologia, industrial e bancos. Na Ásia, os mercados fecharam em queda: o Kospi (Coreia) recuou 3,7%, com a venda de semicondutores derrubando SK Hynix e Samsung, o Nikkei 225 (Japão) caiu 0,9%, para a mínima em um mês, enquanto na China o CSI 300 perdeu 0,5% e o Hang Seng (Hong Kong) recuou 1,3%.
O mercado acompanha a nova alta do petróleo, com o Brent subindo 1,6%, para cerca de US$ 111/barril, maior nível desde maio, depois que o Irã reafirmou controle sobre o Estreito de Ormuz. No setor de tecnologia, a OpenAI estaria buscando cerca de US$ 30 bilhões com investidores, em uma rodada que poderia avaliá-la acima de US$ 1,4 trilhão, mantendo o financiamento da IA no centro das atenções. O Treasury de 10 anos segue perto de 5,13%, com o mercado precificando 83% de chance de manutenção dos juros pelo Fed na reunião de outubro. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de SpaceX, Tesla, Meta, Newmont, BHP, Lockheed Martin e NextEra ao longo da semana.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira com alta de 0,43%, aos 3.956,84 pontos.
O desempenho dos principais segmentos foi positivo ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis avançaram 0,53%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 0,29%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas lideraram os ganhos, com alta de 0,45%, seguidas pelos fundos de shoppings (+0,34%) e pelos ativos logísticos (+0,25%). Já os fundos híbridos avançaram 0,68% e a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 0,26%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CLIN11 (+2,9%), VILG11 (+2,1%) e HGRE11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RZAT11 (-2,9%), BRCR11 (-1,5%) e TVRI11 (-1,2%).
Economia
Na Europa, os protestos vêm ampliando as preocupações fiscais e pressionando os mercados financeiros. As taxas de juros dos títulos soberanos da França de 10 anos atingiram cerca de 4,95% ontem, uma das piores marcas deste ano. Assim, o diferencial (spread) entre os custos de captação da França e da Alemanha subiu para quase 1,5 p.p., nível que não era observado desde a crise da dívida na Zona do Euro.
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou queda adicional nas projeções de crescimento econômico. A mediana para o PIB de 2027 teve o recuo mais expressivo, ao passar de 1,40% para 1,32%. As expectativas para o PIB de 2026 e 2028 também caíram, embora de forma moderada. No que diz respeito à inflação, sinais mistos na atualização semanal. A mediana para o IPCA de 2027 permaneceu em trajetória altista (de 4,30% para 4,32%), enquanto a mediana para 2028 declinou mais uma vez (de 3,79% para 3,75%).
Hoje, destaque para a divulgação do relatório semanal de empregos ADP nos Estados Unidos. Dados de alvarás de construção e vendas de moradias também serão acompanhados pelos agentes de mercado. No Brasil, nenhum indicador relevante será publicado.
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Economia
Protestos elevam preocupações fiscais e pressionam os mercados europeus; no Brasil, sinais mistos nas projeções de mercado para a inflação
- Na Europa, a intensificação das manifestações populares vem ampliando as preocupações fiscais e pressionando os mercados financeiros. Por exemplo, as taxas de juros dos títulos soberanos da França de 10 anos atingiram cerca de 4,95% ontem, uma das piores marcas deste ano. Assim, o diferencial (spread) entre os custos de captação da França e da Alemanha subiu para quase 1,5 p.p., nível que não era observado desde a crise da dívida na Zona do Euro;
- Ainda no ambiente global, os preços do petróleo continuam bastante pressionados, em meio à persistência das tensões geopolíticas e dos riscos de abastecimento. A cotação do barril do tipo Brent encerrou a sessão da segunda-feira ao redor de US$ 109 por barril, recuo de apenas 0,5% em relação ao final da semana passada. As preocupações com a oferta seguem associadas aos ataques contra a infraestrutura energética da Rússia e às hostilidades contra embarcações no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz;
- No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou queda adicional nas projeções de crescimento econômico. A mediana para o PIB de 2027 teve o recuo mais expressivo, ao passar de 1,40% para 1,32%. Prevemos alta de 1,00% para o ano que vem. As expectativas para o PIB de 2026 (de 1,85% para 1,83%) e 2028 (de 1,83% para 1,81%) também caíram, embora moderadamente. No que diz respeito à inflação, sinais mistos na atualização semanal. A mediana para o IPCA de 2027 continuou em trajetória altista (de 4,30% para 4,32%), enquanto a mediana para 2028 declinou mais uma vez (de 3,79% para 3,75%). A previsão para este ano continuou em 5,22%. As projeções para a taxa Selic ficaram estáveis em 13,25% para o final de 2026, 12,00% para o final de 2027 e 10,50% para o final de 2028;
- Hoje, destaque para a divulgação do relatório semanal de empregos ADP nos Estados Unidos. Dados de alvarás de construção e vendas de moradias também serão acompanhados pelos agentes de mercado. No Brasil, nenhum indicador relevante será publicado.
Commodities
Papel e celulose: recuperação da celulose permanece desigual à medida que os custos da madeira doméstica recuam
- No início deste mês, publicamos nossa perspectiva para o mercado de Papel e Celulose de Out’26, destacando a melhora do momentum de preços no curto prazo, embora a fraca lucratividade na ponta e os custos competitivos da madeira doméstica continuem limitando uma recuperação sustentada da BHKP acima de ~US$600/t;
- Os dados da SCI99 da semana passada reforçaram esse cenário desigual, com os preços spot da celulose importada de fibra curta subindo +1% vs. os níveis anteriores ao feriado e os estoques de celulose recuando -3% S/S;
- Contudo, a lenta retomada após o feriado e a resistência às compras a preços mais altos continuaram restringindo a demanda;
- Enquanto isso, os preços dos cavacos de eucalipto em Guangxi e os preços do álamo em Shandong recuaram -1% e -2%, respectivamente, vs. os níveis anteriores ao feriado, reforçando a competitividade de custos dos produtores integrados e limitando o upside da celulose de mercado;
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos (i) os estoques de consumo de fibra curta na Europa aumentaram +12% M/M em Set’26 (-3% A/A), enquanto os estoques de fibra longa aumentaram +6% M/M (-19% A/A) no mesmo período;
- E (ii) os preços líquidos da BHKP e da NBSK na China estão atualmente em US$585/t e US$615/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$590/t para Nov’26 (estáveis S/S);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Empresas
Ânima (ANIM3) | Parceria entre Inspirali e Einstein: fortalecendo a marca Inspirali
- Hoje, a Inspirali, da Ânima, que representa 38% da receita da companhia, anunciou uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein por meio de um contrato inicial de 20 anos, renovável automaticamente por mais 20 anos;
- O Einstein prestará serviços exclusivos de consultoria para os cursos de graduação em Medicina da Inspirali e autorizará o uso de sua marca, em troca de (i) R$ 150 milhões em pagamentos fixos, sendo R$ 75 milhões na assinatura e R$ 75 milhões um ano depois, corrigidos pelo IPCA;
- (ii) Uma comissão de 6% sobre a receita líquida das novas turmas de alunos; e (iii) potenciais pagamentos anuais adicionais entre 2027 e 2036. A parceria pode aumentar a atratividade da Inspirali em um mercado de educação médica mais competitivo;
- Com base em nossas estimativas, o ticket médio precisaria aumentar aproximadamente 10% a partir de 2027 para que a parceria alcance um VPL neutro;
- Clique aqui para acessar nosso relatório.
Relatório temático | Vale (VALE3): o caminho rumo à produção de 700kt de cobre
- Como o crescimento da produção de cobre da Vale continua sendo um dos pilares mais importantes de sua tese de investimento, neste relatório revisamos os relatórios técnicos da VBM e incorporamos à nossa projeção de produção os insights obtidos durante o VBM Day e o Investor Tour deste ano no Canadá;
- Com base em nossas análises, acreditamos que a ambição da Vale de aumentar a produção de cobre das atuais ~350-380ktpa para ~700ktpa até 2035E é amplamente sustentada por sua base existente de reservas e recursos;
- Embora a companhia ainda enfrente um roadmap de execução complexo, envolvendo licenciamento, conversão de reservas e o desenvolvimento de múltiplos projetos no Brasil e no Canadá, acreditamos que o principal debate esteja mudando da disponibilidade de recursos para a execução dos projetos;
- Dito isso, embora nossos estudos sugiram uma queda dos volumes após atingirem um pico de ~700ktpa ao considerarmos os recursos existentes da Vale, esperamos que as iniciativas contínuas de perfuração exploratória estendam ainda mais a vida útil da base de ativos da VBM
- Sustentando esse nível de produção por mais tempo, com diversas outras opcionalidades como fontes de upside para além de seu atual plano de crescimento;
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Vitrine XP – O que esperar dos resultados do 3T26; um trimestre fraco, com poucos nomes se destacando; SMFT, RADL/PNVL e AUAU como os vencedores
- Esperamos uma temporada fraca no 3T, com um cenário macroeconômico pressionado e um consumidor com orçamento apertado pesando sobre a receita, enquanto alguns nomes devem se destacar;
- Em margens, aproximadamente 68% da nossa cobertura deve registrar contração da margem EBITDA, diante de bases de comparação difíceis, desalavancagem operacional e investimentos;
- A SMFT deve ser o principal destaque, com sólido crescimento do lucro por ação, ao lado de farmácias resilientes, especialmente RADL e PNVL, apesar de uma base de GLP-1 mais normalizada, e da AUAU, com ganhos de sinergias;
- O segmento discricionário deve apresentar a maior desaceleração sequencial, de forma generalizada;
- No e-commerce, a receita/GMV do MELI deve permanecer forte, apesar das margens pressionadas, enquanto o MGLU continua sob pressão, embora com sinais positivos à frente decorrentes das parcerias recentes;
- AZZA, NATU e VIVA devem ser os destaques negativos, enquanto os varejistas de alimentos continuam pressionados por volumes fracos, apesar de alguma melhora sequencial;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Inter compra participação da Wiz e assume Inter Seguros (Valor Econômico);
- Debêntures incentivadas ignoram rali do mercado e estendem piora em outubro (Valor Econômico);
- Âmbar Energia, da J&F, reforma usina no Amazonas para operar com gás e solar (Valor Econômico);
- Onda de recuperações leva a aperto em contrato de crédito privado (Valor Econômico).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX avança 0,43% e fecha em 3.956,84 pontos (Suno Notícias);
- Galpões estão acabando no Brasil — só Meli ocupa quase 4 milhões de metros quadrados (Exame);
- Demanda aquecida pode limitar impacto de eventual saída da Oncoclínicas de escritório na Faria Lima; entenda (SiiLA);
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ESG
Google e McKinsey fecham compra de créditos de remoção de carbono na Amazônia | Café com ESG, 20/10
- O pregão de segunda-feira fechou em território misto, com o IBOV recuando 0,17% e o ISE avançando 0,84%.
- Do lado das empresas, (i) o Google e a McKinsey concordaram em comprar 320 mil toneladas métricas de créditos de remoção de carbono ao longo de dez anos no primeiro projeto silvipastoril, sistema que integra árvores às pastagens, permitindo a continuidade da pecuária ao mesmo tempo que amplia o sequestro de carbono e reduz a pressão pelo desmatamento – os acordos de compra apoiarão uma iniciativa da Working Trees, empresa de tecnologia climática, para converter pastagens degradadas nas regiões do sudeste da Amazônia e do cerrado no Brasil; e (ii) segundo Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da WEG, a companhia vê espaço para ampliar a nacionalização de componentes dos sistemas de armazenamento de energia em baterias à medida que o mercado brasileiro ganhe escala e previsibilidade de demanda – contudo, no curto prazo, Manfred prevê que as células continuarão sendo importadas, já que esses componentes são produzidos por uma cadeia global com escala e competitividade que ainda não existem no Brasil.
- Na política, a COP 17 da Biodiversidade acontece entre 19 a 30 de outubro na Armênia com expectativas de reunir representantes de cerca de 200 países – entre as principais frentes de discussão, a conferência precisa avaliar como os países avançaram na implementação do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado em 2022, acordo que estabelece 23 metas para deter e reverter a perda da biodiversidade até 2030.
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