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Bolsas em alta; ata do Copom em destaque

Ata do Copom e produção industrial são alguns dos temas de maior destaque nesta terça-feira, 03/02/2026

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IBOVESPA +0,79% | 182.793 Pontos

CÂMBIO +0,55% | 5,25/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a segunda-feira em alta de 0,8%, aos 182.793 pontos. O movimento foi em linha com o desempenho positivo dos mercados globais (S&P 500: +0,5%; Nasdaq: +0,7%), enquanto, no cenário doméstico, o Boletim Focus indicou expectativas de inflação abaixo de 4% em 2026.

Os destaques positivos do dia foram as construtoras Cury (CURY3, +5,4%) e Direcional (DIRR3, +6,6%). Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -8,7%) recuou, em movimento de correção após uma valorização superior a 20% na semana anterior.

Nesta terça-feira, o foco fica por conta da divulgação da ata do Copom.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a segunda-feira em alta nos Estados Unidos, com o mercado ainda digerindo a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, anunciada na sexta-feira (30), além do shutdown parcial do governo. Também contribuíram para o movimento os dados da indústria acima do esperado, que reforçaram a percepção de resiliência do setor. As Treasuries avançaram ao longo de toda a curva, com a T‑Note de 2 anos a 3,57% (+4 bps), a T‑Note de 10 anos a 4,28% (+3 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,91% (+8 bps).

No Brasil, os juros longos registraram alta, enquanto os vértices curtos apresentaram leve queda. O movimento de inclinação da curva foi influenciado por um ambiente menos favorável para mercados emergentes e pela possibilidade de que Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, venha a ocupar uma das vagas na diretoria do Banco Central, o que adicionou prêmio à curva diante do perfil mais heterodoxo. O DI jan/27 encerrou em 13,46% (‑2 bps), o DI jan/29 em 12,75% (+6 bps) e o DI jan/31 em 13,15% (+11 bps).

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,5%). Mercado monitora a aprovação de um projeto ja Câmara que colocaria fim ao shutdown parcial do governo americano, assim como a evolução da temporada de resultados, que segue no centro das atenções ao longo dessa semana, na expectativa dos balanços das Big Techs Alphabet e Amazon. Nessa manhã, a Palantir salta mais de 10% após superar estimativa de lucros diante de aumento de gastos com IA por governos.

O índice pan-europeu opera em alta nessa manhã (Stoxx 600: +0,4%), impulsionado por ações de mineração. Na Ásia, bolsas disparam após anúncio de acordo comercial entre EUA e Índia (Nifty 50: 2,6%; KOSPI: 6,8%; Nikkei 225: 3,9%; HSI: 0,2%; CSI 300: 1,2%). O dia também é de alta de metais preciosos após queda aguda nas últimas sessões.

IFIX

O IFIX encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,20%, acompanhando o movimento de abertura da curva de juros. No desempenho setorial, os Fundos de Tijolo avançaram 0,06%, impulsionados principalmente pelos fundos de shoppings, que registraram alta de 0,31%. Já os Fundos de Papel, os Fundos Híbridos e os FOFs apresentaram recuos de 0,22%, 1,04% e 0,78%, respectivamente.

Entre as maiores altas do dia, destacaram-se RBRX11 (+3,8%), JSCR11 (+3,7%) e HSML11 (+2,7%). No campo negativo, as principais baixas foram CACR11 (-3,2%), TGAR11 (-3,0%) e KORE11 (-2,7%).

O pregão também foi marcado pela conclusão da transação entre o Pátria e a RBR. Com o fechamento do acordo, a RBR Gestão de Recursos passa a ser controlada pelo Pátria Investimentos e terá sua denominação alterada. Consequentemente, os fundos atualmente geridos pela RBR terão seus nomes modificados a partir do pregão de 9 de fevereiro.

Economia

Donald Trump anunciou um acordo comercial com a Índia após conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi, pelo qual os Estados Unidos reduzirão imediatamente as tarifas de 50% para 18% sobre produtos indianos. Em relação ao Irã, uma possível conversa com os Estados Unidos e alívio da tensão na região fizeram o preço do petróleo (Brent) recuar cerca de 5% na segunda-feira.

Na agenda doméstica, destaque para divulgação da ata da última reunião do Copom —além de explicar a decisão de manter a taxa Selic em 15,00%, deve fornecer mais detalhes sobre o início da flexibilização monetária, como anunciado no comunicado — e para a produção industrial de dezembro, que deve apontar queda em relação a novembro (-2,3%) e na comparação interanual (-0,5%).


Veja todos os detalhes

Economia

Ata do Copom é o destaque do dia

  • Donald Trump anunciou um acordo comercial com a Índia após conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi, pelo qual os Estados Unidos reduzirão imediatamente as tarifas sobre produtos indianos de 25% para 18% (além da tarifa de 25% por comprar petróleo russo), enquanto a Índia avançará na eliminação de tarifas e barreiras não tarifárias contra bens americanos. Segundo Trump, o entendimento inclui o compromisso indiano de comprar mais de US$ 500 bilhões em produtos dos EUA — sobretudo energia, tecnologia, produtos agrícolas e carvão — além de interromper a compra de petróleo russo e ampliar as importações energéticas dos Estados Unidos;
  • Segundo o The New York Times, o Irã estaria disposto a suspender ou até encerrar seu programa nuclear como forma de reduzir as tensões com os Estados Unidos, diante das ameaças militares feitas pelo presidente Donald Trump. Autoridades iranianas e americanas devem se reunir na Turquia para discutir alternativas, como a criação de um consórcio regional de energia nuclear ou o envio de urânio enriquecido ao exterior, enquanto Teerã nega que o programa tenha fins militares. O preço do petróleo recuou em torno de 5%, refletindo o alívio das tensões geopolíticas;
  • A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 4,00% para 3,99%, sendo a 4° queda consecutiva. Para 2027 e 2028, as projeções seguem em 3,80% e 3,50%, seguindo acima da meta de 3,00%. Por sua vez, as projeções para a Selic ao final de 2026 seguem em 12,25%. Para mais informações, acesse nosso relatório aqui;
  • Na agenda doméstica, destaque para divulgação da ata da última reunião do Copom —além de explicar a decisão de manter a taxa Selic em 15,00%, deve fornecer mais detalhes sobre o início da flexibilização monetária, como anunciado no comunicado — e para a produção industrial de dezembro, que deve apontar queda em relação a novembro (-2,3%) e um leve avanço na comparação interanual (0,5%).


Empresas

Vivara (VIVA3): Monitor de Preço de Joias da XP #8

  • Nesta edição do XP Sparkle Tracker, destacamos: 1) Ouro: Dryzun, Montecarlo e H. Stern elevaram preços em dois dígitos (DD) desde out/25, enquanto a Vivara manteve os preços praticamente estáveis; 2) Prata: a Life manteve os preços estáveis, enquanto a Pandora realizou um reposicionamento agressivo de preços para se aproximar da Life, principalmente na linha Moments; e 3) Os preços das novas linhas da VIVA permaneceram praticamente estáveis mês contra mês (MoM);
  • De forma geral, nosso tracker mostra que os concorrentes da Vivara em ouro continuam pressionados a repassar a alta do ouro aos preços, enquanto a Life parece tentar manter uma proposta de valor atrativa frente a outras categorias de presenteáveis, embora agora deva enfrentar concorrência mais intensa da Pandora, sobretudo na linha Moments;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.

  • Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
    • Esperamos uma temporada de 4T com desaceleração moderada da demanda, ventos contrários do clima e inflação de alimentos mais fraca;
    • No consumo discricionário, os players voltados para baixa e média renda devem sofrer novamente, com impactos do clima combinados a um tráfego mais fraco nas lojas, possivelmente refletindo campanhas mais agressivas dos marketplaces;
    • As farmácias devem voltar a ser os destaques, com crescimento sólido da receita e expansão da margem EBITDA. No e-commerce, o GMV do MELI deve acelerar e as margens devem melhorar sequencialmente, enquanto o mix de canais deve pressionar as margens brutas da BHIA e da MGLU. Por fim, os varejistas de alimentos devem continuar com resultados pressionados por SSS fraco em um cenário macroeconômico desafiador;
    • No geral, vemos MELI, TFCO e farmácias como os destaques da temporada, e MGLU, CEAB, GMAT e AZZA como os pontos negativos;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • Combustível XP: As principais notícias que movem o setor de Óleo & Gás
    • Neste relatório, atualizamos nosso preço-alvo para refletir a data ex do anúncio recente de JCP e a Neste relatório, atualizamos nossos preços-alvo para a Vibra (R$ 34/VBBR3) e para a Ultrapar (R$ 28/UGPA3);
    • Ainda assim, mantemos nossa recomendação de compra para a Vibra com base em retornos atraentes de fluxo de caixa (cerca de 11% em 2026 e cerca de 14% em 2027). Continuamos a preferi-la em relação à Ultrapar (recomendação neutra), que apresenta retornos ligeiramente inferiores (cerca de 9% em 2026 e cerca de 11%);
    • Também apresentamos uma prévia dos resultados do 4T25. Prevemos margens EBITDA de R$ 171/m³ (acima dos R$ 159/m³ no 3T25) para a Vibra e R$ 157/m³ (acima dos R$ 145/m³ no 3T25) para a Ipiranga, o que representa resultados sequencialmente mais fortes para ambas as empresas, à medida que o setor continua a se beneficiar de um ambiente competitivo mais favorável;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • XP Daily: As principais notícias do setor Imobiliário
    • Divulgamos nossa expectativa de resultados para o 4T25 dos shoppings brasileiros;
    • As principais mensagens incluem: (i) desempenho resiliente das vendas, apesar das taxas de juros mais altas reduzirem as intenções de compra, (ii) efeito limitado do IGP-M/DI, (iii) crescimento da receita proveniente de linhas de negócios não core, o que deve contribuir para alguma pressão sobre as margens EBITDA, e (iv) resultados financeiros piores devido às taxas de juros mais altas, impactando negativamente as margens FFO, apesar de uma perspectiva melhor para o FFO/ação, em nossa opinião.
    • Esperamos que a Allos se destaque, pois a empresa deve apresentar um melhor crescimento do FFO/ação, sustentado por (i) recompras recentes das ações e (ii) menor alavancagem em relação aos seus pares.
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Dívida alta dos países está borrando limite das políticas fiscal e monetária, diz BIS (Infomoney);
  • Indicação de Guilherme Mello para o Banco Central abre novo foco de atrito entre Galípolo e Haddad (Estadão);
  • São Paulo prepara leilões de saneamento; capex e opex somam R$ 40 bi (Brazil Journal);
  • Fitch rebaixa rating da Companhia Siderúrgica Nacional S.A. (CSN) de BB/AAA(bra) para BB-/AA-(bra); observação negativa (Fitch Ratings);
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX recua aos 3.853 pontos e começa semana em queda de 0,2% (FIIs);
    • FIIs engatam seis meses seguidos de alta; há espaço para mais ganhos? (InfoMoney);
    • Emissões de FIIs ganham tração; veja prazos e destaques da semana (Suno);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Trump anuncia projeto de US$ 12 bi para formação de reserva de minerais críticos | Café com ESG, 03/02

  • O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançado 0,79% e 1,03%, respectivamente;
  • No Brasil, o BNDES divulgou ontem que já aprovou R$ 1,3 bilhão do programa BNDES Renovação da Frota – a iniciativa faz parte do Move Brasil, programa de mobilidade verde lançado pelo governo federal em janeiro de 2026, que apoia a aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, e seminovos que atendam a requisitos ambientais do Proconve 7;
  • No internacional, (i) o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira, um projeto para criar uma reserva americana de minerais críticos de US$ 12 bilhões – segundo ele, a reserva terá US$ 10 bilhões de financiamento do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e US$ 2 bilhões do setor privado; e (ii) o Gabinete do Governo do Japão e a instituição nacional de pesquisa marinha do país anunciaram que coletaram com sucesso um montante de lama que se acredita conter elementos de terras raras a 6 mil metros de profundidade no Oceano Pacífico, perto da remota ilha de Minamitorishima;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.


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