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Pior mês da bolsa americana desde o início da pandemia? Entenda a queda!

Índices americanos sofrem fortes quedas no início do ano, entenda quais fatores afetaram o desempenho das bolsas.

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Investidores estão com uma visão mais negativa sobre a bolsa americana desde dezembro, influenciados por fatores como a postura mais hawkish do Federal Reserve, buscando medidas mais duras contra a inflação, bem como o surgimento da variante Ômicron em novembro de 2021. A combinação destes fatores gerou forte volatilidade no mês de dezembro do ano passado, que estendeu-se por janeiro desse ano e, culminou no pior mês dos índices americanos desde o início da pandemia em março de 2020.

Abaixo trazemos maiores detalhes sobre esta queda que ocorreu ao longo dos últimos 2 meses:

S&P 500: Corrigiu quase -10%, mas ações caem em média -13,4%

Fonte: Refinitiv, XP Research. *Dados de 01/12/2021 até 31/01/2022
Notação: colchetes – inclusivos, parênteses – não inclusivos

Embora o S&P 500 tenha encerrado janeiro em baixa de -5,3%, o índice chegou a registrar uma retração de -9,8% do seu pico em 3 de janeiro até seu nível mais baixo em 27 de janeiro. Esta queda máxima de -9,8% do índice acaba distorcendo a real performance dos seus constituintes, uma vez que 61% das ações do índice sofreram quedas superiores a -10% no mesmo período – a queda média ficou em torno de -13,4% por empresa. A alta concentração do S&P 500 em empresas consideradas “Mega Caps” (ou de mega capitalização) e de alta qualidade acaba não refletindo a totalidade do desempenho dos seus constituintes, uma vez que estas empresas costumam ser menos voláteis em períodos de “estresse”.

Fonte: Refinitiv, XP Research. *Dados de 01/12/2021 até 31/01/2022

Os setores que mais sofreram foram os de Tecnologia e Consumo Discricionário, com quedas médias de -19,2% e -16,9%, respectivamente. Este comportamento pode ser explicado pela maior sensibilidade dos mesmos à alta na taxa de juros americana. O setor de Tecnologia, em específico, costuma possuir empresas de alto crescimento e com grande parte do seu valor projetado na perpetuidade, isto é, no futuro. Logo, este aumento das taxas de juros implica em um custo de oportunidade maior, assim reduzindo o valuation destas empresas. Já o Consumo Discricionário é afetado por duas frentes: a alta inflação e o aumento no custo de capital, que por sua vez desestimulam o consumo de bens não essenciais.

Dentre os destaques positivos vemos setores defensivos como o de Utilidades Públicas, Consumo Básico e Energia. Os dois primeiros figuram entre as necessidades básicas das pessoas e, consequentemente, costumam ser “antifrágeis” em um cenário inflacionário e de alta de juros. Já o setor de energia foi muito beneficiado pela forte alta nos preços do petróleo e gás natural.

Nasdaq-100: Queda de -15,5%, enquanto ações caem em média -19,1%

O índice Nasdaq-100 é mais concentrado em empresas de tecnologia, logo, sofreu mais com a alta nos juros dos EUA. Como resultado, registrou uma queda de -15,5% desde o seu pico em 27 de dezembro de 2021 ao seu menor nível atingido no dia 27 de janeiro de 2022.

Fonte: Refinitiv, XP Research. *Dados de 01/12/2021 até 31/01/2022
Notação: colchetes – inclusivos, parênteses – não inclusivos

Tendo em vista a distribuição acima, 63% dos constituintes sofreram quedas superiores a -15%, o que gerou uma queda média por empresa de -19,1%.

Fonte: Refinitiv, XP Research. *Dados de 01/12/2021 até 31/01/2022

Já a distribuição setorial do índice apresentou forte correção também no setor de Saúde (-22%). Isto ocorreu no Nasdaq 100 em virtude da forte presença de empresas de biotecnologia no índice, que são por natureza mais voláteis e também possuem grande parte do seu valor projetado no futuro, uma vez que a aprovação de poucos medicamentos pode vir a gerar muito valor para as companhias.

E agora, o que faço com meus investimentos na bolsa americana?

Com os gráficos acima, podemos concluir que até o momento, as ações já sofreram correções consideráveis dos seus picos. Contudo, os principais índices americanos ainda não estão “baratos”: o S&P 500 negocia a um múltiplo P/L (Preço por Lucro) de 24,4x vs. a média dos últimos 5 anos de 22,6x, enquanto o Nasdaq negocia a um P/L de 35,6x vs. a média dos últimos 5 anos de 28,6x. Sendo assim, apesar do otimismo recente, que tem levado um princípio de rali dos índices, o mercado pode ainda não ter achado um fundo. É necessário ter cautela e evitar nomes especulativos, mas oportunidades já começam a aparecer para os investidores.

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