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🌎 Mundo em 60s: Resultados no velho continente

Europa: Como anda a temporada de resultados do outro lado do Atlântico? Antes, o que aconteceu na semana:

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Bolsas: A volatilidade está de volta com a inclinação da curva de juros americana. Ponto positivo: sinal de recuperação econômica. Negativo: títulos de renda fixa ficam mais atrativos, reduzindo o fluxo para o mercado acionário. EUA (-1,6% na semana) foi puxado para baixo por tecnologia enquanto, na China (-7,6%), uma possível retração dos estímulos monetários e um aumento nos impostos sobre corretagem derrubaram os mercados.

Setores:  A temática de reabertura e retomada econômica ganha força com a ampla distribuição de vacinas nos países desenvolvidos. O setor petrolífero sobe 4,8% na semana com boas perspectivas de demanda e é acompanhado pelo financeiro (+1,6%). Na ponta oposta da rotação, consumo discricionário (-4,4%) e tecnologia (-3,5%), que estavam com os valuations mais esticados, caíram com a inclinação da curva de juros.


Resultados no velho continente

  • Uma vez que 98% do S&P 500 já divulgou seus números (muito fortes, por sinal, com lucros 18% acima das expectativas), nossos olhos se voltam para a temporada de resultados na Europa.
  • Tratando-se do índice amplo STOXX 600, que representa ~90% do mercado europeu e mais de 17 países, 310 companhias reportaram resultados levemente positivos.
  • Enquanto 43% das empresas faturaram abaixo das expectativas, 62% delas lucraram acima. No agregado, lucros vieram 10% maiores que os modelos.
  • Positivo: Setores de tecnologia, financeiro e industrial, que bateram receitas e lucros. Negativo: Petrolíferas, saúde e utilidades públicas desapontaram em ambas as linhas.
  • Luxo: O subsetor demonstrou resiliência no faturamento, com Ferrari, Hermes, e Moncler superando os modelos em 5,4%, 6,1% e 22,6%. Muito positivo, se comparado ao setor de bens de consumo como um todo, que desapontou em 0,5%.

Olhando para frente, uma das temáticas mais importantes do continente será a eletrificação dos veículos de transporte. Governos europeus tornaram prioridade a agenda ambiental e, ao redor do mundo, autoridades americanas, chinesas e japonesas têm seguido esta tendência de uma sociedade de baixa emissão de carbono.

Hoje, veículos a combustão compõem 86% da frota total e estima-se que em 2035 esta fatia seja de apenas 18%, com vendas de veículos elétricos alcançando as 35 milhões de unidades (vs. 1,8 milhão em 2020).

Montadoras tradicionais, como a Volkswagen, BMW, Daimler e Peugeot terão o desafio de eletrificar sua frota num cenário que possui toda a atenção direcionada à Tesla. A Volks, por exemplo, possui um ambicioso plano de € 35bi em eletromobilidade nos próximos 5 anos + € 27bi em digitalização. A companhia espera vender 3 milhões de EVs em 2025 e lançar 75 novos modelos elétricos nos próximos 9 anos.

Portanto, o investidor posicionado em empresas expostas ao setor (seja via Tesla, montadoras tradicionais ou produtoras de baterias) deverá se atentar ao desenvolvimento deste mercado na Europa, que servirá como termômetro para o futuro desta tendência estrutural.


#ProvaRápida – A Volkswagen, hoje, vale R$ 600bi enquanto a Tesla vale R$ 3,7tri. Quanto valeria o setor de veículos elétricos da alemã se ela tivesse o valuation da Tesla?

a) R$ 0,7 tri – 16% de potencial de alta
b) R$ 1,1 tri – 83% de potencial de alta
c) R$ 2,2 tri – 270% de potencial de alta
d) R$ 2,6 tri – 330% de potencial de alta

Resposta: d)

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