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O que está acontecendo com o Credit Suisse? – 🌎 Radar Global

Crise do Credit Suisse, Samsung vs. TSMC e Goolge suspende serviços de tradução na China.

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MACRO

Bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +1,6% e Europa 2,3%), seguindo em tendência de alta à medida que as taxas de juros nos EUA recuam e o dólar perde força. O movimento no mercado ocorre após dados abaixo do esperado no setor de manufaturas americano. O ISM registrou 50,9 pontos vs. 52 das estimativas, sugerindo que a economia nos EUA pode estar começando a desacelerar. Como resultado, investidores agora ponderam se o pico da política monetária contracionista já não ficou para trás e se o Federal Reserve pode reduzir o ritmo das próximas altas na taxa básica de juros. Na China, as bolsas permanecerão fechadas por conta dos feriados nacionais. Por fim, o petróleo (+0,4%) também amanhece em alta, impulsionado por expectativas de cortes na oferta da commodity na próxima reunião da OPEP, nesta quarta-feira.

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EMPRESAS

Credit Suisse é o novo Lehman Brothers? O banco suíço sofre com as consequências de duas grandes crises – o colapso do fundo multimercado norte-americano Archegos e da empresa financeira britânica Greensill – que, combinados, custaram bilhões de dólares e levaram a uma mudança na administração do banco. Os problemas não são novos: há quase um ano, o Credit Suisse prometeu se reestruturar após os golpes – que ocorreram meses antes de um acordo de quase meio bilhão de dólares decorrente de um escândalo antigo ligado a empréstimos feitos no país africano de Moçambique.

A parte nova é a crescente preocupação com a saúde do banco, principalmente porque a deterioração das condições macroeconômicas podem prejudicar o preço dos negócios e ativos que o banco planeja vender para elevar sua liquidez. Em um comunicado à imprensa na semana passada, o banco disse que estava “no caminho certo com sua revisão estratégica abrangente, incluindo potenciais desinvestimentos e vendas de ativos… o objetivo seria enxugar custos e assegurar retornos sustentáveis para os acionistas, assim como entregar serviços de ponta para clientes.” Além disso, o presidente-executivo, Ulrich Koerner, disse em um memorando que a empresa possui uma “forte base de capital e posição de liquidez”.

Fonte: Bloomberg

No entanto, o mercado não está muito confiante: o CDS do Credit Suisse, instrumento que oferece seguro contra o calote de uma empresa, aumentou para seu pior nível desde a Grande Crise Financeira. O spread mais alto indica que os investidores acham que a aposta de que o Credit Suisse evitará uma potencial falência está ficando mais arriscada. No acumulado do ano, o spread do Credit Suisse aumentou à frente de outros grandes bancos europeus e norte-americanos, segundo dados da Refinitiv.

O colapso do Lehman Brothers em 2008 pode ser a analogia que vem à mente no cenário atual, mas o tamanho e a importância do Credit Suisse tornam esse cenário menos provável, dizem até os pessimistas. Ainda assim, com a Europa passando por uma guerra e uma forte crise de energia, um quadro preocupante para o banco está se formando à medida que o continente caminha em direção à recessão. As ações do banco acumulam queda de -59,6% em 2022.

Para saber mais sobre a crise europeia e a nossa visão sobre a região, confira o nosso relatório: O “apagão” na economia europeia.

Samsung almeja liderança nos semicondutores: A Samsung disse na terça-feira que pretende fabricar alguns dos semicondutores mais avançados do mundo em cinco anos, à medida que a corrida entre a gigante sul-coreana de eletrônicos e a maior fabricante de chips do mundo, TSMC, esquenta. A empresa estabeleceu planos de produção de chips e disse que começará a fabricar chips de 2 nanômetros em 2025 e de 1,4 nanômetros em 2027. A empresa sul-coreana, conhecida por eletrônicos de consumo e chips de memória, está procurando aumentar seu escopo de fabricação de chips, em uma tentativa de alcançar a TSMC de Taiwan.

A Samsung é a segunda maior fabricante de chips do mundo em receita, com 17,3% de participação de mercado em comparação com 52,9% da TSMC, de acordo com a TrendForce. “Esta é a primeira vez que a SEC (Samsung Electronics) fornece pistas de seus planos de fabricação de longo prazo e acho que é mais agressivo do que o TSMC e as expectativas do mercado”, disse SK Kim, analista da Daiwa Capital Markets, à CNBC.

Os planos ambiciosos da Samsung ocorrem em meio aos ventos contrários na economia global e sinais de desaceleração na demanda por semicondutores. As vendas globais da indústria de chips caíram 3,4% em agosto em relação a julho, de acordo com a Semiconductor Industry Association, com sede nos EUA. Apesar disso, a Samsung disse que planeja expandir sua capacidade de produção para os chips mais avançados em mais de três vezes até 2027 em relação a este ano, apostando na alta demanda futura pelos mesmos.

Google encerra serviço de tradução na China: O Google (NASDAQ: GOOGL, BDR: GOGL34) anunciou nessa última segunda-feira que encerrou o serviço o seu serviço de tradução, Google Translate, na China continental, citando a baixa adesão. A medida marca o fim de um de seus últimos produtos restantes na segunda maior economia do mundo. O site dedicado da China continental para o Google Tradutor agora redireciona os usuários para a versão de Hong Kong do serviço. No entanto, o site não pode ser acessado de dentro da China. O Google tem tido uma relação complicada com o mercado chinês. A gigante de tecnologia retirou seu mecanismo de busca da China em 2010 devido a estrita censura do governo chinês.

Como resultado, concorrentes locais, como a Baidu e a gigante de mídia social e jogos Tencent, passaram a dominar o cenário da internet chinesa em áreas da pesquisa à tradução. Vale lembrar que o Google tem uma presença muito limitada na China atualmente. Alguns de seus hardwares, incluindo smartphones, são fabricados na China. Mas o New York Times informou no mês passado que o Google transferiu parte da produção de seus smartphones Pixel para o Vietnã. Em 2018, a empresa chegou a explorar a reentrada na China com seu mecanismo de busca, mas acabou também descartando esse projeto.

ANÁLISE

Fonte: Dealogic

Atividades de M&A despencam no terceiro trimestre: O gráfico acima, da Dealogic, mostra que as atividades de M&A caíram 54% no terceiro trimestre, com o mercado dos EUA sofrendo uma contração de 63%. Isso marca o encolhimento pelo terceiro trimestre consecutivo, à medida que as taxas de juros crescentes forçaram os credores a desistir de financiar grandes negócios. Além disso o dólar em alta não conseguiu estimular as empresas a atraírem investidores estrangeiros em meio a tensões geopolíticas persistentes.  Contudo, anda assim, alguns acordos importantes foram anunciados durante o trimestre. As transações notáveis ​​incluem a aquisição de US$ 20 bilhões pela Adobe Inc da empresa de software de design Figma e o acordo privado de US$ 14 bilhões da Oak Street para o fundo de investimento imobiliário Store Capital Corp.

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