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As 3 lições da China

Entenda os eventos recentes sobre a China e a nossa visão sobre os investimentos na região.

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Desde o ano passado estivemos acompanhando a crescente intervenção regulatória do governo chinês sobre as suas empresas. As duras medidas, que iniciaram-se focadas no setor de tecnologia, principalmente nas Big Tech chinesas (Alibaba, Tencent e Baidu), depois voltaram se para as empresas listadas nos EUA (Didi), e, mais recentemente, para o setor educacional (Tal Education e New Oriental). O aumento da intervenção política sobre o mundo corporativo chinês vem causando um desconforto nos mercados, que têm reduzido a sua exposição na região em função do maior risco político. Em meio a este cenário de sentimento negativo, levantamos os principais pontos sobre a nossa visão para os investimentos no país e o que devemos esperar daqui para frente:

1. O riscos regulatórios sempre existiram na China, e por vezes, somos lembrados deles

Num governo democrático, o mercado acionário também está sujeito às decisões do governo, que pode eventualmente interferir em suas operações por meio de decisões avaliadas e votadas por seus representantes. Na China, o fato de existir um Estado centralizado torna o mercado ainda mais vulnerável à medidas repentinas. Essa é uma característica inerente do governo chinês e um risco permanente para os investimentos na região. O que temos visto nos últimos meses são, na verdade, medidas que não deveriam ser surpreendentes, uma vez que o Estado sempre permaneceu com rédeas da economia e das leis do mundo corporativo.

Além disso, riscos regulatórios também existem no Ocidente. Discussões sobre privacidade e o uso de dados pessoais por grandes empresas são recorrentes, mas o debate acontece em um ritmo muito mais devagar em governos mais divididos do que na China.

Olhando para frente: A percepção de risco que aumentou recentemente levou os investidores a aumentar o desconto nos valuations das empresas chinesas. No curto e médio prazo, não devemos ver um mercado confortável em voltar a pagar múltiplos mais altos na região e devem permanecer comprimidos.

2. A China não deve virar as costas para suas empresas

Embora as novas regulações para o setor de educação sejam extremamente rígidas e ainda haja risco de expansão para outros setores, acreditamos que a China não ingressará num projeto de desmantelamento de seu mercado acionário e mundo corporativo por 2 fatores principais: 1) A disputa pela hegemonia tecnológica global vs. EUA continua sendo um dos pilares principais da administração Xi e exige a continuação de um ambiente próspero de negócios; 2) O cenário atual de aumento regulatório tem o objetivo de trazer estabilidade para o sistema financeiro, proteger os dados pessoais dos usuários de aplicativos de tecnologia, e reduzir os custos educacionais para as famílias, estimulando a natalidade.

Olhando para frente: Nada indica que a China deixará de interferir nos mercados, mas a ideia de “acabar com os lucros corporativos” é incompatível com os objetivos de ascensão econômica e tecnológica do país.

3. A China é um investimento de longo prazo

A hostilidade vinda de Pequim representa mais risco que, no final do dia, se traduz em um valuation mais atrativo. Para o investidor de longo prazo, isso significa comprar barato um enorme potencial de crescimento da região, mas que também exige mais estômago para enfrentar a volatilidade que deve perdurar por mais tempo. Nos relatórios Mundo em 60s: China, regulação e fundamentos; A treta da Didi e China, a superpotência emergente, destacamos os principais vetores por trás dos fundamentos estruturalmente positivos do mercado chinês, como 1) a ascensão da classe média, e o consequente aumento do consumo, 2) a disputa pela hegemonia tecnológica com os EUA, 3) a China como o motor do crescimento global, e 4) o plano estratégico de longo prazo do país.

Olhando para frente: Os fundamentos permanecem positivos e a região ainda possui um potencial de crescimento muito atrativo. No entanto, dados os riscos maiores, os retornos no curto e médio prazo não devem vir de expansão de múltiplos, mas sim do desempenho das empresas em termos de expansão do faturamento e margens de lucro.

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