Abílio fala em ajuda de R$ 600 bilhões do governo durante a crise do coronavírus

Pedro Bartelle (Vulcabrás Azaleia) e Sammy Birmarcker (Profarma) se juntam ao presidente do Conselho de Administração da Península Participações para traçar perspectivas frente à pandemia.


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Incertezas a respeito das questões de saúde, volatilidade nos mercados financeiros, desafios para os negócios e muito trabalho adiante para recuperar o tempo que está passando.

Os efeitos da quarentena no Brasil e no mundo já se mostram impactantes, e no Varejo eles se potencializam com o fechamento de lojas e a redução do fluxo de pessoas nas ruas.

Como ficarão os negócios daqui para frente no país? Quais serão os efeitos e as cicatrizes dessa parada em função da pandemia do coronavírus? Lições a aprender? Quais?

Essas são apenas algumas das questões que foram debatidas nesta noite com as análises de Abílio Diniz (Península Participações), Pedro Bartelle (Vulcabrás Azaleia) e Sammy Birmarcker (Profarma), que se reuniram na Live da XP.

Conversa com Guedes e ajuda bilionária do governo

Com uma experiência ímpar na gestão de crises, o empresário Abílio Diniz já passou por vários momentos turbulentos na economia brasileira. Para ele, segundo sua análise durante a Live, o mundo nunca viu uma crise como essa. “Sem duvida é a crise mais assustadora eu eu já passei, mas crise tem inicio, meio e fim”, disse o executivo.

Segundo ele, a palavra de ordem para passar pela crise é “serenidade”. No entanto, a tranquilidade de Abílio pode estar associada a um fator externo.

O empresário da Península Participações afirmou que conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e que foi autorizado a divulgar que o governo prepara uma injeção de 600 bilhões de reais na economia para conter a crise do coronavírus.

“Nós vamos sair mais fortes dessa crise e muito mais solidários. Tenho muito esperança disso”, finalizou Diniz, que está otimista com a ajuda do governo e com as atitudes solidárias do empresariado de forma geral.

Diferentes realidades na crise

De um lado, Pedro Bartelle luta para manter viva a sua operação na Vulcabras Azaleia e os mais de 14 mil empregados. O desafio é enorme para a rede varejista gestora de marcas, como Olympikus e Under Armour.

“A cadeia inteira está sofrendo e o grande problema é a pressão pelos pagamentos. Todo mundo na medida do possivel tem tentado negociar e também entender que é uma suspensão e não um cancelamento. A retomada vai ser mais lenta mas a gente tem que entender que é um período de suspensão”, diz o empresário.

Do outro lado, Sammy Birmacker, presidente da Profarma, vê o negócio explodir de demanda por conta da distribuição de itens cruciais, como máscaras, utensílios hospitalares e remédios de forma geral para as farmácias.

“É um desafio gigantesco, seja de proteger os colaboradores e de manter a operação funcionando acima de sua capacidade por causa da alta demanda. A ultima coisa que a gente quer nesse momento é o cliente não ter o remédio nesse momento mais crítico e nao causar uma sobrecarga ao serviço de saúde”, disse durante a Live o executivo.

Segundo o especialista em logística, o setor está vive numa “ilha de tranquilidade” em termos de receita e de operação. Mas, mesmo assim, há uma grande preocupação com os empregados pelo temor ao contágio do coronavírus e também porque muitos foram afetados em outros serviços que faziam para ganhar uma renda extra.

“O que a gente está fazendo é antecipar o 13º salário para os funcionários e deixá-los mais tranquilos nesse momento de crise”.

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