Never Bet Against America: o incrível caso do mercado imobiliário americano

Artigo realizado pela CONTI


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Estados Unidos. O que te vem à cabeça quando esse nome aparece? Diversas polêmicas podem surgir a respeito da nação do Tio Sam: política, questões culturais, esporte, guerras mundiais e por aí vai. Mas o que é indiscutível é o tamanho da economia americana em relação ao resto do mundo e como essa presença importa.

Neste exato momento, a cada 4 bens e serviços produzidos em todo mundo, 1 deles foi criado em terras americanas, ou seja, 25% do PIB mundial é produzido nos Estados Unidos. Em 1960, esse percentual era próximo de 40%, com um PIB mundial estimado em US$1 trilhão de dólares, segundo o Banco Mundial. 

Com as cifras chegando próximas de US$85 trilhões, os Estados Unidos ainda mantêm um quarto da produção mundial. Definitivamente não é pouca coisa.

A economia pujante é um reflexo de um mercado interno gigantesco, mas que tem o olhar para fora, do ponto de vista tecnológico e, claro, geopolítico. E há um setor em específico que anda de mãos dadas com o próprio desempenho da economia: o segmento imobiliário, que atrai a atenção não só dos americanos, mas como de todos os investidores estrangeiros.

E como está o desempenho desde o tombo da crise de 2008? É o que veremos a seguir.

Desemprego e PIB são os nomes do jogo

A primeira coisa que você pensa quando vai tomar uma decisão de investimento que afete seus próximos anos – talvez até décadas – é se vai ter condição de arcar com tamanha responsabilidade, certo? Diríamos que essa percepção é tão agregada na economia que em dois pontos podemos verificar qual a disposição das pessoas a entrarem de cabeça em tamanha empreitada: o nível de desemprego e o do PIB.

O desemprego impacta individualmente porque afeta a renda do indivíduo que está pensando em tomar essa decisão e a de sua família, mas, em termos mais amplos, sinaliza quais prioridades poderão ou não ser tomadas pelo todo das famílias. Se você está desempregado atualmente ou o cenário econômico indica que você pode entrar para este grupo em breve, não será a decisão mais racional possível entrar em um financiamento por um tempo razoável. No caso das hipotecas, esse período pode passar de 30 anos, então é um compromisso de longo prazo.

Nos EUA, a situação anterior a da crise de 2008 colocava o desemprego nos arredores de 4,5% e, com o período mais agudo dela, chegou a 10,2%. Já na situação mais recente, envolvendo a pandemia, a taxa estava em impressionantes 3,5%, chegou a 14,7% no período mais pesado e, hoje, já se aproxima de 5%. Duas coisas podem ser depreendidas disso: em primeiro lugar, que mesmo tendo sentido forte os efeitos da atual crise, o mercado de trabalho dos EUA é tão flexível que já está hoje quase como se não tivesse passado por problema algum e, em segundo, essa resiliência pode vir a ser um fator que chama a atenção para a intenção das famílias em entrarem em financiamentos maiores.

Em relação ao PIB, a ideia já é um pouco mais ampla: como essa variável mostra o agregado de tudo que se faz na economia, a perspectiva de que as coisas estejam avançando (e que nessa métrica seja possível verificar crescimento) indica que investimentos que estiverem sendo feitos terão demanda mais adiante. Nisso, temos impacto tanto pelo lado da oferta de imóveis como também pela demanda por eles: pela oferta porque quem os coloca no mercado vê que terá um público interessado maior, pela demanda porque os indivíduos sentem que a situação econômica permitirá tal passo adiante – sobretudo os que estiverem empregados.

Sobre essa variável, o que encontramos nos EUA foi um período de crescimento praticamente ininterrupto desde o quarto trimestre de 2009, que foi quando iniciou-se a reversão da crise iniciada no ano anterior – por lá a crise durou aproximadamente quatro trimestres. 

Já em relação a atual crise, o primeiro registro de PIB negativo se deu em junho de 2020 (uma queda de 5% em comparação trimestral), chegou a assustadores 32,9% de queda (em setembro e novembro de 2020), mostrou recuperação impressionante superior a 30% em três meses (outubro e dezembro de 2020 e fevereiro de 2021) e, depois disso, um crescimento que fica na faixa entre 5,5~7%. O PIB do Tio Sam mostra como essa recuperação faz com que não seja tão razoável que desconfiemos da maior economia do mundo.

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