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Investir em Fundos de Infraestrutura pode ser um bom negócio – Indo a fundo no Outliers

Como os fundos de infraestrutura se encaixam na sua carteira? Qual é a alocação recomendada para cada tipo de investidor? Quais são as alternativas de investimentos?

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No Indo a Fundo no Outliers dessa semana, descubra como os fundos de infraestrutura podem ser uma alternativa importante de alocação por apresentarem (i) benefícios fiscais atrativos; (ii) geração de renda através da distribuição de dividendos e ganho de capital; além de terem (iii) características para diversificação de portfólios.

O episódio #69 do Outliers recebeu Túlio Machado, sócio e responsável por toda área de fundos de infraestrutura da XP Asset, que trouxe um conteúdo educacional sobre a temática, além de apresentar perspectivas para a classe. Você pode conferir o conteúdo completo em áudio no link abaixo:

Confira o episódio #69 do Outliers com a XP Asset

Neste relatório, entenda como os fundos de infraestrutura se encaixam na carteira e qual é a alocação recomendada para cada tipo de investidor. Além de conhecer no detalhe alternativas duas investimento disponíveis na plataforma XP: XPIE11 e o XPID11, mas antes vale entender o incentivo por trás desse investimento, confira a seguir.

Incentivos e desafios do segmento

Antes de falar das diferentes estruturas e estratégias existentes para realizar acessar o segmento de infraestrutura, devemos destacar o fato de que existem incentivos por parte do governo brasileiro para esse tipo de investimento, tendo em vista que ele fomenta uma série de melhorias em diversos sub setores da economia como: energia, água e saneamento, transporte, telecomunicações, entre outros.

Levando em consideração que são setores essenciais para o crescimento socioeconômico do Brasil, e visando o incentivo de alocação de recursos para esse tipo de investimento de longo prazo, é concedida isenção de imposto de renda para os investidores dos fundos de investimentos em infraestrutura.

De olho nos desafios estruturais relacionados à infraestrutura no Brasil, um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) buscou estimar o valor necessário de investimentos a serem realizados para eliminar gargalos na prestação de serviços até 2046. Os dados do estudo “Agenda de Privatizações: avanços e desafios” apontou que será necessário destinar cerca de 4,0% do PIB em recursos para esse tipo de investimento.

Por outro lado, o mesmo estudo aponta que os investimentos realizados pelo setor público em infraestrutura vêm somando quedas consecutivas desde 2010, correspondendo hoje a menos de 0,5% do PIB. O estudo também aponta que existe uma crescente atuação da inciativa privada e por isso vale entender como as flexibilizações regulatórias e novas estruturas de investimentos têm aproximado cada vez mais os investidores das oportunidades desse segmento.

Quer saber mais sobre o assunto? confira o conteúdo:
Fundos de Infraestrutura: o que saber?

Desde 2020 uma mudança de regra da B3 passou a permitir que os “FI-Infra” – fundos de investimentos em infraestrutura pudessem ser listados na bolsa de valores, de forma que o investimento que antes era limitado à investidores profissionais e qualificados, passou a permitir a entrada de investidores no geral, bem como capturar as oportunidades que esse tipo de estrutura pode oferecer. A seguir confira com mais detalhes as diferentes modalidades de investimentos em infraestrutura.

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Fundos de infraestrutura em sua essência

Se tratando de uma classe de ativos relativamente nova, os fundos de investimentos que realizam alocação em ativos ligados à em infraestrutura englobam investimentos em setores importantes para a sociedade, como energia elétrica, água e saneamento, transporte, entre outros.

Ao se compreender que existem diferentes estruturas de fundos de investimentos, é importante segmentar e classificar as diferenças de cada uma dessas estruturas, bem como o tipo de exposição a risco que terá cada tipo de ativo investido.

Por exemplo, os riscos ligados a projetos de empresas de transmissão de energia elétrica são diferentes, e geralmente menores, do que os das empresas de geração – que podem ser de energia eólica, solar, térmica ou hídrica. Empresas de água e saneamento possuem diferentes tipos de concessões. Quando falamos em infraestrutura logística, os riscos na atividade de um porto são diferentes dos riscos de concessões rodoviárias. Em resumo, deve-se analisar os setores e tipo de exposição realizada, que pode ser tanto via crédito (financiamento de operações), quanto via equity (compra de participação).

Neste relatório iremos aprofundar e caracterizar duas estruturas: os Fundo Incentivado de Investimentos em Infraestrutura (FI-Infra) e os Fundos de Investimentos em Participação em Infraestrutura (FIP-IE), que apesar de terem o mesmo foco de investimento, oferecem diferentes exposições ao investidor.

Fundo Incentivado de Investimentos em Infraestrutura (FI-Infra)

São fundos voltados para a disponibilização de recursos via crédito. Esses fundos podem investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) e em Debêntures Incentivadas. Esses fundos são constituídos como condomínios fechados, isso quer dizer que após o período da oferta, o investidor não consegue resgatar as cotas antes do prazo de duração do fundo. Por outro lado, com a Instrução CVM 606/19, que realiza alterações pontuais na Instrução CVM 555/14, houve a permissão para a listagem desses fundos na bolsa (B3), podendo então ser negociados no mercado secundário gerando liquidez e acesso aos investidores em geral.

Esses fundos contam com isenção de imposto de renda sobre o rendimento e também sobre ganho de capital. Os FI-Infra listados possuem liquidez D+2 após a confirmação de execução da ordem de venda. Vale pontuar que existem estruturadas fechadas, no qual a oportunidade de alocação é somente mediante ofertas públicas.

Fundos de Investimentos em Participação em Infraestrutura (FIP-IE)

Como o nome diz, são fundos de participação, que apesar de remeter à alocação apenas via equity, esse tipo de fundo também permite alocar em ativos de crédito, desde que sejam títulos conversíveis ou permutáveis em ações.

Estes fundos são constituídos sob a forma de condomínio fechado, ou seja, não é possível realizar o resgate de recursos. Por outro lado, desde 2020 é possível negociar as cotas desses fundos no mercado secundário, na medida que esses puderam ser listados na bolsa de valores (B3). Em relação à tributação, para o investidor pessoa física os rendimentos e ganhos de capital estão isentos de imposto de renda, já para pessoa jurídica existe a incidência de alíquota de 15% sobre rendimentos auferidos.

Apesar dos diferentes tipos de exposição, tanto os FI-Infra quanto os FIP-IE possuem 6 vantagens competitivas relevantes, como a (i) diversificação de risco, de forma a promover exposição a setores estruturalmente importantes, (ii) benefício fiscal, em decorrência dos incentivos de se investir em infraestrutura, (iii) maior liquidez, pelo fato de serem listados na bolsa de valores, permitem o resgate caso seja de interesse do investidor, (iv) gestão profissional, oriunda da expertise necessária para gerir um fundo de investimento, (v) acessibilidade, por trazer ao investidor comum acesso à estruturas antes reservadas a investidores profissionais e qualificados, e por último (vi) renda ou ganho de capital, como característica das operações compostas por esses fundos.

Alternativas de investimentos

Com o objetivo de apresentar as alternativas de investimentos citados no episódio #69 do Outliers, bem como caracterizar com as estruturas citadas neste relatório, confira a seguir com mais detalhes a alocação, exposição e características dos fundos de infraestrutura listados XPID11 e XPIE11.

XPIE11

O FIP XPIE11 – XP Infra II é um fundo de investimento em participações (FIP), gerido pela XP Asset e administrado pelo banco Genial.  Seu objetivo é adquirir ativos e participar do processo decisório de empresas dos setores de energia, transporte, água, saneamento básico, irrigação e outros projetos prioritários do Governo Federal. O XPIE11 investe nessas empresas através de participação societária, bônus de subscrição e/ou debêntures conversíveis ou não em ações. Voltado para Investidores qualificados, possui prazo de duração indeterminado, taxa de administração de 1,30% ao ano e taxa de performance 20% do que render acima de IPCA +7%.

Atualmente o portfólio do fundo é composto por 5 empresas, tanto do setor de energia solar, quanto de linhas de transmissão de energia elétrica:

Sol Maior II: empresa do grupo Lyon Capital Partners, voltada à geração de energia. Fica localizada no Estado do Tocantins. Para o portfólio do XPIE11 foram adquiridas debêntures simples e ações ordinárias da empresa;

Arteon Z Transmissões: empresa de linha de transmissão que fornece energia para os estados do Rio de Janeiro, Maranhão, Piauí e Bahia. A exposição do fundo se dá através de debêntures conversíveis e ações extraordinárias.

LC Energia: empresa do grupo Lyon, entrega seus serviços de energia nos estados da Bahia, Tocantins e Piauí. O fundo possui apenas debêntures conversíveis.

Transmissora de Energia Campinas Itatiba: empresa de linha de transmissão, fornece energia para o estado de São Paulo. Os instrumentos de investimento do fundo são debêntures simples.

Apodi Participações: empresa de usina solar instalada no Ceará. O instrumento de investimento do fundo são ações ordinárias.

XPID11

O XPID11 é um fundo de investimento em cotas de Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura de Renda Fixa, gerido pela XP Asset e administrado pelo banco Plural. A tese de investimentos do fundo se baseia em debêntures incentivadas de infraestrutura. Os investimentos estão concentrados principalmente nos setores de energia, desde geração, linhas de transmissão e subestações. Quase 99% do patrimônio líquido do fundo está alocado nos seguintes ativos:

Campitiba: empresa de linhas de transmissão que fornece energia para o estado de São Paulo.

Ourilândia do Norte Transmissora de Energia: empresa de linhas de transmissão que fornece energia para o estado do Piauí.

Arteon-Z: empresa de linhas de transmissão que fornece energia para os estados do Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão e Paiuí.

Oxe Participações: empresa de geração de energia através de biomassa, que produz energia para o estado de Roraima.

Gameleira: empresa de geração de energia hídrica para o estado de Goiás.

Goiás: empresa de geração de energia hídrica que produz também para o estado de Goiás.

De acordo com as projeções do gestor, é esperado que a carteira do fundo apresente um retorno bruto de IPCA + 7,6% ao ano. Por fim, cabe ressaltar que o fundo segue os critérios ESG (Environment, Social and Governance), ou seja, busca ter boas práticas ambientais, sociais e de governança para escolha dos ativos que compõem o XPID11.

Além das alternativas de investimentos, é importante entender como esse tipo de investimento pode entrar no portfólio dos investidores, de forma a oferecer uma exposição pouco correlacionada aos demais ativos mais tradicionais de uma carteira.

A alocação em investimento alternativos

Até pouco tempo atrás a participação dos investidores pessoa física em determinados tipos de investimentos era limitada pelo baixo número de ofertas e veículos disponíveis para esse tipo de aplicação. Entretanto, com o avanço do mercado de capitais e o aumento na distribuição de opções de investimentos classificados como Alternativos, é importante que o investidor compreenda essas estruturas, e como elas podem ser inseridas em suas carteiras.

Na elaboração das nossas carteiras recomendadas segmentamos as recomendações por classes de acordo com o horizonte de investimento (prazo) e a tolerância a riscos de cada investidor, sendo ao todo 7 carteiras distintas que se enquadram em diferentes níveis de risco e objetivos de investimentos.

alocacão em alternativos por politica de investimento

Na imagem acima é perceptível o aumento de alocação na medida que o risco e o horizonte de investimento das carteiras aumentam. Se para os portfólios mais conservadores a sugestão de alocação não passa dos 2 ou 3%, nas versões de mais risco, até 8% parece ser um percentual razoável para quem tem maior tolerância a risco e prazos longos para extrair melhores resultados desses investimentos.

Importante destacar que os investimentos alternativos, via de regra, contribuem para o processo de construção de uma carteira de investimentos eficiente, permitindo criar portfólios com retornos esperados mais elevados para um mesmo nível de risco ou com risco mais baixo para um mesmo nível de retorno esperado.

Os fundos ligados ao setor de infraestrutura podem ser vinculados à ganhos com a economia real, tanto na forma de rendimentos quanto de ganho de capital (valorização).

Além disso, vale reforçar a necessidade de investimentos em infraestrutura, ainda mais quando falamos em um país em desenvolvimento como o Brasil. De olho nessa necessidade e alta demanda, contar com a gestão especializada e foco assertivo na escolha dos ativos dos fundos faz e fará toda diferença.

Alocações realizadas com estratégia e de forma disciplinada em investimentos Alternativos são ferramentas importantíssimas para sofisticar os portfólios dos investidores, equiparando-os a grandes investidores institucionais e globais, dando acesso a um universo de produtos mais complexos e de maior risco, porém usados na dose certa, trazem diversificação e retornos superiores de longo prazo.

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