Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de quinta-feira fechou em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,99% e 1,08%, respectivamente.
• Do lado das empresas, (i) segundo o diretor da Petrobras, William França, a próxima edição do plano de negócios da estatal para o período de 2027 até 2031 terá grande foco em transição energética – no plano atual, de 2026 até 2030, a empresa projeta um investimento de US$ 13 bilhões em iniciativas de descarbonização, incluindo eletrificação de processos e uso de energia solar nas refinarias da empresa; e (ii) a Suzano publicou seu primeiro relatório elaborado de acordo com as recomendações da TNFD, e identificou ~388 mil hectares de áreas florestais com algum nível de sensibilidade à natureza em seu- o levantamento integra uma análise sobre dependências, impactos, riscos e oportunidades relacionados à natureza nas operações da companhia.
• Na política, a Previc publicou uma portaria com diretrizes para que os fundos de pensão brasileiros incorporem riscos ambientais, sociais e de governança às decisões de investimento de seu patrimônio de R$ 1,4 trilhão, avaliando as carteiras sob a ótica da dupla materialidade: financeira e de impacto – a norma regulamenta a Resolução Previc 26 e determina a criação de um plano ESG obrigatório, com prazo até 31 de dezembro de 2027 para entidades S1 e S2 e até o fim de 2028 para S3 e S4.
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Brasil
Empresas
Justiça suspende aportes na Braskem Idesa
“A Justiça paulista atendeu a pedidos de um grupo de credores da Braskem e deferiu tutela de urgência que suspende aportes na mexicana Braskem Idesa, controlada da petroquímica brasileira que também está reestruturando seus passivos. Além disso, seguindo recomendação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), nomeou uma administradora judicial para acompanhar a recuperação extrajudicial (RE) da petroquímica brasileira. Em decisão desta quinta-feira (24), a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou que a Braskem S.A. e suas controladas “se abstenham imediatamente de praticar novos atos de implementação patrimonial extraordinária da denominada ‘Operação BAKIDE’”, que compreende a reestruturação financeira da Braskem Idesa, dentro de um processo de “Chapter 11” (recuperação judicial nos Estados Unidos). O grupo de credores que questiona a operação na Justiça é formado por detentores de debêntures da 16ª e da 18ª emissões da Braskem e de títulos de dívida emitidos no mercado internacional, que não têm créditos junto à Braskem Idesa. Eles alegam que não receberam informações suficientes sobre a reestruturação financeira da subsidiária mexicana, que poderá levar a um comprometimento potencial de recursos da ordem de US$ 800 milhões.”
Fonte: Valor Econômico; 25/09/2026
Petrobras diz que próximo plano de negócios 2027-2031 terá grande foco em transição energética
“O diretor de processos industriais e produtos da Petrobras, William França, disse que a próxima edição do plano de negócios da estatal para o período 2027-2031 terá grande foco em transição energética. No plano atual, de 2026-2030, a empresa projeta um investimento de US$ 13 bilhões em iniciativas de descarbonização no período. Os planos incluem eletrificação de processos e uso de energia solar nas refinarias da empresa. “A gente precisa trabalhar forte em projetos de descarbonização”, disse. Em participação de painel na ROG.e, antiga Rio Oil & Gas, o executivo disse que a Petrobras tem o dever de participar ativamente da transição energética, mas que essa atuação deve ser feita de forma justa e inclusiva, para que não onere as contas de luz dos consumidores. França salientou que a estatal vai “se fundir” com o segmento do agronegócio para a produção de etanol e óleos vegetais. Segundo ele, a Petrobras “começou com o refino e vai acabar no refino”, começando a jornada com processamento de petróleo ao passo que no futuro, a empresa vai continuar no segmento, mas com produção de biocombustíveis. “O petróleo vai acabar um dia, espero que muito tarde, mas vamos continuar refinando, mas óleos vegetais”, disse.”
Fonte: Valor Econômico; 24/09/2026
Suzano identifica 388 mil hectares de áreas sensíveis à natureza em primeiro relatório TNFD
“A Suzano identificou aproximadamente 388 mil hectares de áreas florestais com algum nível de sensibilidade à natureza em seu primeiro relatório elaborado de acordo com as recomendações da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD). O levantamento faz parte de uma análise mais ampla sobre as dependências, impactos, riscos e oportunidades relacionados à natureza nas operações da companhia. O TNFD é uma estrutura internacional voltada à divulgação de informações financeiras relacionadas à natureza. Suas recomendações ajudam empresas a avaliar e divulgar riscos, dependências, impactos e oportunidades sobre a natureza. A análise das empresas é organizada em quatro frentes: governança, estratégia, gestão de riscos e impactos, e métricas e metas. A metodologia LEAP, utilizada pela Suzano, orienta as organizações a localizar suas interfaces com a natureza, avaliar dependências e impactos, analisar riscos e oportunidades e preparar respostas. Segundo Giordano Automare, gerente executivo de Sustentabilidade da Suzano, a iniciativa foi construída a partir de uma estrutura de gestão socioambiental que a empresa já mantinha. A companhia afirma acompanhar o TNFD desde 2021 e ter participado do grupo de 40 instituições que apoiaram a iniciativa em seu lançamento. Antes da publicação do framework, em 2023, a Suzano diz ter realizado pilotos internos com versões preliminares das recomendações.”
Fonte: Valor Econômico; 24/09/2026
Atvos adota insumos biológicos em 100% do plantio de seus canaviais
“A Atvos ampliou o uso de soluções biológicas no cultivo de cana-de-açúcar como parte de sua estratégia para aumentar eficiência, produtividade agrícola e sustentabilidade em campo. Atualmente, a companhia utiliza insumos biológicos em 100% das áreas de plantio de cana-de-açúcar. A adoção dessas soluções integra um conjunto de iniciativas implementadas pela companhia nas safras mais recentes. A produtividade média das usinas do grupo cresceu em 42%, passando de 52 toneladas por hectare, em 2021, para mais de 70 t/ha mais recentemente, conforme informou a empresa. Além do plantio, a Atvos está ampliando o uso de bioinsumos em outras etapas do manejo agrícola, incluindo o controle de pragas-chave, como a cigarrinha-da-raiz (Mahanarva fimbriolata), o bicudo-da-cana (Sphenophorus levis) e a broca-da-cana (Diatraea saccharalis). As soluções foram validadas em escala comercial nas oito unidades agroindustriais da companhia. Atualmente, os bioinsumos são aplicados em 100% das áreas de plantio e corte de soqueira, além de integrarem estratégias de proteção de cultivos e práticas de agricultura regenerativa.”
Fonte: NovaCana; 24/09/2026
Estatizar a Braskem não está no escopo, diz presidente da Petrobras
“A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quinta-feira (24) que a estatização da Braskem não está no escopo da discussão de recuperação da petroquímica. Segundo a executiva, ampliar a participação da Petrobras na Braskem não está no horizonte. “Não há o que falar em aportarmos recursos na Braskem sem falar em parceiros”, disse a presidente da estatal, a jornalistas, após participar de painel na ROG.e, conferência do setor de óleo e gás organizado pelo IBP. A presidente também foi questionada sobre se há preocupação quanto à possibilidade de os Estados Unidos suspenderem a exportação de diesel. “Não apostamos em suspensão de exportação de diesel pelos Estados Unidos”, disse Chambriard. “Até agora, não está faltando produto”, afirmou. Segundo a executiva, a companhia costuma também comprar diesel da Índia, com quem mantém conversas. O objetivo da companhia de alcançar a autossuficiência em diesel é reforçado em tempos como esse, disse Chambriard. Atualmente, a estatal atende 70% da demanda doméstica.”
Fonte: Valor Econômico; 24/09/2026
Heineken quer diminuir uso de água na fabricação de bebidas até 2030
“O grupo Heineken divulgou nesta quinta-feira (24) uma revisão nas metas voluntárias de sustentabilidade da empresa, com a promessa de reduzir o uso de água na fabricação de bebidas em 10,3% até 2030, na comparação com o objetivo anterior. Em 2021, a companhia havia prometido consumir 2,9 hectolitros de água (hl, unidade equivalente a cem litros) a cada hl de bebida produzido no mundo até 2025. A nova meta global será de 2,6 hl de água por hl de produto. Empresa revisa estratégia de sustentabilidade e mantém meta de neutralizar emissão de carbono Compromissos nas áreas ambiental, social e de responsabilidade são voluntários Nem todas as cervejarias seguirão a mesma métrica. Em fábricas localizadas em áreas de estresse hídrico, como Itu (SP), o consumo máximo deverá passar de 2,6 hl de água por hl de bebida para 2,4 hl de água a cada hl fabricado, uma redução de 7%. Segundo relatório de 2024 do grupo Heineken, o consumo médio nas operações das cervejarias da empresa em todo o mundo foi de 3,1 hl de água por hl de bebida. As outras metas ambientais da companhia, que envolvem reduzir as emissões de dióxido
de carbono (CO ) e reaproveitar materiais, seguem iguais àquelas apresentadas em 2021. A nova estratégia tem 16 objetivos e será chamada no Brasil de “Heineken Brinda um Mundo Melhor.”
Fonte: Folha de São Paulo; 24/09/2026
Climate Journal: o clima entrou na conta dos investidores
“A agenda climática já faz parte das decisões de investimento no Brasil e começa a abrir novas oportunidades para o mercado financeiro, na avaliação de Carlos Takahashi, o Cacá, chairman da BlackRock Brasil e diretor da Anbima e coordenador da Rede ANBIMA de Sustentabilidade. Em entrevista ao Climate Journal, videocast do Brazil Journal, Cacá afirma que a transição climática deixou de ser apenas uma questão de sustentabilidade e passou a incorporar riscos e oportunidades que afetam diretamente o retorno dos investimentos. Segundo ele, o mercado brasileiro vem avançando na incorporação dos riscos climáticos, impulsionado pela evolução da regulação, pelo crescimento dos fundos e pela maior maturidade das instituições financeiras. “Aquilo que trazia impacto no longo prazo, hoje traz impacto no curto prazo,” Cacá disse ao Brazil Journal. Na avaliação do executivo, o principal desafio agora é conectar projetos, financiamento, capital público e privado para dar escala à transição. Ele cita o EcoInvest, programa do Tesouro Nacional, como exemplo de mecanismo capaz de combinar recursos públicos e privados para financiar projetos de longo prazo. “O capital público tem que entrar no lugar certo e ficar pelo tempo certo,” disse. Segundo Cacá, o Estado deve assumir riscos iniciais e criar condições para que, posteriormente, o capital privado ocupe esse espaço.”
Fonte: Brazil Journal; 24/09/2026
Política
Previc põe os R$ 1,4 trilhão de fundos de pensão na régua ESG
“Os fundos de pensão brasileiros ganharam um roteiro detalhado para incorporar riscos ambientais, sociais e de governança às decisões de investimento do seu patrimônio de R$ 1,4 trilhão — equivalente a 11% do PIB. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão que fiscaliza e supervisiona o setor, publicou uma portaria que traz as diretrizes para que as entidades avaliem suas carteiras sob a ótica da dupla materialidade: financeira e de impacto. A norma regulamenta a Resolução Previc 26, de dezembro de 2025, que trouxe essa obrigação e fixou prazo até 31 de dezembro de 2027 para as entidades maiores (classificadas como S1 e S2) e até o fim de 2028 para as menores (S3 e S4). Faltava o “como”, que chegou agora. A portaria determina a criação de um “plano ASG” obrigatório, que precisa ser aprovado pela diretoria executiva e pelo conselho deliberativo dos fundos de pensão. Esse documento deve organizar, de forma progressiva, a análise de riscos e a divulgação de impactos de sustentabilidade. A norma traz o conceito de materialidade: um tema é material se for relevante para a tomada de decisão. A materialidade financeira olha de fora para dentro: como questões ambientais, sociais e de governança podem afetar o valor de um investimento. Na definição da portaria da Previc, isso abrange o desempenho dos ativos, a solvência e a capacidade de o plano pagar os benefícios prometidos. Considera tanto riscos de ativos e emissores específicos quanto riscos de sistema, que afetam a economia como um todo. Aqui a pergunta é: isso pode fazer o fundo de pensão perder ou ganhar dinheiro?”
Fonte: Capital Reset; 24/09/2026
Guerra abre debate sobre aumentar mistura de biocombustível, diz CEO da Inpasa
“O conflito no Oriente Médio aumentou o interesse pelos biocombustíveis, abrindo uma oportunidade única para as empresas do setor e para o Brasil, disse Eder Lopes, o CEO da Inpasa, segunda maior produtora global de etanol e líder no etanol de milho. “Hoje o mundo inteiro discute como buscar outra alternativa para ter uma segurança energética e não ficar dependente apenas do petróleo. E eles veem essa experiência no Brasil, que já começou há quase cinquenta anos, como de muito sucesso,” disse Lopes nesta entrevista gravada durante o J. Safra Investment Conference 2026. Além dos impactos da guerra no Irã sobre o mercado de combustíveis devido ao fechamento do Estreito de Hormuz, os ataques da Ucrânia contra refinarias na Rússia reduziram a produção de diesel do país e levaram ao corte de exportações. A situação gera preocupação entre especialistas com o risco de faltar diesel, ainda mais depois de notícias de que os Estados Unidos estariam avaliando suspender exportações para privilegiar o suprimento interno. Com esse cenário, diversos países estão olhando para um aumento na mistura de biodiesel ao diesel como uma solução, disse Lopes – a Inpasa já produz o biocombustível no Paraguai para atender ao mercado interno e exportar para a Europa. “Faz total sentido para o Brasil,” disse o executivo, que vê os veículos no País tecnicamente preparados para um eventual movimento nesse sentido. Ele também comentou que o setor tem se beneficiado de ventos favoráveis depois da operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, e outras medidas de Governo e reguladores contra irregularidades no mercado de combustíveis.”
Fonte: Brazil Journal; 24/09/2026
BNDES anuncia criação de centro de estudos para desenvolvimento sustentável
“O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta quinta-feira (24) a criação do Centro de Estudos Aplicados para o Desenvolvimento Sustentável (Ceads), uma espécie de think tank voltado à formulação de políticas públicas e à produção de estudos estratégicos para o desenvolvimento do país. A iniciativa reunirá pesquisas e debates sobre temas considerados prioritários para o futuro da economia brasileira. Segundo Mercadante, o centro terá uma agenda ampla, cobrindo áreas como bioeconomia e florestas, desenvolvimento urbano sustentável, descarbonização da indústria, minerais críticos, inteligência artificial, varejo, audiovisual, cultura, esporte e modernização do futebol brasileiro. “Esse centro vai permitir fazer esse debate de forma mais organizada. Queremos que o Brasil tenha um grande centro de pensamento, de formulação, de elaboração de políticas públicas e de soluções para os desafios do país”, afirmou. Ao defender a iniciativa, o presidente do BNDES disse que o banco precisa fortalecer sua atuação como formulador de estratégias de desenvolvimento, além da função de financiador de projetos.”
Fonte: Valor Econômico; 24/09/2026
Ministério de Minas e Energia estima SAF em até 10% do combustível de aviação em 2030
“O combustível sustentável de aviação (SAF) pode representar entre 5% e 10% do volume de combustível utilizado pela aviação no Brasil em 2030, segundo estimativa do Ministério de Minas e Energia (MME). A projeção foi apresentada à CNN pelo secretário nacional de petróleo, gás natural e biocombustíveis do MME, Renato Dutra. Segundo ele, o percentual dependerá da matéria-prima utilizada e da rota tecnológica escolhida para a produção. “Em 2030, nós temos uma meta prevista de 4% a 5% de redução de emissões no combustível usado na aviação, no setor aéreo. Esse percentual pode variar em termos de volume. Vai depender da matéria-prima usada para produzir o SAF e da rota tecnológica escolhida para essa produção”, afirmou. Dutra ainda concluiu: “Então, a gente acredita que, ao redor de 2030, entre 5% e 10% do volume do combustível já possa ser SAF”. Dutra também afirmou que o Brasil poderá produzir SAF não apenas para atender à demanda doméstica, mas também para exportar o combustível e ajudar outros países a cumprir metas de descarbonização da aviação. A legislação brasileira, no entanto, estabelece metas de redução de emissões, e não um percentual fixo de mistura de SAF. Pela Lei do Combustível do Futuro, os operadores aéreos devem reduzir em 3% as emissões de gases de efeito estufa nas operações domésticas a partir de 2030. A meta começa em 1% em 2027 e cresce gradualmente até 10% em 2037.”
Fonte: NovaCana; 24/09/2026
Internacional
Empresas
Google planeja primeiro teste de chips de IA no espaço
“O Google, da Alphabet, afirmou nesta quinta-feira (24) que lançará um protótipo de satélite na próxima semana, no primeiro teste em órbita do projeto Suncatcher, uma iniciativa de pesquisa para explorar a possibilidade de instalar infraestrutura de computação de inteligência artificial em larga escala no espaço. Empresas como SpaceX e Starcloud desenvolvem planos para instalar centros de dados na órbita baixa da Terra, buscando aproveitar a luz solar quase contínua para alimentar sistemas de computação de IA, que consomem grandes quantidades de energia, e contornar as limitações do fornecimento de eletricidade em terra. A nova missão, programada para embarcar no próximo lançamento compartilhado Transporter-18, da SpaceX, em parceria com a empresa de satélites Planet Labs, avaliará como o hardware de IA do Google resiste às forças do lançamento, à radiação e às temperaturas extremas na órbita baixa da Terra. Após o lançamento, um protótipo de satélite equipado com unidades de processamento tensorial (TPUs, na sigla em inglês) do Google será enviado à órbita baixa da Terra para avaliar se os chips de IA conseguem operar de maneira confiável no espaço. A radiação espacial pode interferir no funcionamento de componentes eletrônicos ou degradá-los, inclusive provocando erros de dados conhecidos como inversões de bits.”
Fonte: Valor Econômico; 24/09/2026
Política
Eurasia prevê Congresso democrata em meio a disparada de combustíveis
“A Eurasia, uma das principais empresas de análise de risco político do mundo, alterou seu cenário-base, para uma retomada do controle do Senado pelos democratas nas eleições de novembro. Como a conquista na Câmara já era o mais provável, agora a Eurasia passa a ver que os dois últimos anos de mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, serão com um Congresso liderado pela oposição.”
Fonte: Valor Econômico; 25/09/2026
Expansão de data centers surge como tema divisivo nas eleições de meio de mandato no Texas
“A poucas semanas das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro, o governador do Texas, Greg Abbott, tenta conquistar eleitores que se opõem à proliferação de centros de dados no estado. A expansão dessas instalações gerou apreensão entre os texanos, que temem a desestabilização da rede elétrica e o aumento das tarifas de energia para o consumidor. Nesta semana, Abbott instruiu a Comissão de Qualidade Ambiental do Texas (TCEQ) a suspender a emissão de todas as licenças solicitadas por centros de dados até que o operador da rede estadual conclua uma auditoria dos projetos. A suspensão das licenças pela TCEQ — que abrange autorizações relacionadas a emissões atmosféricas e tratamento de águas residuais — representa mais uma medida de escrutínio sobre os centros de dados no “Estado da Estrela Solitária”. A decisão segue uma diretriz emitida por Abbott no mês passado para auditar os projetos que aguardam conexão à rede estadual. A reação do governador republicano à insatisfação pública com os centros de dados ocorre após ele ter sido um grande defensor do setor, ecoando a posição do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a inteligência artificial impulsionará a economia e criará muitos empregos. Os centros de dados tornaram-se um ponto de controvérsia entre eleitores de áreas rurais e suburbanas do Texas, num momento em que os republicanos enfrentam uma das disputas mais acirradas dos últimos anos para manter o estado sob domínio republicano. Pesquisas recentes indicam que a rival de Abbott, a democrata Gina Hinojosa, vem ganhando terreno na corrida pelo governo do estado.”
Fonte: Financial Times; 24/09/2026
África do Sul corre para manter exportações automotivas competitivas na era dos veículos elétricos
“A África do Sul corre o risco de perder a futura produção de veículos para rivais asiáticos à medida que montadoras globais decidem onde fabricar a próxima geração de veículos elétricos, apesar de um novo incentivo fiscal do governo destinado a atrair investimentos, segundo executivos do setor. A indústria, que exporta cerca de dois terços de sua produção, busca um lugar nas cadeias globais de suprimentos de veículos elétricos (VEs) enquanto concorrentes na Ásia e na América do Sul atraem investimentos. O presidente Cyril Ramaphosa sancionou uma lei que prevê uma dedução fiscal de 150% para estimular a produção de veículos elétricos e a hidrogênio a partir de março de 2026; no entanto, executivos e analistas afirmam que o futuro do setor dependerá de fatores que o incentivo não consegue abordar diretamente, como o fornecimento confiável de eletricidade, a infraestrutura de recarga, a demanda dos consumidores, a segurança jurídica das políticas e a competitividade nas exportações. A indústria automotiva é um pilar da economia sul-africana, respondendo por 23,8% da produção manufatureira em 2025, empregando diretamente cerca de 113 mil pessoas e sustentando outros 498 mil empregos. Cerca de 67% dos veículos fabricados localmente são exportados, sendo que a União Europeia e o Reino Unido representam 63% desses embarques. Ambos os mercados estão endurecendo rapidamente as normas de emissões e acelerando a transição para veículos com menores índices de emissão.”
Fonte: Reuters; 24/09/2026
Canadá desenvolverá estrutura para o mercado de remoção de carbono no âmbito do Acordo de Paris
“O Canadá está trabalhando no desenvolvimento de políticas que permitam às suas empresas nacionais de remoção de carbono participar de mercados internacionais de carbono — uma iniciativa que, segundo defensores, ajudará a estimular investimentos em novas tecnologias e a fortalecer os laços econômicos do país com a UE e a Ásia. O governo anunciou, na quinta-feira, que desenvolverá uma estrutura normativa com base no Artigo 6 do Acordo de Paris, o qual permite aos países cooperar para atingir suas metas climáticas nacionais por meio de medidas como mercados internacionais de carbono e a negociação de créditos verificados de redução ou remoção de emissões. O Canadá abriga uma indústria de remoção de carbono em expansão, que inclui a Deep Sky — a primeira empresa norte-americana a fornecer créditos de remoção verificados provenientes da tecnologia de captura direta do ar, a qual retira o excesso de dióxido de carbono diretamente da atmosfera. O mercado interno de compradores de remoção de carbono é pequeno em relação à escala de investimento de que o setor necessita, segundo a organização do setor Carbon Removal Canada. Uma estrutura baseada no Artigo 6 estabeleceria regras claras de contabilização e autorização, permitindo que projetos canadenses de remoção de carbono gerassem créditos passíveis de se tornarem ativos internacionais, ampliando assim a demanda por eles. Essa demanda ajudará a viabilizar novos projetos, afirmou a Carbon Removal Canada, acrescentando que o Canadá conta atualmente com uma capacidade de remoção de carbono de aproximadamente 11 megatoneladas, proveniente de projetos anunciados que aguardam construção.”
Fonte: Reuters; 24/09/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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