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COP28 se aproxima do fim: Aliança Global de Descarbonização e taxa de carbono da UE em pauta | Café com ESG, 11/12

Plano da UE de tributar poluição de carbono gera debate na COP28; Energisa foca na produção de biometano

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou a semana passada em território negativo, com o IBOV e o ISE registrando queda de -0,9% e -0,2% respectivamente. Já o pregão de sexta-feira encerrou com o IBOV subindo +0,86% e o ISE avançando +0,32%.

• No Brasil, o braço de soluções da Energisa, a (re)energisa, está se preparando para o início de um novo negócio de biometano, cujo pontapé foi dado em agosto com a aquisição da empresa de biofertilizantes Agric, com operações em Santa Catarina, por R$60 milhões – a empresa pretende colocar em operação uma usina localizada em Campos Novos com capacidade de processar 25 mil metros cúbicos por dia de biometano, de olho no grande potencial de negócios com a fonte. 

• Na COP28, (i) segundo a Agência Internacional de Energia, os compromissos de redução de emissões previstos na nova Aliança Global de Descarbonização, assumidos por cerca de 130 países e 50 empresas de combustíveis fósseis, ainda deixarão o mundo longe de limitar o aquecimento global em 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais – a implementação do conjunto de medidas apenas reduziria a disparidade de emissões entre a trajetória atual e um cenário de 1,5ºC em cerca de um terço até 2030; e (ii) um plano da União Europeia para tributar a poluição de carbono emitida para fabricar bens importados acendeu um debate em Dubai, uma vez que os países em desenvolvimento temem que tais tarifas prejudiquem os meios de subsistência e o crescimento econômico – por meio do imposto previsto no Mecanismo de Ajuste das Fronteiras de Carbono, a UE espera estabelecer um preço para o carbono emitido para fabricar produtos com utilização intensiva de energia, como ferro, aço, cimento, fertilizantes e alumínio noutros países.

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Brasil

Empresas

Firjan pede destaque à bioeconomia na indústria

“Em novo relatório lançado durante a COP28, conferência da ONU sobre crise climática, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) quer chamar a atenção da indústria para a urgência da transformação verde. Intitulado “Bioeconomia, Natureza e Negócios”, o documento aponta as tendências globais para o crescimento de setores como combustível de aviação sustentável (SAF, da sigla em inglês), diesel verde (HVO – Óleo Vegetal Hidrotratado), hidrogênio sustentável e de baixo carbono, e sistemas agroflorestais, que contribuem para a manutenção das florestas em pé. Também explicita mecanismos e modelos de negócios para a indústria continuar gerando receita, mas dentro de uma lógica econômica menos poluidora e mais responsável com o meio ambiente e as pessoas. São apresentados, por exemplo, modelos de Soluções baseadas na Natureza (SbN), Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE), Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e infraestrutura verde para segurança hídrica. “O assunto é importante e, ao mesmo tempo, urgente. Portanto, precisa ser prioritário para os dirigentes e líderes”, diz Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan. “Não é fácil, é incômodo, mas temos que nos sacrificar e dar passos para trás dos benefícios que o progresso, que o capitalismo nos conferiu.”. ”

Fonte: Valor Econômico, 11/12/2023

OceanPact firma contrato de R$ 485 milhões com a Petrobras para realizar inspeções

“Empresa de serviços nas áreas de meio ambiente, logística e engenharia, a OceanPact informou na última sexta-feira (8) a assinatura de contrato no valor de aproximadamente R$ 485 milhões com a Petrobras. De acordo com informações da própria OceanPact, a empresa se saiu vencedora numa licitação para realizar inspeções de ancoragem de FPSOs (sigla em inglês para unidades flutuantes de armazenamento e transferência) e plataformas semi-submersíveis da petroleira até 2026. O contrato, segundo a OceanPact, prevê a inspeção de sistemas de ancoragem de plataformas, totalizando cerca de 1.500 quilômetros de linhas de amarração e 600 elos. Tanto a inspeção quanto a limpeza dos sistemas são requisitos regulatórios exigidos pelas sociedades classificadoras e servem como um dos mecanismos de controle de segurança operacional das plataformas. No setor de navegação, as sociedades classificadoras são entidades privadas especializadas que atuam na fase do projeto, da construção e comissionamento de embarcações.”

Fonte: Valor Econômico, 09/12/2023

Divisão da Energisa dará início ao negócio de biometano do grupo

“Braço de soluções da Energisa, a (re)energisa está se preparando para o início do novo negócio, de biometano, cujo pontapé foi dado em agosto com a aquisição da empresa de biofertilizantes Agric, com operações em Santa Catarina, por R$ 60 milhões. A empresa pretende colocar em operação uma usina localizada em Campos Novos com capacidade de processar 25 mil metros cúbicos por dia (m3 /dia) de biometano, de olho no grande potencial de negócios com a fonte. A Agric tem como operação principal a compostagem de resíduos orgânicos para a produção de biofertilizante. Segundo a vice-presidente de soluções da (re)energisa), Roberta Godoi, o biometano tem sinergias com outros negócios do grupo e é parte da estratégia de diversificação da Energisa, que detém a concessão de uma empresa de distribuição de gás natural, a ES Gás. A executiva salientou que a capacidade atual de biometano é de 470 mil m3 /dia, ainda insuficiente para atender a uma demanda crescente pelo insumo por empresas que buscam reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Até 2029, a capacidade instalada deve atingir cerca de 6,6 milhões de m3 /dia de biometano, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Associação Brasileira do Biogás e Biometano (Abiogás). A alta demanda faz com que a empresa aposte suas fichas na produção do gás renovável, de olho em clientes interessados em descarbonizar seus negócios.”

Fonte: Valor Econômico, 11/12/2023

WEG muda o comando, mas mantém a mesma estratégia, diz presidente do conselho

“A indicação do nome de Alberto Yoshikazu Kuba para ocupar a vaga de diretor-presidente da multinacional fabricante de equipamentos WEG no lugar de Harry Schmelzer Júnior não deve representar mudanças significativas na gestão da empresa, disse o presidente do conselho de administração da companhia, Décio da Silva, em entrevista exclusiva ao Valor. A empresa anunciou nesta sexta-feira (8) a troca de comando da empresa, que terá a missão de dar continuidade aos negócios da gigante catarinense em um ambiente cada vez mais competitivo, mudanças em frentes de negócios e necessidade constante de investimentos. Schmelzer deve continuar na empresa, já que foi indicado pelo acionista controlador, a WPA, a uma cadeira no conselho de administração. A mudança vai ocorrer em abril de 2024. Silva, que também foi presidente da empresa por 18 anos e é filho do fundador Eggon João da Silva, reforça que mudanças radicais não devem acontecer, já que a estratégia de crescimento da companhia tem dado certo e não precisa mudar. Ele acredita que pode haver mudanças pontuais em linhas de produtos e adequações para adaptações do mercado, mas essas estratégias são revistas a cada dois anos pelos executivos junto com o conselho de administração.”

Fonte: Valor Econômico, 08/12/2023

Depois de ter 17.000 consultoras isoladas pela seca na Amazônia, Natura &Co foca em regeneração

“Em cerca de duas décadas de trabalho na Natura &Co, Ângela Pinhati, diretora de sustentabilidade da companhia, nunca tinha visto os impactos das mudanças climáticas na operação de forma tão extrema quanto neste ano. “A gente sentiu na pele a seca na Amazônia, em novembro. Ao todo, 17.000 consultoras ficaram completamente isoladas, sem conseguir receber ou vender os produtos pela seca do rio e a inascessibilidade logística”, diz. O mesmo aconteceu com fornecedores de matéria-prima da região. “Ao menos três deles não conseguiam nos enviar os insumos”. Agora, em Dubai, a executiva, que recém assumiu o cargo, participa da sua primeira COP e busca conectar todas as discussões que tem acompanhado com o aprimoramento de práticas sustentáveis da Natura &Co, especialmente quando o assunto é regeneração. “O conceito da regeneração passa a ser o principal tema não só da agenda da Natura, mas de toda a companhia. Toda a estratégia da está em fase de revisão para ser relançada no início de 2024, quando as metas desenhadas para 2050 completarão 10 anos. Além disto, participamos de três paineis por aqui para difundir o conceito”. O conceito da regeneração vem sendo tratado de uma forma holística, baseada em desenvolvimento, na cura de pessoas, das relações e da natureza, nas palavras da diretora. “Tudo que toca ou é tocado pelo nosso ecossistema de negócios deveria sair melhor do que entrou.”

Fonte: Exame, 10/12/2023

Mina da Braskem cede sob a Lagoa Mundaú

“Parte da mina de sal-gema da Braskem em Maceió, que permanece sob risco de colapso, desabou na tarde do domingo (10) sob a Lagoa Mundaú, agravando a crise da petroquímica em Alagoas. Depois de ter desalojado 40 mil pessoas, que foram retiradas de cinco bairros por causa do afundamento do solo, a antiga mineração ainda oferece risco de grave dano ambiental, em um desastre que começa a arrastar também a Petrobras, segunda maior acionista da companhia colocada à venda pela Novonor (ex-Odebrecht). O evento geológico, que pode ter causado prejuízos de até R$ 34 bilhões segundo estudo do Instituto Alagoas ao qual o Valor teve acesso, avançou no domingo com o rompimento de uma parte da mina 18 que avança sob a lagoa, área de preservação ambiental e fonte de renda para milhares de marisqueiras e pescadores. Dona de 36,1% da Braskem, a Petrobras ainda não se manifestou sobre o desastre em Maceió. Nos últimos dias, porém, o nome da estatal, que ainda não definiu se vai vender sua fatia na petroquímica ou comprar seu controle, ganhou relevância nas discussões, sobretudo depois de o Senado ter aprovado a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem.”

Fonte: Valor Econômico, 10/12/2023

Política

No PL do licenciamento ambiental, Febraban quer limitar responsabilidade de bancos

“Diante de propostas que, por um lado, buscam simplificar o licenciamento ambiental, e por outro buscam pura e simplesmente enfraquecê-lo, como vemos em jogo no projeto de lei sobre o tema em andamento no Senado Federal, chama a atenção a articulação que vem sendo desenvolvida pela Febraban para impedir a responsabilização civil (ou seja, a responsabilização pelo custo da reparação) por danos ambientais decorrentes de atividades financiadas pelos bancos. No Brasil, desde 2008 para o crédito rural (ainda que apenas para o bioma Amazônia) e desde 2014 para o crédito em geral (e também para outras operações financeiras desenvolvidas por instituições fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil), existe o dever de implementar sistemas de gestão de riscos socioambientais pelas instituições financeiras – as regras foram ampliadas e aprofundadas em 2021 para as operações financeiras em geral e, para o crédito rural, isso se deu em vários momentos, sendo o último em junho de 2023.  Além disso, o setor bancário brasileiro é bastante ativo em iniciativas de autorregulação em âmbito global, em que assumem compromissos voluntários para gerir riscos e oportunidades dessa natureza (ainda que muitas vezes não exista qualquer monitoramento sobre o efetivo cumprimento de tais compromissos), aos quais se dá imensa publicidade.”

Fonte: Capital Reset, 08/12/2023

Marina Silva cobra liderança de países ricos na redução do uso de combustíveis fósseis

“A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou neste sábado, 9, que é “imperativo” eliminar a dependência dos combustíveis fósseis, mas ponderou que os países ricos precisam liderar o processo. Marina discursou durante reunião ministerial de alto nível na 28ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai. Em sua fala, a ministra disse ainda que o mundo precisa agir com “sentido de urgência” diante do aquecimento global. Na última semana, o Brasil foi questionado devido a sua postura na COP-28, que tem sido vista como dúbia por ambientalistas. Ao mesmo tempo em que tenta retomar protagonismo na agenda ambiental global, o país anunciou, durante a COP28, que integraria a Opep+, grupo da Organização dos Países Produtores de Petróleo. “É imperativo eliminar o mais rápido possível a dependência de nossas economias dos combustíveis fósseis”, disse a ministra. Segundo Marina, é preciso que os países aumentem o ritmo do desenvolvimento de energias renováveis e que os produtores e consumidores de petróleo tirem o pé do acelerador das energias fósseis. “O esforço é de todos, mas os países desenvolvidos devem liderar esse processo de implementação”, destacou.”

Fonte: Exame, 09/12/2023

Internacional

Empresas

Setor lácteo contribui com mais emissões do que aviação, segundo documento

“A organização para a Alimentação e Agricultura deve lançar amanhã o seu tão anunciado Roteiro Global para a Agricultura. Este deverá ser o ano em que a alimentação finalmente terá destaque na COP – nos anos anteriores conseguiu permanecer bem fora do radar, com o foco permanecendo firmemente na indústria dos combustíveis fósseis e outros emissores. O jornal inglês “The Guardian” revelou neste sábado que  lobistas de empresas agrícolas industriais e grupos comerciais compareceram em números recorde na COP 28, com três vezes mais delegados representando a indústria da carne e dos laticínios do que no ano passado. Estão presentes representantes de algumas das maiores empresas do agronegócio do mundo – como o fornecedor de carne JBS, a gigante de fertilizantes Nutrien, a gigante de alimentos Nestlé e a empresa de pesticidas Bayer – bem como de poderosos grupos de lobby da indústria. O “Guardian” salientou que “estima-se que as emissões das cinco maiores empresas de carne do mundo sejam significativamente maiores do que as das empresas petrolíferas Shell e BP, enquanto a contribuição de 3,4% da indústria leiteira para as emissões globais induzidas pelo homem é uma percentagem superior à da aviação”.”

Fonte: Valor Econômico, 11/12/2023

Pressão aumenta para empresas adotar análise de Direitos Humanos na cadeia

“Neste domingo (10), a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 75 anos. Mas, foi só a partir de 2011, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou os Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos (na sigla usada em inglês, UNGPs), que essa agenda passou, de fato, a ser incorporada na pauta dos gestores de negócios. Mais recentemente, com o aumento da pressão social e a propagação das práticas ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa) no meio corporativo, as empresas começaram a ser mais cobradas para cuidar não apenas do portão para dentro, mas também de sua cadeia de valor. A exigência para que empresas verifiquem se seus fornecedores estão seguindo as mesmas diretrizes da ONU foi um dos principais temas discutidos no 12° Fórum de Empresas e Direitos Humanos, evento que reuniu mais de 2,5 mil pessoas de dezenas de nacionalidades no Palais des Nations, em Genebra, na Suíça, entre 27 e 29 de novembro, e outras 1 mil nas transmissões on-line. Nas mesas de discussão e audiência dos painéis, representantes indígenas, quilombolas, pessoas LGBTQIAP+, Pessoas com Deficiência, representantes empresariais, advogados, consultores, acadêmicos e profissionais do terceiro setor, se dividiram para explicar seu ponto de vista e cobrar mudanças do setor corporativo e de governos.”

Fonte: Valor Econômico, 11/12/2023

Política

Plano da UE de tributar poluição de carbono emitida para fabricar bens importados preocupa países emergentes

“Um plano da União Europeia (UE) para tributar a poluição de carbono emitida para fabricar bens importados de países como a Índia e a China acendeu um debate na conferência das Nações Unidas sobre o clima no Dubai, uma vez que os países mais pobres temem que tais tarifas prejudiquem os meios de subsistência e o crescimento econômico. Por meio do imposto, a UE espera estabelecer um preço para o carbono emitido para fabricar produtos com utilização intensiva de energia, como ferro, aço, cimento, fertilizantes e alumínio noutros países. O objetivo é reduzir as emissões provenientes das importações e criar condições equitativas para os produtos fabricados no bloco europeu, que devem cumprir normas verdes mais rigorosas. A questão atinge um dilema central que os decisores políticos estão debatendo na COP 28 em Dubai: como fazer com que o mundo se torne mais verde sem perturbar as economias em desenvolvimento mais frágeis. Os países em desenvolvimento estão preocupados com o fato de o imposto previsto no Mecanismo de Ajuste das Fronteiras de Carbono (CBAM, na sigla em inglês) da UE prejudicar as suas economias e tornar demasiado caro o comércio com o bloco.”

Fonte: Valor Econômico, 10/12/2023

Lei britânica contra importação de commodities ligadas a desmatamento entra em fase de implementação

“Óleo de palma, cacau, carne, couro e soja vão ser incluídos na nova legislação do Reino Unido de produtos importados sem relação com desmatamento. A Forest Risk Commodities Legislation (FRC), que começou a ser produzida há dois anos, entra agora na fase de implementação. O anúncio foi feito neste sábado, na COP 28, em Dubai, pelo ministro do Meio Ambiente Steve Barclay. A lei britânica exige que empresas importadoras destes produtos estabeleçam e apliquem um sistema de rastreamento da cadeia de produtos. A obrigação britânica engloba empresas do Reino Unido com um volume de negócios global superior a 50 milhões de libras (cerca de US$ 62 milhões). As empresas que não excederem transações com volume anual de 500 toneladas podem ser isentas. “Perdemos globalmente florestas equivalentes a 30 campos de futebol por minuto”, disse Barclay. “Estamos limpando as cadeias de abastecimento para garantir que as grandes empresas do Reino Unido não sejam responsáveis pelo desmatamento ilegal. Isto também significa que os compradores podem ter a certeza de que o dinheiro que gastam faz parte da solução e não do problema”, continuou. A lei britânica é diferente da europeia, a European Union Deforestation Regulation (EUDR).”

Fonte: Valor Econômico, 09/12/2023

Arábia Saudita aumenta pressão sobre os Emirados Árabes Unidos para desviar o foco da COP28 do petróleo e do gás

“A Arábia Saudita está a obstruir as principais negociações climáticas da ONU e a pressionar a sua presidência, os Emirados Árabes Unidos, numa tentativa de desviar o foco dos países produtores de petróleo e gás, de acordo com várias pessoas envolvidas nas conversações. Sultan al-Jaber, presidente da COP28 e chefe da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi, está “sob muita pressão” da Arábia Saudita, disseram negociadores e autoridades europeias. Falando no domingo, Jaber disse: “Chegou a hora de todas as partes se envolverem construtivamente e virem até mim com essa linguagem [sobre o futuro dos combustíveis fósseis]. Quero que todos demonstrem flexibilidade, atuem com urgência e encontrem um terreno comum.” Uma autoridade do Golfo disse que os sauditas não estavam satisfeitos com a forma como os Emirados Árabes Unidos conduziam as discussões em Dubai. O ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman , meio-irmão do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, perdeu a sessão plenária agendada da ONU no sábado depois de ser surpreendido nas negociações, disse uma pessoa informada sobre o assunto.”

Fonte: Financial Times, 10/12/2023

As promessas de combustíveis fósseis da COP28 não limitarão o aquecimento global a 1,5°C, diz IEA

“As promessas de redução de emissões feitas por cerca de 130 países e 50 empresas de combustíveis fósseis no início da cimeira climática da ONU ainda deixarão o mundo longe do caminho certo para limitar o aquecimento global a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais, de acordo com uma análise da Organização Internacional. Agência de Energia. Juntos, os países respondem por mais da metade do produto interno bruto mundial, disse a agência. A IEA calculou que a implementação plena de um conjunto de medidas que fazem parte de uma nova aliança global de descarbonização apenas reduziria a disparidade de emissões relacionadas com a energia entre a trajetória atual e um cenário de 1,5ºC em cerca de um terço até 2030. “É bom, mas não é suficiente”, disse o presidente-executivo da IEA, Fatih Birol, ao Financial Times. Birol disse que era “imperativo” que os países concordassem com um “declínio ordenado e justo dos combustíveis fósseis, em linha com os nossos objectivos climáticos internacionais” na COP28 , que está prevista para ser concluída dentro de três dias.”

Fonte: Financial Times, 10/12/2023

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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