Ata do COPOM mostra bastante cautela com a condução de política monetária e destaca a falta de evidência histórica para o atual grau de ajuste

Nosso entendimento é que o Banco Central será bastante cauteloso com a condução de política monetária, passando a depender de evidências muito claras do lado da inflação, da retomada da atividade e do avanço das reformas para romper a barreira dos 4,5%. Acreditamos que o BC consiga levar a Selic até 4,25% em fevereiro, patamar que deve ser mantido até o final de 2020.


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  • A ata do COPOM, divulgada na semana seguinte à decisão de juros, trouxe um tom bastante cauteloso com possíveis novos cortes a partir de uma Selic em 4,50%;
  • No parágrafo 15 do documento (o principal no documento, no nosso entendimento), o comitê destaca que as características do atual ciclo econômico, marcado pela menor participação do estado, maior participação de recursos livres e do mercado de capitais no mercado de crédito, podem afetar a sensibilidade de variáveis macroeconômicas de uma forma ainda não totalmente conhecida, uma vez que faltam comparativos históricos para o atual grau de ajuste;
  • Nos parágrafos 17 e 18, o comitê destaca que a inflação se comportará de forma benigna, mas destaca algum risco para os preços administrados, que compensaram algumas surpresas desinflacionarias. Além disso, no parágrafo 18 o comitê ressalta que suas projeções de inflação para 2021 (horizonte relevante para a política monetária) estão “ligeiramente” abaixo da meta, revelando alguma preocupação;
  • Nos parágrafos 20 e 26, o comitê volta a destacar a necessidade do avanço das reformas para a consolidação da queda da taxa de juros, enquanto os parágrafos 22 e 27 voltam a ressaltar que o atual ciclo econômico exige cautela na condução da política monetária;

Nosso entendimento é que o Banco Central será bastante cauteloso com a condução de política monetária, passando a depender de evidências muito claras do lado da inflação, da retomada da atividade e do avanço das reformas para romper a barreira dos 4,5%. Acreditamos que o BC consiga levar a Selic até 4,25% em fevereiro, patamar que deve ser mantido até o final de 2020, embora reconhecemos que o documento de hoje tenha trazido elementos qualitativos que reforçam o cenário de juros a 4,5%.

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