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🌎 Mundo em 60s: Bitcoin, criptos e tulipas

Entenda por que o Bitcoin tem sido comparado com tulipas nos últimos dias. Veja os destaques da semana.

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Bolsas: Mercados internacionais abriram a semana em queda, a qual consideramos saudável, com a extensão das preocupações com a alta da inflação nos EUA. Apesar disso, os principais índices globais voltaram a se recuperar na quinta e sexta após dados positivos e emprego nos EUA e PMIs na Europa.

Setores:  Petrolífero e industrial foram os mais prejudicados na semana, refletindo a queda no preços das principais commodities, como o petróleo e o minério de ferro, que ainda se mantêm em patamares historicamente elevados, acima dos níveis pré-pandemia.  


Bitcoin, criptos e tulipas

Durante o século XVII a Holanda vivia sua Era de Ouro e, por muitas décadas, foi considerada líder global em termos econômicos e financeiros, reflexo do crescente comércio marítimo internacional. Sua posição dominante no mercado culminou na criação da 1ª corporação multinacional do planeta, que foi negociada também na 1ª bolsa de valores.

Por conta desta prosperidade, os holandeses chegaram a deter o maior PIB per capita do mundo e tornaram-se uma peça-chave no desenvolvimento científico e cultural europeu. Esta abundância de recursos formou, então, o berço da 1ª bolha de ativos que conhecemos: A Bolha das Tulipas.

Estas flores, de difícil cultivo e variadas cores, tornaram-se um símbolo de status no país, quando os comerciantes passaram a adquiri-las como produtos de luxo. Entre 1633 e 1637, a febre por estes ativos deu origem a um mercado no qual eram negociados até mesmo contratos futuros de suas “sementes”, mais especificamente, “bulbos”. Em uma janela de apenas 3 meses, os preços destes bulbos subiram +1.800% para, nos 3 meses consecutivos, perderem mais de 99% do seu valor.

Mas o que isso tem a ver com Bitcoin?

Nas duas últimas semanas presenciamos uma queda de -50% nos preços do Bitcoin de US$ 60.000 para US$ 30.000 após uma onda de notícias negativas, que iniciaram-se com 1) Elon Musk, CEO da Tesla, revertendo a decisão de aceitar a cripto como meio de pagamento por conta dos possíveis impactos ambientais e 2) Autoridades chinesas reforçando a proibição da moeda.

Depois da queda, assistimos aos comentários do Banco Central Europeu afirmando que a recente alta da principal criptomoeda foi capaz de ofuscar até mesmo a Bolha das Tulipas do século XVII. Mas críticas das autoridades não são recentes: Ainda em 2017, o vice presidente do ECB, Vitor Constâncio, afirmou, logo após uma queda de -30%, que “O Bitcoin é um tipo de tulipa, um instrumento de especulação”. 60 dias depois, a cripto viria a subir mais de 400%.

Quando comparamos as flores com as criptos, podemos encontrar algumas semelhanças, principalmente em termos de grandes valorizações e aumento de popularidade em curtas janelas de tempo, bem como a extrema volatilidade de seus preços. Embora comparáveis por este aspecto, as diferenças entre tulipas e criptoativos “ofuscam”, como diria o ECB, as suas semelhanças.

As principais características do Bitcoin:

1) Meio de pagamentos

De acordo com seu criador, Satoshi Nakamoto, a criptomoeda foi criada com o objetivo de ser um “meio de pagamentos eletrônico direto entre usuários”, ou seja, transações podem ocorrer sem a necessidade de um intermediário financeiro, como por exemplo, instituições bancárias. A tecnologia blockchain pode, portanto, transformar o sistema atual de transações financeiras.

2) Escassez

Moedas comuns, como o dólar, o yen e a libra, tendem a perder valor ao longo dos anos por conta das decisões dos Bancos Centrais. Autoridades monetárias possuem a liberdade para, efetivamente, imprimir dinheiro via expansão dos seus balanços durante a compra de ativos. Em 2020, assistimos ao G4, composto pelos principais Bancos Centrais do mundo (EUA, Inglaterra, Europa e Japão) injetarem mais de US$ 13 trilhões na economia para amenizar os impactos econômicos da pandemia.

A principal consequência é a desvalorização generalizada das moedas contra ativos escassos, como o ouro:

O Bitcoin, no entanto, não pode impresso por bancos centrais, tornando-o um ativo com estoque limitado; seu código não permite que ultrapasse as 21 milhões de unidades pré-fixadas, no entanto, pode ser dividido em fatias menores para se realizar transações com, por exemplo, 0,01 unidade.

3) Criptografia e privacidade

Num mundo que migra para o digital, onde expomos cada vez mais a nossa “pegada” às empresas e governos, a tecnologia blockchain surge como um contraponto por garantir que as transações fiquem protegidas, até mesmo de tentativas de ataques hackers. Além disso, a criptografia impede fraudes no sistema, permitindo que todas as operações sejam validadas por todos os seus usuários.

4) Participação institucional

No mundo corporativo temos visto cada vez mais empresas aceitando algum tipo de criptomoeda como forma de pagamento. No final de 2020, a PayPal permitiu que seus usuários americanos adquirissem uma lista de criptomoedas nos aplicativos, que podem ser utilizadas como saldo para transações em sua base de 26 milhões de comerciantes. Visa e Mastercard se movem na mesma direção de incluir criptos em seu sistema de compensações.

5) Extrema volatilidade

Do lado negativo, criptoativos são alvo de movimentos especulativos, que geram muita volatilidade. Como explicamos aqui, o risco neste tipo de investimento é maior que em ações (que já são consideradas arriscadas).

A volatilidade do preço do Bitcoin, por exemplo, é 2,5x maior que a do Ibovespa e 3x maior que a do S&P 500, portanto, recomendamos ao investidor interessado no ativo, expor-se apenas em uma pequena quantidade (no máximo 5% da carteira), para que o mesmo sinta-se à vontade mesmo em um cenário de forte queda, acumulando perdas expressivas.

Quer saber como investir em criptomoedas? Temos fundos como o Hashdex 40 Nasdaq Crypto, o Hashdex Bitcoin Full e o Hashdex Criptoativos Voyager disponíveis para investidores qualificados. Para o público geral, temos o Hashdex 20 Nasdaq Crypto.


#ProvaRápida – Qual capitalização de mercado é maior? Ouro ou Bitcoin?

a) Ouro

b) Bitcoin

Resposta: a) Ouro, com US$ 12 trilhões de capitalização de mercado. O Bitcoin representa apenas 6% disso, com estoque avaliado em ~US$ 700 bi.

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