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Eleições 2026: cargos em disputa, principais datas e o que esperar

Confira os detalhes das eleições no Brasil em 2026, com o calendário das principais datas para atualização cadastral, votação e divulgação dos resultados

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O ano de 2026 será marcado por mais um ciclo de eleições gerais no Brasil. Em outubro, a população irá às urnas para escolher os nomes que vão governar o país pelos próximos anos.

Além da votação para deputados estaduais, federais e distritais, senadores e governadores, os brasileiros vão decidir quem vai assumir o cargo de presidente da República.

Confira neste artigo os detalhes da corrida eleitoral em 2026 e o calendário completo com prazos para atualização cadastral, votação e divulgação dos resultados:

Calendário eleitoral 2026

6 de maio – Fechamento do cadastro eleitoral

Essa é a data limite para o eleitor regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral. Se você precisa tirar o título eleitoral ou mudou de endereço e necessita alterar o local da votação, esse é o prazo final para que realize a atualização.

Você pode fazer isso na página de Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde também é possível realizar consultas sobre o seu título, as zonas eleitorais, eventuais débitos e até justificar a ausência à eleição, se caso for necessário.

Se preferir fazer a transferência de título presencialmente, basta se dirigir a qualquer cartório eleitoral. Recomenda-se fazer um agendamento prévio.

20 de julho a 5 de agosto – Convenções partidárias

Período em que partidos e federações poderão se reunir para decidir os nomes dos candidatos que vão entrar na disputa e deliberar se vão formar coligações.

15 de agosto – Registro de candidatura

Após os partidos definirem seus respectivos candidatos, eles terão até essa data para registrar junto à Justiça Eleitoral os nomes escolhidos para concorrer nas eleições gerais.

16 de agosto – Início das campanhas eleitorais

A data marca o início das campanhas eleitorais gerais, após o encerramento do período para registro das candidaturas. Para a propaganda eleitoral em rádio e TV, o prazo começa em 28 de agosto (respeitando os 35 dias anteriores à antevéspera do pleito) e termina no dia 1º de outubro.

4 de outubro – Primeiro turno das eleições

No primeiro domingo de outubro acontecerá o primeiro turno do pleito. O início da votação é às 8h (horário de Brasília) e se estenderá até 17h, seguido pela apuração das urnas nas horas seguintes.

25 de outubro – Segundo turno das eleições

Caso necessário, é realizado o segundo turno do pleito, marcado para 25 de outubro. O segundo turno atende o mesmo horário de abertura e encerramento do primeiro turno (8h até 17h, horário de Brasília). Depois desse horário, inicia-se a apuração das urnas.

19 de dezembro – Diplomação dos candidatos eleitos

Essa é a última data para que tribunais regionais eleitorais (TREs) e o TSE realizem a diplomação dos eleitos.

A posse do presidente da República acontecerá em 5 de janeiro de 2027, enquanto governadores eleitos assumirão seus cargos no dia 6 de janeiro.

Cargos em disputa

Mais de 150 milhões de brasileiros irão às urnas para eleger os próximos governadores do país.

Cada eleitor fará seis escolhas, seguindo a ordem:

  • deputado federal; 
  • deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal); 
  • senador (primeira vaga); 
  • senador (segunda vaga); 
  • governador e vice-governador; e  
  • presidente e vice-presidente da República.  

Em relação à distribuição das vagas:

  • 513 vagas para deputado federal, seguindo o sistema proporcional;
  • 1.035 vagas para deputado estadual (sistema proporcional);
  • 24 vagas para deputado distrital (sistema proporcional);
  • 54 vagas para senador, seguindo o sistema majoritário;
  • 27 chapas para governador e vice-governador, uma para cada um dos 26 estados e o Distrito Federal (sistema majoritário);
  • 1 chapa para presidente e vice-presidente da República (sistema majoritário).

Sistema proporcional x sistema majoritário

No sistema proporcional, as cadeiras são distribuídas entre os partidos e as federações por meio de uma votação total e ocupadas pelos candidatos mais votados de cada agremiação, seguindo o cálculo do quociente eleitoral e do quociente partidário. Em outras palavras, cada partido ou federação tem direito a um número de vagas proporcional ao total de votos que recebeu. Enquanto isso, no sistema majoritário, é eleito quem recebe a maioria dos votos. Dentro desse sistema, existem duas categorias: absoluta e simples. A diferença entre elas é que, no primeiro caso, o candidato, para ser eleito, precisa receber pelo menos metade dos votos válidos mais um. Já no sistema majoritário simples se elege quem recebe o maior número de votos.

Para alguns casos, exige-se que o candidato que deseja entrar na disputa se afaste de cargos públicos em três, quatro ou até seis meses antes das eleições, dependendo do cargo ocupado e da posição disputada. Essa regra evita abusos de poderes políticos e econômicos durante o período eleitoral.

Quando algum político quer trocar de partido, o TSE concede o prazo de 30 dias para a mudança partidária. Essa exceção dada a vereadores e deputados eleitos pelo sistema proporcional permite que eles possam se filiar a outro partido sem perder o mandato sob as regras da fidelidade partidária.

A janela partidária é aberta somente em anos eleitorais e normalmente seis meses antes das eleições. Em 2026, a abertura ocorre entre março e abril.

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Eleições 2026 e políticas fiscais: cenário em aberto

Conforme as eleições de 2026 se aproximam, discussões quanto à direção da política econômica que o próximo mandato presidencial irá tomar devem se tornar mais recorrentes no mercado.

Nesse primeiro semestre, as atenções se concentram nos efeitos da implementação da reforma do Imposto de Renda, que ampliou a isenção tributária para brasileiros com renda mensal bruta de até R$ 5 mil.

A medida é considerada pelo atual governo (PT) como sua principal aposta eleitoral. Outras políticas públicas também devem ser enfatizadas, como a ampliação da tarifa social de energia (Luz do Povo), o novo formato do vale-gás (Gás do Povo), a expansão de linhas de crédito imobiliário e a criação do Pé-de-Meia, programa voltado ao setor educacional.

Para além das bandeiras mencionadas, o Planalto também tem como prioridade em sua agenda legislativa para 2026 a discussão, ainda no primeiro semestre, da proposta que prevê o fim da escala 6×1 de trabalho – outra aposta eleitoral do governo federal para as eleições de outubro.

À direita, quatro candidaturas se apresentam para oposição de Lula no primeiro turno: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o governador Romeu Zema (Novo), embora seu nome seja citado como possível vice; Renan Santos (Missão); e o nome a ser lançado pelo PSD, que trabalha no momento com a pré-candidatura do governador do Paraná, Ratinho Jr. Apesar disso, uma substituição, no médio prazo, pelo nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, não está descartada.

Para 2027, o time de macroeconomia da XP assume em seu cenário-base que algumas medidas pelo lado das despesas fiscais serão implementadas no próximo governo, mas serão insuficientes para estabilizar a relação dívida/PIB.

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