Leda Braga: a “rainha dos fundos quantitativos” que conquistou Wall Street

Conheça a história da gestora de fundos quantitativos brasileira que se destacou na crise de 2008 após retorno de 43% do fundo BlueTrend, e é considerada hoje umas das melhores do mercado


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Leda Braga: a “rainha dos fundos quantitativos” que conquistou Wall Street

Podemos contar nos dedos o número de pessoas que conseguiram gerar valor e ganhar dinheiro durante a crise de 2008. Mas no meio de todo o caos e perdas de uma das piores crises que o mercado já viu, o nome de uma brasileira se destacou.

Em pleno choque do subprime nos EUA, Leda Braga teve 43% de performance no fundo que administrava na gestora BlueTrend. Com uma abordagem que usa com modelos de machine learning e algoritmos para selecionar e gerir ativos, esta brasileira se tornou uma das principais personalidades da indústria de fundos global.

Depois de uma carreira bem sucedida na BlueCrest, gerenciando o famoso fundo BlueTrend, Leda criou em 2015 sua própria gestora, a Systematica Investments – com mais de US$ 12 bilhões sob gestão em março de 2021.

Conheça mais sobre a história de Leda Braga e sua trajetória até tornar-se a “Rainha dos Quants”:

Inicio de carreira de Leda Braga

Natural do Rio de Janeiro, Leda Braga começou sua carreira na Inglaterra. Após formar-se em Engenharia ainda no Brasil, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1987 foi para Londres concluir seu doutorado no Imperial College.

Com sua formação já voltada para sistemas e soluções em dados, começou trabalhando no JP Morgan em 1993, como analista quantitativa da equipe de derivativos, após período como professora e pesquisadora na instituição onde concluiu seu doutorado.

Durante esse tempo como pesquisadora, teve importantes cargos no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), de Genebra, e no Centro de Risco Sistêmico da Escola de Economia de Londres.

Mas no JP Morgan que ela teria se destacado para o mercado no primeiro momento. Na empresa conheceu Mike Platt, que viria a fundar a gestora de capital BlueCrest em 2000.

Mike convidou Leda para fazer parte de sua equipe. Seu domínio de técnicas quantitativas e modelos de machine learning traziam lucros cada vez maiores e acima da média do mercado. Rapidamente, a brasileira já assumiria seu primeiro fundo, sendo gestora do multimercado BlueTrend em 2004.

“Se você quer mudar o mundo, coloque o seu dinheiro nos lugares certos. E se você pensa em gestão de investimentos como uma atividade em que o capital do mundo é direcionado, isso é muito poderoso. E se isso se tornar completamente orientado por dados ao longo do tempo, você não poderá perder essa oportunidade.”

LEDA BRAGA

Crash de 2008 e o nascimento da Systematica

Com mais de US$ 300 milhões geridos pela BlueCrest, as coisas caminhavam bem na gestora. Mas brevemente após esse crescimento exponencial, o mercado passou por um dos momentos de maior pânico já vivido, com o crise do mercado subprime de 2008.

E justamente nesse momento, em que bolsas despencavam, ativos se desvalorizavam e pessoas perdiam seu patrimônio, Leda Braga se destacaria para se tornar a Rainha dos Quants.

Enquanto tudo colapsava, o fundo BlueTrend, gerido por ela, teve um desempenho positivo de 43%, com a engenharia de dados e cálculos quantitativos otimizando a alocação e aproveitando boas oportunidades.

A partir desse momento, Leda Braga tornou-se um dos principais nomes do mercado financeiro e é considerada uma das melhores gestoras de fundos quantitativos atualmente.

Cada vez mais respeitada e mantendo ótima performance no seu fundo, em 2015 criou a Systematica Investments, gestora de fundos especializada no modelo quantitativo. Mesmo saindo da BlueCrest, conseguiu levar o BlueTrend para a sua nova gestora.

Logo em 2016, registrou US$ 60 milhões em lucro. Atualmente, sua empresa conta com US$ 12 bilhões sob gestão, sendo uma das 100 principais gestoras do mercado.

Fundos Quantitativos

A técnica que transformou Leda Braga na Rainha dos Quants é baseada em algoritmos, ou seja, modelos matemáticos construídos por computadores que interpretam dados em busca de padrões. No caso de investimentos, o machine learning busca padrões de risco e de retorno desejados pelo fundo e toma as decisões dentro do comportamento esperado.

Dessa forma, com o gigante potencial de processamento de dados de um computador, a compra, venda e mudanças nos ativos é feito de forma muito mais ágil e eficiente.

Por exemplo, um algoritmo de e-commerce escolhe te impactar com um anúncio, porque identifica que você tem o hábito ou desejo de comprar aquele produto. Dessa mesma forma, os algoritmos identificam os ativos que refletem um comportamento de valorização e alocam o capital.

Segundo Leda, além da alta eficiência desse sistema, ele oferece muita consistência. “as pessoas talentosas se aposentam. O processo de investimento por meio de algoritmos e equações matemáticas mostra que a propriedade intelectual existe por si mesma. Se eu desaparecer amanhã, tudo bem”, diz Leda.

Leda Braga na Expert XP 2020

A gestora participou da Expert XP de 2020, maior evento de investimentos da América Latina, organizado pela XP Investimentos. Confira abaixo a palestra exclusiva de Leda:

Além da gestora de fundos quantitativos gerenciada por Leda Braga você também pode conhecer mais detalhes sobre essa estratégia com as gestoras Giant Steps e a Kadima. E se quiser investir nessa estratégia para aumentar a diversificação da sua carteira é possível por meio de fundos de investimentos como esses disponíveis na plataforma da XP Investimentos.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua aqui.


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