Fundos quantitativos: Como é investir por meio de algoritmos?

Entenda o básico dos fundos quantitativos e como é ter o seu dinheiro alocado por estratégias baseadas em algoritmos.


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Fundos quantitativos: Como é investir por meio de algoritmos?

Qual é a intersecção entre modelos matemáticos, análise profunda de dados, algoritmos e inteligência artificial com o mundo dos investimentos? Essa resposta pode ser resumida em uma classe de fundos que vem, cada vez mais, se tornando uma das formas de gestão de carteiras mais promissoras e atuais: os Fundos Quantitativos.

Parece até coisa de ficção científica, mas é uma realidade que trouxe, de forma muito particular, a tecnologia ‘para dentro da análise e seleção de ativos para compor um fundo de investimento. Gestores internacionais já incorporaram a tecnologia e a análise quantitativa em seus processos, mas no Brasil essa prática ainda é exceção.

A seguir, entenda o básico dos fundos quantitativos e como é ter o seu dinheiro alocado por estratégias baseadas em algoritmos.

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O que são os fundos quantitativos?

Os fundos quantitativos, também chamados no jargão do mercado pelo termo “quants”, são uma classe de fundos de investimento que se baseiam na análise quantitativa, que é, basicamente, um processo de investimento no qual os títulos para compor a carteira do fundo são escolhidos por meio algoritmos e modelos matemáticos predefinidos e montados por especialistas.

A gestão convencional de ativos envolve uma equipe fazendo análises. No caso de ações, por exemplo, quando é usada a análise fundamentalista, se estuda as finanças da empresa, os seus fundamentos, comparação de pares do setor e avaliação das vantagens competitivas para escolha das melhores ações. 

Embora essas abordagens certamente contenham alguns elementos sólidos, os humanos que tomam a decisão final. E essa é a grande diferença da gestão convencional para a gestão baseada em análise quantitativa: enquanto na tradicional seleção de ativos há, ligeiramente na tomada de decisão, um fator emocional e subjetivo, na análise quantitativa, a seleção de ativos é feita por uma espécie de robô, programado por para identificar oportunidades sem nenhum tipo de subjetividade.

Nos fundos quantitativos, portanto, o objetivo é minimizar o julgamento humano e o potencial tendencioso na hora de escolher os ativos.

Como funciona um fundo quantitativo?

Os gestores vasculham uma vasta quantidade de dados, procurando as características e os fundamentos que melhor indicam um desempenho acima do benchmark. Primeiramente, antes de implementar a estratégia baseada na análise quantitativa, se faz o que os especialistas em “quants” chamam de back-test, uma espécie de modelo para teste da estratégia.

Os gestores isolam um critério que acreditam ter um desempenho superior, como ações com baixa relação preço / lucro, em um determinado período de tempo, como cinco anos. Eles então simularão como uma carteira com esse critério se comporta em relação ao mercado mais amplo durante o período de cinco anos.

Se o back-test indica que o critério ajudou a retornar, a equipe testará a variável em outros ambientes de mercado e conjuntos de dados para garantir que não seja um incidente isolado.

A maioria das estratégias quantitativas incorporará os dados das demonstrações financeiras de uma empresa, no caso de ações. Isso pode incluir métricas, como lucro líquido e proporções como margem líquida ou preço/ lucro. Os gestores quantitativos também podem avaliar o sentimento sobre a economia ou um negócio, incluindo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ou as estimativas de lucros dos analistas para o próximo trimestre.

E os riscos?

Os fundos quantitativos geralmente fazem um controle sobre os tamanhos das posições do fundo. As estratégias quantitativas costumam ser menos concentradas. 

Como o modelo tem uma lógica de programação predefinida para os algoritmos de forma automatizada, é mais factível avaliar um amplo universo de ativos, suas especificidades, características e selecionar os que mais se adequam à estratégia definida pelos gestores quantitativos. É o oposto de uma equipe de analistas, que, dificilmente, terá capacidade para cobrir profundamente a mesma quantidade de ativos.

Com uma diversificação mais ampla, é dessa forma que os gestores quantitativos conseguem administrar os riscos, a depender de cada estratégia predefinida pelo especialista em relação aos modelos matemáticos por trás dos algoritmos.

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Leda Braga, a brasileira ‘Rainha dos Quants’

Se você se interessa pelos fundos quantitativos, então precisa conhecer um dos maiores nomes da gestão baseada em análise quantitativa no mundo: Leda Braga. Apesar de o Brasil ainda estar um pouco atrasado em relação a esse tema no mercado financeiro, a brasileira, nascida no Rio de Janeiro, subverteu qualquer lógica e padrão. Conheça abaixo um pouco da sua história e como não dá para falar de fundos quantitativos no Brasil sem mencionar Leda Braga.

Leda Braga tornou-se referência mundial no mercado financeiro como uma gestora de sucesso, seguindo o método da análise quantitativa, assunto bastante particular e pautado em tecnologia, ultrapassando barreiras de uma área majoritariamente dominada por homens.

“Rainha dos Quants”, como é conhecida no mercado, Leda Braga acreditou em um modelo de negócio data driven focado nos fundos quantitativos, ou seja, baseado fundamentalmente em dados, algoritmos e modelos estatísticos computadorizados. Atualmente, é quase impossível falar nos “quants” sem mencionar a influência da brasileira.

Seja da forma tradicional de gestão ou por meio dos quantitativos, nenhum gestor brasileiro conseguiu tanta notoriedade lá fora quanto Leda. Nascida e criada no Rio de Janeiro, Leda Braga é, desde 2015, a fundadora e CEO da Systematica Investments, uma gestora de hedge funds.

Em 1987, mudou-se para Londres para cursar engenharia mecânica na renomada faculdade britânica Imperial College, onde obteve seu doutorado. Passou pelo menos três anos como pesquisadora e acadêmica na área de engenharia. Em seguida, ficou por cerca de sete anos como analista na equipe de derivativos do Research do JP Morgan Chase. Lá, ela conheceu Michael Platt, que formou a BlueCrest em 2000.

Braga se juntou a ele no ano seguinte, administrando US$ 300 milhões para o fundo BlueCrest Capital International. À medida que sua estratégia se tornava cada vez mais bem-sucedida, ela recebeu a função de administrar o seu próprio fundo, o BlueTrend, em 2004. A partir disso, sua carreira daria uma guinada impressionante, com retornos acima da média e com uma metodologia muito particular usando os seus algoritmos.

Na crise de 2008 praticamente fez seu nome se expandir ao mundo. Leda conseguiu, administrando o BlueTrend, uma performance de 43% em pleno choque do subprime nos Estados Unidos, uma das piores crises já vistas no mercado financeiro.

Usando os modelos de inteligência artificial e técnicas de machine learning, o fundo cortava os riscos onde dava e ganhava tração de oportunidades que surgiam. Ao gerar tamanho valor para o BlueTrend, Leda Braga ganhou reconhecimento de seus pares e dos maiores veículos especializados, como The Economist, Financial Times, Forbes, Business Insider, entre várias outras publicações, que a apelidam de “Rainha dos Hedge Funds” ou “Rainha dos Quants”.

Systematica

Depois de alguns anos de maturação como gestora e líder na BlueCrest, Leda resolveu seguir o seu próprio caminho. Entrou em comum acordo com o antigo sócio, trouxe consigo o seu fundo BlueTrend, e fundou a Systematica Investments em 2015.

Hoje, ela administra cerca de US$ 10 bilhões, sendo uma das 100 principais gestoras de hedge funds do mundo e, entre os profissionais brasileiros do mercado financeiro, “Lady Braga”, apelido carinhoso dado por colegas, reina absoluta no mercado internacional.

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Gestoras no Brasil

No Brasil, há gestoras que têm fundos quantitativos em seu leque de opções e outras que são conhecidas por adotarem 100% esse tipo de estratégia. Entre as que têm seu portfólio inteiro somente por meio do método de análise quantitativa, variando apenas as classes e os objetivos de cada fundo, se destacam a Giant Steps e a Kadima.

O analista de Fundos da XP, Davi Fontenele, contou um pouco em um relatório especial como essas gestoras lidaram com o choque do coronavírus, além de contar um pouco de suas estratégias.



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