WEG (WEGE3): Não Nade Contra a Maré; Iniciando Cobertura com Recomendação de Compra

Confira nosso início de cobertura sobre a WEG, maior companhia do setor de Bens de Capital do Brasil.


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Estamos iniciando a cobertura da WEG com recomendação de Compra e preço-alvo de R$50,00/ação. Acreditamos que a WEG está bem posicionada para sustentar seu sólido perfil de valor, com base em quatro pilares principais: (i) conjunturas macro favoráveis para suportar o momento da receita de curto a médio prazo; (ii) crescimento de longo prazo suportado pela internacionalização e seu DNA inovador em direção a mercados de alto crescimento e ainda pouco explorados; (iii) execução sólida para sustentar seus altos níveis de retorno; e (iv) forte posicionamento em relação à agenda ESG. Por fim, vemos um alinhamento de forte crescimento com altos níveis de retorno da WEG justificando seu “valuation premium” (nosso preço-alvo para 2022 é de R$50,00/ação e sugere uma valorização de 36%).

  • Vemos conjunturas macro favoráveis ​​para impulsionar as receitas de curto a médio prazo (…). Dada a alta correlação da receita de WEG com os ciclos de investimentos globais, acreditamos que a forte recuperação das economias em todo o mundo e domesticamente deve apoiar mais investimentos a serem implantados, traduzindo-se em um momento positivo para a receita da companhia. Além disso, vemos a contínua transição energética para fontes renováveis ​​como um importante vetor de crescimento para a WEG.
  • (…) com internacionalização e portfólio inovador para ditar o crescimento de longo prazo. Como a WEG continua a aumentar sua exposição aos mercados externos, com baixa participação de mercado e grande mercado endereçável (~1% de participação de mercado em um mercado de ~US$19 bilhões na Ásia-Pacífico, por exemplo), continuamos confortáveis ​​com as perspectivas de crescimento orgânico para os segmentos explorados pela empresa. Além disso, acreditamos que o DNA inovador da WEG deve antecipar setores de alto crescimento, sendo os seguintes segmentos sustentando as tendências de crescimento de longo prazo: (i) mobilidade elétrica, (ii) serviços de armazenamento de energia e (iii) soluções digitais.
  • Execução de primeira qualidade. Com um crescimento de receita entre 1996-20 de 17% ao ano e um ROIC (retorno sobre o capital investido) de ~30% , vemos na WEG um alinhamento impressionante de crescimento e retorno. Em nossa opinião, sua estrutura industrial altamente verticalizada e voltada para a tecnologia auxilia a empresa na superação consistente de seus pares em termos de lucratividade.
  • Premium de valuation merecido. Vista como uma grande preocupação pelos investidores, não acreditamos que o valuation da WEG esteja esticado. Negociando a ~44x 2022 Preço/Lucro (vs. ~20x para a média global de empresas industriais), vemos os múltiplos atuais como uma resposta razoável à (i) altas expectativas de crescimento, dado o sólido posicionamento da WEG em mercados em expansão; e (ii) altos retornos sustentáveis ​​no longo prazo (nosso preço alvo para 2022 implica um múltiplo de preço/lucro futuro de ~50x e potencial de valorização de 36%).

Nossa Tese em Poucos Gráficos

Valuation

Cenário macro favorável

Execução de primeira-linha

Performance da Ação

WEG tem apresentado recentemente um desempenho inferior aos seus pares industriais globais

  • As ações da WEG dispararam nos últimos anos. O desempenho das ações da WEGE3 ultrapassou significativamente seus pares industriais globais desde meados de 2019 (desempenho de +381% em seu pico em janeiro de 2021 vs. +68% para a média do setor), refletindo, em nossa opinião, as melhorias operacionais que a empresa alcançou recentemente (ROIC de 31% no 2T21 vs. 19% no 1T19).
  • Desempenho recente. Vemos o desempenho inferior recente da WEG (-5% do começo do ano até hoje vs. +6% para a média do setor) refletindo uma maior percepção de risco global (yield dos títulos de 10 anos dos EUA +90bps no período de janeiro a maio de 2021), o que implica em um impacto maior em ações com altos níveis de crescimento implícito (nomes expostos à energia renovável mais impactados durante esse período).
  • Valuation por desempenho de múltiplos. Em termos de valuation, notamos o prêmio consistente da WEG vs. pares globais (média de +43% na última década), com exceção da crise doméstica no Brasil de 2015-16, quando a ação desvalorizou para níveis de múltiplos mais próximos vs. seus pares (um risco doméstico que vemos atenuado devido à expansão contínua da empresa em direção aos mercados estrangeiros).

Valor Econômico Adicionado é o que Importa

Níveis de valuation seguem a melhora de geração de valor

  • A forte melhoria do valor econômico adicionado elevou recentemente os níveis de valuation negociados pela WEG (EVA, economic value added em inglês, mede a real geração de valor por uma companhia, sendo o produto entre a diferença de seus retornos e custo de capital, com todo o capital investido pela mesma). Embora o EVA (uma medida financeira absoluta) não sirva como base fundamental para múltiplos de valuation, ele compartilha os mesmos fatores (expectativas de crescimento de longo prazo e diferença entre os níveis de retorno e o custo de capital da companhia). Nesse sentido, atribuímos a recente alta nos múltiplos da WEG à sua melhora nos fundamentos de valor (preço/lucro em média de ~20x no período 2011-18, vs. ~49x ao longo do 2T21, com EVA crescendo de ~R$240 milhões em média entre 2011-18 para ~R$1,7 bilhão no 2T21) – veja a figura abaixo.
  • A expansão do spread de retorno (ROIC-Custo médio ponderado de capital [WACC]) é o principal responsável pela agregação de valor. Com um melhoria de ~10p.p. no spread nos últimos dois anos, notamos a expansão do spread ROIC-WACC como o principal fator para a melhoria recente do EVA da WEG. Acreditamos que a empresa tem sido capaz de combinar positivamente (i) expansão do ROIC (analisado em detalhes nas próximas seções), principalmente com base em um melhor aproveitamento de suas instalações industriais (níveis de ociosidade acima do ideal após a crise de 2016 no Brasil); e (ii) redução do custo de capital, à medida que a empresa continua a aumentar sua exposição ao mercado externo.

Desmembrando os Níveis de Retorno da WEG

Melhor entendimento dos principais fatores de influência para o ROIC

  • Para determinar os principais fatores para a melhoria do ROIC da WEG na última década, selecionamos três métricas financeiras principais para analisar (ROIC = (a) Giro do Capital Investido x (b) Margem EBIT x [1 – (c) Taxa de Imposto]):
  • (a) Giro do capital investido (1,4x -> 2,1x | +6,5 pp ROIC): Após a forte recuperação recente de seus mercados atendidos, a WEG tem conseguido aumentar as vendas em um ritmo superior ao de sua base de capital investido, otimizando assim sua produção industrial por meio da redução de sua ociosidade (elevada após a crise de 2015 no Brasil).
  • (b) Margem EBIT (13% -> 17% | + 4,6p.p. ROIC): Acreditamos que a melhoria das margens operacionais da WEG reflete: (i) o a evolução operacional de plantas industriais não maduras em mercados estrangeiros; e, principalmente, (ii) um melhor ciclo econômico, que tende a favorecer a empresa por meio de (a) alavancagem operacional, à medida que as receitas se aceleram, e (b) um poder de precificação mais favorável (especialmente para produtos de ciclo longo).
  • (c) Taxa efetiva de imposto (26% -> 13% | + 7,0p.p. ROIC): Com sua expansão contínua em direção ao mercado externo, a WEG desfruta de menores taxas de impostos em comparação com o Brasil. Além disso, com o (i) pagamento de juro sobre capital próprio e (b) os benefícios fiscais da empresa, vemos estrutura fiscal mais eficiente como sustentáveis.

Dispersão de Múltiplos

Expectativa de altos retornos e crescimento demandam múltiplos mais caros

Nosso posicionamento positivo em relação à WEG se baseia no fato de que a empresa combina positivamente (i) perspectivas de crescimento promissoras, devido à sua exposição a mercados em expansão (e ainda incipientes), com (ii) níveis de retorno mais saudáveis e estáveis em relação aos seus pares.
De acordo com as figuras abaixo, concluímos que os múltiplos da WEG parecem razoáveis quando comparados às empresas industriais globais em diferentes nichos, tanto por meio de uma (i) perspectiva de valuation ajustada pelo retorno (preço/lucro vs. ROE), e (ii) análise de valuation ajustada pelo crescimento (preço/lucro vs. crescimento de lucro).
Por fim, cruzamos os níveis de valuation da WEG com outros nomes brasileiros também considerados como ativo de qualidade. Embora a WEG não apareça como a mais barata numa perspectiva de valuation ajustado pelo crescimento, medido por seu PEG 2022, vemos seus retornos acima da média, medido pelo ROE de 2022, posicionando a WEG em uma quadrante atrativo em uma análise de valuation ajustado por retorno e crescimento.

PEG se refere ao índice preço/lucro por crescimento), e é uma métrica de avaliação para determinar o trade-off relativo entre o preço de uma ação, o lucro gerado por ação (EPS) e o crescimento esperado da empresa.

Comparação com Pares Globais

Tabela comparativa

XP vs. Consenso

Levemente acima das expectativas de consenso; preço-alvo acima da média

As ações da WEG estão listadas na B3, bolsa de valores brasileira, contando com a cobertura de quinze corretoras diferentes, com uma visão de consenso bem distribuída – seis recomendações de “Compra” (incluindo a da XP), vs. cinco classificações de “Neutro” e quatro de “Venda”. Apesar de uma visão geral positiva, nosso preço-alvo de R$ 50,00/ação é +18% em relação à média do consenso.
Olhando para as principais métricas financeiras, nossas expectativas de lucro líquido de R$ 3,1 bi, R$ 3,5 bi e R$ 4,1 bi para 2021-23 estão levemente acima vs. as estimativas do consenso (+4%), implicando um crescimento de lucro de 15% ao ano nos próximos três anos.

Valuation

Nosso preço-alvo sugere uma valorização de 36%

Nosso preço-alvo de R$50,00 por ação se baseia no método de fluxo de caixa descontado (DCF) para o final de 2022 e apresenta um potencial de alta de 36% em relação aos preços atuais, com cerca de 87% deste valor na perpetuidade.

Usamos uma abordagem FCFF (fluxo de caixa livre para a empresa), onde nossas principais premissas incluem: (i) crescimento de longo prazo de 8,0%, (ii) taxa livre de risco de 6,1%, (iii) proporção dívida/(dívida + capital) de 5% e (iv) beta em 0,8, implicando 10,2%, 10,5% e 4,0% de custo médio ponderado de capital (WACC) nominal, custo do capital próprio e custo da dívida, respetivamente.

Cenário base: Nossas principais premissas para nosso cenário base incluem: (i) elasticidade de GTD ao PIB de 2x de 2022 em diante; (ii) elasticidade de equipamentos eletroeletrônicos industriais ao PIB de 3x nos próximos anos; (iii) capex interno e externo como % da receita de 3% e 2%, respectivamente; e (iv) 110 dias de estoque.

Cenário otimista: Em nosso cenário otimista, consideramos (i) elasticidade de GTD ao PIB de 5x em 2022 em diante; (ii) elasticidade de elasticidade de equipamentos eletroeletrônicos industriais ao PIB de 6x nos próximos anos; (iii) capex interno e externo como % da receita de 1,5% e 1%, respectivamente; e (iv) 90 dias de estoque.

Cenário pessimista: Finalmente, nossas premissas para o cenário pessimista  incluem: (i) elasticidade de GTD ao PIB de 0x em 2022 em diante; (ii) elasticidade de equipamentos eletroeletrônicos industriais Industriais ao PIB de 0x nos próximos anos; (iii) capex interno e externo como % da receita de 6%; e (iv) 150 dias de estoque.

Estimativas XP (Resumo)

Avenidas de Crescimento Permanecem Fortes

Vemos as conjunturas macro favoráveis em um horizonte pós-pandêmico

Ao contrário de outras recessões, o mundo tem se recuperado rapidamente da desaceleração econômica do COVID-19: (i) o PMI dos fabricantes (um índice da direção predominante das tendências econômicas nos setores de manufatura) indica que o pior ficou para trás em diferentes regiões do mundo, com (ii) expectativas de PIB acima dos números de 2019 para 2022.
No Brasil não é diferente: (i) a utilização da capacidade industrial atingiu patamares superiores em relação ao período pré-crise, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV); com (ii) a atividade industrial já alcançando os níveis de 2019, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal do Brasil (PIM – IBGE).

Equipamentos Eletroeletrônico Industriais: tudo é baseado no ciclo de investimentos

Esta área abrange motores elétricos, equipamentos de automação industrial, entre outros, encontrando aplicações em praticamente todos os segmentos industriais, em equipamentos como compressores, bombas e ventiladores. Seus clientes estão relacionados principalmente à indústria de transformação, com exposição relevante a setores da economia como óleo e gás, mineração, papel e celulose e saneamento.
Devido às necessidades de motores elétricos em grandes complexos industriais, notamos que a maior parte das vendas da WEG nesta divisão está relacionada à carteira de pedidos orientada pelo ciclo de investimento de seus clientes, com desempenho histórico de receita altamente correlacionado com os ciclos de investimento de indústrias pesadas, como óleo e gás e mineração.
No futuro, esperamos que os ciclos de investimentos continuem a aumentar progressivamente em comparação com o declínio acentuado dos investimentos no período da crise de 2015-17 (investimentos -40% em comparação com o pico em 2013), favorecidos principalmente pela recente (i) recuperação das economias no mundo e (ii) aumento dos preços das commodities (minério de ferro + 30% no acumulado do ano e + 130% vs. níveis pré-pandêmicos).

Geração, Transmissão e Distribuição de Energia: fontes renováveis devem impulsionar o crescimento futuro

Como a segunda fonte de receita mais importante, a WEG desenvolve e fabrica equipamentos de energia para empresas de geração, distribuição e transmissão, como alternadores, transformadores, subestações e inversores. Devido à necessidade de modernização e ampliação da infraestrutura elétrica atual, a WEG deve se beneficiar de futuros investimentos no setor (novas linhas de transmissão no mundo devem aumentar 67% na próxima década vs. período 2009-19, com ~R$90 bilhões de novos investimentos previstos para serem implantados no Brasil na década de 2020-30 em novas linhas de transmissão e capacidade de subestações.
Em termos de nova capacidade de energia, dadas (i) as novas metas de longo prazo de vários países para a emissão de carbono zero e (ii) custos unitários menores e mais competitivos para fontes mais limpas, esperamos que a energia renovável continue a aumentar sua relevância nas próximas décadas.
Entre as fontes renováveis, a adição de capacidade eólica e solar deve ser a maior em termos absolutos, apresentando um crescimento de 8% e 10% até o final da década, respectivamente, de acordo com a IRENA. No Brasil, as duas fontes de energia devem aumentar significativamente sua participação na matriz energética até 2030 (4% e 9% em 2020 para 14% para ambas em 2030 para solar e eólica, respectivamente).

Mercado de energia eólica deve continuar a ganhar relevância…

Após um ano recorde em 2020 para novas instalações de capacidade eólica (+92 GW, +56% A/A) e principalmente impulsionadas pelos mercados estabelecidos, (China, Europa e América do Norte deverão adicionar cerca de 41%, 16% e 11% do total de novas instalações entre 2020-25, respectivamente), a adição de capacidade eólica deve crescer a ~4% ao ano nos próximos cinco anos, de acordo com o GWEC (Global Wind Energy Council).
Com ~18 GW de capacidade instalada, o Brasil ocupa atualmente a 8ª posição como maior mercado eólico no mundo. O país conta com um tipo de vento propício na região Nordeste (boa velocidade com baixa turbulência e de sentido único constante), onde os parques eólicos têm um fator de capacidade destacado, já tendo registrado recordes de 59%, vs. a média global de 25% e média do Brasil de ~42%.
Além disso, vemos que tanto a energia hídrica quanto a eólica são sazonais e assimétricas, ou seja, quando a energia hídrica apresenta seu fator de capacidade no pico, a energia eólica apresenta o seu em baixo nível e vice-versa. Esta é uma razão importante pela qual a energia eólica é um bom complemento à capacidade hídrica e, portanto, como uma fonte de energia viável para reduzir a dependência do Brasil de sua fonte mais relevante.

Mercado para ficar de olho: Índia

Energias renováveis prontas para expandir: Assinado pelo Primeiro Ministro da Índia, o Plano Energético Nacional do país prevê um aumento na energia renovável instalada para 175 GW em 2022 (de 86 GW em 2019), e para 450 GW em 2030. Nesse sentido, a empresa “ReNew Power”, uma das maiores geradoras de energia renovável pretende investir US$9bi em projetos eólicos e solares ao longo de 2025.

Posicionamento da WEG:

Produção eólica prevista para começar: No curto prazo, a WEG espera iniciar a fabricação de turbinas eólicas em sua unidade de produção na Índia, em Hosur (que pode ser preparada rapidamente para a produção desse produto). A WEG cumpre as regras de conteúdo local e é uma marca bem conhecida no país.

…e não é diferente para o mercado de energia solar

Com expectativas de aumento de 10% de ao ano nos próximos cinco anos, a capacidade de energia solar pode ser categorizada como a fonte renovável de crescimento mais rápido no futuro próximo, impulsionada principalmente pelo mercado Chinês (~35% da adição de capacidade total no período analisado), seguido por Ásia-Pacífico (~24%), Europa (~18%) e Américas (~16%).
Olhando para o mercado interno, o Brasil ocupa atualmente a 16ª posição como maior mercado de energia solar, com expansão recente relevante de suas instalações, a qual foi impulsionada principalmente por equipamentos de geração solar distribuída (analisamos em detalhes na próxima seção). No entanto, esta fonte representa apenas ~4% da capacidade total gerada, abaixo dos níveis dos maiores mercados solares de ~10-15%, apesar do fator da capacidade de ~20% do Brasil ser acima da média, e uma das maiores do mundo nesse sentido.

Mercado para ficar de olho: Colômbia e Argentina

Governos promovendo fontes renováveis: Colômbia: Desde 2019, o governo da Colômbia tem facilitado a importação de equipamentos de energia eólica e solar. Espera-se que as fontes renováveis representem cerca de 12% do total da eletricidade colombiana em 2022. Argentina: Lançado em 2016, o “Plano Renovar” visa mudar a geração de eletricidade na Argentina.

Posicionamento da WEG:

Energia solar ganhando mais relevância na América do Sul: Colômbia: estabelecendo alianças com empresas de geração, ao mesmo tempo em que desenvolve parcerias com integradores locais. Argentina: oportunidades em equipamentos e transformadores em projetos solares de grande porte, com modelo de negócio semelhante ao do Brasil. A WEG atende às regras de conteúdo local.

Uma visão mais profunda em relação à geração solar distribuída no Brasil

Caracterizada como pequenos empreendimentos energéticos (capacidade total abaixo de 5 MW, segundo a Resolução 482/12, marco regulatório do segmento), a geração solar distribuída (GD) tem sido a principal responsável pela rápida adoção da capacidade solar no Brasil nos últimos anos. Notamos que devido ao seu (i) baixo nível de payback (projetos solares residenciais levam atualmente ~5 anos para compensar os investimentos realizados com redução no consumo de energia vs. ~13 anos no início da década), impulsionados por subsídios do governo, e (ii) adaptabilidade mais fácil para fins residenciais, a GD deve continuar a impulsionar o crescimento futuro da energia solar do Brasil.
Com o objetivo de prever os impactos de uma potencial retirada dos incentivos governamentais da GD (em discussão no Congresso Nacional), a EPE (Empresa de Pesquisa de Energia) estabeleceu quatro cenários diferentes, retirando parcialmente ou totalmente tais subsídios para prever o nível de capacidade de longo prazo que GD deve alcançar. Nesse sentido, ainda esperamos expansão relevante em todos os diferentes casos, independentemente dos incentivos na tarifa hoje ocasionadas pelo uso de GD (crescimento anual da capacidade energética variando entre [i] +16% ao ano em um cenário onde todos os subsídios das tarifas de energia são removidos, e [ii] 23% onde todos os subsídios das tarifas de energia são mantidos).
Vale ressaltar que a WEG tem se posicionado rapidamente neste mercado, tornando-se um dos maiores players do Brasil em termos de unidades de kits solares entregues.

Motores Comerciais | Tintas e Vernizes: unidades de negócio cíclicas

  • Motores Comerciais: A WEG fabrica motores monofásicos para bens duráveis, como máquinas de lavar, ar-condicionado, bombas d’água e outros eletrodomésticos. Com uma tradicional exposição doméstica, a receita da WEG no mercado externo têm ganhado mais relevância nos últimos anos, principalmente após os planos de internacionalização desta divisão terem se acelerado em 2014 com uma aquisição na China. Como um negócio de ciclo curto, as mudanças na demanda são rapidamente transferidas para a indústria, com impactos imediatos na produção – nesse sentido, dados recentes da indústria sugerem uma recuperação imediata subsequente à crise pandêmica no 1T20-2T20.
  • Tintas e Vernizes: Com foco prioritário no mercado brasileiro (~80% do faturamento desta divisão), a WEG está entre os maiores fabricantes de tintas da América Latina, sendo a maior fabricante de tintas em pó do Brasil com exposição à tinta marinha e anticorrosiva. Devido à sua (i) base de clientes diversificada, (ii) perfil de produto de ciclo curto e (iii) aplicação industrial, vemos o desempenho de tintas e vernizes relacionado principalmente à atividade industrial geral no Brasil.

Bem Posicionada para o Crescimento Futuro

Perfil de receita diversificado

A WEG possui um perfil diversificado de receita, com vasto portfólio de produtos e exposição em diversas geografias (unidades fabris em 12 países e presença comercial em mais de 135 países). Abaixo, apresentamos um resumo dos (i) principais negócios da WEG, (ii) seus principais produtos e (iii) drivers de receita mais relevantes para suas divisões:

  • Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais: Motores elétricos, redutores, drives e equipamentos de automação industrial. Seus produtos encontram aplicação em basicamente todos os segmentos de negócios industriais, com exposição relevante em indústrias pesadas como óleo e gás, mineração, papel e celulose e saneamento.
  • Geração, Transmissão e Distribuição de Energia: Geradores para usinas hidráulicas e térmicas (biomassa), turbinas hidro e eólica, transformadores, inversores, subestações, alternadores e kits solares.
  • Motores Comerciais: Produtos voltados para o mercado de motores monofásicos para bens de consumo duráveis, como lavadoras, ar-condicionado e bombas d’água, entre outros.
  • Tintas e Vernizes: Tintas líquidas e em pó, e vernizes eletro-isolantes para aplicação industrial no Brasil e na América Latina.

Fornecedor elétrico de ponta-a-ponta: extenso portfólio de produtos em comparação aos pares

A WEG tem uma visão estratégica em oferecer soluções em máquinas eletroeletrônicas, desde sua geração até o consumo. Possui posição diferenciada em relação a outras empresas, com portfólio que engloba equipamentos eletroeletrônicos industriais, geração, transmissão e distribuição de energia, além de produtos comerciais e eletrodomésticos.

Instalações de última geração: parque industrial com alto grau de verticalização

Estrutura fabril bem diversificada: a WEG conta com 46 unidades industriais em 12 países e filiais comerciais em 36 países. Sua maior unidade de produção está localizada em Jaraguá do Sul (maior fábrica de motores de baixa tensão do mundo), na região Sul do Brasil, e conta com uma operação de produção de última geração, que esperamos ser progressivamente replicada para suas outras instalações.
Abaixo descrevemos as principais vantagens competitivas que vemos no modelo de produção da WEG:

  • Instalações altamente verticalizadas: permitindo flexibilidade de produção e uma estrutura de custos mais competitiva, a WEG possui (i) unidades fabris de fundição de ferro e alumínio, estamparia, fabricação de fios e usinagem, bem como (ii) unidades de montagem, reduzindo assim a necessidade de fornecedores terceiros.
  • Expansão modular: o sistema de produção da WEG é baseado na expansão modular, evitando o acúmulo de capacidade ociosa e levando a flexibilidade de alocação de capital em tempos de recessões econômicas, reduzindo assim os riscos de demanda do ponto de vista da produção.
  • A customização em massa permite que a WEG esteja à frente da concorrência: Para se diferenciar dos concorrentes, a WEG oferece pequenos lotes de produtos com alto nível de detalhamento customizado sob demanda, com estratégia definida como “customização em massa” ao invés de “produção em massa”.

Internacionalização aumenta o seu mercado endereçável: obtendo exposição a mercados externos

Mercados internacionais se tornando mais relevantes. A WEG foi fundada em 1961 em Jaraguá do Sul (estado de Santa Catarina, Brasil), passando a expandir sua presença industrial para locais internacionais no início dos anos 2000, com uma série de aquisições de fábricas no exterior (México, Argentina, Portugal e China como os primeiros novos locais em termos de capacidade de produção estrangeira). No período 2010-20, a WEG deu continuidade aos planos de internacionalização, com atualmente 34% das receitas consolidadas produzidas e vendidas no exterior (vs. apenas 7% há dez anos), reduzindo assim sua exposição Brasil.
Ampliando seu mercado endereçável. Com uma significativa participação de mercado de seus principais mercados em âmbito nacional (motores elétricos de baixa e média tensão com até 70-90% de participação no Brasil), a WEG pode ampliar seu mercado endereçável entrando em mercados onde não possui uma posição relevante (mercados de US$12,5 bi, US$12,2 bi e US$18,7 bi na América do Norte, Europa/Oriente Médio e Ásia-Pacífico, respectivamente, com uma participação combinada de apenas 3%). Acreditamos que isso induz oportunidades de crescimento promissoras à medida que a WEG replica progressivamente seu modelo de negócio de produção nacional para suas instalações internacionais (avanços que já estão ocorrendo no México e na China, por exemplo).

Flexibilidade financeira como pilar principal: um olhar sobre suas principais métricas financeiras

Níveis de margens seguem ciclicidades. Conforme visto na figura abaixo, concluímos que os ciclos macroeconômicos são os principais fatores para as margens operacionais da WEG, principalmente devido (i) a um melhor poder de precificação, à medida que seus clientes se tornam mais lucrativos; e (ii) aumento da demanda implica em maior alavancagem operacional, diluindo melhor os custos fixos da companhia. Como outros fatores de influência para seus níveis de rentabilidade, destacamos: (i) mix de produtos (produtos não maduros geralmente são executados em níveis de margem abaixo da média); e (ii) internacionalização (regiões com operações em implantação apresentam margens estruturalmente inferiores em relação ao Brasil); o que achamos que possa impedir a WEG de registrar níveis de margem mais próximos aos do período 1996-08.
As matérias-primas desempenham um papel importante na estrutura de custos da WEG. Pela natureza de seus negócios, a WEG possui alta exposição aos custos de matérias-primas como cobre, alumínio e aço. Mesmo que os altos níveis de commodities possam indicar uma forte perspectiva para a demanda, reconhecemos que a alta dos preços das commodities pode implicar na volatilidade de curto prazo da margem bruta.
Baixos níveis de alavancagem promovem flexibilidade financeira. A WEG opera em níveis baixos de alavancagem (máximo de 0,6x em 2011), enquanto mantém uma taxa de distribuição de dividendos estável de ~50%, implicando em uma estrutura de capital flexível caso sejam necessários novos investimentos.
Controle rígido do ciclo de caixa. Ao longo da última década, notamos um comportamento decrescente do ciclo de caixa em termos de consumo de capital de giro, variando de 199 dias em 2011 a 147 dias em 2020.

WEG vem crescendo consistentemente: exposição ao dólar torna o crescimento de receita mais resiliente

A WEG tem crescido de forma consistente na última década. Devido ao seu portfólio de produtos diversificado, uma base de consumidores geograficamente dispersos e suas características de produção, a WEG tem sido capaz de sustentar um impressionante crescimento de receita de +17% ao ano nas últimas duas décadas, com declínio moderado de receita visto apenas posteriormente a grandes recessões econômicas em 2009 e 2016.
A exposição ao mercado externo adiciona resiliência ao modelo de negócios da WEG. Como ~56% de suas vendas são destinadas aos mercados internacionais (~22% das quais exportadas do Brasil), notamos um desempenho de receita positivo sempre que o real se desvaloriza, adicionando resiliência ao portfólio, visto que a desaceleração da economia doméstica do Brasil é geralmente acompanhada pela depreciação da moeda. Historicamente, calculamos um crescimento de receita consolidada de 8% ao ano no período de 2010-20 ao excluirmos aquisições e variações cambiais em mercados estrangeiros.

Agenda inovadora para apoiar o crescimento de longo prazo: DNA de inovação antecipa tendências com alto potencial de crescimento

P&D sempre foi o foco. A WEG tem investido de forma consistente em P&D (Pesquisa & Desenvolvimento), com uma média de 3% do faturamento total destinado à pesquisa nas últimas duas décadas. Com isso, a empresa consegue lançar regularmente novas mercadorias, com 50% dos produtos vendidos desenvolvidos nos últimos cinco anos.


A inovação se inclina para mercados incipientes e com potencial de alto crescimento. Devido ao seu DNA de inovação, a WEG tem sido capaz de identificar e atender mercados novos e incipientes com alto potencial de crescimento. Daqui para frente, destacamos três diferentes segmentos para os quais a empresa vem chamando a atenção dos investidores: (i) mobilidade elétrica, com (a) produtos relacionados ao sistema PowerTrain e (b) postos de recarga para veículos elétricos leves; (ii) eficiência energética, oferecendo soluções de armazenamento de energia; e (iii) soluções digitais, usando os fundamentos da Indústria 4.0 como fonte de receita.

Mobilidade Elétrica:

Diante do alto crescimento esperado para veículos elétricos, vemos a WEG bem posicionada para capturar este mercado no futuro. Atualmente ela desenvolve (i) powertrain elétrico para caminhões leves (e ônibus, no futuro próximo); e (ii) estações de recarga para veículos leves em pontos comerciais e residenciais com interação virtual.

Eficiência Energética

Os sistemas de armazenamento de energia em bateria (BEESs) são capazes de explorar recursos energéticos, desempenhando um papel importante na expansão da capacidade dos sistemas de geração. Conforme as fontes renováveis se expandem, também aumenta a necessidade de estabilização da rede (alcançada por meio dos sistemas com uso de baterias) – com expectativas de cerca de US$660bi em investimentos a serem implantados a fim de aumentar a capacidade das baterias (beneficiando a carteira de novos pedidos da WEG).

Soluções Digitais

A WEG explora soluções digitais baseadas nos fundamentos da Indústria 4.0, combinando elementos de inteligência artificial, visão computacional, IoT (internet das coisas) e MES, tanto por meio de sua plataforma própria (WEGnology) quanto por meio de aquisições (BirminD, MVisia, PPI-Multitask e V2COM, recentemente adquiridas pela WEG).

As fusões e aquisições continuam a ser uma oportunidade: movimentos recentes indicam foco na inovação

Abaixo, fornecemos as aquisições da WEG na última década. Destacamos que quatro das últimas cinco aquisições são voltadas para a tecnologia, com o objetivo de dotar a WEG de expertise para fornecer soluções digitais utilizando os principais fundamentos da Indústria 4.0, como inteligência artificial, visão computacional, sistema de execução de manufatura e internet das coisas. Também observamos três estratégias distintas alcançadas com o histórico de crescimento inorgânico da empresa: (i) ganhos de escala em mercados consolidados; (ii) diversificação de produto/receita e (iii) exposição geográfica, aumentando seu mercado global endereçável.

ESG: Um player ESG bem equipado para se beneficiar das tendências adiante

Uma das empresas melhor posicionada dentre a cobertura da XP sob as lentes ESG

A tendência ESG está ganhando impulso mesmo em setores mais tradicionais e um número crescente de investidores está pressionando as empresas por uma agenda de sustentabilidade. Para a indústria de Bens de Capital, vemos o pilar como o fator mais importante na análise ESG, seguido pelos pilares S, respectivamente. Em nossa visão, as crescentes preocupações com as mudanças climáticas estão transformando esta indústria e três mudanças importantes estão sendo observadas em todo o setor: (i) a contínua transição da matriz energética para fontes renováveis; (ii) a tendência mundial de eletrificação; e (iii) a migração do sistema de infraestrutura e transporte para um formato mais verde. Por ser uma empresa exposta à eletrificação, aliada a sua exposição ao segmento de energias renováveis ​​(eólica e solar), vemos a WEG muito bem posicionada para ser um player líder na mudança para uma economia de baixo carbono, e ainda utilizando a inovação como uma ferramenta-chave nesse processo.

Os players da indústria brasileira têm espaço para buscar padrões ESG mais elevados. Um número crescente de investidores está pressionando a agenda de sustentabilidade e os ventos de mudança são ainda mais favoráveis ​​a este setor.

A WEG é uma das empresas melhor posicionadas dentro da cobertura do XP sob as lentes ESG. Governança robusta e grandes esforços para abraçar a crescente demanda por energia limpa justificam a nossa visão ESG positiva, apoiada em:

(E) Bem posicionada para capitalizar sobre a crescente demanda por energia limpa. Como empresa exposta à tendência de eletrificação, aliada a sua exposição ao setor de energias renováveis, vemos a WEG bem posicionada para liderar a transição para uma economia de baixo carbono.

(S) Menos material, mas ainda importante monitorar. Nesse pilar, destacamos dois tópicos: (i) Gestão da Mão de Obra: Como fabricante de equipamentos elétricos, a operação da WEG é intensiva em mão de obra (~33 mil colaboradores); (ii) Saúde e Segurança: A WEG está de acordo com as normas e diretrizes da legislação brasileira e convenções internacionais, além da presença de um comitê dedicado ao tema e investimentos significativos nessa frente.

(G) Padrões elevados, mas a diversidade de gênero falha. A estrutura de governança da WEG está à frente da de seus pares, mas a falta de uma maioria independente no Conselho, juntamente com o alto número de conselheiros de longa data, pode levantar preocupações sobre a capacidade do Conselho de contrabalançar efetivamente a gestão. Em relação à diversidade, há muito espaço para melhorias e esperamos ver mais diversidade, tanto na Diretoria da WEG, bem como no Conselho, em breve.

Apêndice

Destaques e riscos de investimento

Histórico e estrutura societária

Diretoria executiva e conselho

Avaliação

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