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Sala de Espera XP (Parte 1/2): Prévia de resultados do 2T22

Gradualmente voltando ao normal.

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Até o momento, esperamos que as empresas de saúde apresentem resultados de neutros a positivos no 2T22. Ao longo de 2020 e 2021 o principal fator que afetou os resultados das empresas foi a pandemia do Covid-19. Nos 4T21 e 1T22, a cauda final da pandemia e as aquisições ainda a serem integradas atrasaram o início de um processo de recuperação em todo o setor, mas, agora, parece que as operações das empresas estão finalmente se normalizando. As empresas farmacêuticas foram uma exceção, dado que seus resultados não mostraram impactos significativos da pandemia, apresentando crescimento e margens a níveis saudáveis ​​– o que esperamos que continue daqui para frente. Na primeira parte da nossa prévia de resultados, esperamos que a Hypera e a Blau sejam os destaques positivos.

Custos médicos reduzindo lentamente. Os resultados da Hapvida foram atingidos pela pandemia principalmente em 2021 e no início de 2022, com a utilização dos leitos pressionando os custos. Além disso, tanto a Hapvida quanto o GNDI fizeram diversas aquisições que, em um primeiro momento, apresentam sinistralidade maior que a média das companhias. No 2T22, embora a temporada de síndromes virais possa pressionar os custos, a sinistralidade já pode apresentar alguma melhora (-1,3 p.p. T/T), assim como as adições líquidas (+91 mil planos).

Melhor e maior utilização. Os hospitais também enfrentaram um período difícil durante a pandemia, tanto pela baixa utilização quanto pela maior participação de procedimentos de baixa complexidade. No 2T22, esperamos uma utilização muito próxima aos níveis de 2019 e com grande participação de procedimentos de alta complexidade, o que pode promover o crescimento da receita e expansão da margem.

Testes de Covid-19 perdendo relevância. Os laboratórios tiveram um aumento nas receitas devido aos testes Covid-19 durante a pandemia, e acreditamos que este efeito deve continuar diminuindo gradualmente. Assim, esperamos que os resultados do 2T22 comecem a convergir para um patamar normalizado.

Seguindo um caminho diferente. As empresas farmacêuticas provaram ser mais defensivas do que as empresas de saúde suplementar – independentemente dos resultados da Blau terem sido atingidos por uma escassez global de imunoglobulina. Para o 2T22, esperamos que as empresas farmacêuticas continuem crescendo e mantendo altas rentabilidades.

Hapvida (HAPV3): Compra

Esperamos que a Hapvida apresente resultados neutros no 2T22, com margens e adições líquidas mostrando alguns bons sinais após um período difícil. Este será o primeiro trimestre em que a Hapvida consolidará o GNDI por todo o período, causando grandes mudanças tanto no comparativo anual quanto no trimestral. Prevemos que a empresa adicione 91 mil planos de saúde ao seu portfólio, revertendo uma tendência negativa nesse aspecto. Por outro lado, os tickets ainda devem pressionar o faturamento, já que a maior parte dos reajustes de preços acontecerá no meio do ano. Esperamos que a sinistralidade diminua 1,3 p.p. T/T, para 71,6%, principalmente devido à redução dos impactos relacionados ao Covid-19 e à integração gradual das aquisições, embora parcialmente compensados ​​pelos impactos da temporada de gripe. A margem EBITDA ajustada pode apresentar uma melhora semelhante à da sinistralidade no comparativo trimestral, e o lucro líquido ajustado ainda deve ser pressionado pelas despesas financeiras.

Rede D’Or (RDOR3): Compra

Esperamos que a Rede D’Or apresente resultados ligeiramente positivos no 2T22, com melhorias de receita (+9% A/A; +6% T/T) alavancadas principalmente por (i) sazonalidade, que afeta positivamente as taxas de utilização do 2T e 3T; (ii) normalização da demanda, com procedimentos eletivos e ocupação de leitos de volta ao patamar de 2019; e (iii) tickets estáveis ​​na comparação trimestral, impactados por aquisições recentes. A margem EBITDA ajustada pode ser impactada positivamente (+2,1p.p. T/T) pela maior alavancagem operacional e pelas iniciativas de eficiência de custos implementadas. O resultado financeiro da empresa deve ser pressionado pelo alto endividamento líquido e taxas de juros, prejudicando o lucro líquido, mas ainda refletindo os ganhos operacionais no trimestre (R$292M; -39% A/A; +30% T/T).

Mater Dei (MATD3): Compra

Esperamos que a Mater Dei apresente resultados ligeiramente positivos no 2T22, com receitas aumentando gradualmente (+28% T/T) à medida que a empresa lança suas expansões, integra ativos adquiridos e normaliza as taxas de utilização entre os ativos. Os ativos recém-adquiridos e inaugurados ainda não estão totalmente operacionais, pressionando a margem EBITDA ajustada, em 26,6% (estável T/T). Como a empresa possui uma posição de dívida líquida, o lucro líquido ajustado será pressionado pelas despesas financeiras.

Fleury (FLRY3): Neutro

Esperamos que o Fleury apresente resultados neutros no 2T22, com receita mantendo o ritmo de crescimento de mais de 15% em todas as marcas e testes Covid-19 perdendo representatividade nos resultados. Esperamos que a margem EBITDA cresça 3,1 p.p. A/A, com queda de 3,1 p.p. T/T devido a despesas relacionadas a novos negócios. Projetamos que o lucro líquido seja impactado negativamente pelas despesas financeiras, tendo em vista que a empresa possui um saldo de dívida líquida e estamos em meio a um ciclo de alta de juros. Ressaltamos que em 30 de junho o Fleury anunciou que celebrou um acordo para incorporar o Pardini e, portanto, esperamos que os investidores analisem os resultados de forma agregada.

Pardini (PARD3): Neutro

Esperamos que o Pardini apresente resultados neutros no 2T22. Projetamos uma receita estável ​​A/A, com contribuições positivas das aquisições de IACS e Paulo Azevedo, mas negativas de testes Covid-19 – que estão se tornando menos relevantes – e testes toxicológicos – que foram atipicamente altos no 2T21. A margem EBITDA deve ser impactada por despesas pontuais relacionadas à fusão com o Fleury e a menor participação dos testes de Covid-19 na receita da companhia. Projetamos um lucro líquido de R$55M para o trimestre, com pouco impacto das despesas financeiras.

Hypera (HYPE3): Compra

Esperamos que a Hypera apresente resultados positivos no 2T22, com crescimento de dois dígitos por mais um trimestre com alguma contribuição da aquisição das marcas da Sanofi e do aumento de preços autorizado pela CMED. A margem EBITDA ajustada deve ser pressionada (i) pelos altos custos de materiais, especialmente A/A e (ii) pelas maiores despesas de marketing típicas do 2T. Com relação ao resultado final, esperamos que a empresa sofra alguma pressão pela sua alta alavancagem financeira e taxas de juros.

Blau (BLAU3): Compra

Esperamos que a Blau apresente resultados ligeiramente positivos no 2T22, impulsionados principalmente pela normalização do fornecimento de imunoglobulina. Projetamos que a receita retorne ao nível do 2T21 (+16% T/T) impulsionada por biológicos – especialmente imunoglobulina e alfaepoetina. A margem EBITDA deve ser impactada negativamente por maiores custos de materiais, mas as receitas financeiras de instrumentos de hedge podem compensar a compressão da margem, resultando em um lucro líquido de R$110M.

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