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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de 3,4%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 08/05 a 15/05

Ibovespa: -3,4% | 77.556 pontos

O Ibovespa fechou a semana em queda de -3,4% aos 77.556 pontos, após uma semana volátil no âmbito internacional, marcada por preocupações sobre a segunda onda do coronavírus e sobre a recuperação mais lenta nos EUA, além de ruídos políticos no Brasil, inclusive com a saída do Ministro da Saúde, Nelson Teich, na sexta (15). Nesse contexto, o câmbio voltou a renovar máximas, atingindo R$ 5,96 na quinta (14); em 2020, o real já perde 32% de valor, sendo a pior moeda entre todos os países emergentes. Tal desvalorização cambial continua sendo uma das principais fontes de preocupação em 2020, mas, do lado positivo, as empresas exportadoras que possuem receita dolarizada são impulsionadas por tal movimento.

No Internacional, a semana começou com aumento das preocupações sobre a segunda onda do coronavírus, após novos casos serem registrados em Wuhan, onde a pandemia começou, e na Coreia do Sul. Na quarta-feira, o presidente do Fed, Jerome Powell, fez um discurso de tom negativo em que enfatizou a recuperação mais lenta nos EUA, afirmando que ações adicionais de estímulo poderiam ser implementadas – os pedidos de auxílio desemprego no país já alcançam 36,5 milhões durante a pandemia. Já na quinta-feira,tensões comerciais entre EUA e China aumentaram novamente, com Trump dizendo que não pretende conversar com o presidente chinês. Do lado econômico, a produção industrial da Zona do Euro apresentou sua maior queda histórica ao recuar 11,3% na passagem de fevereiro para março.

No Brasil, seguem em foco os desdobramentos do inquérito que apura se Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal, como afirmou o então ministro Sergio Moro. Do lado econômico, o Ministério da Economia reportou na terça-feira que 758 mil trabalhadores pediram o seguro desemprego em abril, um aumento de 22% na comparação anual e de 39% versus Março. Na quarta-feira, saíram dados sobre o setor de serviços brasileiro, que caiu 6,9% versus fevereiro, a pior queda histórica do setor desde o início da série em 2011. Finalmente, revisamos o PIB de 2020 de -1,9% para -6,0% e mantivemos o crescimento em 2,5% para 2021, apesar de reconhecermos que a velocidade da retomada dependerá do sucesso no combate ao vírus e da efetividade das políticas públicas adotadas no curto prazo. 

Por fim, do lado corporativo, nesta semana tivemos resultado de 18 empresas da nossa cobertura, com destaque para SuzanoJBSSabespVivaraB3CyrelaCCRCSNGrupo Pão de Açúcar e Ultrapar.


Câmbio e juros

O Real teve uma desvalorização em relação ao dólar de 2,2%, fechando a semana em R$ 5,83 / USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 abriu 32 pontos base desde a semana passada.


O que esperar

A ata da última reunião de política monetária dos Estados Unidos e a divulgação do PMI de maio das principais economias globais serão os principais destaques da agenda econômica da próxima semana. Na nossa visão, os indicadores devem performar levemente melhor do que nos últimos meses, reforçando a mensagem de que o ritmo de desaceleração econômica internacional tem sido gradualmente amenizado.

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

A boa performance das ações pode ser explicada pela alta do dólar, que beneficia empresas exportadoras como a BRF,  bem como pelo resultado positivo da empresa referente ao 1T20, com números fortes em todos os segmentos.

As ações reagiram positivamente à elevação de recomendação de um banco de investimentos à depreciação do real, que impacta positivamente os resultados da companhia.

A boa performance das ações também pode ser explicada pela alta do dólar, que beneficia empresas exportadoras como a Marfrig, bem como pela expectativa positiva referente ao resultado do 1T20, que será divulgado na segunda-feira (18) após o fechamento do mercado.

B3SA3

As ações reagiram positivamente após divulgação de resultado sólido, impulsionado pelo forte aumento nas receitas e queda nos custos na comparação anual. Clique aqui para acessar o relatório completo.

A empresa se encontra restrita por determinação da nossa área de Compliance.

Sem notícias relevantes para a queda.

As ações reagiram negativamente à divulgação de resultados referentes ao primeiro trimestre de 2020 (1T20) abaixo do esperado. Clique no LINK para conferir nossa visão detalhada sobre os resultados. Também, publicamos os principais destaques da teleconferência de resultados.

A performance negativa das ações da semana pode ser parcialmente atribuída aos dados prévios de performance do 1T20 abaixo do esperado pelo mercado.

As ações reportaram resultados abaixo das expectativas na semana, e seguem pressionadas pelo cenário de câmbio desvalorizado em conjunto com baixa visibilidade da retomada da demanda.

Ações reagiram negativamente após anúncio de fiscalização especial da SUSEP devido a insuficiência de liquidez regulatória da resseguradora, implicando em riscos relacionados a possíveis intervenções por parte do órgão.

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