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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em alta de +2,4%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 21/05 a 28/05

Ibovespa: +2,42% | 125.561 pontos

O Ibovespa bateu um novo recorde histórico aos 125.561 pontos. O índice acumulou uma alta de +2,4% durante a semana, na esteira do otimismo dos mercados globais com a recuperação econômica que permanece em curso, superando preocupações com a inflação. Domesticamente, a Bolsa foi impulsionada também por melhores perspectivas de crescimento econômico, melhora nos números fiscais, e alguns avanços nas discussões das reformas.

Com os mercados americanos fechados na segunda-feira para o feriado do Memorial Day, os índices S&P 500 e Dow Jones registraram o quarto mês consecutivo de ganhos, enquanto o Nasdaq marcou o primeiro retorno mensal negativo esse ano.

O movimento positivo nos mercados globais durante a semana foi impulsionado pelo número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA que atingiu outra mínima pandêmica, enquanto o governo americano busca orçamento de US$ 6tri. Além disso, o aguardado deflator de consumo PCE, medida de inflação preferida pelo Federal Reserve, veio dentro das estimativas, o que foi bem recebido pelos investidores. Também vale destacar os números sólidos do PIB americano no primeiro trimestre que veio em +6,4%, reforçando as avaliações de forte recuperação na economia americana.

Ainda nos EUA, as negociações em torno do pacote de infraestrutura continuam, com a apresentação  de uma contraproposta dos republicanos de US$ 928 bilhões. O valor se aproxima da mais recente proposta do governo democrata de US$ 1,7 trilhão e amplia chances de um acordo.

Na Europa, as Bolsas foram impulsionadas por dados de confiança que vieram acima do esperado. O índice de confiança da Zona do Euro registrou uma alta expressiva, apontando para o otimismo dos investidores com a recuperação da economia europeia. Vale lembrar que os índices da região têm bastante exposição a setores cíclicos, que se beneficiam da retomada de atividades.

No cenário local, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a admissibilidade da reforma administrativa e o texto segue agora para uma comissão especial, que discutirá o conteúdo da proposta – fase em que há maior pressão por mudanças. Quanto à reforma tributária, a Câmara iniciará as discussões sobre unificação do PIS/Cofins, IPI e tributação sobre renda. Após discussões entre empresários e o ministro Paulo Guedes, há uma expectativa da discussão ser mais presente no Legislativo para a aprovação.


Gráfico da semana:

A pergunta certa a se fazer

Clique aqui para ver mais detalhes sobre o gráfico da semana.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -2,63% em relação ao Real, em R$ 5,23/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 ficou de lado, atingindo 9,34%.


O que esperar

No cenário internacional, o destaque da semana ficará para a divulgação da taxa de desemprego de maio nos EUA, especialmente após a última surpresa negativa do indicador. A semana contará também com a divulgação de PMIs referentes a maio na China, EUA e Zona do Euro, além de indicadores de inflação e varejo na Zona do Euro, e pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve. Devemos acompanhar também a continuidade das discussões do pacote de infraestrutura no Congresso dos EUA.

No Brasil, o principal destaque será a divulgação do PIB do primeiro trimestre. Diante de fortes indicadores de atividade no início do ano, o resultado deve refletir esta resiliência apesar da piora da pandemia e da interrupção de medidas de estímulos governamentais. Nossa projeção para 2021 permanece em 4,1%, como publicada no começo de maio, mas com viés de alta. Detalhamos nossa visão aqui. Teremos também a divulgação da produção industrial de abril e vendas de veículos (Fenabrave) referente a maio.

Em política, discussões devem seguir sobre as reformas no Congresso, CPI da pandemia e possível extensão do auxílio emergencial.


Ações


Sem notícias específicas, ações voltaram ao patamar do mês anterior após quedas nas últimas semanas. Acreditamos que esse é um reflexo da recuperação de ações de tecnologia nos Estados Unidos.

Sem notícias específicas sobre o papel.

A empresa encontra-se restrita por determinação da nossa área de compliance.


Reação positiva do mercado tendo em vista uma perspectiva mais positiva para o ciclo de captação de alunos para o segundo semestre, quando espera-se que uma grande parcela da população já esteja vacinada.

Sem notícias específicas sobre a companhia, as ações corrigiram da forte queda da semana anterior.

Sem notícias específicas sobre o papel.

Acreditamos que a queda nas ações de Gerdau na semana estejam relacionadas fortemente à queda do dólar no período, além da forte correção dos preços internacionais de aço, após os recentes anúncios de que as autoridades chinesas estariam se esforçando para conter a produção de aço e a alta dos preços de algumas commodities metálicas.

SABESP

As ações reagiram negativamente a um noticiário mais pessimista com relação à potencial privatização da companhia.

Entendemos que a queda no preço das ações pode ser atribuída ao movimento de realização após forte alta decorrente dos boatos de fusão entre Marfrig e BRF, sobretudo pelo volume de compra expressiva realizada pela Marfrig entre os dias 18 e 21 de maio – a Marfrig hoje detém 24% da BRF. Adicionalmente, muitos investidores teriam liquidado o papel nesta semana por conta do exercício das opções da semana anterior (a alta expressiva fez com que as opções de compra entraram no dinheiro), o que teria ajudado a derrubar os preços também. Além disso, não houve mudança no cenário de grãos no Brasil e as margens de produção de frango e suíno seguem espremidas. Nós enxergamos um curto prazo desafiador para a BRF, mas acreditamos no médio prazo da empresa. Portanto, temos recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 30/ação para o fim de 2021.

Atribuímos a desvalorização nas ações de Suzano principalmente à queda do dólar e aos indícios de recuo dos preços de celulose (queda de US$2,2/t na semana), além do recuo de ~3% nos preços futuros da commodity.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de +R$500 milhões*.

*Até dia 26/05/2021

Performance das Bolsas mundiais (acum. da semana)

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