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PRIO (PRIO3) | Resultados do 1T26: Beat it, Beat it – Resultados fortes

A PRIO reportou seus resultados referentes ao 1º trimestre de 2026. Veja nossos comentários.

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Forte superação no resultado operacional vs. XPe, com preços e custos melhores; fluxo de caixa livre adiado para o próximo trimestre por efeito de capital de giro

Nesta terça‑feira (5), após o fechamento do mercado, a PRIO divulgou os resultados do 1T26. O EBITDA ajustado de US$ 852 milhões ficou acima das nossas estimativas (+10% vs. XPe). O EBITDA da PRIO aumentou de forma sequencial (+150% t/t), em função de preços mais altos do Brent, a US$ 83,5/bbl (+32% t/t), e de maiores volumes de offtake (+40% t/t). O lucro líquido de US$ 460 milhões também superou a XPe (+31% t/t), beneficiado por ganhos em imposto diferido decorrentes da apreciação do real. Os resultados foram fortes e esperamos uma reação positiva do mercado. Olhando além do 1T26, acreditamos que os investidores estarão focados em atualizações sobre a aguardada política de remuneração aos acionistas (inclusive, recentemente incluímos a PRIO na carteira Top Dividendos).

Receita acima do esperado. A receita líquida de US$ 1,12 bilhão (+90% t/t) veio levemente acima da nossa projeção (+4%, ou +US$ 46 milhões vs. XPe) mas explica a maior parte da ligeira surpresa positiva (beat) adicional no EBITDA (+10%, ou +US$ 75 milhões vs. XPe). O desempenho acima do esperado na receita é explicado por preços realizados mais elevados. O desconto da PRIO em relação ao Brent se ampliou levemente no 1T26 para US$ 8,2/boe (US$ 7,7/boe no trimestre anterior), em comparação a um Brent de referência de US$ 83,5/bbl, que por sua vez também refletiu preços superiores à média do Brent no 1T26 (US$ 78,4/bbl), em função do timing das vendas de offtake. As vendas de 14,8 milhões de barris (+40% t/t) aumentaram de forma relevante, impulsionadas pela maior produção e auxiliadas por redução de estoques (a produção de petróleo totalizou 13,9 MMbbl)..

E custos mais baixos. Custos inferiores ao esperado também contribuíram para o forte desempenho do EBITDA. As economias ocorreram em duas frentes: (i) lifting cost; e (ii) royalties. O lifting cost da PRIO caiu de forma acentuada para US$ 9,4/bbl (c. ‑25% t/t), atingindo o menor patamar desde o 2T24. A queda é explicada principalmente pela otimização de custos em Peregrino e pelo aumento da produção com o primeiro óleo de Wahoo em março. Esperamos que o lifting cost siga em trajetória de queda nos próximos trimestres, à medida que Wahoo continue a elevar sua produção. Os royalties (cerca de 6% da receita vs. 10% normalmente) parecem ter tido caráter pontual, refletindo a reversão de uma provisão para participação especial que havia sido constituída no 4T25.

Fluxo de caixa neutro, com melhora à frente. A dívida líquida somou US$ 4,4 bilhões no 1T26, leve aumento de US$ 63 milhões t/t, refletindo principalmente US$ 58 milhões em recompra de ações. O fluxo de caixa para o acionista (FCFE) foi praticamente neutro, em ‑US$ 5 milhões no trimestre, bem abaixo dos níveis recorrentes, devido a um aumento de capital de giro (‑US$ 461 milhões) provocado por um aumento em contas a receber após vendas concentradas no fim do trimestre. O FCFE recorrente (excluindo capital de giro) alcançou US$ 456 milhões, o que anualiza um retorno de aproximadamente 15%, mas ainda abaixo do potencial pleno, dado o capex ainda elevado, de US$ 308 milhões, em grande parte relacionado ao desenvolvimento de Wahoo.

Redução da alavancagem – Todos os olhos nos dividendos. A alavancagem da PRIO ao final do 1T26 foi de 2,0x Dívida Líquida/EBITDA LTM, queda de ‑0,3x em relação ao trimestre anterior. A companhia está bem encaminhada para atingir a meta de 1,6x ao final do ano. Esperamos uma aceleração na geração de caixa à medida que a produção avança (a produção de abril ficou +18 kboed acima da média do 1T26) e o capex diminui, enquanto os preços do Brent permanecem elevados (média acima de US$ 100/bbl até o momento no 2T26). Acreditamos que os investidores estarão atentos ao anúncio de uma política de remuneração aos acionistas, cuja definição foi um compromisso assumido pela administração da PRIO.

Maior produção. A produção da PRIO no 1T26 teve média de 155,4 kboed, alta de +27,5 kboed t/t. O aumento reflete principalmente um trimestre completo de produção de Peregrino com participação de 80%, além do primeiro óleo de Wahoo. A produção no 2T26 deve seguir em alta na comparação trimestral, à medida que Wahoo contribui ao longo de todo o período. Vale destacar que o quarto poço do campo deve entrar em operação em maio.

Transição no COO. A PRIO anunciou a renúncia do COO Francisco Francilmar por motivos pessoais e familiares. Francilmar teve papel fundamental na construção do excelente histórico operacional da companhia e foi decisivo para o sucesso da PRIO. Acreditamos que a transição será tranquila, com a nomeação, pelo Conselho de Administração, de Jean Carlos Calvi como sucessor. Jean é um candidato interno, com cerca de 18 anos de experiência na indústria e quase uma década na PRIO, tendo liderado diversos projetos relevantes de desenvolvimento da companhia, incluindo a perfuração de Polvo, os tie‑backs de Tubarão Martelo e Wahoo, e campanhas de perfuração em Frade. Esperamos continuidade nos elevados padrões de execução da PRIO.

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