Pesquisa assessores XP: Riscos políticos em foco, mas otimismo com a Bolsa permanece

Confira os destaques da edição de fevereiro da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP Matriz e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.


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Nos últimos dias, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre a Bolsa brasileira. Nesta edição, obtivemos 150 respostas únicas.

De acordo com a nossa pesquisa de fevereiro, os assessores e seus clientes estão mais pessimistas em relação ao Ibovespa quando comparamos ao mês passado. 51% dos assessores acreditam que o índice deve fechar 2021 entre 120.000 e 130.000 (+9p.p. vs. janeiro), ultrapassando a proporção dos que acreditam que a Bolsa passará a marca de 130.000 pontos, em 33% (-15p.p. vs. janeiro). A média de palpites calculada foi de 128.660 pontos, que representa uma queda de -2,1% M/M (131.846 pontos em janeiro).

Esse pessimismo é principalmente devido ao aumento da preocupação com a Bolsa por conta do cenário político e fiscal em que estamos, sendo visto como o principal risco para o Ibovespa (90%, +5p.p. vs. janeiro) desde o fim do ano passado.

No entanto, seus clientes não estão pessimistas a ponto de vender seus posições em ações. A maioria pretende manter seus investimentos (47%, +4p.p. vs. janeiro) ou até mesmo aumentar sua exposição (41%, -6p.p. vs. janeiro) e, mesmo com o aumento do interesse em renda fixa observado nesse mês, o interesse em investimentos internacionais e fundos (imobiliário, multimercado e de renda variável) é maior.

Alocação em renda variável acima da média histórica

A alocação em renda variável dos clientes de varejo se encontra acima da média histórica em 51% dos casos. Houve uma diminuição de -4p.p. em relação a janeiro, primeira queda após 2 meses de alta.

Adicionalmente, segundo os assessores, a alocação de seus clientes está em linha com a média histórica em 37% dos casos, +6p.p. em relação a janeiro. Por fim, o percentual de alocação abaixo da média histórica é de 7%*.

*Os assessores que declararam que não possuíam essa informação somaram 5%.

Interesse em aumentar os investimentos em renda variável diminui

O percentual de interessados em aumentar seus investimentos em renda variável (41%) diminuiu -6p.p. em relação a janeiro, enquanto 47% pretende manter seus investimentos em tal classe de ativos (vs. 43% em janeiro).

Por outro lado, 11% dos assessores reportaram que seus clientes pretendem diminuir seus investimentos em renda variável, um aumento de +1p.p. em relação ao mês anterior, ou seja, o conjunto de clientes que querem manter ou aumentar sua exposição se manteve quase igual.

Interesse por renda fixa aumenta

Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Investimentos Internacionais (84%); 2)  Fundos Imobiliários (58%); 3) Fundos Multimercado (56%); 4) Fundos de Renda Variável (50%); 5) Tesouro Direto e Renda Fixa (31%); 6) Ouro (21%); e 7) Fundos de Renda Fixa (20%).

O interesse por investimentos internacionais segue alto: 84% dos assessores reportaram que seus clientes estão interessados em tais ativos, +3p.p. em relação a janeiro. Outro ponto é que o interesse por Tesouro Direto e Renda Fixa aumentou +10p.p., após queda durante 3 meses consecutivos. Houve um aumento também do interesse por Fundos de Renda Fixa (+3p.p. vs. janeiro).

Expectativa de turbulência nos mercados por mais tempo

Segundo a pesquisa desse mês, 40% dos assessores acreditam que os mercados se acalmarão após mais de 6 meses, queda de -3p.p. em relação a janeiro, mas ainda permanece maior do que os que acreditam que isso ocorrerá entre 3 e 6 meses (25%, -10p.p. vs. janeiro). Em terceiro lugar, 23% das pessoas acreditam que a turbulência irá passar entre 1 e 3 meses, +4p.p. em relação a janeiro.

Em relação ao Ibovespa, 51% dos assessores acreditam que o índice deve fechar 2021 entre 120.000 e 130.000 (+9p.p. vs. janeiro), ultrapassando a proporção dos que acreditam que a Bolsa passará a marca de 130.000 pontos, em 33% (-15p.p. vs. janeiro). Os 16% restantes acreditam que o Ibovespa ficará entre abaixo de 120.000 pontos (vs. 10% em janeiro). A média de palpites calculada foi de 128.660 pontos.

Cenário político no Brasil continua sendo visto como o maior risco para o Ibovespa em 2021

Tendo em vista o aumento do risco de interferência política nas empresas brasileiras, principalmente estatais, e as questões fiscais em foco, o cenário político entra em destaque como o maior risco para o Ibovespa em 2021 (90%, +5p.p. vs. janeiro), visão que tem prevalecido desde agosto de 2020. Em segundo lugar estão o efeito do coronavírus e a desaceleração econômica global (ambos 3%, -6p.p. e -2p.p. vs. janeiro respectivamente).

Em relação aos propulsores da Bolsa, na visão dos assessores, os maiores são: 1) vacina contra o coronavírus e volta ao “normal” (41%, -5p.p. vs. janeiro); 2) liquidez global (22%, -2p.p. vs. janeiro); 3) cenário econômico brasileiro (18%, +2p.p. vs. janeiro); e 4) cenário econômico global (15%, +1p.p. vs. janeiro). Esses resultados mostram que os assessores estão olhando tanto o cenário interno quanto o internacional como fatores que impulsionarão a Bolsa em 2021.


A edição de fevereiro da pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 25 de fevereiro de 2021, via um formulário eletrônico contendo onze questões e obteve 150 respostas únicas.

Abra sua conta na XP Investimentos e conte com o nosso time especializado de assessores.

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