Pesquisa assessores XP: Queda no interesse por Ações, aumento em Internacional e Renda Fixa

Confira os destaques da edição de Agosto da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.


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Nos últimos dias, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre a Bolsa brasileira. Nesta edição, obtivemos 293 respostas únicas.

De acordo com a nossa última pesquisa, os assessores e seus clientes continuaram otimistas em relação à trajetória da Bolsa. Em agosto, a maioria dos assessores, 49% deles, acreditam que o Ibovespa ficará entre os 130.000 e 140.000 pontos ao final de 2021, uma piora em relação ao mês anterior, quando 46% dos assessores acreditavam que o Ibovespa ficaria entre os 140.000 e 150.000 pontos ao final de 2021. A média de palpites calculada foi de 132.831 pontos, uma diminuição de -5,4% em relação ao mês anterior (140.388 pontos na pesquisa passada), e acompanhando a piora nos indicadores ao longo do mês de Agosto.

Em relação aos riscos, o destaque continuou sendo o risco político e fiscal no Brasil, com um aumento de +15p.p. M/M, chegando a 82%. A alta da inflação foi vista como o segundo maior risco em 6%, seguido da alta da taxa Selic em 5%.

Houve uma queda de -20p.p. M/M no número de clientes que pretendem aumentar sua exposição em Renda Variável (16%) e um aumento dos que pretendem diminuí-los (38%, +25p.p. M/M). Ainda assim, a maioria pretende manter seus investimentos em renda variável (46%, queda de -5p.p. M/M). As classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Investimentos Internacionais (70%); 2) Tesouro Direto e Renda Fixa (65%); 3) Fundos de Renda Fixa (40%); 4) Fundos Imobiliários (35%); 5) Fundos Multimercado (27%); 6) Fundos de Renda Variável (22%); e 7) Ouro (9%).

Alocação em renda variável entra em queda

A alocação em renda variável acima da média histórica caiu para 24% dos clientes de varejo, o que representa uma queda de -16p.p. em relação ao mês passado, quando o mesmo percentual era de 40%, e também é o menor valor da nossa série histórica.

Adicionalmente, segundo os assessores, a alocação de seus clientes está em linha com a média histórica em 48% dos casos, +2p.p. em relação a julho, enquanto o percentual de alocação abaixo da média histórica teve aumento de +8p.p. M/M, indo para 20%*.

*Os assessores que declararam que não possuíam essa informação somaram 9%.

Mais investidores planejam diminuir investimentos em Renda Variável

O percentual de interessados em manter seus investimentos em Renda Variável ficou 46%, uma queda de -5p.p. em relação a julho. Enquanto isso, 38% dos assessores reportaram que seus clientes pretendem diminuir seus investimentos em Renda Variável, um aumento de +25p.p. em relação ao mês anterior – indicando que os clientes estão mais pessimistas com seus investimentos em ações.

Por outro lado, 16% dos clientes pretendem aumentar seus investimentos em tal classe de ativos, uma queda de -20p.p. em relação à julho.

O maior interesse continua sendo por investimentos internacionais, grande aumento no interesse por Renda Fixa após a alta das taxas

Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Investimentos Internacionais (70%); 2) Tesouro Direto e Renda Fixa (65%); 3) Fundos de Renda Fixa (40%); 4) Fundos Imobiliários (35%); 5) Fundos Multimercado (27%); 6) Fundos de Renda Variável (22%); e 7) Ouro (9%).

Nesse mês, o destaque foi o aumento do interesse em tesouro direto e renda fixa, com aumento de +27p.p. Por outro lado, houve uma queda mensal de quase -20p.p. no interesse tanto em Fundos Imobiliários, e também em Fundos Multimercado. Essas mudanças podem ser explicadas por fatores como o aumento da taxa de juros Selic, bem como busca por proteção dada a volatilidade em meio à um contexto de aumento na percepção de riscos políticas e fiscais, e incertezas quanto à variante Delta da Covid-19 no último mês.

Uma pequena porcentagem de 3% se mostrou interessada em “Outros” ativos, onde alguns indicaram interesse em criptomoedas e/ou criptoativos. Temos visto esse interesse de forma consistente nos últimos meses, apesar de um número ainda bem baixo, e iremos monitorar com atenção daqui pra frente.

Ibovespa acima dos 130.000 pontos até o fim de 2021?

Segundo a pesquisa desse mês, 49% dos assessores acreditam que o Ibovespa ficará entre os 130.000 e 140.000 pontos ao final de 2021. Em seguida, 22% acreditam que o índice deve fechar o ano entre 140.000 e 150.000. Outros 21% acreditam que o índice ficará entre os 120.000 e 130.000 pontos, e 8% acreditam que o Ibovespa ficará abaixo dos 110.000 pontos. O restante, apenas 1%, acredita que o índice terminará 2021 acima dos 150.000 pontos. A média de palpites calculada foi de 132.831 pontos, uma diminuição de -5,4% em relação ao mês anterior (140.388 pontos na pesquisa passada).

Quanto à turbulência nos mercados, 46% dos assessores acreditam que estes se acalmarão após mais de 6 meses, número que se manteve praticamente estável em relação à julho, os que acreditam que isso ocorrerá entre 3 e 6 meses somam 15%, -7p.p. M/M. Por fim, 24% das pessoas acreditam que a turbulência irá passar entre 1 e 3 meses, também praticamente estável em relação à pesquisa anterior.

Riscos políticos e fiscais continuam levantando preocupações

Em relação aos riscos, o destaque continuou sendo o risco político e fiscal no Brasil, com um aumento de +15p.p. M/M, chegando a 82%. A alta da inflação foi vista como o segundo maior risco em 6%, seguido da alta da taxa Selic em 5%.

Em relação aos propulsores da Bolsa, na visão dos assessores, os maiores são: 1) vacina contra o coronavírus e volta ao “normal” (38%, -11p.p. M/M); 2) cenário econômico brasileiro (32%, +3p.p. M/M); 3) cenário econômico global (15%, +2p.p. M/M); e 4) liquidez global (12%, +3p.p. M/M). Esses resultados mostram que os assessores estão mais atentos ao cenário doméstico em relação ao que pode interferir no desempenho da Bolsa em 2021.


A edição de agosto da pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 27 de agosto de 2021, via um formulário eletrônico contendo onze questões e obteve 293 respostas únicas.

Abra sua conta na XP Investimentos e conte com o nosso time especializado de assessores.

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