LOG Commercial Properties (LOGG3): Um Líder em um Mercado em Rápido Crescimento

Estamos iniciando a cobertura de LOG Commercial Properties (LOGG3) com a recomendação Neutra e preço-alvo de R$40,4/ação, o que implica em um potencial de valorização de 16%. Confira maiores detalhes no relatório abaixo.


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• Estamos iniciando a cobertura de LOG Commercial Properties (LOGG3) com a recomendação Neutra e preço-alvo de R$40,4/ação, o que implica em um potencial de valorização de 16%;

• Apesar de estar bem posicionada para se beneficiar da crescente demanda por galpões logísticos, com possibilidade de solidificar sua liderança no segmento, vemos as ações da LOG bem precificadas após o forte desempenho nos últimos meses (~59% desde março contra o 49% do Ibovespa). Consequentemente, isso nos leva a uma postura mais conservador para LOGG3;

• ESG: Na frente ambiental, a LOG é afiliada ao GBC (“Green Building Council“), mas ainda possui poucos programas para aumentar o número de empreendimentos verdes. No social, LOG (LOGG3) começou seus projetos sociais em 2019 e permaneceu bastante ativo durante a pandemia com doações. Em governança, a companhia é listada no Novo Mercado, mas possui somente uma mulher (de 8 membros) no Conselho de Administração;

O segmento de galpões e centros de distribuição vem apresentando forte crescimentos nos últimos anos (a área bruta locável total passou de 15,3 milhões de m² em 2018 para 16,8 milhões de m² em 2020). Ele está sendo impulsionado pelo investimento das varejistas, que vêm investindo na redução dos prazos de entrega e minimizando os custos de frete para seus clientes.

Em nossa visão, um dos principais catalisadores para esse crescimento foi a maior adoção do e-commerce, que esperamos que continue impulsionando o segmento de logística nos próximos anos.

Ainda, durante o surto de COVID-19, enquanto a maioria dos setores foi significativamente impactada pela quarentena e isolamento social, o segmento de galpões e centros de distribuição mostrou sólida resiliência. Isso devido à mudança do comportamento dos consumidores em torno das compras online, acelerando ainda mais a demanda por galpões pelas varejistas.

Estamos iniciando a cobertura de LOG Commercial Properties (LOGG3) com recomendação Neutra e preço-alvo de R$40,40/ação. Vemos a LOG bem preparada não só para se beneficiar da crescente demanda por galpões e centros logísticos, mas também na consolidação de sua posição de liderança no segmento.

A LOG (LOGG3) consegue fornecer um portfólio único para seus locatários, combinando capilaridade nacional, flexibilidade (por meio de galpões modulares) e preços de aluguel competitivos em ativos de alta qualidade.

Dito isso, apesar da nossa visão construtiva para os próximos anos, vemos suas ações sendo negociadas a 34,9x e 28,0x P/FFO para 2021 e 2022, após o forte desempenho dos últimos meses, o que, em nossa opinião, deixa um espaço limitado para valorização da ação.

O que é FFO e FFO Yield?
FFO (Funds From Operations) busca estimar o fluxo de caixa da empresa ao excluir os efeitos não caixa do seu lucro líquido.

FFO Yield é o FFO anual gerado pela companhia dividida pelo valor de mercado da companhia. De grosso modo, é a rentabilidade anual do fluxo de caixa da companhia. No caso das companhias de shopping centers, comumente comparamos essa rentabilidade com as taxas de juros reais de longo prazo, como a rentabilidade da NTN-B 2035.


Logg3: LOG Commercial Properties

LOG Commercial Properties (LOGG3)

Estamos Iniciando a cobertura de LOG Commercial Properties (LOGG3) com a recomendação neutra e preço-alvo de R$40,40/ação, o que representa um potencial de valorização de 16%. Nossa visão se resume nos seguintes pontos:

(i) Execução sólida herdada da MRV. A LOG possui uma forte expertise em execução, identificação da demanda e aquisição de terrenos, o que permite a companhia a construir ativos de alta qualidade com baixo custo por m² (significativamente abaixo de seus pares) e, portanto, alcançar retornos atraentes (~13% de retorno anual sobre o custo) mesmo praticando preços de aluguel abaixo dos níveis de mercado.

(ii) Alta exposição ao e-commerce. Após a maior penetração do comércio eletrônico, os varejistas têm investido na construção de redes de logística por meio de galpões logísticos e centros de distribuição. A LOG possui um portfólio robusto capaz de fornecer aos varejistas a capilaridade necessária não apenas no eixo São Paulo e Rio de Janeiro, mas principalmente nas outras regiões metropolitanas menos exploradas como a região nordeste.

(iii) Alta Diversificação de Clientes. A ampla atuação territorial da LOG levou a uma base de clientes muito pulverizada, limitando os riscos e poder de barganha dos inquilinos. Atualmente, o maior cliente do seu portfólio representa apenas 7,6% de sua receita, o que traz maior resiliência mesmo durante períodos de crise como a do coronavírus.

(iv) Reciclagem do portfólio através dos fundos imobiliários. A combinação da baixa taxa de juros e alta demanda por fundos imobiliários pelos investidores pessoa física traz uma oportunidade interessante para a LOG reciclar e monetizar seus ativos maduros por meio do FII LOG CP (Ticker: LGCP11) e financiar seu robusto plano de expansão.

(v) Plano de crescimento robusto, mas já precificado. Em nossa opinião, o plano da LOG de desenvolver mais de 1 milhão de m² (projeto “Todos por um”) adiciona um potencial de crescimento para a companhia. No entanto, após o forte desempenho da ação desde março, acreditamos que o plano de crescimento está em grande parte precificado, deixando menos espaço para um potencial de valorização da ação.

Performance da LOG


Sobre a LOG Commercial Properties (LOGG3)

A LOG Commercial Properties (LOGG3) é uma companhia do setor imobiliário dedicada ao desenvolvimento, construção, comercialização e administração de propriedades comerciais (principalmente galpões e centros logísticos, mas também atuam em loteamento de terrenos industriais e strip malls). A companhia possui uma operação totalmente integrada (desde aquisição de terrenos até locação e gestão do imóvel). Atualmente, a companhia possui e administra 1,9 milhões de m² de galpões e 35 mil m² de strip malls. Além disso, a companhia possui uma ampla presença nacional, atuando em 29 cidades e 11 estados.

Breve Resumo Histórico:

LOG foi fundada em 2007 em Belo Horizonte como uma subsidiária da MRV Engenharia (MRVE3) com o intuito de desenvolver, construir e alugar galpões e propriedades logísticas e pequenos shopping centers.

Em 2011, Starwood Capital Group (fundo de private equity focado em investimentos no setor imobiliário) se tornou uma acionista da companhia ao aportar R$250 milhões. Em 2013, a companhia concluiu mais uma rodada de captação de R$278 milhões com a entrada do FIP Multisetorial Plus (do grupo Bradesco).

Em 2018, a LOG se tornou uma companhia listada no segmento Novo Mercado da B3 após a separação da sua empresa mãe, a MRV Engenharia. Em 2019, a LOG levantou R$638 milhões por meio de uma oferta subsequente de ações.

Estrutura Societária

LOG (LOGG3) é listada no Novo Mercado , atendendo todas as exigências do mais alto nível de governança corporativa na B3. A família Menin é a principal acionista com aproximadamente 35,6% de participação na companhia, seguida da Starwood Brasil com 14,8% e FIP Multisetorial Plus com 7,6%. Com isso, as ações livre de circulação é na casa de 42,0%.

Presença Geográfica

Estrutura Societária


Mercado de Galpões no Brasil

O otimismo na economia impulsionou um aumento excessivo nas entregas de novos galpões entre 2010 e 2014 (anos pré-recessão). No entanto, nos anos seguintes, a combinação do aumento da oferta com a deterioração da demanda devido à retração econômica levou a uma desaceleração da absorção líquida e levou a taxas de vacância a dispararem para 30% em 2017.

Acreditamos que o impacto da fraca demanda durante a recessão econômico foi assimétrica entre os ativos logísticos dado que os inquilinos tenderam a mudar para galpões/ centros logísticos mais novos e mais eficientes (teto mais alto, pavimentos que suportam maiores cargas, estruturas modulares, eficiência energética aprimorada, entre outras melhorias), deixando de lado os ativos com especificações mais obsoletas, que acabaram sofrendo mais.

Apesar do ambiente mais desafiador durante a crise econômica, os preços dos aluguéis dos galpões sofreram menos do que outros segmentos como escritórios e shopping centers. Em nossa opinião, os ativos logísticos tendem a serem mais resilientes devido ao ciclo de construção mais curto em relação aos demais ativos comerciais, que se deve à menor complexidade construtiva. Consequentemente, há menor descasamento entre a oferta e demanda de ativos logísticos, resultando em aluguéis mais estáveis.

Após a turbulência econômica nos últimos anos, a absorção líquida (e taxa de ocupação) no mercado de galpões tem se recuperado gradualmente e os locatários tenderam a optarem por ativos de maior qualidade e localização (flight-to-quality) para otimizar suas operações logísticas.

Conceitos Importantes:

Absorção Líquida: Aumento ou diminuição real de espaço (medido em m²) ocupado entre dois períodos (espaço ocupado menos espaço devolvido pelos locatários).

ABL: Área bruta Locável. Representa a soma de todas as áreas do galpão disponíveis para aluguel (medido em m²).

Cap Rate: É o percentual que representa a renda anual dos imóveis sobre o valor de mercado dos mesmos.

Taxa de Ocupação: ABL ocupado divido pelo ABL total disponível.

Taxa de Vacância:
ABL vago divido pelo ABL total disponível.

Alta Dependência do Transporte Rodoviário

O mercado de galpões logísticos é altamente concentrado na região Sudeste do Brasil, principalmente em São Paulo (56% da área bruta locável de ativos logísticos do país), pois é a região que concentra maior parte do PIB brasileiro.

Além disso, segundo a CNT, a malha brasileira de transportes é altamente concentrada no transporte rodoviário (62,8%), seguido por ferroviária (21,0%), hidroviário (12,6%), dutoviário (3,6%) e aéreo (0,1%). Tal dependência exige uma rede robusta de galpões para armazenagem e transporte de cargas e mercadorias pelo território nacional.

Matriz de Transportes

PIB e PIB do Transporte


Principais Regiões Brasileiras

São Paulo

O mercado de São Paulo está em modo de recuperação desde 2017 com a absorção líquida de galpões A e A+ retomando gradativamente após atingir os níveis mais baixos em 2017. No entanto, os aluguéis ainda não apresentaram aumentos expressivos desde 2016 e estabilizaram em torno de R$18-19/m².

A taxa de vacância está lentamente diminuindo, atingindo 17% no em 2019. Dito isso, vemos o mercado de São Paulo bem posicionado para se beneficiar do crescimento do e-commerce nos próximos anos e não vemos o possível aumento de novas áreas como uma grande preocupação para a região.

Vacância em Galpões

Novo Estoque e Absorção Líquida

Rio de Janeiro

A demanda por propriedades logísticas com alta qualidade (A e A+) deve continuar pressionada no curto prazo dado a economia local mais enfraquecida devido a alta dependência do segmento de óleo e gás e setor público. Apesar da absorção líquida ter começado a apresentar os primeiros sinais positivos, ela ainda deve continuar abaixo dos níveis históricos.

Ainda, embora a vacância tenha atingido 23,5%, os preços de aluguel se mantiveram estáveis em torno da faixa de R$20-21/m². Pelo lado positivo, vemos baixos níveis de novas entregas nos próximos anos (aproximadamente 124 mil m² em 2021 e 2022).

Vacância em Galpões

Novo Estoque e Absorção Líquida

Minas Gerais

Semelhante ao mercado de São Paulo e do Rio de Janeiro, a demanda de galpões logísticos A e A+ em Minas Gerais desacelerou durante a recessão.

A absorção líquida foi de 89 mil m² em 2015 para -8 mil m² em 2016 e -13 mil m² em 2017. Taxas de vacância subiram de 14,3% em 2014 para seu pico de 20,4% em 2017.

No entanto, pelo lado positivo, a demanda cresceu rapidamente após 2018 com absorção líquida de 340 mil m² (2018 e 2020) e taxas de vacância em 16% no final de 2019.

Vacância em Galpões

Novo Estoque e Absorção Líquida


Maior Adoção do E-commerce como Catalisador

As medidas de isolamento social em razão da covid-19 foram provavelmente o principal catalisador para acelerar a penetração e adoção do varejo online no Brasil. Desde o início da pandemia, foi registrado um crescimento robusto na demanda e nas vendas online.

Apesar da ainda baixa penetração do e-commerce no Brasil, quando comparado aos outros países desenvolvidos, o crescimento das vendas online vem se intensificando nos últimos anos. As vendas do e-commerce totalizaram R$75 bilhões em 2019 (o que representa apensa 7,6% das vendas do varejo), mas devem crescer rapidamente e atingir o patamar de 12,9% das vendas do varejo nos próximos anos.

Crescimento do E-commerce

Número de Usuários do E-commerce

Para acompanhar a tendência de maior adoção do e-commerce pelos clientes, as empresas de varejo, de logística e empresas ligadas ao e-commerce vêm reformulando suas operações, investindo fortemente em logística e omnicanalidade das vendas visando encurtar os prazos de entregar e diminuir os custos de frete ao cliente final.

Dito isso, as companhias de e-commerce e as empresas relacionadas (incluindo varejistas + operadores logísticos) têm sido cruciais para impulsionar a absorção líquida de galpões e centros de distribuição.

Segundo a Cushman & Wakefield, as companhias varejistas e de logística foram responsáveis por 72% da absorção de ABL no Brasil e 75% em São Paulo entre 2018 e 2020.

Em nossa opinião, continuamos a ver um sólido potencial de crescimento para os ativos logísticos devido ao acelerado crescimento e penetração do e-commerce no Brasil.

Além disso, esperamos que os lojistas priorizem a eficiência de suas operações e optem por ativos bem localizados e de alta qualidade pelo território nacional, deixando para trás os ativos com especificação mais obsoleta

Locações por Setor no Brasil

Locações por Setor em São Paulo


Tese de Investimentos

Sólida Execução Herdada da MRV

A LOG (LOGG3) participa de ponta a ponta em seus projetos (do acompanhamento da demanda por ativos logísticos ao gerenciamento e manutenção de seus ativos).

Em nossa opinião, seu modelo verticalizado é a principal vantagem competitiva da companhia em relação aos seus pares de mercado (mesmo os mais consolidados), pois ela consegue manter seu ciclo de construção curto (entre 18 a 30 meses da aquisição do terreno até a entrega do ativo), rígido controle de custos (R$1.100/m² + custo do terreno, significativamente abaixo das pares de mercado) e presença nacional, o que permite atender rapidamente as necessidades de expansão de seus inquilinos por meio de seus galpões modulares.

O processo construtivo altamente eficiente herdado da MRV, permite a companhia desenvolver galpões de alta qualidade com retornos atrativos (13% de retorno anual sobre os custos), mesmo praticando preços de aluguel abaixo da média do mercado (R$15,5/m² vs. média brasileira de R$18,9/m²)

Taxa de Vacância

Preço dos Alugueis


Uma História de Crescimento no Setor Imobiliário para LOGG3

O método de construção faseada da LOG permite a companhia desenvolver empreendimentos em várias fases (a depender da demanda) de forma a otimizar os níveis de ocupação de seus ativos, o que implica em maiores retornos nas fases subsequentes, uma vez que maior parte do investimento e custos (como na aquisição de terrenos e infraestrutura) foram incorridos nas primeiras fases. Conforme as expansões são entregues e ocupadas, a rentabilidade anual sobre o custo do projeto tende a aumentar nas próximas fases. Portanto, a LOG (LOGG3) pode oferecer ativos de alta qualidade com contratos mais flexíveis para melhor atender às necessidades de seus inquilinos, combinando o curto prazo de entrega, abrangência nacional e galpões modulares.

Vemos um forte potencial de crescimento para a LOG (LOGG3), pois ela combina; i) um banco de terrenos considerável; ii) sólido conhecimento em execução e DNA de desenvolvedor para entregar projetos em todo o território nacional; iii) forte demanda do mercado por ativos mais eficientes e de maior qualidade; iv) demanda por capilaridade em todo o país (por exemplo, um inquilino ocupando vários ativos em todo o país).

Em meados de 2019, a companhia anunciou um plano de construção de 1 milhão de m² de ABL até 2024 (projeto “Todos por um”). Até o momento, a companhia entregou 48 mil m² e possui outros 177 mil m² em construção. Além disso, concluiu a aquisição de 361 mil m² de banco de terreno (52% da meta total do programa)

Área Bruta Locável da LOG

Quantidade de Galpões Obsoletos no Brasil


LOGG3: Alta Exposição ao E-commerce

Conforme mencionado anteriormente, o surto de covid-19 impulsionou a penetração do varejo online dado as medidas de isolamento social. Desde março, as plataformas de e-commerce apresentaram sólida performance operacional tanto em termos de vendas como em número de usuários. No entanto, em nossa opinião, o principal gargalo para um maior crescimento do e-commerce são os desafios logísticos no Brasil devido a sua grande extensão territorial e precária infraestrutura logística local, altamente dependente do transporte rodoviário.

Para contornar tal problema, varejistas de e-commerce e empresas de logística vêm investindo em soluções e iniciativas para diminuir o tempo de entrega por meio de ecossistemas logísticas, construindo redes de distribuição compostas de centros distribuição e adoção dos modelos e estratégias de last-mile.

Os varejistas nacionais precisam de centros de distribuição estrategicamente posicionados para ganhar capilaridade logística em várias regiões metropolitanas, a fim de continuar a expandir sua participação de mercado no e-commerce e diminuir seu tempo de entrega e fretes, que são fundamentais para fidelizar o consumidor. Nesse sentido, a LOG (LOGG3) se destaca, pois, consegue oferecer aos varejistas um grande portfólio nacional com ativos de alta qualidade, especialmente em regiões menos exploradas pelos seus pares de mercado (principalmente fora do eixo São Paulo – Rio de Janeiro). Portanto, a LOG possui grande exposição a estados menos visados por concorrentes como Goiás, Ceará e Espírito Santo.

Área Bruta Locável da LOG por Estado

Crescimento Regional do E-commerce


Reciclagem de Portfólio Através dos Fundos Imobiliários

Em nossa opinião, o ambiente de juros baixos desencadeou crescente apetite por ativos de maior risco em busca de retornos mais elevados. Isso levou os investidores pessoa física a migrar da renda fixa e ingressar outras classes de ativos como as ações e fundos imobiliários (FIIs). Em nossa opinião, o apelo do pagamento mensal de dividendos dos fundos imobiliários (prática comum entre os fundos imobiliários) tem atraído investidores, o que fez o número de investidores saltar de 230 mil no início de 2019 para cerca de 1,1 milhão em outubro de 2020.

Emissão de Cotas de Fundos Imobiliários

Número de Investidores Pessoa Física

Acreditamos que a demanda aquecida por fundos imobiliários traz uma oportunidade para a LOG reciclar seus ativos maduros por meio do FII LOGCP (LGCP11) em termos atrativos (6,5% a 7,0% de cap rate de saída), o que permite a companhia monetizar parte de seu portfólio e continuar a financiar seu plano de expansão e construção de novos galpões.

Reciclagem de Ativos com Fundos Imobiliários


Alta Resiliência & Pulverização da Carteira de Clientes

A LOG (LOGG3) possui uma carteira de clientes pulverizada, atendendo desde companhias locais/regionais até empresas multinacionais em todo o território nacional. A grande abrangência territorial levou a companhia a construir fortes relacionamentos comerciais com grandes varejistas (81% de seus clientes possuem mais de um contrato de locação com a LOG), que demandam grande capilaridade logística para entregar produtos com rapidez e menor custo ao cliente final em diferente regiões do Brasil.

Além disso, a grande base de clientes dilui o risco operacional, evitando grande dependência de um setor ou locatário, o que também favorece o poder de barganha da LOG nas negociações contra seus inquilinos. Seu portfólio mostrou grande resiliência durante a pandemia, quando diversos setores foram impactados negativamente pelas medidas de distanciamento social e quarentena (por exemplo, o setor automobilístico). A maior locatária da LOG representa apenas 7,6% do fluxo de receita da companhia e sua maior exposição setorial são alimentos e bebidas e setor farmacêutico.

Maior Cliente da LOG

% Receita bruta da companhia

Exposição Setorial

% Receita bruta da companhia

A LOG (LOGG3) concluiu sua oferta subsequente de ações (follow-on) no final de 2019, o que aumentou sua liquidez e desalavancou seu balanço patrimonial. A companhia encerrou o terceiro trimestre de 2020 com um endividamento líquido de R$141 milhões (dívida líquida/ebitda ajustado de 1,3x e índice de LTV líquido de 5%), que consideramos baixo e favorável para a companhia seguir sua estratégia de crescimento “Todos por um” nos próximos anos. Além disso, a situação de liquidez confortável também permitiu que a LOG continuasse reduzindo seu custo de dívida para CDI + 1,3% (50 pontos base abaixo do segundo trimestre de 2019) por meio de uma gestão ativa de seus passivos.

Cronograma de Dívida

Dívida Líquida/Ebitda ajustado


ESG

Como mencionamos no nosso relatório de início de cobertura de ESG em Research na XP (ESG de A a Z: Tudo o que você precisa saber sobre o tema), definir a materialidade dos fatores ESG a nível setorial permanece um trabalho ainda em progresso. Similar ao que foi dito sobre os Shoppings, vemos o pilar de Governança como o fator mais importante na análise ESG da LOG, enquanto o pilar do Meio Ambiente está altamente relacionado ao progresso na adoção de edifícios verdes e, na frente Social, ao trabalho comunitário nos arredores de seus ativos.

Na frente ambiental, a LOG é afiliada ao GBC (“Green Building Council“), mas ainda possui poucos programas para aumentar o número de empreendimentos verdes. No pilar social, a LOG (LOGG3) começou seus projetos sociais em 2019 e permaneceu bastante ativo durante a pandemia com doações. Em governança, a companhia é listada no Novo Mercado, mas possui somente uma mulher (de 8 membros) no Conselho de Administração.

Clique aqui para acessar o relatório completo sobre como a LOG se posiciona quando o tema é ESG


Valuation de LOGG3

Após a forte performance do papel desde março mesmo no meio da pandemia, LOGG3 está negociando a um múltiplo de 35,2x e 28,2x P/FFO (FFO Yield de 2,9% e 3,6%) para 2021 e 2022, o que leva um potencial de valorização limitado, apesar da nossa visão construtiva sobre suas operações e do seu robusto plano de crescimento para os próximos anos. Portanto, iniciamos a cobertura da LOG com a recomendação neutral e preço alvo de R$40,4/ação, pois acreditamos que grande parte do crescimento está parcialmente precificado.

Estimativa de FFO Yield

Comparativo com as outras companhias


Conduzimos uma análise de sensibilidade para diferentes cenários de expansão da ABL da LOG para os próximos anos. Em nosso cenário base, acreditamos que a companhia complete o projeto “Todos por um” como planejado (desenvolvimento e construção de 1mm m² de galpões logísticos até 2024). No entanto, há uma possibilidade da companhia entregar até mais ABL dado a recente aceleração da demanda por galpões logísticos e centro de distribuição, impulsionado pelas companhias de e-commerce. Por outro lado, vemos alguns riscos como uma desaceleração da absorção líquida e/ou competição mais acirrada, o que pode implicar em atrasos e/ou até corte em relação ao planejado.

Sensibilidade do Preço Alvo

Diferenças com Preço Alvo


Riscos para a Tese de Investimento de LOGG3

Atraso no desenvolvimento dos projetos e/ou aumento de custos.

Em nossa visão, o maior risco para a estratégica de crescimento da LOG nos próximos anos (construção de 1 milhão de m²) são: i) possíveis atrasos no desenvolvimento de seus galpões devido a restrições nos canteiros de obra (por exemplo, fornecimento de materiais e mão de obra) e atrasos na aquisição de licenças e aprovações junto ao governo local de cada municipio; ii) inflacão de custo dos materiais de construção e/ou do terreno em razão do acirramento da competição;

Ritmo de locação abaixo do estimado

Um ritmo de locação abaixo do esperado dos ativos da LOG (LOGG3) (devido à maior concorrência ou um enfraquecimento geral da demanda) pode atrasar a maturação de alguns dos seus ativos e pressionar as taxas de vacância, o que levaria a um crescimento menor nos próximos anos.

Ambiente Macroeconômico mais desafiador

Uma recuperação da economia mais fraca do que o esperado pode implicar em recuperação mais lenta da situação financeira dos inquilinos da LOG, o que pode desencadear maiores taxas de vacância e inadimplência.

Juros reais de Longo Prazo

Apesar de não ser nosso cenário base, uma subida inesperada das taxas de juros reais pode impactar negativamente nossas estimativas e pressupostos de custo de capital para a companhia.


Destaques Financeiros & Valuation de LOGG3

Estamos iniciando a cobertura de LOG Commercial Properties (LOGG3) com a recomendação neutra e preço alvo de R$40,4/ação. Nossa avaliação é baseada pelo método de fluxo de caixa descontado utilizando um custo ponderado de capital (WACC) de 9,1% e crescimento na perpetuidade de 5,3%.

Sensibilidade de Preço

Potencial de Valorização


Principais Executivos e Conselho de Administração

Avaliação

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O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

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