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Entrada de capital estrangeiro bate recorde em 2022 – Fluxo em foco

Quais foram os principais fluxos e participantes da Bolsa brasileira no último mês? Neste relatório, destacamos as principais movimentações do mês.

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Em dezembro, a Bolsa brasileira, câmbio e a curva de juros seguiram pressionados pelo aumento de riscos fiscais. O mercado continuou preocupado com a agenda fiscal, principalmente em relação ao teto de gastos e a nova âncora fiscal. Com isso, o Ibovespa caiu -2,4% em reais e -3,1% em dólares no mês passado, quase em linha com os mercados globais (MSCI ACWI) que tiveram queda de 4,1%. O Real também foi, dentre as principais moedas globais, a que mais se desvalorizou frente ao dólar no mês.

Mesmo com as quedas no último mês, no ano de 2022, o Ibovespa subiu 4,7% em reais e 10,1% em dólares, desempenho bem acima de seus pares globais. Adicionalmente, a moeda brasileira também se valorizou contra o dólar em +5,6% no ano, sendo a moeda com melhor desempenho dentre as principais moedas globais.

Quer saber a nossa visão do que esperar da Bolsa brasileira? Veja o nosso último Raio XP – Retrospectiva 2022

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Fluxo de capital estrangeiro continua positivo na Bolsa apesar do aumento de riscos fiscais

Dezembro foi mais um mês positivo para o fluxo de capital estrangeiro na Bolsa brasileira em 2022, com uma entrada líquida de R$ 15,2 bilhões. O total acumulado de 2022 é de +R$ 119,8 bilhões, o maior valor desde o início dos dados em 2008.

Fonte: B3, XP Research. Dados até 4/1/2023.

O saldo de capital estrangeiro foi positivo no mês passado mesmo com perspectivas cada vez mais deterioradas em relação ao fiscal. Daqui pra frente, para que o fluxo estrangeiro continue positivo precisamos ver: i) melhor resolução sobre a trajetória fiscal e política do país; ii) a continuação da recuperação econômica; iii) cenário positivo para as commodities e os mercados emergentes.

Fonte: Bloomberg, XP Research. Dados até 29/12/2022.

Investimentos em fundos de ações continuam com fluxo negativo

O investimento em fundos de ações teve um fluxo negativo de R$ 4,2 bilhões em novembro, último dado disponível, chegando a R$ 512,4 bilhões de patrimônio líquido. Já Fundos multimercados tiveram um fluxo negativo de 6,6 bilhões chegando a um patrimônio líquido de RS 1,1 trilhões.

Com a taxa Selic agora em 13,75%, os fundos de renda fixa continuam com a alocação em alta. Em novembro, houve um fluxo negativo de de R$ 19,1 bilhões nessa classe de ativos, mas esse tipo de fundo continua o maior nível de patrimônio líquido, em R$ 3,1 trilhões.

Fonte: Anbima, XP Asset, XP Research. Dados até novembro/2022.
Fonte: Anbima, XP Asset, XP Research. Dados até novembro/2022.

Fundos de pensão: Alocação em fundos de renda variável apresenta queda

Quando olhamos apenas para os fundos de pensão, segundo dados mais recentes disponíveis de setembro de 2022 da Abrapp, o fluxo de alocação em ações diretamente foi de -R$5,9 bilhões em relação à dezembro de 2021. Com isso, eles estão com uma alocação de R$81,4 bilhões em ações.

O fluxo para fundos de renda variável também foi negativo em setembro, quando comparado com o final de 2021, em -R$8,8 bilhões, chegando a R$67,1 bilhões.

Juntos, investimentos em ações e fundos de renda variável representam 13,6% da carteira desses fundos de pensão, resultando em um total de R$148 bilhões. Já para renda fixa, o saldo é de R$854,9 bilhões, representando 78,4% do total.

Fonte: Abrapp, XP Research. Dados até setembro/22.
Fonte: Abrapp, XP Research. Dados até setembro/22.

Os dados acima revelam que a participação das instituições no mercado acionário ainda é baixa quando comparado à exposição à renda fixa, ou seja, ainda existe um grande potencial de migração da renda fixa para a variável.

Número de investidores pessoas físicas continua a aumentar

Fonte: B3, XP Research. Dados até 29/12/2022.

Em dezembro, último dado disponível, o número de investidores pessoas físicas (PFs) na Bolsa brasileira (B3) atingiu 5.847.163 Em relação a novembro, houve um aumento relevante de 444.117 investidores PFs, equivalente a um crescimento mensal de +8,2%. Quanto à posição total desses investidores PFs, houve uma queda do valor total mensal de -2,3%, atingindo R$457,7 bilhões investidos.

Investidores estrangeiros possuem as maiores participações na Bolsa

Os principais investidores da Bolsa brasileira são: 1) investidores estrangeiros (54,8%), 2) instituições (25,7%) e 3) pessoas físicas (14,9%). Juntos, eles representam 95,4% dos participantes do mercado acionário.

Fonte: B3, XP Research. Dados até 29/12/2022.
Fonte: B3, XP Research. Dados até 29/12/2022.

Nessa publicação, considera-se apenas o fluxo do mercado à vista.

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